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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Meditação para a Solenidade da Sagrada Familia


                                           A Fuga para o Egito de Albrecht_Dürer


Textos: Eclesiástico 3, 2-6.12-14; Colossenses 3, 12-21; Mateus 2, 13-15.19-23
P. Antonio Rivero, L.C.


Ideia principal: Esse Menino que nasce em Belém nasce numa família humana, que é modelo para todas as famílias.


Aspectos desta ideia:
Em primeiro lugar, nos perguntemos como vivia esta família humana de Jesus. Unidos na oração e na obediência a Deus: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito... retorna à terra de Israel”. Unidos no amor mútuo: “levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito”. Unidos no trabalho, na dor e nas provações: “… porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo” (Evangelho). Um programa para as famílias de hoje.


Em segundo lugar, nos perguntemos como vivem algumas das nossas famílias hoje. Umas, unidas na oração, no amor e na dor. Outras, nem tanto, experimentando a separação, o divórcio, vivendo como se Deus não existisse e se deixando levar pelo canto das sereias, deixando as janelas da afetividade abertas de par em par aos novos ares de libertação, ou abrindo a porta do coração a piratas intrusos que pretendem somente destroçar a barca matrimonial e familiar. Famílias que vivem por motivos de interesse, ou de mera convivência civilizada, e não na fé, na oração e na certeza de saber que são amadas e abençoadas por Deus com um santo sacramento.


Finalmente, nos perguntemos como deveriam viver as nossas famílias, seguindo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Deus no centro. O amor como motivação e coroa. A dor como prova para exercitar as virtudes teologais e olhar para o alto. Os filhos honrando os seus pais, não lhes causando tristezas, obedecendo-lhes (segunda leitura) e cuidando deles na velhice (primeira leitura). Os pais revestidos de respeito e amor entre eles, e de bondade, humildade, mansidão, paciência, perdão, amor para com os filhos e piedade e gratidão com Deus (segunda leitura).


Para refletir:
1. Pais de família: parecem com José?
2. Mães, parecem com Maria?
3. Filhos, parecem com o Menino Jesus?
4. Meditam juntos sobre o Quarto Mandamento da lei de Deus, tão bem explicado no Catecismo da Igreja Católica nos números 2217-2218

9 de Janeiro - Santo Andre Corsini

9 de janeiro
Santo Andre Corsini - Afresco

Santo André Corsini, Bispo
Nascido em Florença, no final do século XIV. Seus pais, Nicolau e Corsini Gema degli Stracciabende pertenciam a famílias da aristocracia da cidade. Ainda muito jovem, André ingressou na Ordem do Carmo e se propôs em observar a mais estrita observância da Regra Carmelita. Distinguiu-se pelo seu amor fraterno, austeridade e rigor na penitência. Como provincial, soube manter o espírito religioso da disciplina, o culto da pobreza e da oração e observância da Regra, cuidando especialmente da formação dos jovens, segundo o espírito e tradição da Ordem, infundindo a todos o zelo apostólico. Durante a peste que assolou a região, se entregou com heroísmo ao cuidado dos enfermos.
No ano 1349 foi nomeado bispo de Fiesole, diocese perto de Florença, onde logo se revelou suas qualidades de bondade e sabedoria com que o Senhor tinha o abençoado.
Escolheu para ele, em seu palácio, uma cela reservada, onde ele dormia em uma cama de ramos e onde passava longas horas da noite em oração.
Seus biógrafos apresentam-no como bispo muito leal a Santa Sé. Ele se entregou totalmente à sua diocese. Defendeu com firmeza e fidelidade o patrimônio da Igreja, advogando que os bens da Igreja são dos pobres. Zeloso e reformador da fé e dos costumes. Consciente do principal ofício do ministério sacerdotal, que é adorar a Deus e evangelizar as pessoas conduzindo-os para Deus.
O papa lhe confiava, com frequência, importantes missões para resolver conflitos e tentar apaziguar queixas ou visitar mosteiros relaxados.
Morreu em 6 de janeiro de1374. Em seu túmulo, que é mantido na Basílica del Carmen, em Florença, foi gravado este epitáfio: “Admirável pelo exemplo da sua vida e sua eloquência”
Seu culto começou após a sua morte, mas a solenidade da sua canonização foi em 29/4/1629.
Na Basílica de São João Laterano, Roma, existe desde 1734 uma linda capela dedicada a ele.
Sua festa é celebrada em 9 de janeiro.
Espiritualidade
Este santo é um dos mais dedicados filhos do Carmelo, proposto pelo Papa Urbano VIII, ao canoniza-lo, como um modelo para bispos e superiores.
Amante da sua Ordem, cujo hábito nunca deixou de vesti-lo, mesmo como bispo, para indicar que ele queria viver e morrer como um autêntico religioso carmelita.
Rezava todos os dias, além do ofício divino, os sete salmos penitenciais e as orações dos santos, disciplinando-se em sua continuação.
Sua abstinência foi perpétua e sua comida, apesar de pouca, era frequentemente partilhada com os pobres.
Professava particular e filial devoção à Virgem. Reconhecia que ela o tinha salvado da corrupção do mundo sedutor e que devia tudo à sua proteção maternal.
Verdadeiro “Mensageiro e Anjo de Deus”, como disse seu primeiro biógrafo, foi um defensor da paz em Florença e Bolonha, e um trabalhador incansável pela salvação das almas.
Sempre soube combinar a sua caridade e benevolência com o zelo incansável pela santificação do clero. Foi a força dos justos com a ternura de um pai. Assim, foi capaz de ver introduzidas na sua diocese uma florescente reforma. Tudo, graças a um enorme trabalho pastoral, uma vida regular de oração e de uma forma mais austera do que o comumente se vivida no claustro.
Ele sempre foi uma estrela guia e pregador incansável a revelar os erros e vaidades do mundo.
Seu discurso atingia os corações e muitos vinham de longe para ouvi-lo.
Sua mensagem
  • que nos convertamos de lobos em cordeiros.
  • que pratiquemos a virtude da humildade.
  • que vivamos o amor com os pobres.
  • que o zelo pelo reino de Deus abrase nossos corações.
ORAÇÃO:
Senhor, Tu disseste que aqueles que trabalham pela paz serão chamados filhos de Deus; por intercessão de Santo André Corsini, admirável artífice da concórdia, concede-nos entregar-nos sem descanso a instaurar no mundo a justiça que pode garantir aos homens uma paz firme e verdadeira. Amém.
Fonte: site Província Carmelitana de Pernambuco

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