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quarta-feira, 29 de julho de 2009

27 de Julho - Beato Tito Brandsma - Martir da Ordem Carmelita

"Ao vos contemplar, meu Jesus compreendo que vós me amais,como um amigo querido, e sinto que vos amo também. O vosso amor, bem o sei, pede cruz e coragem;mas o sofrimento é o único caminho para vossa glória.Se novas dores me afligem,as considero como suave dom,porque me assemelham a vós,porque me unem a vós, Senhor.Deixem-me só, neste frio;não preciso de ninguém;a solidão não me mete medo,porque estais perto de mim. Ficai comigo, bom Jesus,não me abandoneis! A vossa presença divinatorna tudo belo e fácil."

Sua Vida

Nasceu na cidade de Bolsward, na Frísia (Holanda), no ano de 1881. ainda muito jovem, entrou para a Ordem do Carmo e foi ordenado sacerdote em 1905. estudou em Roma, onde conseguiu o grau de Doutor em Filosofia na Universidade Gregoriana. Retornando para a Holanda, ensinou em diversas escolas e foi nomeado professor de Filosofia, Teologia Mística e História, na Universidade Católica de Nimega, da qual também foi eleito "Reitor Magnífico". Salientou-se pela sua afabilidade para com todos. Foi jornalista profissional e, em 1935, foi designado Assistente Eclesiástico dos jornalistas católicos. Opôs-se à ocupação nazista na Holanda e, baseando-se no Evangelho, combateu tenazmente a ideologia do Nacional Socialismo (Nazismo), defendeu a liberdade da educação e da Imprensa católicas e protestou contra a perseguição às crianças de origem judaica. Por estas razões foi preso: começava desta forma o seu Calvário de campo em campo, de prisão em prisão, depois de tantos sofrimentos e humilhações, foi assassinado em Dachau, no ano de 1942. Até o seu último suspiro, não se cansou de levar a paz e o conforto espiritual a todos os seu colegas de prisão. No meio de inúmeros atrozes sofrimentos soube comunicar o bem, o amor e a paz. No dia 3 de novembro de 1985 foi proclamado beato da Igreja de Cristo pelo Papa João Paulo II.

Reflexão

Cada católico tem amor à Maria e sabe que é seu filho. Mas o amor à Mãe Celeste conhece diversos graus de intimidade. Para alguns este amor se limita a uma devoção externa feita de pequenos gestos e pedidos. Para frei Tito o amor a Nossa Senhora significava muito mais. Ele não se contentava com este culto exterior, mas seu amor imitava Maria na própria vida.
Fatos de grande importância ocorreram na vida deste Santo Mártir, um deles foi no campo de concentração no dia 16 de julho de 1942, festa de Nossa Senhora do Carmo. Os frades Rafael, Bruno, Alberto, Hilário e Tito, reuniram-se num cantinho do barracão, privados de toda a liberdade exterior. Eram Carmelitas de vários paises e talvez nunca haviam se conhecido antes, mas bebiam da mesma fonte mística do Carmelo, sentiam-se irmãos amados por Deus mesmo sendo vítimas de uma ideologia nazista, com quase nenhuma esperança de sobreviver, colocaram-se sob o manto de Nossa Senhora do Carmo partilhando com ela suas dores e sofrimentos. O encontro fraterno os elevava acima do destino fatal experimentando de maneira nova o mistério da existência. Com eles estava também um padre polonês que muito comungava da espiritualidade Carmelitana. Neste dia ele pede a autorização e a aceitação para ser membro da Ordem Terceira do Carmo (Leigos), foi aceito e as escondidas neste mesmo dia Frei Tito pelo gesto de impor as mãos o acolhe na Ordem e depois juntos rezam a Salve Rainha emocionando-se no trecho: “gemendo e chorando neste vale de lagrimas”. Fato esse ocorrido que Frei Rafael escreve que Tito parecia estar no céu, vendo que mesmo em situações deploráveis Nossa Senhora age como mãe que acolhe seus filhos.

Outro fato muito marcante em sua vida foi o discurso por ele apresentado no Congresso Mariano de Tongezloo em 1936, ele apresenta o seguinte: “Para Deus o coração de Maria permaneceu sempre aberto. Nela devemos aprender a expulsar do nosso coração tudo o que não pertence ao Senhor e que, para Ele o nosso coração esteja sempre aberto para se encher da graça divina. Então Jesus descerá no nosso peito, crescerá e renascerá em nós e encher-nos-á de graças. Devemos viver uma vida divina não buscando outra glória e outra salvação que não a união com Deus”. Este mistério de amor revelado por Deus em Maria, é o que Tito tenta viver a cada dia, pois a vocação do Carmelita é tornar-se uma outra Maria, para novamente gerar o Cristo em nós e revela-lo ao mundo de maneira profética e principalmente criando no mundo uma civilização do amor.

A vida no Campo de concentração não foi nada fácil, em duras penas Tito sofreu pelos trabalhos exaustivos e desumanos. Mesmo em meio a essas dificuldades ele nunca desistiu, lutou do começo ao fim por uma vida melhor e mais justa, entregando a Maria suas dificuldades, para que Ela com muito carinho levasse até Deus. Paz para Frei Tito consiste em todos terem o direito de viver e se expressar livremente não importando raça, cor e etnia. O mais importante é saber que Deus é nosso Pai, aquele que nos guia e nos da vida e que Maria é nossa mãe aquela que em seus braços acolhe os filhos que sofrem. Amar é viver em Cristo e para Cristo.
Que o Beato Tito Brandsma nos ajude a enxergar o caminho de Cristo, por meio da Espiritualidade Carmelitana, vivendo como um pequeno sinal de Deus no mundo, com e como Maria servindo de coração aberto ao nosso Criador.

Homenagem ao Beato Tito Brandsma - por Voz do Silêncio - Link
fonte : Freis Carmelitas

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