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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Natal Feliz !


O primeiro Natal, do qual celebraremos hoje a memória, foi realmente alegre e feliz.Que alegria e que felicidade! Nasceu Jesus, o Messias prometido desde o Paraíso perdido, esperado pelos Patriarcas desde Adão, razão de ser do povo eleito, o Salvador da humanidade, o Senhor feito homem. E os anjos anunciaram aos pastores essa felicidade.


A aparição da estrela misteriosa fez renascer a felicidade no coração dos Magos que vieram do Oriente. Segundo a filosofia, felicidade é o estado constituído pelo acúmulo de todos os bens com a ausência de todos os males (Cícero, Tusculanes V,10 – Boécio, De Cons. Phil. III, p.2, 2-4). Então, como poderemos chamar feliz um Natal onde houve desprezo, rejeição – Jesus nasceu numa estrebaria por falta de lugar para Ele nas casas e nas hospedarias -, lágrimas, gritos, morte, luto – Herodes, perseguindo Jesus, mandou matar as crianças de Belém – fuga, desterro, pobreza, sacrifícios? Realmente, felicidade perfeita, na definição filosófica, só se encontrará no Céu, na Jerusalém celeste, onde Deus "enxugará toda a lágrima dos seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque tudo isto passou" (Apoc. 21,4).


É a grande lição do Natal: como se pode ser feliz no desterro, na dor, no desprezo, no luto, até com lágrimas, aqui na terra. Aqui, a felicidade consiste em ter Jesus, em estar com Jesus, em amar Jesus de todo o coração, com a esperança de tê-lo perfeitamente um dia no Céu.Aqui, o que faz a felicidade é a esperança: "alegres pela esperança, pacientes na tribulação" (Rom 12,12). O cristão é otimista pela esperança. É feliz porque espera. Mesmo quando sofre. Mesmo no meio dos sofrimentos, angústias e dores, pode-se ter a felicidade. Por isso, o primeiro Natal foi cheio de felicidade. A pobre estrebaria de Belém era o Céu. Ali faltava tudo e não faltava nada. Ali estava a felicidade que a todos encheu de alegria: Jesus.


São Francisco de Assis inventou o presépio, quer dizer, a representação iconográfica do nascimento de Jesus, para que refletíssemos nas grandes lições desse maior acontecimento da história da humanidade, seu marco divisor, fonte de inspiração para os grandes pintores e manancial de meditação para os místicos. O presépio de Belém é o princípio da pregação de Jesus, o resumo da sua boa nova, o Evangelho. Dali, daquele pequeno púlpito, silenciosamente, ele nos ensina o desprezo da vanglória desse mundo, o valor da pobreza e do desprendimento, o nada das riquezas, a necessidade da humildade, o apreço das almas simples, a paciência, a mansidão, a caridade para com o próximo, a harmonia na convivência humana, o perdão das ofensas, a grandeza de coração, a pureza de alma, enfim, todas as virtudes cristãs que fariam o mundo muito melhor, se as praticasse.


É por isso que o Natal cristão é festa de paz e harmonia, de confraternização em família, de troca de presentes entre amigos, de gratidão e de perdão. Pois é a festa daquele que, sendo Deus, tornou-se nosso irmão aqui na terra.


Dom Fernando Arêas Rifan

Bisbo Titular de Cedamusa

Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Festa do Santo Natal

É Natal, nasceu Jesus !

Estamos no Natal. Vêm-nos à lembrança os diversos fatos e circunstâncias que rodearam o nascimento do Filho de Deus, e o olhar detém-se na gruta de Belém, no lar de Nazaré. Maria, José e Jesus Menino ocupam, de modo muito especial, o centro do nosso coração. Que nos diz, que nos ensina a vida ao mesmo tempo simples e admirável dessa Sagrada Família?Entre as muitas considerações que poderíamos fazer, quero comentar agora principalmente uma. O nascimento de Jesus significa, como diz a Escritura, a inauguração da plenitude dos tempos, o momento escolhido por Deus para manifestar por inteiro seu amor aos homens, entregando-nos o seu próprio Filho. Essa vontade divina cumpre-se no meio das circunstâncias mais normais e comuns: uma mulher que dá à luz, uma família, uma casa.



A Onipotência divina, o esplendor de Deus, passam através das realidades humanas, unem-se ao elemento humano. A partir daí, nós, os cristãos, sabemos que, com a graça do Senhor, podemos e devemos santificar todas as realidades nobres da nossa vida. Não há situação terrena, por mais insignificante e vulgar que pareça, que não possa ser ocasião de um encontro com Cristo e etapa do nosso caminhar para o reino dos céus.Por isso, não é de estranhar que a Igreja se alegre e se rejubile, contemplando a modesta morada de Jesus, Maria e José. É grato - reza o hino de matinas desta festa - recordar a pequena casa de Nazaré e a existência simples que ali se vive, celebrar com cânticos a simplicidade humilde que rodeia Jesus, a sua vida escondida. Foi ali que, ainda menino, Ele aprendeu o ofício de José, foi ali que cresceu em idade e participou num trabalho de artesão.



Junto dele sentava-se sua doce Mãe; junto de José vivia a sua esposa bem-amada, feliz de poder ajudá-lo e oferecer-lhe seus cuidados.Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o da Sagrada Família. A mensagem do Natal ressoa com toda a força: Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens de boa vontade. Que a paz de Cristo triunfe em vossos corações, escreve o Apóstolo. A paz de nos sabermos amados por nosso Pai-Deus, incorporados em Cristo, protegidos pela Virgem Santa Maria, amparados por José. Essa é a grande luz que ilumina nossas vidas e que, por entre as dificuldades e misérias pessoais, nos impele a continuar para a frente, cheios de ânimo. Cada lar cristão deveria ser um remanso de serenidade em que, por cima das pequenas contrariedades diárias, se pudesse notar uma afeição profunda e sincera, uma tranqüilidade profunda, fruto de uma fé real e vivida.
S. José Maria Escrivá (da Obra " É Cristo que Passa - Ponto 22" )

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Meditações para o Santo Natal - 9º Dia

Ò Emanuel, nosso rei e legislador,esperança e salvação dos povos:
vinde salvar-nos, ò Senhor nosso Deus



Tanto São Mateus como São Lucas nos falam de São José como varão que descendia de uma estirpe ilustre: a de Davi e Salomão, reis de Israel. Historicamente, os detalhes desta ascendência são um pouco confusos, não sabemos qual das duas genealogias enumeradas pelos evangelistas diz respeito a Maria - Mãe de Jesus segundo a carne - e qual a José, que era pai do Senhor segundo a lei judaica. Nem sabemos se a cidade natal de São José era Belém, onde se recenseou, ou Nazaré, onde vivia e trabalhava.Sabemos, porém, que não era uma pessoa rica: era um trabalhador, como milhões de outros homens em todo o mundo; exercia o ofício fatigante e humilde que Deus havia escolhido para Si ao tomar a nossa carne e ao querer viver trinta anos entre nós como outra pessoa qualquer.



A Sagrada Escritura diz-nos que José era artesão. Vários Padres acrescentam que foi carpinteiro. São Justino, referindo a vida de trabalho de Jesus, afirma que fazia arados e jugos. Baseando-se provavelmente nessas palavras, Santo Isidoro de Sevilha conclui que José era ferreiro. Seja como for, era um operário que trabalhava a serviço de seus concidadãos, que tinha uma habilidade manual, fruto de anos de esforço e de suor. Das narrações evangélicas depreende-se a grande personalidade humana de José: em nenhum momento surge aos nossos olhos como um homem apoucado ou assustado perante a vida; pelo contrário, sabe enfrentar os problemas, ultrapassar as situações difíceis, assumir com responsabilidade e iniciativa as tarefas que lhe são confiadas.



Para viver a virtude da castidade, não é preciso esperar pela velhice ou pelo termo das energias. A castidade nasce do amor e, para um amor limpo, nem a robustez nem a alegria da juventude representam qualquer obstáculo. Jovem era o coração e o corpo de São José quando contraiu matrimônio com Maria, quando soube do mistério da sua Maternidade divina, quando viveu junto dEla respeitando a integridade que Deus queria oferecer ao mundo, como um sinal mais da sua vinda às criaturas. Quem não for capaz de entender um amor assim, é porque conhece muito mal o verdadeiro amor e desconhece por completo o sentido cristão da castidade.Como dizíamos, José era um artesão da Galiléia, um homem como tantos outros. E o que pode esperar da vida um habitante de uma aldeia perdida como Nazaré? Apenas trabalho, todos os dias, sempre com o mesmo esforço. E, no fim da jornada, uma casa pobre e pequena, para recuperar as forças e recomeçar a tarefa no dia seguinte.Mas o nome de José significa em hebreu Deus acrescentará. A vida santa dos que cumprem a sua vontade, Deus acrescenta dimensões inesperadas: o que a torna importante, o que dá valor a tudo - o divino.




À vida humilde e santa de José, Deus acrescentou - se assim me é permitido falar - a vida da Virgem Maria e a de Jesus, Senhor Nosso. Deus nunca se deixa vencer em generosidade. José podia tornar próprias as palavras pronunciadas por Santa Maria, sua Esposa: Quia fecit mihi magna qui potens est, fez em mim coisas grandes Aquele que é Todo-Poderoso, quia respexit humilitatem, porque olhou para a minha pequenez.José era efetivamente um homem comum, em quem Deus confiou para realizar coisas grandes. Soube viver - tal e como o Senhor queria - todos e cada um dos acontecimentos que compuseram a sua vida. Por isso, a Santa Escritura louva José afirmando dele que era justo. E, na língua hebraica, justo quer dizer piedoso, servidor irrepreensível de Deus, cumpridor da vontade divina ; outras vezes, significa bom e caridoso para com o próximo. Numa palavra, justo é aquele que ama a Deus e demonstra esse amor cumprindo os mandamentos divinos e orientando toda a vida para o serviço de seus irmãos, os homens.


S. José Maria Escrivá



NONO DIA

Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.



Texto Bíblico: (para meditação) São João I,1-14
“No princípio era o Verbo e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus.Ele estava no princípio em Deus.Todas as coisas foram feitas por ele e nada do que foi feito, foi feito sem ele. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.


Houve um homem enviado por Deus que se chamava João. Este veio como testemunha para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Era a luz verdadeira, a que ilumina todo o homem que vem a este mundo.Estava no mundo e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu e os seus não o receberam.


Mas a todos os que o receberam, deu poder de se tornarem filhos de Deus, àqueles que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Meditações para o Santo Natal - 8º dia da Novena

Ò Rei dos povos e seu anseio,pedra angular que reunis os povos num só:
vinde e salvai o homem que formastes da terra
***
"O sinal de Deus é a simplicidade. O sinal de Deus é o menino. O sinal de Deus é que Ele faz-se pequeno por nós. Este é o seu modo de reinar. Ele não vem com poder e grandiosidades externas. Ele vem como menino - inerme e necessitado da nossa ajuda. Não nos quer dominar com a força. Tira-nos o medo da sua grandeza. Ele pede o nosso amor: por isto faz-se menino. Nada mais quer de nós senão o nosso amor, mediante o qual aprendemos espontaneamente a entrar nos seus sentimentos, no seu pensamento e na sua vontade - aprendemos a viver com Ele e a praticar com Ele a humildade da renúncia que faz parte da essência do amor. Deus fez-se pequeno a fim de que nós pudéssemos compreendê-Lo, acolhê-Lo, amá-Lo.


***


Os Padres da Igreja, na sua tradução grega do Antigo Testamento, encontravam uma palavra do profeta Isaías que Paulo também cita para mostrar como os novos caminhos de Deus já fossem anunciados no Antigo Testamento. Assim se lia: «Deus tornou breve a sua Palavra, Ele abreviou-a» (Is 10,23; Rom 9,28). Os Padres interpretavam num duplo sentido. O mesmo Filho é a Palavra, o Logos; a Palavra eterna fez-se pequena - tão pequena a ponto de caber numa manjedoura. Fez-se menino, para que a Palavra possa ser compreendida por nós. Assim, Deus nos ensina a amar os pequeninos. Assim nos ensina a amar os frágeis. Deste modo, nos ensina a respeitar as crianças. O menino de Belém dirige o nosso olhar a todas as crianças que sofrem e são abusadas no mundo, os nascidos como não nascidos. Dirige-o a crianças que, como soldados, são introduzidas num mundo de violência; a crianças que são obrigadas a mendigar; a crianças que sofrem a miséria e a fome; a crianças que não experimentam sequer amor. Nelas todas é o menino de Belém que nos interpela; interpela-nos o Deus que se fez pequeno. Rezemos nesta noite, para que o esplendor do amor de Deus acaricie todos estas crianças, e peçamos-lhe que nos ajude a fazer o que podamos para que seja respeitada a dignidade das crianças; para que desponte a luz do amor da qual mais precisa o homem, e não das coisas materiais necessárias para viver.
***

Com isto chegamos ao segundo significado que os Padres encontraram na frase: «Ele abreviou-a». A Palavra que Deus nos comunica nos livros da Sagrada Escritura, ao longo dos tempos, tornou-se extensa. Extensa e complicada não só para as pessoas simples e analfabetas, mas inclusive muito mais para os entendidos de Sagrada Escritura, para os doutos que, claramente, perdiam-se nas particularidades e nos respectivos problemas, sem quase conseguir mais encontrar uma visão de conjunto. Jesus «abreviou» a Palavra - fez-nos rever a sua mais profunda simplicidade e unidade. Tudo aquilo que nos ensina a Lei e os profetas está resumido - Ele diz - na palavra: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente [...] Amarás a teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22,37-40). Está tudo aí - toda a fé se resolve neste único ato de amor que abraça Deus e os homens.

***
OITAVO DIA DA NOVENA

Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São Mateus II,13-23

“Tendo eles partido (os magos), eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te avise; porque Herodes vai procurar o menino para o matar. E ele levantando-se, tomou de noite o menino e sua mãe e retirou-se para o Egito. E lá esteve até a morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: Do Egito chamarei meu filho. Então Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos magos, irou-se em extremo e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus arredores, da idade de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos magos. Então se cumpriu o que estava predito pelo profeta Jeremias, que diz: Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolações, porque já não existem."

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Meditações para o Santo Natal - 7º dia da Novena


Ò Estrela nascente, esplendor da luz eterna e sol de justiça:vinde e iluminai os que vivem nas trevas e na sombra da morte


"Quando Cristo inicia a sua pregação na terra, não oferece um programa político, mas diz simplesmente: Fazei penitência, porque o reino dos céus está próximo (Mt 3, 2; 4, 17). Encarrega os discípulos de anunciarem essa boa nova (cfr. Lc 10, 9), e ensina a pedir na oração o advento do reino (cfr. Mt 6, 10). Eis o reino de Deus e a sua justiça: uma vida santa; isso é o que temos que procurar em primeiro lugar, a única coisa verdadeiramente necessária (cfr. Lc 10, 42).A salvação pregada por Nosso Senhor Jesus Cristo é um convite dirigido a todos: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as núpcias de seu filho e enviou os criados a chamar os convidados para as bodas (Mt 22, 2-3).



Por isso, o Senhor revela que o reino dos céus está no meio de vós (Lc 17, 21). Ninguém é excluído da salvação, se livremente abre as portas às amorosas exigências de Cristo: nascer de novo (cfr. Jo 3, 5), tornar-se semelhante às crianças, com simplicidade de espírito (cfr. Mc 10, 15; Mt 18, 3; 5, 3), afastar o coração de tudo o que afasta de Deus. Jesus quer fatos, não apenas palavras, e um esforço denodado, porque somente os que lutarem serão merecedores da herança eterna (cfr. Mt 11, 12).Quem compreende o reino que Cristo propõe, percebe que vale a pena arriscar tudo para consegui-lo: é a pérola que o mercador adquire à custa de vender tudo o que possui, é o tesouro achado no campo (cfr. Mt 13, 44-46). O reino dos céus é uma conquista difícil, e ninguém tem a certeza de alcançá-lo (cfr. Mt 21, 43; 8, 12); mas o clamor humilde do homem arrependido consegue que as suas portas se abram de par em par. Um dos ladrões que foram crucificados com Jesus suplica-lhe: Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino. E Jesus respondeu-lhe: em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso (Lc 23, 42-43).



O reino de Cristo não é um modo de falar nem uma figura de retórica. Cristo vive também na sua condição de homem, com aquele mesmo corpo que assumiu na Encarnação, que ressuscitou depois da Cruz e que subsiste glorificado na Pessoa do Verbo, juntamente com a sua alma humana. Cristo, Deus e homem verdadeiro, vive e reina, e é o Senhor do mundo. Só por Ele se conserva com vida tudo o que vive.É Cristo que passa, 180O reino dos céus se alcança à força e são os violentos que o arrebatam. Essa força não se traduz em violência contra os outros: é fortaleza para combater as fraquezas e misérias próprias, valentia para não mascarar as infidelidades pessoais, audácia para confessar a fé, mesmo quando o ambiente é adverso.É Cristo que passa.



S. José Maria Escrivá



SÉTIMO DIA DA NOVENA

Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.



Texto Bíblico: (para meditação) São Mateus II,1-12

“Tendo, pois, nascido Jesus em Belém de Judá, reinando o rei Herodes, eis que uns magos chegaram do Oriente a Jerusalém dizendo: Onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? Porque nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. E ouvindo isto o rei Herodes turbou-se e toda Jerusalém com ele. E convocando todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo. E eles disseram-lhe: em Belém de Judá; porque assim foi escrito pelo profeta: E tu Belém, terra de Judá, não és a mínima entre as principais de Judá, porque de ti sairá o chefe que há de comandar Israel meu povo.



Então Herodes tendo chamado secretamente os magos inquiriu deles cuidadosamente que tempo havia que lhes tinha aparecido a estrela; e enviando-os a Belém disse-lhes: ide e informai-vos bem acerca do menino e quando o encontrardes, comunicai-mo a fim de que também eu o vá adorar. E eles, tendo ouvido as palavras do rei partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles até que, chegando sobre onde estava o menino, parou. Vendo novamente a estrela ficaram possuídos de grandíssima alegria. E entrando na casa, encontraram o menino com Maria, sua mãe e prostrando-se o adoraram; e abrindo

Meditações para o Santo Natal - 6º dia da Novena

Ò Chave de David e cetro da casa de Israel,que abris e ninguém pode fechar, fechais e ninguém pode abrir: vinde, libertai das prisões os cativos que vivem nas trevas e na sombra da morte.
Preparando-nos para a festa de Natal, nós pensamos nos justos do Antigo Testamento que esperaram a primeira vinda do Messias. Lemos os oráculos de seus profetas, cantamos seus salmos e recitamos suas orações. Mas nós não fazemos isto pondo-nos em seu lugar como se o Messias ainda não tivesse vindo, mas para apreciar melhor o dom da salvação que nos trouxe. O Advento para nós é um tempo real. Podemos recitar com toda verdade a oração dos justos do AT e esperar o cumprimento das profecias porque estas ainda não se realizaram plenamente; se cumprirão com a segunda vinda do Senhor. Devemos esperar e preparar esta última vinda.
No realismo do Advento podemos recolher algumas atualizações que oferecem realismo à oração litúrgica (...) a Igreja ora por um Advento pleno e definitivo, por uma vinda de Cristo para todos os povos da terra que ainda não conheceram o Messias ou não reconhecem ainda ao único Salvador. A Igreja recupera no Advento sua missão de anúncio do Messias a todas as gentes e a consciência de ser "reserva de esperança" para toda a humanidade, com a afirmação de que a salvação definitiva do mundo deve vir de Cristo com sua definitiva presença.Na feliz subordinação de Maria a Cristo e na necessária união com o mistério da Igreja, Advento é o tempo da Filha de Sião, Virgem da espera que no "Fiat" antecipa o Marana thá da Esposa; como Mãe do Verbo Encarnado.
fonte :Aci Digital
SEXTO DIA

Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.


Texto Bíblico: (para meditação) São Lucas II,1-20


“E naqueles dias, saiu um édito de César Augusto, para que se fizesse o recenseamento de todo o mundo. Este primeiro recenseamento foi feito por Cirino, governador da Síria. E iam todos recensear-se, cada um à sua cidade. E José foi também da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, que se chamava Belém, porque era da casa da família de Davi, para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que estava grávida. E estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito e o enfaixou e reclinou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ora, naquela mesma região, havia uns pastores que velavam e faziam de noite a guarda ao seu rebanho, E eis que apareceu junto deles um anjo do Senhor e a claridade de Deus os cercou, e tiveram grande temor. Porém o anjo disse-lhes: Não temais; porque eis que vos anuncio uma grande alegria, que terá todo o povo. Nasceu-vos na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor, E eis o sinal: encontrareis um menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.

E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens de boa vontade. E depois que os anjos se retiraram deles para o céu, os pastores diziam entre si: vamos até Belém e vejamos o que lá sucedeu e o que é que o Senhor nos manifestou. E foram com grande pressa e encontraram Maria e José e o menino, deitado na manjedoura. E vendo isto, conheceram o que lhes tinha sido dito acerca deste menino. E todos os que ouviram, se admiravam das coisas que lhes diziam os pastores. Ora, Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. E os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.”

Meditações para o Santo Natal - 5º dia da Novena

Ó Emanuel:Deus-conosco, nosso Rei Legislador, Esperança das nações e dos povos Salvador:Vinde enfim para salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!
"Ao celebrar anualmente a liturgia de Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: participando da longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua segunda Vinda. Celebrando o natal e o martírio do Precursor, a Igreja se une ao desejo de este: «É preciso que ele cresça e que eu diminua» (Jo 3, 30).

É por meio de nossa fé, esperança e amor que ele quer fazer brilhar a luz continuamente na noite do mundo.Sua presença já começou, e somos nós, os crentes, que, por sua vontade, devemos fazê-lo presente no mundo.É por meio de nossa fé, esperança e amor que ele quer fazer brilhar a luz continuamente na noite do mundo. De modo que as luzes que acendamos nas noites escuras sejam ao mesmo tempo consolo e advertência: certeza consoladora de que «a luz do mundo» já foi acesa na noite escura de Belém e transformou a noite do pecado humano na noite santa do perdão divino;

A luz de Cristo quer iluminar a noite do mundo através da luz que somos nós; sua presença já iniciada deve seguir crescendo por meio de nós. Quando na Noite Santa soe uma e outra vez o hino Hodie Christus natus est, devemos recordar que o início que foi produzido em Belém deve ser em nós início permanente, que aquela Noite Santa é novamente um «hoje» cada vez que um homem permite que a luz do bem faça desaparecer nele as trevas do egoísmo (...) a criança - Deus nasce ali onde se obra por inspiração do amor do Senhor, onde se faz algo mais que trocar presentes.


Advento significa presença de Deus já começada, mas também apenas começada. Isto implica que o cristão não olha somente o que já foi e o que aconteceu, como também ao que está por vir. Em meio a todas as desgraças do mundo, tem a certeza de que a semente de luz segue crescendo oculta, até que um dia o bem triunfará definitivamente e tudo lhe estará submetido: no dia em que Cristo retorne." (Catecismo da Igreja Católica.)
5º dia da Novena
Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.
Texto Bíblico: (para meditação) São Mateus I,18-25


“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, achou-se ter concebido do Espírito Santo, antes de coabitarem.E José, seu esposo, sendo justo e não querendo difama-la, resolveu deixá-la secretamente. Ora, andando ele como isto no pensamento, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos dizendo:José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa, porque o que nela foi concebido, é obra do Espírito Santo. E dará a luz um filho ao qual porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que diz: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer Deus conosco.E despertando José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E não a conhecia; e ela deu à luz seu filho primogênito e pôs-lhe o nome de Jesus.”

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Meditações para o Santo Natal - 4º dia da Novena

Ó Rei das nações,Desejado dos povos; Ó Pedra angular, que os opostos unis:Oh! Vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra.

<> – assim a Antífona aclama o Messias que virá. Várias vezes os profetas anunciaram que o Messias seria rei descendente de Davi. Mas, sobretudo com o Profeta Isaías (cf. 11,10) e com os Salmos (cf. 71/72) firmou-se profundamente a convicção de que o seu reinado não se limitaria somente a Israel: ele reinaria sobre todas as nações e nele toda a humanidade seria salva; ele seria luz para iluminar as nações e glória do povo de Deus, Israel (cf. Lc 2,29-32)!


Assim, Aquele que o ventre da Virgem gerou não somente realiza as profecias de Israel, mas é também o Desejado dos povos, aquele que satisfaz os melhores desejos e sonhos da humanidade toda. A ele todos os povos virão! São Mateus diz isso com a narrativa dos Magos, que vêm de longe seguindo a estrela do Rei dos judeus (cf. Mt 2,1-12); São João exprime essa mesma idéia com os gregos que pedem para ver Jesus (cf. Jo 12,20ss); e São Paulo fala do mistério escondido nos séculos e agora revelado (cf. Ef 3,1ss): em Cristo, os pagãos também são chamados à salvação. Por isso mesmo, o Apóstolo chama Jesus de pedra angular – a pedra que une as duas colunas do arco e as sustenta. Cristo é pedra angular porque une judeus e gentios num só novo povo: a Igreja, Israel da nova e eterna Aliança, cumprimento das profecias de Israel e dos desejos dos pagãos (cf. Ef 2,11ss).

Finalmente, ante tão grande Messias, a Antífona termina com uma súplica surpreendente, bela e profunda: “Vinde e salvai o homem que do limo formastes”. Que significa isso? Que esse Rei dos povos é também o criador e o modelo de todo homem: ele nos formou do pó da terra, de modo que trazemos em nós a sua imagem e quanto mais parecermos com ele, mais seremos nós mesmos!
4º dia da Novena

Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.

Texto Bíblico: (para meditação) São Lucas I,67-79 (O nascimento de S. João Batista)

“E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo e profetizou dizendo: Bendito seja o Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo. E suscitou uma força para nos salvar, na casa de seu servo Davi. Conforme anunciou pela boca dos seus santos, de seus profetas, desde os tempos antigos; para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam. Para exercer a sua misericórdia a favor de nosso pai Abraão, de nos conceder que, livres das mãos dos nossos inimigos, o sirvamos sem temor, com uma santidade e uma justiça digna dos seus olhares, durante todos os dias da nossa vida. E tu, menino, serás chamado o profeta do Altíssimo, porque irás diante da face do Senhor a preparar os seus caminhos, para dar ao seu povo o conhecimento da salvação para a remissão dos seus pecados; pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, graças à qual nos visitou do alto o Sol nascente, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte; para dirigir os nossos pés no caminho da paz.”

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Meditações para o Santo Natal - 3º Dia da Novena

Ó Raiz de Jessé,Ó estandarte, levantado em sinal para as nações!Ante vós se calarão os reis da terra, e as nações implorarão misericórdia

Ao iniciamos a preparação próxima para o Natal, e a liturgia se volta para o protagonista principal da festa: Jesus Cristo. O Evangelho nos apresenta a árvore genealógica de Jesus, como descendente de Davi. Nós ficamos edificados com a misericórdia de Deus, ao vermos que faz parte dessa genealogia quatro mulheres: Tamar, Raab, Rute e Betsabéia. Tamar, através de trapaças, teve um filho do seu próprio sogro Judá (Gn 38); Raab era a prostituta de Jericó (Js 2); Rute não era judia, mas moabita (Rt 4); E Betsabéia adulterou-se com Davi (2Sm 11). Como Deus é misericordioso conosco! Jesus veio mesmo tirar a humanidade da lama.



Jesus Cristo, o Filho de Deus, converte-se no novo molde do ser humano, já que o homem perdeu seu molde original, dado pelo criador. Vemos claramente que o mistério do homem só se esclarece no mistério do Novo Homem, enviado pelo Pai, Jesus Cristo. “Cristo veio revelar ao homem o mistério do próprio homem” (GS 22). Ao nos prepararmos para celebrar a Encarnação de Cristo, nós nos alegramos, pois Deus se tornou homem para que o homem fosse elevado a filho de Deus. Esse duplo movimento, para baixo e para cima, é a base do nosso trabalho pastoral e missionário. Queremos descer ao homem pecador, nós que também somos pecadores, a fim de juntos subirmos ao Céu.


Lá, queremos dar um abraço em Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. E esse duplo movimento teve seu ponto de apoio na maternidade divina de Maria. Ela é a ponte que une o Céu e a terra. No seio de Maria operou-se o ato mais surpreendente da história: o encontro pessoal de Deus com o homem. Certa vez, um rapaz, que andava afundado no mau caminho, foi a casa paroquial falar com o padre. Mas o padre estava saindo para atender a um doente que estava para morrer. Então levou o jovem até a capela e disse simplesmente, apontando para o sacrário: “Fale com ele”. Fechou a porta da capela e se retirou. O jovem sentou-se no banco da capela e, naquele silêncio, olhando para a luzinha vermelha do sacrário, a voz do padre ressoava em seus ouvidos: “Fale com ele”... Ele disse para si mesmo: “Falar o quê?... Bom, já que estou aqui, vou falar alguma coisa com Cristo”. A primeira coisa que ele falou foi da sua decepção. “Demorei tanto tempo para ter coragem de vir conversar com o padre para acertar a minha vida, e não é atendido!...” E o papo pegou. Quando o padre chegou, uma hora depois, o moço ainda estava “falando com ele”. Seu rosto era outro, estava transformado, sem nenhuma revolta e calmo. Pediu para se confessar, e fez uma confissão belíssima. Uma semana depois, estava novamente o jovem apertando a campainha da casa paroquial. O padre veio e ele pediu: “Senhor padre, eu posso ir lá falar com ele?” “Sim”, respondeu o padre. Anos mais tarde, esse rapaz tornou-se padre. Gostou tanto de “falar com ele”, que decidiu morar com ele para sempre. Jesus veio para fazer o homem feliz, dando-lhe a paz consigo mesmo, com o próximo, com a natureza e com Deus. É em Cristo que o homem descobre a sua identidade e realização total. Nós temos um canto do advento que resume a genealogia de Jesus em poucas palavras: “De Jessé nasceu a vara, da vara nasceu a flor. E da flor nasceu Maria, de Maria o Salvador.” Que Maria, a ponte usada por Deus para tornar-se homem, seja para nós uma ponte que nos ligue a Deus. Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi.


3º dia da Novena


Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.



Leitura do Livro do Profeta Isaías.


Naqueles dias, nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor; sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; no temor do Senhor encontra ele seu prazer. Ele não julgará pelas aparências o que vê nem decidirá somente por ouvir dizer; mas trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos; fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios. Cingirá a cintura com a correia da justiça e as costas com a faixa da fidelidade. O lobo e o cordeiro viverão juntos e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos e até mesmo uma criança poderá tangê-los. A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha como o boi; a criança de peito vai brincar em cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente. Não haverá danos nem mortes por todo o meu santo monte: a terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto as águas que cobrem o mar. Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será a sua morada.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Meditações Para o Santo Natal -2º dia da Novena

Ó Adonai,Guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente e lhe destes a vossa lei sobre o Sinai: Vinde salvar-nos com o braço poderoso!


A segunda vinda do Senhor nas cartas de São Paulo
Pe. Gregório Lutz, CSSp

No advento comemoramos que Jesus veio “revestido da nossa fragilidade, ... a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação” e que “revestido de sua glória ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que... vigilantes esperamos” (1º prefácio do advento).

De fato, no início do advento continuamos olhando, como fizemos em todo o mês de novembro, desde a festa de todos os santos até a festa de Cristo Rei, para o fim da vida terrestre e deste mundo e, além disso, para a vida do mundo que há de vir. Somente quando entramos mais para dentro do advento, o nosso olhar se dirige para a memória da primeira vinda do Senhor. Já que estamos no ano Paulino, parece conveniente lembrar como São Paulo nos apresenta sua fé na vinda do Senhor na glória.

Muitas vezes o apóstolo São Paulo expressa em suas cartas que está esperando a segunda vinda do Senhor. Sobretudo na 1ª carta aos Tessalonicenses ele fala com freqüência desta vinda (por exemplo, 1 Ts 2, 19; 3.13; 5, 23).

Paulo partilha esta esperança com os fiéis de suas comunidades. Isso se mostra em fórmulas tradicionais, que provavelmente já na liturgia da Igreja Apostólica eram usadas, particularmente a aclamação “Maranatha” (1Cor 16, 22). No fim do livro do apocalipse encontramos esta fórmula interpretada: “Aquele que atesta estas coisas diz: ‘Sim, venho muito em breve.’ Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22, 20).

Esta vinda na glória deverá acontecer no “dia do Senhor” ou “dia de Cristo”. Dia do “Senhor” tinha já no Antigo Testamento sentido escatológico, pois significava o dia do julgamento final. Paulo atribui este julgamento a Jesus Cristo (2Cor 5, 10 e Rm 2, 5-11). A vida do Senhor para o julgamento deve seguir a ressurreição dos mortos e a comunhão definitiva com Cristo (1 Ts 4, 3-17).

Como na aclamação do final do apocalipse, que acabamos de citar, percebe-se várias vezes nas cartas de São Paulo sua convicção de que o Senhor deveria voltar em breve (p. ex. 1 Ts 5, 3s; 1 Cor 7, 29; Fl 4, 5; Rm 13, 11s). No entanto, Paulo insiste que a esperança da vinda do Senhor na glória exige que no presente já se viva “em Cristo” (2 Cor 5, 17) e futuramente “com ele” (1 Ts 4, 14.17; 5, 10; Fl 1, 23). Uma fundamentação desta exigência Paulo dá na 2ª carta aos Coríntios quando explica que Cristo “morreu por todos a fim de que aqueles que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles”, e conclui: “Eis agora o tempo favorável por excelência. Eis agora o dia da salvação (2 Cor 5, 14 – 6, 2).
SEGUNDO DIA DA NOVENA


Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.

Texto Bíblico (para meditação): São Lucas I,26-38

“Foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão que se chamava José, da casa de Davi, e o nome da Virgem era Maria. E entrando o anjo onde ela estava disse-lhe: Deus te salve, cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres. E ela, tendo ouvido estas coisas, turbou-se com as suas palavras, e discorria pensativa que saudação seria esta. E o anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó e o seu reino não terá fim. E Maria disse ao anjo: como se fará isso, pois eu não conheço varão? E respondendo o anjo disse-lhe: o Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E por isso mesmo, o santo que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. E este é o sexto mês da que se diz estéril, porque a Deus nada é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.”

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Meditações para o Santo Natal - 1º dia da Novena

A perícope (do grego perikopê - passagem evangélica), apresentada para esse IV Domingo do Advento, é o mesmo que a Igreja Romana manda que se leia na Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, celebrada há poucos dias. Eis a razão da repetição dos trechos evangélicos num curto espaço de tempo.


Este é o último Domingo do Advento. Depois dele, estaremos às portas do Natal. Já iniciamos, desde o 16 de dezembro, a novena preparatória, em que as Missas e os Ofícios da Liturgia das Horas antevêem a vinda do Cristo. Famosas são, nesse período, as “Antífonas do Ó”, cantadas a partir do dia 17 até o dia 23, antes do Magnificat das Vésperas. Cada dia uma frase, iniciada pela locução “ó”, antecipa o cântico próprio dessa hora canônica. Assim temos:


Ó Sabedoria,Que saístes da boca do Altíssimo, e atingis os confins de todo o universo e com força e suavidade governais o mundo inteiro!Oh! Vinde ensinar-nos o caminho da prudência!


Festa importantíssima para a Cristandade, é natural que “tenha o Natal um tempo mais ou menos longo no qual os homens se preparam para comemorá-lo dignamente. Esse tempo é o Advento, quatro semanas que precedem imediatamente a aniversário do nascimento do filho de Deus humanado.


Tradicionalmente, é o Advento tempo de mortificação e oração: mortificação que disciplina a parte inferior de nossa riqueza, de maneira a levá-la a secundar fielmente as normas de moralidade, outorgada ao homem pela Divina Bondade; oração que canaliza do Céu as graças indispensáveis para que a vontade tenha a energia de repelir os assomos desordenados de nossa parte emocional.


Toda esta preparação seria, no entanto, substancialmente falha se não focalizasse igualmente, e mesmo com maior decisão, o elemento essencial na aliança do homem com Deus: a Fé. Pois, a base do culto que prestamos a Deus é o reconhecimento de sua soberana e infinita Verdade, Verdade que acatamos sem reserva e que adoramos com a plenitude de nossa alma agradecida. Cuidemos, pois, que nossa Fé seja íntegra e genuína.” (MAYER, D. Antônio de Castro. O Advento, reflexão em 4 de dezembro de 1983)

autor : Rafael Vitola vide : Veritatis Splendor

PRIMEIRO DIA


Oração para todos os dias


Ó Jesus vivendo em Maria vinde viver em vosso servo com o espírito de vossa santidade com a plenitude de vossas forças na retidão de vossos caminhos na verdade de vossas virtudes na comunhão de vossos mistérios para dominar as forças adversas com o vosso Espírito, para a glória do Pai. Amém.


Texto Bíblico para meditação : São Marcos I,1-8


“Início do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías: Eis que envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Voz que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Estava João batizando no deserto e pregando o batismo de penitência para a remissão dos pecados. E ia ter com ele toda a terra da Judéia e todos os de Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. E João andava vestido de pele de camelo e trazia uma cinta de couro em volta dos rins e comia gafanhotos e mel silvestre. E pregava dizendo: Vem após mim quem é mas forte do que eu, ao qual eu não sou digno de desatar, prostrado em terra, a correia dos sapatos. Eu tenho-vos batizado em água, ele porém vos batizará no Espírito Santo.”

Hino litúrgico
Vem do alto o Verbo do Pai no tempo eterno ao entardecer da terra vem para salvar. Do demônio o abraço queremos escapar.
E junto com os beatos a Vós sempre louvar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora

Eu sou a maculada Conceição !

“Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3, 15).“Não foi Adão o seduzido, mas a mulher” (1Tm 2,14)“Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl 4,4).No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher.; portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.


São Leão Magno, Papa do século V e doutor da Igreja, afirma:“O antigo inimigo, em seu orgulho, reivindicava com certa razão seu direito à tirania sobre os homens e oprimia com poder não usurpado aqueles que havia seduzido, fazendo-os passar voluntariamente da obediência aos mandamentos de Deus para a submissão à sua vontade. Era portanto justo que só perdesse seu domínio original sobre a humanidade sendo vencido no próprio terreno onde vencera”.O Senhor antecipou para Maria, a “bendita entre todas as mulheres”, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto da Redenção de Jesus. E Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original.Como disse o cardeal Suenens:“A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte”.


O cardeal Bérulle explica assim:“Para tomar a terra digna de trazer e receber seu Deus, o Senhor fez nascer na terra uma pessoa rara e eminente que não tomou parte alguma no pecado do mundo e está dotada de todos os ornamentos e privilégios que o mundo jamais viu e jamais verá, nem na terra e nem no céu” (Temas Marianos, p. 307).O Anjo Gabriel lhe disse na Anunciação: “Ave, cheia de graça...” (Lc 1,2Cool. Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu todo o mistério e dogma da Conceição Imaculada de Maria. Se ela é “cheia de graça”, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é desde sempre toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, Imaculada.


Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX declarava dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino.Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Papa diz:“Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis”.Em 1476 a festa da Imaculada foi incluída no Calendário Romano.

Em 1570, o papa Pio V publicou o novo Ofício e, em 1708, o papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Cristandade tornando-a obrigatória.S. Luiz de Montfort: “Neste seio virginal, Deus preparou o “paraíso do novo Adão” (TVD, n. 1Cool.Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja (†1787), disse:“Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (GM, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (GM, p. 209).


S. Bernardino de Sena (†1444): “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).S. Tomas de Vilanova († 1555), espanhol, disse:“Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (GM, p. 211).S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja († 1109):“Deus, que pôde conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”“A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).


S. Afonso de Ligório afirma:“O espírito mau buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas louvado seja Deus! O Senhor a previniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM p. 210).Nenhum de nós pode escolher sua Mãe; Jesus o pode.Pergunta S. Afonso: “Qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma rainha, a quisesse uma escrava? Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus” (GM, p. 213).


Santo Tomás de Aquino: “Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça a tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial; caso contrário, a ignomínia da Mãe passaria para o Filho” (GM, p. 215).S. Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja (†430):“Nem se deve tocar na palavra “pecado” em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (GM, p. 215).Maria é aquilo que disse o salmista:“O Altíssimo santificou seu tabernáculo; Deus está no meio dele” (Sl 45,5); ou ainda: “A santidade convém à Vossa casa, Senhor” (Sl 42,6).S. Cirilo de Alexandria (370-444), bispo e doutor da Igreja, pergunta:“Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (GM, p. 216). Assim Deus jamais permitiu que seu inimigo tocasse naquela em que Ele seria gerado homem.

Oração de São Bernardo

Oração de São Bernardo (1090-1153),
Abade e doutor da Igreja,
“Sermão sobre o Missus est”:

“Ó tu, quem quer que sejas, que nas correntezas deste mundo te apercebas: antes ser arrastado entre procelas e tempestades do que andando sobre a terra, desviares os olhos desta Estrela, se não queres afogar-te nessas águas.Se se levantam os ventos das tentações, se cais nos escolhos dos grandes sofrimentos, olha a Estrela, invoca Maria. Se as iras, ou avareza, ou os prazeres carnais se abaterem sobre tua barca, olha para Maria.Se, perturbado pelas barbaridades de teus crimes, se amedrontado pelo horror do julgamento, começas a ser sorvido em abismos de tristeza e desespero, pensa em Maria.Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, olha para a Estrela, pensa em Maria, invoca Maria. Que ela não se afaste de teus lábios, não se afaste de teu coração. E, para que possas pedir o auxílio de sua oração, não esqueças o exemplo de sua vida. Seguindo-a, não te desviarás; suplicando-lhe, não desesperarás; pensando nela, não errarás. Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, não terás medo; se ela te conduzir, não te fatigarás; se estiver do teu lado, chegarás ao fim. E assim experimentarás em ti mesmo quanto é verdade aquilo que foi dito: “E o nome da Virgem era Maria” .

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Histórico do Dogma da Imaculada Conceição



Histórico do Dogma da Imaculada Conceição


O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores a todos nós. Neste dia nós o consideramos na sua conspícua exceção ou melhor no seu singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante de sua concepção, de sua existência humana.



O valor doutrinal desta festividade é manifesto na oração da Missa da Imaculada Conceição, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparastes ao vosso Filho uma morada digna dele...", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efetuada por Cristo: "Vos que a preservastes de toda a mancha na previsão da morte do vosso Filho..."Antes que Pio IX com a bula Ineffabilis Deus de1854 definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio santo Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração.



Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente, na Itália meridional dominada pelos bizantinos.Em 1570, S. Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. "Potuit, decuit, ergo fecit", havia argumentado um brilhante teólogo medieval: "Deus podia faze-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez."



Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e acumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar não só sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo. Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadete Soubirous. Para a menina que, timidamente perguntava: "Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?", Maria respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição."



Origem da Medalha Milagrosa


Em 27 de novembro de 1830, na Capela das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, a santíssima Virgem se manifestou à humilde noviça Catarina Labouré. A virgem apareceu sobre um globo, pisando uma serpente e segurando nas mãos um globo menor, oferecendo-o a Deus, num gesto de súplica. Maria fala, então à feliz vidente: "Este globo representa o mundo inteiro...e cada pessoa em particular".
De repente, o globo desapareceu e suas mãos se estenderam suavemente, derramando sobre o globo, brilhantes raios de luz. Formou-se assim um quadro oval, rodeado pelas palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Virou-se então o quadro, aparecendo no reverso um "M" encimado por uma cruz e, embaixo, os corações de Jesus e de Maria. E Santíssima Virgem lhe pede: "Faça cunhar uma medalha conforme este modelo". E promete: "As pessoas que a trouxerem, com fé e confiança, receberão graças especiais".
E assim foi cunhada, em Paris, esta medalha, que logo se espalhou pelo mundo inteiro, derramando graças tão numerosas e extraordinárias, que o povo passou espontaneamente a chamá-la: "Medalha Milagrosa".Esta é a origem da "sua Medalha", da "minha Medalha", sinal certo da presença de Maria no mundo de hoje, para protegê-lo e levá-lo para Cristo. Divulguem a Medalha Milagrosa, como sinal e mensagem de Maria.



A própria medalha contém as palavras por que a Santa Mãe de Deus quis ser invocada:Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós. Essa inscrição já sintetiza boa parte da mensagem que a Virgem Mãe revelou: a Imaculada Conceição, pela primeira vez revelada ao mundo, em 1858 ratificada em Lourdes, e transformada em dogma pelo Papa Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus, e a mediação da Mãe de Deus junto ao seu Divino Filho. Usar essa invocação, portanto, significa acreditar que a Virgem das virgens é a Medianeira imaculada.

Simbolismo da Medalha Milagrosa: A serpente: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente. A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na bíblia, no livro do Gêneses: "Porei inimizade entre ti e a mulher... Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar". Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o "novo Adão", juntamente com Maria, a co-redentora, a "nova Eva". É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.

Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus. As 12 estrelas: Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como "Estrela do Mar" na oração Ave, Stella Maris.
O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor. O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa co-redentora.
O M: Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.
O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a repetição do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.


fontes :wikipedia / Santuário da Medalha Milagrosa

A quem usar com fé e devoção esta medalha, muitas graças Eu concederei...



As palavras de Maria foram: “Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a usarem, receberão grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço; hão de ser abundantes as graças para as pessoas que a trouxerem com confiança".



Muitos milagres, prodígios e curas de doentes foram feitas por essa Medalha bendita e o povo cristão deu-lhe o título de Milagrosa. Ela é um rico presente que Maria Imaculada quis oferecer ao mundo no século XIX, como penhor dos seus carinhos e bênçãos maternais.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O sentido do Advento


O tempo do Advento marca o início de um novo ano litúrgico.Tudo se renova para a fé cristã, e a alegria da aproximação do Cristo irrompe entre nós e invade nossos lares. É preciso fazer do Advento um tempo de oração e discernimento, tempo de mudança de vida e emenda das faltas. Advento é tempo de dizer em alta voz: Veni, veni Emmanuel !


"Assim como a Páscoa tem um tempo de preparação, tem também o Natal um tempo litúrgico que o prepara, que recebeu o nome de Advento (=vinda). Como a Quaresma, é então o Advento um tempo forte na Igreja, com acentos litúrgicos especiais. Tem ele duas características, marcadas por dois momentos. O primeiro vai do primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro. Neste primeiro momento, a liturgia nos fala da segunda vinda do Senhor no fim dos tempos, a chamada escatologia cristã, aí presentes os temas do julgamento final, da vigilância, da missão de João Batista etc.. Costuma-se chamar esse primeiro momento de Advento escatológico. Já o segundo momento vai do dia 17 ao dia 24 de dezembro, Novena do Santo Natal. Nesse período, conhecido também como advento natalício, a liturgia vai nos falar mais diretamente da primeira vinda do Senhor, no Natal, tendo aí presente sempre a figura de Maria, a Mãe do Salvador.


No Advento temos quatro domingos, o terceiro chamado "Gaudete", isto é, domingo da alegria, já por ele como que antecipando as alegrias do Natal. Nesse domingo, a antífona de entrada, tomada de Fl 4,4-5, vai dizer: “Alegrai-vos, o Senhor está perto”. Além disso, no Ano B, a segunda leitura (1Ts 5,16-24) é uma exortação à alegria e à ação de graças, e, no Ano C, a segunda leitura vai ser o próprio texto de Fl 4,4-7. A cor litúrgica do domingo “Gaudete” pode ser o rosa.

Podemos dizer que os quatro domingos do Advento simbolizam os quatro grandes períodos em que Deus preparou a humanidade, de maneira progressiva, para a grande obra da redenção em Cristo. Esses quatro períodos são:

1º) O tempo que vai de Adão a Noé - 2º) O tempo de Noé a Abraão - 3º) O tempo de Abraão a Moisés - e 4º) O tempo que vai de Moisés a Cristo. Com Abraão começa, historicamente, a caminhada da salvação (Cf. Gn 12).

Os quatro domingos simbolizam também as quatro estações do ano solar e as quatro semanas do mês lunar. Aqui se pode ver a harmonia entre tempo histórico e tempo cósmico, principalmente quando vistos à luz do tempo litúrgico. Também a coroa do Advento, ou grinalda, em sua forma circular, com suas quatro velas, quer chamar nossa atenção, já no início do Ano Litúrgico, para o mistério de Deus que nele vamos celebrar. A cor verde dos ramos da coroa (pinheiro, principalmente), fala do mistério cristão, que nunca perde o seu verdor, e simboliza então a esperança e a vida eterna. No simbolismo das velas podemos ver não um sentido quantitativo da luz, mas o crescendo de sua intensidade, à medida que se aproxima o Natal. Por isso não são acesas já as quatro velas desde o início do Advento, mas no primeiro domingo acende-se uma; no segundo, duas; no terceiro, três; e no quarto domingo, quatro.

Três personagens bíblicos marcam o tempo do Advento, como se vê pelos textos bíblicos da liturgia. São eles: o profeta Isaías, São João Batista e a Virgem Mãe de Deus. Não é o Advento tempo penitencial, no sentido próprio e litúrgico, mas tempo de vigilância, de expectativa, de moderação, de sobriedade e de esperança. Por isso, a cor roxa não é muito apropriada para o Advento, podendo ser substituída pelo azul claro ou violeta, por exemplo, mas entendendo que a cor oficial é o roxo.

Mesmo sem ter uma data fixa de início, todos podem saber, sem dificuldade, quando se inicia o Advento, pois ele tem uma referência: 30 de novembro. Se, porém, 30 de novembro não for domingo, então o Advento começa no domingo mais próximo, na prática o domingo que fica entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. Não nos esqueçamos de que com o Advento iniciamos não só o ciclo do Natal, mas também o novo Ano Litúrgico.

Nos domingos do Advento canta-se o Aleluia, mas não se canta o Glória. O fato de cantarmos o Aleluia mostra o caráter não penitencial do Advento, caráter que predominou no passado, tendo ressonâncias ainda hoje com a cor roxa, oficial, mas que, ao que tudo indica, será mudado no futuro. Já a omissão do Glória explica-se pelo comentário oficial às Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, quando diz: “no Natal, o canto dos anjos deve ressoar como algo de inteiramente novo”. Se cantássemos então o Glória no Advento, no Natal tal canto não seria novidade."

(") autor desconhecido

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