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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

22 de Agosto - Imaculado Coração de Maria

Festa do Imaculado Coração de Maria
No dia 31 de outubro de 1942, data do encerramento solene do Jubileu das Aparições de Fátima, o Papa Pio XII enuncia, por meio de uma rádio, a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria atendendo ao pedido de nossa Mãe do Céu. Este gesto importante foi por ele renovado no dia 8 de dezembro do mesmo ano.

Em 1944, em plena guerra mundial, o mesmo soberano pontífice consagraria, igualmente, todo o gênero humano ao Imaculado Coração de Maria, colocando-o sob a Sua poderosa proteção. Durante a mesma cerimônia, o sumo pontífice decretou que a Igreja inteira celebraria uma festa, a cada ano, em honra ao Imaculado Coração de Maria, para que fosse obtida, por meio da intercessão da Santíssima Virgem "A paz das nações, a liberdade da Igreja, a conversão dos pecadores, o amor à pureza e a prática das virtudes".
Ele fixou a data desta festa para o dia 22 de agosto, oitavo dia da festa da Assunção.



Por Fim o Meu o Meu Imaculado Coração Trinunfará
Homilia do Cardeal Patriarca de Lisboa

Queridos peregrinos,''Foi assim desde o princípio. Logo na aparição do Anjo, ficou claro que tudo o que Nossa Senhora ia dizer, tudo o que Ela pedia, tudo o que ia acontecer na linha da conversão dos corações, só teria sentido porque partia da força do amor de Deus e se transformava em louvor de Deus, Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo.


Deus é sempre Trindade, mesmo que eu me aproxime d’Ele através da ternura de Maria, mesmo que eu a toque na pessoa do seu Filho Jesus feito homem comigo e tornado pão do meu alimento na Eucaristia, mesmo que eu O reconheça no coração dos meus irmãos. Ele é sempre Trindade. E só assim eu O descubro e O experimento como mistério de amor, fonte de amor, voragem de amor.


Há noventa anos, Nossa Senhora pediu aos pastorinhos que lhe fizessem aqui um templo, uma capela, uma igreja…. Um templo. Foi a primeira concretização material das recomendações da Senhora. Construiu-se, humilde, modesta, uma primeira capela a que o povo com ternura, desde o início, chamou a Capelinha, que aliás foi cedo vandalizada, alertando-nos que esta erupção do reino de Deus entre nós, que esta presença do Céu na Terra, que este desafio de amor, terá sempre quem O rejeite: ao mistério da piedade contrapõe-se sempre o drama do pecado.


Mas esse desejo da Senhora, de certo modo, completamo-lo hoje. A primeira concretização foi a Capela, a Capelinha como nós lhe chamamos, que ficou para todo o sempre a morada da Virgem na sua imagem primeira. É lá que a encontramos, é de lá que ela parte para peregrinar connosco, para receber as nossas saudações e o nosso amor, é lá que regressa sempre à nossa espera, é lá que a encontramos quando passamos, quando vimos, quando peregrinamos.


A seguir construiu-se esta Basílica que, não podia deixar de ser, era dedicada à Senhora com a designação que ela própria indicou: "Quem é Vossemecê?" perguntou-lhe a Lúcia. E Ela disse: " Eu sou a Senhora do Rosário". (...) Mas faltava o completar desta expressão do mistério de Fátima na realização deste desejo da Senhora: um templo, um santuário onde tudo partisse do Deus, Uno e Trino, onde tudo se transformasse em louvor do Deus, Uno e Trino.


A oração do Rei Salomão aquando a dedicação do Templo, o primeiro templo de Jerusalém. Os judeus acreditavam que ali vivia o Deus Santo, e o rei começa assim a sua dedicação: "Senhor, vós sois o Deus Santo e altíssimo. Como é que alguém sequer pode ousar, sequer supor, que Tu vens habitar no meio de nós, numa casa construída por nós?" E o rei faz uma prece humilde: "Ao menos Senhor, faz desta casa um sítio onde Tu vais ouvir com bondade, as orações dos teus filhos". Salomão ainda não previra toda a maravilha do desejo de Deus estar conosco.


Há 90 anos, o Céu tocou aqui a Terra: "Eu sou do céu", disse Nossa Senhora. Ela exprimiu, na sua missão de mensageira, a grande novidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Deus connosco, Deus como nós, Deus a habitar no meio de nós, Deus a desejar ser nosso íntimo, nosso amigo.


Sempre que eu ouço a sua palavra, é uma palavra de amor que me toca o coração, sempre que eu celebre a sua Páscoa, eu sinto ao vivo que naquele momento Deus irrompe na nossa história, irrompe na nossa vida, torna-se presente, um Deus amoroso, um Deus bondoso, um Deus que chega ao cume de exprimir o seu amor através do nosso amor humano, através de nosso amor de homens e mulheres com a fragilidade da nossa natureza e da nossa história.


Deus connosco; não basta saber que Ele existe, não basta recorrer a Ele quando precisamos, temos que abrir o nosso coração a este viver com Ele, fazer d´Ele o nosso íntimo, o nosso confidente, o nosso amigo.


Salomão não tinha visto tudo; sim, é possível, apesar da santidade infinita de Deus, que Ele habite no meio de nós. Aí, em cada um desses momentos, em cada uma de essas expressões de que Ele está connosco, manifesta-se o mistério do Deus amor, do Deus comunhão, do Deus voragem de amor, porque aquilo que caracteriza Deus é ser uma fonte intensíssima de amor que atrai.

A Santíssima Trindade exprime-se em Nosso Senhor Jesus Cristo: tudo o que o Senhor fez quando falava, sobretudo no alto da cruz, quando se oferece, é a Trindade e o amor trinitário que está a exprimir-se: "Pai faça-se a Tua vontade e não a minha". Mas nós estamos num santuário, construído por vontade de Nossa Senhora onde Ela nos aparece como uma das mais intensas presenças de Deus no coração de uma criatura, como Cristo, a seguir a Cristo.


S. Bernardo, fazendo uma homília sobre a anunciação do Anjo, diz que o Anjo foi enviado mensageiro do amor de Deus, de Deus Pai, e que vem com uma mensagem de amor porque o que ele diz a Maria é "Deus está encantado por ti". Mas diz S. Bernardo que o Anjo ficou muito admirado porque ele vinha de Deus com uma mensagem de amor divino e encontrou Maria envolta numa grande intimidade com o Deus que o tinha enviado. Esse é o mistério de Maria, uma resposta contínua, num coração humano, um coração de mulher, aberta à infinita atracção do amor de Deus.


Há 90 anos, Nossa Senhora deixou-nos uma mensagem, mensagem de vida, alerta para a actualidade do evangelho. Eu penso que o ponto chave que resume toda a sua mensagem é quando ela nos diz e promete "O meu Imaculado Coração triunfará". Porque o seu Imaculado Coração é a plenitude do amor de Deus Uno e Trino, no coração de uma mulher.


Ele triunfará se atrair, se tocar, se comover; ele triunfará em todos aqueles e aquelas que passarem aqui e partirem com o desejo da renovação da sua vida; ele triunfará quando aqui se suscita o amor; ele triunfará quando as nossas dissenções, as nossas desavenças, as nossas violências se transformarem aqui em desejo de harmonia e de paz.


"O meu Imaculado Coração triunfará" porque há-de triunfar o amor e essa, meus irmãos e irmãs, queridos peregrinos, é a mensagem deste dia, é a mensagem deste aniversário.


Nossa Senhora pediu aqui um Santuário, Capelinha, Senhora do Rosário, Igreja da Trindade, são apenas marcos físicos que acentuam algo de muito mais belo: é que em nós aqui reunidos, no coração de cada um de nós, Deus quer fazer o Seu templo, o Seu santuário e isso acontecerá quando nos deixarmos envolver pelo amor que Deus é. O Senhor disse um dia: "Eu, quando for elevado da terra atrairei todos a mim".


Essa atração passa hoje, esta noite, pelo coração d’Ela que nos comunica a mensagem, a beleza do amor de Deus. Façamos desta Vigília um momento de grande intimidade com Maria por Seu Filho Jesus Cristo, na unidade do Pai, do Filho, do Espírito Santo.

† JOSÉ, Cardeal-Patriarca

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

21 de Agosto - S. Pio X


''O glorioso, árduo e fecundo pontificado desse Vigário de Cristo durou 11 anos. Nesse período, foram lançados mais de 3.000 documentos oficiais, com o objetivo de Instaurare omnia in Christo — conforme seu lema.


E tem estreita analogia com esta sua afirmação: “Se alguém pedir uma palavra de ordem, sempre daremos esta e nãooutra: Restaurar todas as coisas em Cristo”. Nesse sentido de restaurar todas as coisas em Cristo, foram numerosas e admiráveis as obras empreendidas pelo Santo Pontífice para defender a Civilização Cristã gravemente ameaçada.


Em seu esplêndido livro de memórias, o Cardeal Merry del Val, Secretário de Estado de São Pio X, enumera de passagem algumas dessas obras: “A reforma da Cúria Romana; a fundação do Instituto Bíblico; a construção de seminários centrais e a promulgação de leis para a melhor disciplina do clero; a nova disciplina referente à primeira comunhão e àcomunhão freqüente; o restabelecimento da música sacra; a vigorosa resistência movida contra os fatais erros do chamado modernismo e a corajosa defesa da liberdade da Igreja na França, Alemanha, Portugal, Rússia e outros países, sem aludir a outros atos de governo, justificam certamente que S. Pio X tenha sido destacado como um grande Pontífice e um diretor humano excepcional.''


Fonte : Piox.net


Sua vida

Nascido Giuseppe Melchiorre Sarto, (Riese, 2 de Junho de 1835) era o segundo de dez filhos de uma família rural da província de Treviso (Itália). Ordenado em 1858, estudou direito canônico e a obra de São Tomás de Aquino.Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave. Em sua primeira encíclica, Pio X anunciava que sua meta primordial era a de "Renovar tudo em Cristo". Governou a Igreja com mão firme numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências do modernismo, encarado como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia.


São Pio X introduziu grandes reformas na liturgia, sempre num sentido tradicional, fomentou a prática da comunhão freqüente e o acesso das crianças à Santíssima Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão, por essas medidas ficou conhecido como o “Papa da Eucaristia”.


Publicou 16 encíclicas, promoveu ainda o estudo do catecismo e o canto gregoriano. Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte em Roma, 20 de Agosto de 1914.


Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 por Pio XII, tendo sua memória litúrgica celebrada no dia 21 de Agosto.


fonte : Ecclesiasancta


São Pio X, rogai por nós!

sábado, 15 de agosto de 2009

Festa da Assunção de Nossa Senhora

Proclamação do Dogma, em 1º de novembro de 1950, Por S.Santidade Pio XII

Constituição Munificentisimus Deus:

“Depois de elevar a Deus muitas reiteradas preces e invocar a Luz do Espírito da Verdade para a Glória de Deus onipotente, que outorga a Virgem Maria sua benevolência, para honra de seu filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte, para aumentar a glória da mesma Mãe Augusta e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta de corpo e alma à Glória dos Céus”.


Assumpta est Maria in Coelum, Gaudent Angeli !

Maria foi elevado aos Céus, Alegram- se os Anjos !

"A Festa da Assunção de Nossa Senhora propõe-nos a realidade desta feliz esperança. Somos ainda peregrinos, mas a nossa Mãe precedeu-nos e indica-nos já o termo do caminho: repete-nos que é possível lá chegar, e que lá chegaremos, se formos fiéis. Pois a Santíssima Virgem não é apenas nosso exemplo: é auxílio dos cristãos. E ante a nossa súplica - Monstra te esse Matrem , mostra que és Mãe -, não sabe nem quer negar-se a cuidar de seus filhos com solicitude maternal."

"Maria foi levada por Deus aos céus, em corpo e alma. Há alegria entre os anjos e entre os homens. Por quê este gozo íntimo que hoje experimentamos, com o coração parecendo querer saltar do peito, com a alma inundada de paz? Porque celebramos a glorificação da nossa Mãe e é natural que nós, seus filhos, sintamos um júbilo especial ao vermos como é honrada pela Trindade Beatíssima.


Cristo, seu santíssimo Filho, nosso irmão, no-la deu por Mãe no Calvário, quando disse a São João: Eis aí a tua Mãe. E nós a recebemos, com o discípulo amado, naquele instante de imenso desconsolo. Santa Maria acolheu-nos na dor, quando se cumpriu a antiga profecia: E uma espada trespassará a tua alma. Todos somos seus filhos; Ela é Mãe da humanidade inteira. E agora a humanidade comemora a sua inefável Assunção: Maria sobe aos céus, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo. Mais do que Ela, só Deus.

É um mistério de amor. A razão humana não consegue compreendê-lo. Só a fé pode esclarecer como é que uma criatura foi elevada a uma dignidade tão grande, até se converter no centro amoroso para o qual convergem as complacências da Trindade. Sabemos que é um segredo divino. Mas, tratando-se da nossa Mãe, sentimo-nos capazes de entendê-lo mais do que outras verdades de fé, se é possível falar assim.

Como nos teríamos comportado se tivéssemos podido escolher a nossa mãe? Penso que teríamos escolhido a que temos, cumulando-a de todas as graças. Foi o que Cristo fez, pois, sendo Onipotente, Sapientíssimo e o próprio Amor , seu poder realizou todo o seu querer.

Observemos como os cristãos descobriram há tanto tempo esse raciocínio: Convinha - escreve São João Damasceno - que aquela que no parto havia conservado íntegra a sua virgindade, conservasse sem nenhuma corrupção o seu corpo depois da morte. Convinha que aquela que tinha trazido em seu seio o Criador feito criança, habitasse na morada divina. Convinha que a Esposa de Deus entrasse na casa celestial. Convinha que aquela que tinha visto seu Filho na Cruz, recebendo assim em seu coração a dor de que havia estado livre no parto, o contemplasse sentado a direita do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse o que pertence ao seu Filho, e que fosse honrada como Mãe e Escrava de Deus por todas as criaturas.

Os teólogos têm formulado com freqüência um argumento semelhante, destinado a captar de algum modo o sentido desse cúmulo de graças de que Maria se encontra revestida e que culmina com a sua Assunção aos céus. Dizem: Convinha; Deus podia fazê-lo; portanto, fê-lo. É a explicação mais clara da razão pela qual o Senhor concedeu à sua Mãe todos os privilégios, desde o primeiro instante da sua conceição imaculada. Ficou livre do poder de Satanás; é formosa - tota pulchra! -, limpa, pura na alma e no corpo." ( São José Maria Escrivá - fundador da Opus Dei.)

"A Trindade Beatíssima recebe e cumula de honras a Filha, Mãe e Esposa de Deus... - E é tanta a majestade da Senhora, que os Anjos perguntam: - Quem é esta?


...Jesus quer ter a sua Mãe, em corpo e alma, na Glória. - E a Corte celestial mobiliza todo o seu esplendor para homenagear a Senhora. - Nos prendemos na barra do esplêndido manto azul da Virgem, e assim podemos contemplar esta maravilha.

Servi o Senhor com alegria : não há outro modo de servi-lo. Deus ama a quem dá com alegria , a quem se dá por inteiro, num sacrifício prazeroso, porque não há motivo algum que justifique o desconsolo."

sábado, 8 de agosto de 2009

09 de Agosto - Dia dos Pais - Homenagem do Flos Carmeli

São José - Modelo de Pai de Família

“Falando à multidão e aos seus discípulos, Jesus declara: «Um só é vosso Pai» (Mt 23, 9). Com efeito, não há paternidade fora da de Deus Pai, o único Criador «do mundo visível e invisível». Entretanto foi concedido ao homem, criado à imagem de Deus, participar na única paternidade de Deus (cf.Ef 3, 15).


Ilustra-o de maneira surpreendente São José, que é pai sem ter exercido uma paternidade carnal. Não é o pai biológico de Jesus, do Qual só Deus é Pai, e todavia exerce uma paternidade plena e completa. Ser pai é primariamente é ser servidor da vida e do crescimento. Neste sentido, São José deu provas de uma grande dedicação. Por amor de Cristo, conheceu a perseguição, o exílio e a pobreza que daí deriva. Teve de instalar-se em lugar diverso da sua aldeia. A sua única recompensa foi a de estar com Cristo. Esta disponibilidade explica as palavras de São Paulo: «Servi a Cristo, o Senhor» (Col 3, 24).


Trata-se de ser não um servo medíocre mas «fiel e prudente». A união dos dois adjetivos não é casual: sugere que a inteligência sem a fidelidade e a fidelidade sem a sabedoria são qualidades insuficientes. Uma sem a outra não permite assumir plenamente a responsabilidade que Deus nos confia.


Esta paternidade, amados irmãos sacerdotes, deveis vivê-la no vosso ministério diário. Com efeito, como sublinha a Constituição conciliar Lumen gentium, os presbíteros «velem, como pais em Cristo, pelos fiéis que espiritualmente geraram pelo Baptismo e pela doutrinação» (n. 28). Assim, como não voltar continuamente à raiz do nosso sacerdócio, o Senhor Jesus Cristo? A relação com a sua pessoa é constitutiva daquilo que queremos viver, a relação com Ele que nos chama seus amigos, porque tudo o que Ele ouviu do Pai, no-lo deu a conhecer (cf. Jo 15, 15). Vivendo esta amizade profunda com Cristo, encontrareis a verdadeira liberdade e a alegria do vosso coração. [...]


Também a vós, irmãos e irmãs que estais comprometidos na vida consagrada ou nos movimentos eclesiais, convido a voltar o vosso olhar para São José. Quando Maria recebe a visita do anjo na Anunciação, estava já prometida em casamento a José. Assim, dirigindo-se pessoalmente a Maria, o Senhor já associa intimamente José ao mistério da Encarnação. Ele aceitou ligar-se a esta história que Deus tinha começado a escrever no seio da sua esposa. Trouxe então Maria para casa dele. Acolheu o mistério que estava nela e o mistério que era ela própria. Amou-a com aquele respeito grande que é selo do amor autêntico.


São José ensina-nos que se pode amar sem possuir. Contemplando-o, todo o homem e toda a mulher pode, com a graça de Deus, chegar à cura das suas feridas afetivas, com a condição de entrar no projeto que Deus já começou a realizar nos seres que estão próximos d’Ele, tal como José entrou na obra da redenção através da figura de Maria e graças àquilo que Deus já tinha feito nela.


“Amados irmãos e irmãs, de todo o coração vos repito: como José, não tenhais medo de tomar Maria convosco, isto é, não temais de amar a Igreja. Maria, mãe da Igreja, ensinar-vos-á a seguir os seus Pastores, a amar os vossos bispos, os vossos presbíteros, os vossos diáconos e os vossos catequistas, e a seguir aquilo que vos ensinam e a rezar pelas suas intenções. Vós que sois casados, olhai o amor de José por Maria e por Jesus; vós que vos preparais para o casamento, respeitai a vossa ou o vosso futuro cônjuge como fez José; vós que vos consagrastes a Deus no celibato, refleti sobre a doutrina da Igreja nossa Mãe: «A virgindade e o celibato por amor do Reino de Deus não só não se contrapõem à dignidade do matrimônio, mas pressupõem-na e confirmam-na. O matrimônio e a virgindade são os dois modos de exprimir e de viver o único mistério da Aliança de Deus com o seu povo» (Redemptoris custos, 20).


Queria ainda dirigir uma exortação particular aos pais de família, uma vez que São José é o seu modelo. Este santo revela o mistério da paternidade de Deus sobre Cristo e sobre cada um de nós. São José pode ensinar-lhes o segredo da sua própria paternidade, ele que velou pelo Filho do Homem. Também cada pai recebe de Deus os seus filhos, criados à semelhança e imagem d’Ele. São José foi o esposo de Maria. Também cada pai de família se vê confiar-lhe o mistério da mulher através da própria esposa. Como São José, queridos pais de família, respeitai e amai a vossa esposa, e guiai os vossos filhos, com amor e a vossa vigilante presença, para Deus onde eles devem estar (cf. Lc 2, 49).”


Exortação do Santo Padre Bento XVI aos pais de Família pela ocasião sua visita a África em Maio de 2009 ( fonte: Vatican.va)

Festa do Santo Cura D´Ars em Campos - RJ

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Festa do Santo Cura D´Ars em Campos - RJ

Celebra-se hoje Solene Pontifical às 18:30 Horas por S.Exa Rvma D. Fernando Arêas Rifan pelo Jubileu dos 150 Anos da Morte do Santo Cura D´Ars, ele que é o Patrono da Administração Apóstólica Pessoal São João Maria Vianney - Prelazia Pessoal sob a Jurisdição do Santo Padre Bento XVI para todos os católicos do Rito Tradicional ou Tridentino - As cerimônias acontecem na Igreja do Coração Imaculado de Nossa Senhora de Fátima (Igreja Principal)

Rezem conosco ao nosso Patrono para que seja conservada a Sagrada Liturgia em seu mais rico esplendor, e que produzam no Brasil e em todo o mundo santos sacerdotes, dispostos a dar a vida por Cristo e pela Igreja.
D. Fernando Areas Rifan com o Santo Padre Bento XVI

8 de Agosto - Festa do Santo Cura D´ars - São João Maria Vianney - Campos - RJ

Festa São João Batista Maria Vianney

Por D.Mauro Piacenza

Nesta ditosa celebração do 150º aniversário do nascimento para o Céu de São João Batista Maria Vianney, tenho o prazer de lhes dirigir meus renovados votos de um bom Ano Sacerdotal!

O Cura d’Ars destaca-se diante de nós como exemplo excelso de santidade sacerdotal, não vivida mediante especiais obras de caráter extraordinário, mas na fidelidade cotidiana do exercício do ministério. Tendo-se transformado em modelo e “farol” para a França do início do século XIX e para a Igreja inteira, de todos os tempos e lugares, o Santo Cura é, para cada um de nós, fonte de consolação e de esperança, até mesmo em meio a um certo “cansaço” que nos pode acometer em nosso sacerdócio.

Sua dedicação é um estímulo para nossa alegre doação a Cristo e aos irmãos, de modo que o ministério seja sempre um reflexo luminoso da consagração de que deriva o próprio mandato apostólico e, nele, toda e qualquer fecundidade pastoral!

Que seu amor a Cristo, cheio também de uma afeição extremamente humana e sincera, seja para nós um encorajamento a que nos “apaixonemos” cada vez mais profundamente pelo “nosso Jesus”: que Ele seja o olhar que buscamos pela manhã, a consolação que nos acompanha à noite, a memória e a companhia de cada respiro do dia. Viver apaixonados pelo Senhor, a exemplo de São João Maria Vianney, significa conseguir manter sempre elevada a propensão missionária, tornando-nos, de modo progressivo mas real, imagens vivas do Bom Pastor e daquele que proclama ao mundo: “Eis o Cordeiro de Deus”.

Que o verdadeiro “arrebatamento” espiritual do Cura d’Ars na celebração da Santa Missa seja para cada um de nós um convite explícito a que tenhamos sempre consciência plena do grande dom que nos foi confiado, dom que nos faz cantar com as palavras de Santo Ambrósio: “...Que nós, elevados a tal dignidade, a ponto de consagrar o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, possamos todos ter a esperança da Vossa Misericórdia!”

Que sua dedicação heroica ao confessionário, alimentada por um espírito expiatório verdadeiro e pela consciência de ter sido chamado a participar da “substituição vicária” do único Sumo Sacerdote, instigue-nos a voltar a descobrir a beleza e a necessidade da celebração do Sacramento da Reconciliação, também para nós, sacerdotes. Tal sacramento, bem sabemos, é um espaço de contemplação real das obras maravilhosas de Deus nas almas que Ele delicadamente fascina, conduz e converte. Tolher-se desse “espetáculo maravilhoso” é uma privação irreparável e injusta, não apenas para os fiéis, mas também para o próprio ministério, que se alimenta da estupefação provocada pelo milagre que se repete cada vez que a liberdade humana diz “sim!” a Deus!

Que, enfim, o amor filial e repleto de comoventes gestos de atenção do Santo Cura d’Ars pela Bem-aventurada Virgem Maria, a quem não hesitou consagrar-se, com toda a sua paróquia, seja um estímulo a que nós, neste Ano Sacerdotal e sempre, deixemos ressoar em nosso coração de padres, com uma fidelidade quase obstinada, o sim de Maria: o seu “para tudo” e “para sempre”, que constituem a única medida verdadeira de nossa existência sacerdotal.

X Mauro Piacenza

Arceb. tit. de Vittoriana

Secretário

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