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sábado, 20 de março de 2010

1º Domingo da Paixão - 20 de Março de 2010


.......................Hino...........................

Bendita e louvada seja a Paixão do Redentor, Que por nós sofreu martírios, morreu por nosso amor! Os céus cantam a vitória de nosso Senhor Jesus; Cantemos também na terra  louvores à Santa Cruz!
Humildes e confiantes / levemos a nossa cruz; Seguindo sublime exemplo / de nosso Senhor Jesus! Cordeiro imaculado, por todos morreu Jesus, remido as nossas almas, é Rei pela sua cruz .

É arma em qualquer perigo, é raio de eterna luz, bandeira vitoriosa, o santo sinal da cruz . Ao povo aqui reunido daí graças, perdão e luz; Salvai-nos ó Deus clemente, em nome da Santa Cruz!

Meditação VI......

A Morte de Cristo - a Vida do Cristão

O pensamento da morte de Cristo traduz-se num convite para que nos situemos com absoluta sinceridade perante os nossos afazeres diários e tomemos a sério a fé que professamos. A Semana Santa não pode, pois, ser um parêntesis sagrado no contexto de um viver motivado exclusivamente por interesses humanos; deve ser uma ocasião de adentrar nas profundezas do Amor de Deus, para assim podermos mostrá-lo aos homens, com a palavra e com as obras.


Mas o Senhor estabelece condições. São Lucas conserva-nos uma declaração sua de que não podemos prescindir: Se algum dos que me seguem não aborrece seu pai e sua mãe, a mulher e os filhos, os irmãos e as irmãs, e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. São termos duros. É verdade que nem a palavra “odiar” nem a palavra “aborrecer” exprimem bem o pensamento original de Jesus. De qualquer forma, as palavras do Senhor foram fortes, porque também não se reduzem a um amar menos, como por vezes se interpreta temperadamente, para suavizar a frase. É terrível uma expressão tão contundente, não porque implique uma atitude negativa ou impiedosa - pois o Jesus que agora fala é o mesmo que manda amar o próximo como à própria alma, e que dá a sua vida pelos homens -, mas por ser uma locução que indica simplesmente que, diante de Deus, não são possíveis as meias medidas. As palavras de Cristo poderiam traduzir-se por amar mais, amar melhor, ou antes por não amar com um amor egoísta nem tampouco com um amor de curto alcance: devemos amar com o Amor de Deus.


É disso que se trata. Observemos com atenção a última das exigências de Jesus: et animam suam. A vida, a própria alma, é o que o Senhor nos pede. Se somos fátuos, se nos preocupamos apenas com a nossa comodidade pessoal, se encaramos a existência dos outros e inclusive do mundo por referência exclusiva a nós mesmos, não temos o direito de nos chamarmos cristãos e de nos considerarmos discípulos de Cristo. A entrega tem que se realizar com obras e com verdade, não apenas com a boca. O amor a Deus convida-nos a levar a cruz a pulso, a sentir também sobre nós o peso da humanidade inteira, e a cumprir, dentro das circunstancias próprias do estado e do trabalho de cada um, os desígnios ao mesmo tempo claros e amorosos da vontade do Pai. Na passagem que comentamos, Jesus prossegue: E aquele que não carrega a sua cruz e me segue, também não pode ser meu discípulo.



Temos que aceitar a vontade de Deus sem medo, precisamos formular sem vacilações o propósito de edificar toda a nossa vida de acordo com o que a nossa fé nos ensina e exige. Não há dúvida de que encontraremos luta, sofrimento e dor, mas, se possuímos uma fé verdadeira, nunca nos consideraremos infelizes: mesmo com penas e até com calúnias, seremos felizes, com uma felicidade que nos impelirá a amar os outros e a fazê-los participar da nossa alegria sobrenatural.

autor : São José Maria Escrivá - " É Cristo que  passa - ponto 97"



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