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terça-feira, 30 de março de 2010

Meditação VIII - O Mistério da Eucaristia - Preparação para a Páscoa 2010

"Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Este versículo de São João anuncia ao leitor do seu Evangelho que algo de importante está para acontecer nesse dia. É um preâmbulo ternamente afetuoso, paralelo ao do relato de São Lucas: Ardentemente - afirma o Senhor - desejei comer convosco esta páscoa, antes de padecer.


Comecemos desde já a pedir ao Espírito Santo que nos prepare para podermos entender cada expressão e cada gesto de Jesus Cristo: porque queremos viver vida sobrenatural, porque o Senhor nos manifestou a sua vontade de se dar a cada um de nós em alimento da alma, e porque reconhecemos que só Ele tem palavras de vida eterna.


A fé leva-nos a confessar com Simão Pedro: Nós acreditamos e sabemos que tu és o Cristo, o Filho de Deus. E é essa mesma fé, fundida com a nossa devoção, que nesses momentos transcendentes nos incita a imitar a audácia de João, a aproximar-nos de Jesus e a reclinar a cabeça no peito do Mestre , que amava ardentemente os seus e, como acabamos de ouvir, iria amá-los até o fim


Todas as formas de expressão se revelam pobres quando pretendem explicar, mesmo de longe, o mistério da Quinta-Feira Santa. Mas não é difícil imaginar ao menos em parte os sentimentos do Coração de Jesus Cristo naquela tarde, a última que passaria com os seus antes do sacrifício do Calvário.Tenhamos em mente a experiência tão humana da despedida de duas pessoas que se amam.


Desejariam permanecer sempre juntas, mas o dever - seja ele qual for - obriga-as a afastar-se uma da outra. Não podem continuar sem se separarem, como gostariam. Nessas situações, o amor humano, que, por maior que seja, é sempre limitado, recorre a um símbolo: as pessoas que se despedem trocam lembranças entre si, possivelmente uma fotografia, com uma dedicatória tão ardente que é de admirar que o papel não se queime. Mas não conseguem muito mais, pois o poder das criaturas não vai tão longe quanto o seu querer.


Porém, o Senhor pode o que nós não podemos. Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não nos deixa um símbolo, mas a própria realidade: fica Ele mesmo. Irá para o Pai, mas permanecerá com os homens. Não nos deixará um simples presente que nos lembre a sua memória, uma imagem que se dilua com o tempo, como a fotografia que em breve se esvai, amarelece e perde sentido para os que não tenham sido protagonistas daquele momento amoroso. Sob as espécies do pão e do vinho encontra-se o próprio Cristo, realmente presente com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade."

fonte : Opus Dei (da Obra "É Cristo que passa" - Ponto 83 - São José Maria Escrivá)


Semana Santa em
Campos dos Goytacazes - RJ


Paróquia do Imaculado Coração de N.Sra de Fátima - Igreja Principal - Pq. Leopoldina
Dias 29 e 30 - Via Sacra e Santa Missa - 18:30 horas
Dia 31 - Via Sacra - Santa Missa 18:30 Horas e Procissão do Encontro.
Confissões todos os dias durante as cerimônias.

Paróquia de N. Sra do Terço - Centro
Dias 29,30,31 - Santa Missa as 07:00 da Manha e 18:30 Horas
Via Sacra - Todos os dias : 18:00 Horas
Confissões : Todos os dias das 15:00 as 18:00 horas

Igreja de São José - Rua Riachuelo
Dias 29,30,31 - Santa Missa as 06:30 da Manha e 18:00 Horas
Via Sacra - Todos os dias antes da Santa Missa das 18:00 Horas
Confissões : Todos os dias às 06:30 da manhã e às 17:00 horas


Paróquia de São Geraldo - Guarus
Dias 29,30,31 - Santa Missa as 19:00 Horas
Confissões : Todos os dias após a Santa Missa.


Participe você também !

+
M
Salve Maria !

sábado, 27 de março de 2010

Meditação VII - Domingo de Ramos - 28 de Março de 2010


"A liturgia do Domingo de Ramos põe na boca dos cristãos este cântico: Levantai, portas, os vossos dintéis; levantai-vos, portas antigas, para que entre o Rei da glória. Quem permanecer recluído na cidadela do seu egoísmo não descerá ao campo de batalha. Mas, se levantar as portas da fortaleza e permitir que entre o Rei da paz, sairá com Ele a combater contra toda essa miséria que embaça os olhos e insensibiliza a consciência.



Levantai as portas antigas. Esta exigência de combate não é nova no cristianismo. É a verdade perene. Sem luta, não se consegue a vitória; sem vitória, não se alcança a paz. Sem paz, a alegria humana é apenas uma alegria aparente, falsa, estéril, que não se traduz em ajuda aos homens, em obras de caridade e de justiça, de perdão e de misericórdia, em serviço de Deus.



Hoje em dia, dentro e fora da Igreja, em cima e em baixo, dá a impressão de que muitos renunciaram à luta - a essa guerra pessoal contra as claudicações próprias -, para se entregarem de armas e bagagem a servidões que envilecem a alma. Esse perigo estará sempre à espreita de todos os cristãos.



Por isso, é preciso pedir insistentemente à Santíssima Trindade que tenha compaixão de todos. Ao falar destas coisas, estremeço ante o pensamento da justiça de Deus. Recorro à sua misericórdia, à sua compaixão, para que não olhe para os nossos pecados, mas para os méritos de Cristo e de sua Santa Mãe, que é também nossa Mãe, para os do Patriarca São José, que lhe serviu de Pai, para os dos Santos.



O cristão pode viver com a segurança de que, se tiver desejos de lutar, Deus o pegará pela mão direita, como se lê na Missa da festa de hoje. Foi Jesus - que entra em Jerusalém montado num pobre jumentinho, o Rei da Paz -, foi Jesus quem o disse: O reino dos céus se alcança à força e são os violentos que o arrebatam. Essa força não se traduz em violência contra os outros: é fortaleza para combater as fraquezas e misérias próprias, valentia para não mascarar as infidelidades pessoais, audácia para confessar a fé, mesmo quando o ambiente é adverso.



Hoje, como ontem, do cristão espera-se heroísmo. Heroísmo em grandes contendas, se for preciso. Heroísmo - e será o normal - nas pequenas pendências de cada dia. Quando se luta continuamente, com Amor e deste modo que parece insignificante, o Senhor está sempre ao lado de seus filhos, como pastor amoroso: Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar. Procurarei a ovelha perdida, reconduzirei a desgarrada, vendarei a que estava ferida, restabelecerei as enfermas... Viverão com segurança na sua terra. Quando eu tiver quebrado as cadeias do seu jugo e as houver libertado das mãos dos seus tiranos, saberão que eu sou o Senhor."


Fonte : Opus Dei (Autor : São José Maria Escrivá ( " É Cristo de Passa - Ponto 82 )


 



 

sábado, 20 de março de 2010

1º Domingo da Paixão - 20 de Março de 2010


.......................Hino...........................

Bendita e louvada seja a Paixão do Redentor, Que por nós sofreu martírios, morreu por nosso amor! Os céus cantam a vitória de nosso Senhor Jesus; Cantemos também na terra  louvores à Santa Cruz!
Humildes e confiantes / levemos a nossa cruz; Seguindo sublime exemplo / de nosso Senhor Jesus! Cordeiro imaculado, por todos morreu Jesus, remido as nossas almas, é Rei pela sua cruz .

É arma em qualquer perigo, é raio de eterna luz, bandeira vitoriosa, o santo sinal da cruz . Ao povo aqui reunido daí graças, perdão e luz; Salvai-nos ó Deus clemente, em nome da Santa Cruz!

Meditação VI......

A Morte de Cristo - a Vida do Cristão

O pensamento da morte de Cristo traduz-se num convite para que nos situemos com absoluta sinceridade perante os nossos afazeres diários e tomemos a sério a fé que professamos. A Semana Santa não pode, pois, ser um parêntesis sagrado no contexto de um viver motivado exclusivamente por interesses humanos; deve ser uma ocasião de adentrar nas profundezas do Amor de Deus, para assim podermos mostrá-lo aos homens, com a palavra e com as obras.


Mas o Senhor estabelece condições. São Lucas conserva-nos uma declaração sua de que não podemos prescindir: Se algum dos que me seguem não aborrece seu pai e sua mãe, a mulher e os filhos, os irmãos e as irmãs, e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. São termos duros. É verdade que nem a palavra “odiar” nem a palavra “aborrecer” exprimem bem o pensamento original de Jesus. De qualquer forma, as palavras do Senhor foram fortes, porque também não se reduzem a um amar menos, como por vezes se interpreta temperadamente, para suavizar a frase. É terrível uma expressão tão contundente, não porque implique uma atitude negativa ou impiedosa - pois o Jesus que agora fala é o mesmo que manda amar o próximo como à própria alma, e que dá a sua vida pelos homens -, mas por ser uma locução que indica simplesmente que, diante de Deus, não são possíveis as meias medidas. As palavras de Cristo poderiam traduzir-se por amar mais, amar melhor, ou antes por não amar com um amor egoísta nem tampouco com um amor de curto alcance: devemos amar com o Amor de Deus.


É disso que se trata. Observemos com atenção a última das exigências de Jesus: et animam suam. A vida, a própria alma, é o que o Senhor nos pede. Se somos fátuos, se nos preocupamos apenas com a nossa comodidade pessoal, se encaramos a existência dos outros e inclusive do mundo por referência exclusiva a nós mesmos, não temos o direito de nos chamarmos cristãos e de nos considerarmos discípulos de Cristo. A entrega tem que se realizar com obras e com verdade, não apenas com a boca. O amor a Deus convida-nos a levar a cruz a pulso, a sentir também sobre nós o peso da humanidade inteira, e a cumprir, dentro das circunstancias próprias do estado e do trabalho de cada um, os desígnios ao mesmo tempo claros e amorosos da vontade do Pai. Na passagem que comentamos, Jesus prossegue: E aquele que não carrega a sua cruz e me segue, também não pode ser meu discípulo.



Temos que aceitar a vontade de Deus sem medo, precisamos formular sem vacilações o propósito de edificar toda a nossa vida de acordo com o que a nossa fé nos ensina e exige. Não há dúvida de que encontraremos luta, sofrimento e dor, mas, se possuímos uma fé verdadeira, nunca nos consideraremos infelizes: mesmo com penas e até com calúnias, seremos felizes, com uma felicidade que nos impelirá a amar os outros e a fazê-los participar da nossa alegria sobrenatural.

autor : São José Maria Escrivá - " É Cristo que  passa - ponto 97"



quinta-feira, 18 de março de 2010

19 de Março - Festa de São José - Patrono da Ordem Carmelita

Hoje dia 19 Santa Missa Solene em Honra de São José
Em sua Igreja - a Rua Riachuelo - Turf Club - Campos - RJ
19 Horas
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IDE A SÃO JOSÉ, O MAIOR DOS SANTOS!


São José é o Esposo da Virgem Maria, da qual nasceu Jesus que se chama Cristo, filho adotivo de São José (Mr. 1, 15-25; Lc. 2, 5). O Evangelho define em três palavras: “José o Justo”. Pela grande e importante missão que Deus confiou a José, podemos auferir a sua extraordinária virtude e santidade. Dir-se-ia que ele foi tão perfeito ou que possui as virtudes no mesmo grau excelso em que as possuía a Santíssima Virgem Maria.


Ele era da família de Davi. Entre seus antepassados havia Patriarcas, Reis e Príncipes. À sua família fora prometido o trono com eterna bênção. Sua glória e grandeza decorre de pertencer a família que devia dar ao mundo o Salvador. Da Haste de Jessé, e da estirpe de Davi, devia nascer o Messias prometido.



O QUE DIZ SANTA TERESA DE JESUS


A devoção a São José, é muito querida no Carmelo. Santa Teresa de Jesus expressou essa devoção no "Livro da Vida", testemunhando o valor da devoção ao casto guarda da Sagrada Família: "Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. (...) Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas.


 O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus... De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida” (Santa Teresa de Jesus, Livro da Vida).

Quisera persuadir o mundo inteiro a ser devoto deste glorioso Santo pela grande experiência que tenho dos bens que ele concede. Contento-me, porém, em pedir, pelo amor de Deus, que o experimente quem nele crer e verá por si mesmo, que imensos bens é recomendar-se o cristão ao glorioso Patriarca e ser seu devoto”.


Santa Teresa de Jesus, ao dar as suas filhas, Maria por Mãe e Modelo, deixou-lhes, por Pai e Senhor, São José. A ele quer a Santa que as carmelitas recorram em suas necessidades, pois sabe por experiência que em todas socorre. Assim como o Senhor lhe esteve presente na terra, assim faz no céu tudo quanto lhe pede. Deseja, particularmente, que o tomem por mestre de oração e aprendam dele o trato contínuo com o Senhor, e as virtudes próprias da vida escondida com Cristo em Deus.


ORAÇÃO:


Glorioso São José, que fostes exaltados pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria: Louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimos e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o Consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço neste dia. Eu vos escolho por meu especial Protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refugio nas desgraças meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me finalmente como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte graça de Nosso Senhor Assim seja.



JM+JT
São José, rogai por nós!

sábado, 6 de março de 2010

Meditação para Quaresma V - A Sagrada Face do Senhor



 
As famílias Martin e Guérin (tios de santa Teresinha) nutriam uma grande devoção à Santa Face de Jesus. O Sr. Isodore Guérin, tio de nossa santa, ao ler a vida do famoso homem de Tours, tornou-se devoto da Santa Face e, por seu intermédio, foi instalado um quadro da Sagrada Face em uma das capelas laterais da catedral de São Pedro, em Lisieux. Teresinha amava muito este quadro. No coro do Carmelo havia também um quadro da Sagrada Face e nossa padroeira fará dela uma reprodução que será colocada no cortinado do seu leito de enfermo para, assim, contemplar com amor a Face querida do seu Bem-Amado (CA 5.8.9).



Aos 12 anos, Teresa se inscreve na Confraria reparadora de Tours em abril  de 1885. A partir de 19 de janeiro de 1889, data de sua tomada do hábito, Irmã Teresa do Menino Jesus completará seu nome religioso, passando a assinar "da Santa Face". Deu tanta importância este acréscimo, que ora escreve "Ir. Teresa do Menino Jesus e da Sagrada face", ora escreve "Ir. Teresa do Menino Jesus da Santa Face". No segundo modo de assinar, ela retira a preposição, talvez para ressaltar sua íntima ligação com a Sagrada Face. Provavelmente queira também mostrar o profundo nexo que une o mistério da Encarnação (Belém) ao da Paixão e Morte (Calvário), único e arrebatador mistério da bondade misericordiosa do Senhor.


Aos diversos sofrimentos próprios à vida religiosa, vividos por Teresa desde os 15 anos, deve-se acrescentar os advindos pela enfermidade mental de seu pai. Em 12,02,1889, o Sr. Martin precisa ser hospitalizado. Nesta situação de dor, Teresa escreve à sua irmã Celina: "Jesus arde em amor por nós... Olhe sua face adorável!... Olhe estes olhos fechados e abaixados!... Olhe essas chagas... Olhe Jesus na sua Face. Lá você verá como ele nos ama." (Carta 87).



 
"Seu rosto estava escondido!... Ele o está ainda hoje, pois quem é que compreende as lágrimas de Jesus?" (Carta 105)

"Jesus me pegou pela mão, fez-me entrar em um subterrâneo onde não faz frio nem calor, onde o sol não brilha, e que não é visitado nem pela chuva nem pelo vento; um subterrâneo onde não vejo nada senão uma luz meio apagada, o brilho que espalham ao seu redor os olhos da Face de meu Noivo!..." (Carta 110)

"Após ter sorrido para Jesus no meio das lágrimas, você gozará dos raios de sua Face divina... " (Carta 149)

 
Em 1895, evocando seus anos de sofrimento, assim resumirá suas intuições:
 
"A Florzinha transplantada para a montanha do Carmelo devia desabrochar à sombra da cruz; as lágrimas, o sangue de Jesus tornaram-se seu orvalho e seu Sol foi sua face adorável coberta de lágrimas... Até então não sentira a profundidade dos tesouros escondidos da santa Face... Aquele cujo reino não é deste mundo me mostrou que a verdadeira sabedoria consiste em "querer ser ignorada e tida por nada" - em "por sua alegria no desprezo de si mesmo"... Ah, como o de Jesus, eu queria que "Meu rosto fosse verdadeiramente escondido, que na terra ninguém me reconhecesse". (MA 77v)


Celina (Irmã Genoveva), a respeito do amor de Teresa à Sagrada Face, escreveu:

"Esta devoção foi o coroamento e o pleno desabrochar de seu amor pela sagrada Humanidade de Jesus. A Santa Face era o espelho no qual contemplava a Alma e o Coração de seu Amado, em que ela o contemplava em sua inteireza" (Conselhos e Lembranças).

 
A Santa Face não foi para Teresa uma simples devoção privada: encontra-se no coração de sua Cristologia, de seu amor apaixonado pelo Jesus escondido. Contudo sabia que o Desfigurado seria um dia Transfigurado em sua Ressurreição.

 
No Processo Informativo Ordinário, Irmã Maria do Sagrado Coração irá afirmar:

"Desde muito tempo, ela tinha uma devoção muito especial ao Menino Jesus e à Sagrada Face, mas esta última devoção se desenvolveu sobretudo no Carmelo". (PO 250)."



fonte :www.santuariosantaresinha.com.br
Encontraremos diversos comentários sobre a Santa Face em outras cartas: "Sim, a face de Jesus é luminosa, mas se em meio às feridas e às lágrimas ela já é tão bela, como não o será quando a virmos no céu?... Oh, o céu, o céu! (Carta 95)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Meditação para a Quaresma IV - O triunfo de Cristo na Humildade

Recordar a um cristão que a sua vida não tem outro sentido senão o de obedecer à vontade divina não é separá-lo dos outros homens. Pelo contrário: em muitos casos, o mandamento recebido do Senhor é que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou vivendo junto dos outros e tal como os outros, entregando-nos ao serviço do Senhor no mundo, para dar a conhecer melhor a todas as almas o amor de Deus; para Lhes dizer que se abriram os caminhos divinos da terra.


O Senhor não se limitou a dizer que nos amava, mas demonstrou-o com obras. Não esqueçamos que Jesus Cristo se encarnou para ensinar, para que aprendamos a viver a vida dos filhos de Deus. Recordemos o preâmbulo do evangelista São Lucas nos Atos dos Apóstolos: Primum quidem sermonem feci de omnibus, ó Theophile, quae coepit Jesus facere et docere, falei de tudo o que de mais notável Jesus fez e pregou. Veio ensinar, mas fazendo; veio ensinar, mas sendo modelo, sendo o mestre e o exemplo com a sua conduta.


Agora, diante de Jesus Menino, podemos continuar o nosso exame pessoal: estamos decididos a procurar que a nossa vida sirva de modelo e ensinamento aos nossos irmãos, aos nossos iguais, os homens? Estamos decididos a ser outros Cristos?


Não é suficiente dizê-lo com a boca. Tu - pergunto-o a cada um de vós e pergunto-o a mim mesmo - tu, que por seres cristão és convidado a ser outro Cristo, mereces que se repita de ti que vieste facere et docere, fazer tudo como um Filho de Deus, atento à vontade de seu Pai, para que deste modo possas levar todas as almas a participarem das coisas boas, nobres, divinas e humanas da Redenção? Estás vivendo a vida de Jesus Cristo na tua vida habitual no meio do mundo?



Fazer as obras de Deus não é um bonito jogo de palavras, mas um convite a gastar-se por Amor. Temos que morrer para nós mesmos, a fim de renascermos para uma vida nova. Porque assim obedeceu Jesus, até à morte de Cruz, mortem autem crucis. Propter quod et Deus exaltavit illum, Por isso Deus o exaltou. Se obedecermos à vontade de Deus, a Cruz será também Ressurreição, exaltação. Cumprir-se-á em nós, passo a passo, a vida de Cristo; poder-se-á afirmar que vivemos procurando ser bons filhos de Deus, que passamos fazendo o bem, apesar da nossa fraqueza e dos nossos erros pessoais, por mais numerosos que tenham sido.


E quando vier a morte, que virá inexoravelmente, esperá-la-emos com júbilo, como tenho visto que o souberam fazer tantas pessoas santas no meio da sua existência diária. Com alegria, porque, se imitarmos Cristo em fazer o bem - em obedecer e levar a Cruz, apesar das nossas misérias - ressuscitaremos como Cristo: Surrexit Dominus vere!, que ressuscitou realmente.Jesus, que se fez menino - meditemos -, venceu a morte. Pelo aniquilamento, pela simplicidade, pela obediência, pela divinização da vida comum e vulgar das criaturas, o Filho de Deus foi vencedor!  Este foi o triunfo de Jesus Cristo. Assim nos elevou ao seu nível, ao nível dos filhos de Deus, descendo ao nosso terreno, ao terreno dos filhos dos homens.

S.José Maria Escrivá - "É Cristo que passa - ponto 21"

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