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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

11 de Fevereiro de 2010 - Festa de N. Sra de Lourdes

“Bernadete de Soubirous nasceu em 7 de janeiro, de 1844, no povoado de Lourdes, França. Seus pais viviam em um sótão úmido e miserável, e o pai tinha por ofício coletar o lixo do hospital.Filha de u
 m pobre moleiro chamado Francisco Soubirous e de Luísa Castèrot, Bernadette foi a primeira de nove filhos. Na sua infância trabalhou como pastora e criada doméstica. O pai esteve preso sob a acusação de furto de farinha, contudo foi absolvido.

Bernadete de Soubirous

Durante os dez primeiros anos viveu no moinho de Boly (onde nasceu). Depois, passando por graves dificuldades financeiras, a família muda-se para Lourdes onde vive em condições de miséria, morando no prédio da antiga cadeia municipal que fora abandonado pouco tempo antes. Apesar de parecer insalubre, moravam no andar superior do edifício, o primo de Francisco Soubirous, pai de Bernadette, junto à sua mulher e seus filhos. Era um buraco infecto e sombrio, a divisão inabitável da antiga prisão abandonada por causa da insalubridade.

Desde pequena, Bernadete teve a saúde debilitada devido à extrema pobreza de sua habitação. Nos primeiros anos de vida foi acometida pela cólera, o que a deixou estremamente enfraquecida. Em seguida, por causa também do clima frio no inverno, adquiriu aos dez anos uma asma. Tinha dificuldades de aprendizagem e na catequese, o que fez com que a sua primeira comunhão fosse atrasada. Não pôde freqüentar a escola e até os quatorze anos mantém-se estritamente analfabeta.


Em Lourdes, uma cidade com população em torno de quatro mil habitantes, no dia 11 de fevereiro de 1858, Bernadete disse ter visto uma aparição de Nossa Senhora numa gruta denominada “massabielle”, o que significa, no dialeto birgudão local - “pedra velha” ou “rocha velha” - junto à margem do rio Gave, aparição que de outra vez se lhe apresentou como sendo a “Imaculada Conceição”, segundo o seu relato.


Enquanto o assunto era submetido ao exame da hierarquia eclesiástica que se comportava com cética prudência, curas cientificamente inexplicáveis foram verificadas na gruta de “massabielle” . Em 25 de fevereiro de 1858, na presença de uma multidão, por ocasião de uma das suas visões, surgiu sob as mãos de Bernadete uma fonte que jorra água até os dias de hoje no volume de cinco mil litros por dia.


De acordo com o pároco da cidade, padre Dominique, que bem a conhecia, era impossível que Bernadete soubesse ou pudesse ter o conhecimento do que significava o dogma da “Imaculada Conceição“, então recentemente promulgado pelo Papa. Afirmou ter tido dezoito visões da Virgem Maria no mesmo local entre 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858.


Afirmou e defendeu a autenticidade das aparições com um denodo e uma firmeza incomuns para uma adolescente da sua idade com o seu temperamento humilde e obediente, nível de instrução e nível sócio-econômico, contra a opinião geral de todos na localidade: sua família, o clero e autoridades públicas. Pelas autoridades civis foi submetida a métodos de interrogatórios, constrangimentos e intimidações que seriam inadmissíveis nos dias de hoje. Não obstante, nunca vacilou em afirmar com toda a convicção a autenticidade das aparições, o que fez até a sua morte.


Para fugir à curiosidade geral, Bernadete refugiou-se como “pensionista indigente” no hospítal das Irmãs da Caridade de Nevers em Lourdes (1860). Ali recebe instrução e, em 1861, faz de próprio punho o primeiro relato escrito das aparições. No dia 18 de janeiro de 1862, Monsenhor Bertrand Sévère Laurence, Bispo de Tarbes, reconhece pública e oficialmente a realidade do fato das aparições.



Em julho de 1866 Bernadette inicia o seu noviciado no convento de Saint-Gildard e, em 30 de outubro de 1867, faz a profissão de religiosa da Congregação das Irmãs da Caridade de Nevers. Dedicou-se à enfermagem até ser imobilizada, em 1878, pela doença que lhe causou a morte. Uma imensa multidão assistiu ao seu funeral no dia 19 de abril de 1879 que foi necessário ser adiado por causa da grande afluência de gente, totalmente inesperada. Em 20 de agosto de 1908, Monsenhor Gauthey, bispo de Nevers, constitui um tribunal eclesiástico para investigar ‘o caso Bernadette Soubirous’ “.


AS APARIÇÕES:
 “Aqueró”…

” ‘Eu tinha ido com duas outras meninas na margem do rio Gave quando ouvi um ruído (…) olhei e vi uma senhora vestindo um lindo vestido branco com um cinto azul. Em cada pé havia uma rosa (…) eu teria ficado ali olhando-a toda a vida…’



Bernadette foi recolher lenha perto da velha gruta de Masabielle. A menina não quis atravessar o pequeno riacho, porque estava gelado e ela era asmática. Foi quando viu aquela estranha “senhora de branco” na pedra da gruta. Tremendo, Bernadette quis fazer o sinal da cruz e não conseguiu. Então a senhora de branco sorriu e fez o sinal da cruz. A menininha tomou o rosário e começou a rezar.



A senhora de branco também tinha um rosário, ouvia as Ave-Marias e passava as contas entre os dedos, porém, sem dizer nada. E quando Bernadette dizia o Glória ao Pai, a senhora o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminado o rosário, sorriu e desapareceu nas sombras da gruta… Bernadette correu para contar aos pais: levou uma surra! No domingo a jovem corajosa voltou à gruta. Quando viu a senhora de branco, jogou água benta na aparição (disseram que podia ser uma alma). A senhora apenas sorria… No terceiro encontro, a misteriosa mulher enfim falou com Bernadette, pediu a ela que voltasse à gruta por mais 15 dias.



Mas a menina esqueceu de perguntar o nome da senhora. Não fazia mal, iria chamá-la, em seu dialeto, “Aqueró”, que quer dizer: “Aquilo”. A jovem vidente afirmou ter visto 18 vezes “Aquilo”, no mesmo local, entre 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858.



“Eu sou a Imaculada Conceição”


Numa das aparições “Aquilo” falou a Bernadette: “Vai dizer aos sacerdotes que venham para cá em procissão e que construam uma igreja aqui.” O pároco da cidade, padre Peyramale, não deu crédito à história da pobre camponesa. Mas como Bernadette insistia no recado daquela senhora, o padre descrente mandou que perguntasse à aparição quem afinal ela era. Bernadette bem que tentava saber o nome da mulher misteriosa, mas a única resposta que conseguia dela era apenas um sorriso.



Até que, numa das tentativas, “Aquilo” falou: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Bernadette não entendeu nada, encheu-se de tristeza e exclamou: “Então você não é a Virgem Maria?” “Aquilo” desapareceu. A menina foi correndo até o padre, repetindo o nome “Imaculada Conceição”, para não esquecer… “Então, é a Santa Virgem quem tu vês?” perguntou o padre. E a menina suspirou: “Acho que não. Ela disse que era a Imaculada Conceição.” Nesse momento o padre acreditou. Bernadette era uma pobre camponesa ignorante, jamais poderia conhecer essas palavras e muito menos saber o seu significado. Pe. Peyramale acabara de ouvir da boca daquela criança analfabeta a confirmação divina de um dogma da Igreja, proclamado em Roma, quatro anos antes, a 8 de dezembro de 1854, por Sua Santidade o Papa Pio IX. Ainda hoje, passados 150 anos, a maioria dos católicos não sabe o que significa a Imaculada Conceição de Maria. “Imaculada” quer dizer: sem mácula, sem mancha de pecado.



O dogma da Imaculada Conceição ensina que, por causa de Jesus, Deus preservou Maria de todo o efeito do pecado desde a sua “conceição”, isto é, desde o primeiro instante de sua vida. Maria foi totalmente santa, porque seria a Mãe do Filho de Deus.


A água que cura…


“Ela me disse para tomar a água da fonte. Eu fui ao rio que era a única água que podia ver. Ela não falava do rio e sim de um pequeno fio d’água perto da caverna. Eu coloquei minhas mãos em concha e tentei pegar um pouco… Aí comecei a cavar com as mãos o chão para encontrar mais água…”



Uma multidão de devotos e curiosos viu Bernadette cavar o solo com seus dedos, e daquela poça de lama começou a jorrar, pela graça de Nossa Senhora, uma fonte de águas milagrosas.



Desde 1858 a água jorra sem parar. Atualmente num volume de cinco mil litros por dia, a água desta fonte é recolhida em reservatórios que alimentam dez piscinas e nove outras fontes. Todos os anos, mais de 5 milhões de peregrinos vão à gruta da aparição e à Basílica, construída acima desta. Milhares de doentes se banham nas piscinas de Lourdes e bebem da fonte das graças. “(…) É o comovente cortejo dos humildes, dos doentes e dos aflitos (…). Jamais num lugar da terra se viu semelhante cortejo de sofrimento, jamais semelhante irradiação de paz, de serenidade e de alegria!” (Pio XI).



Há registro de mais de sete mil curas sem causas naturais, inexplicáveis, instantâneas e permanentes. Os fatos são examinados por uma Comissão Médica Internacional, formada por médicos especialistas de várias religiões e crenças, inclusive ateus. Depois de passar pelo crivo da medicina, os casos são encaminhados à Igreja.



Porém, apenas 66 dessas curas extraordinárias foram consideradas pela Igreja como “milagres”. Pela devoção a Nossa Senhora de Lourdes, o dia 11 de fevereiro é também o “dia do enfermo”.



A vidente…


“(…) se Nossa Senhora me escolheu, é porque eu era a mais ignorante! Se tivesse encontrado uma mais ignorante, ela a teria pego, e não a mim.”

A família de Bernadette Soubirous era a mais pobre da região. Viviam na mais completa miséria, morando no prédio da antiga cadeia municipal, úmida e insalubre, abandonada justamente por não oferecer condições habitáveis. Na infância, a menina trabalhou como pastora e criada doméstica. Não pode frequentar a escola nem a catequese.



Mas através dos olhos desta menina, o mundo inteiro recebeu a graça de contemplar a Santa Mãe de Deus, a “bela Senhora de Lourdes”. Bernadette afirmava ter visto a Virgem Maria com tanta coragem e firmeza, incomuns para uma adolescente da sua idade, analfabeta, humilde e obediente. Ela não exitou diante da rejeição geral na vila, de sua família, do clero e das autoridades públicas. Foi submetida a humilhantes interrogatórios e constrangimentos. Apesar das zombarias, dúvidas e oposições, ela afirmava o que viu e ouviu, com toda a convicção.



A Virgem Maria prometeu a jovem vidente que ela seria muito feliz, porém, não neste mundo… A figura de Bernadette Soubirous continua ainda hoje pouco conhecida. Ela é lembrada sempre no contexto das aparições, mas depois disso saiu de cena, praticamente desapareceu. Foi para um convento, em Nevers, onde decidiu passar sua vida como irmã de caridade, até a morte. Desejava seguir o que Nossa Senhora lhe havia dito: rezar e fazer penitência pela conversão dos pecadores. Mesmo numa vida escondida, longe das multidões que acorriam a Lourdes, a vidente tinha grande fama de santidade.



Conta-se que, ainda em vida, realizava milagres. Trabalhou como enfermeira, até que sua tuberculose permitiu. Bernadette morreu em 16 de abril de 1879, aos 35 anos de idade. Passados quase 150 anos da morte, seu corpo está perfeitamente intacto, ainda com sangue líquido nas veias, e pode ser visto na Capela do Convento de Nevers, repousando numa urna de cristal. O Papa Pio XI declarou Bernadette “santa” em 8 de dezembro de 1933.”


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