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quarta-feira, 28 de abril de 2010

28 de Abril de 2010 - São Luiz Maria Grignion de Montfort

S. Luís de Montfort, um apóstolo de Maria e dos pobres

S. Luís Maria de Montfort nasceu a 31 de Janeiro de 1673, num pequeno vilarejo chamado Montfort, localizado na Bretanha francesa. Foi batizado no dia seguinte ao seu nascimento. Era o filho primogênito de uma família numerosa.


Com 11 anos deu entrada no colégio dos jesuítas de Rennes, onde recebeu uma sólida formação humana e espiritual. Aí conclui o curso de filosofia em 1692. Sentindo-se chamado ao sacerdócio decide ir em 1693 para Paris de modo a poder ingressar no Seminário de S. Sulpício, em vista dos estudos teológicos que freqüenta na Universidade de Sorbonne. Recebe uma formação teológica apurada e sistemática na qual apoiará sempre o seu trabalho missionário. Revela-se um aluno brilhante tanto nas ciências teológicas quanto na “ciência dos santos”. É ordenado sacerdote a 5 de Junho de 1700. Tinha decidido ser padre para se consagrar à causa da evangelização dos povos em países estrangeiros, socorrer os pobres e proclamar o “Reino de Jesus Cristo por Maria”.


Em Julho de 1706 vai a Roma a pé para ser recebido pelo Papa Clemente XI para que o confirmasse na sua vocação missionária. É recebido no dia 6 de Julho desse ano. O Papa confere-lhe o título de Missionário Apostólico e lhe pede para ser missionário na França “renovando o espírito do cristianismo nos cristãos”. Em obediência ao Papa, Montfort tornou-se num missionário exímio e destacou-se pela sua grande devoção a Nossa Senhora. Para dar continuidade ao seu ardor missionário fundou a Congregação dos Missionários Monfortinos, a Congregação das Filhas da Sabedoria e dos Irmãos de S. Gabriel. Como complemento à sua atividade missionária escreveu vários livros com destaque para o Tratado da Verdadeira Devoção a Maria.


 
Montfort legou à Igreja uma espiritualidade original, centralizada na Sabedoria e nos meios para alcançá-la; entre esses meios se destaca Maria. Uma espiritualidade que leva a uma consagração total a Jesus por Maria. Morreu a 28 de Abril de 1716, com 43 anos, após ter realizado mais de uma centena de missões populares. Foi beatificado em 1888 e canonizado, em Roma, em 1947 pelo Papa Pio XII.


 
S. Luís Maria santificou-se como missionário itinerante, devorado pelo zelo pela evangelização dos pobres. Levava sempre consigo a Bíblia, o crucifixo, o rosário, símbolos e síntese da sua própria experiência espiritual e da mensagem que proclamava: dar a conhecer e amar a Santíssima Virgem para fazer conhecer e amar a Jesus Cristo.


Conhecer a vida e a obra de S. Luís de Montfort é percorrer uma estrada que nos leva àquela fonte da qual emana a nossa vocação, para aí bebermos a mesma audácia e o mesmo ímpeto missionário que identificaram este santo. Com Montfort aprendemos a responder à missão do Espírito e a encarnar o “espírito de missão!” Por isso podemos afirmar que continua a ser, para nós, um guia sempre vivo e atual.

Pe. Amílcar José Alves Tavares, SMM


O Tratado da Verdadeira Devoçào a Maria Santíssimo segundo São Luís M. Grignion de Montfort


"A verdadeira devoção é: interior, dócil, santa, constante, intensa.
Interior: da mente e do coração pela estima em Maria
Dócil: confiar como uma criança na Mãe
Santa: leva a alma a evitar o pecado e imitar as virtudes.
Devoção constante: A faz corajosa ao mundo

Não serás:
Nem inconstante, nem aflito, nem escrupuloso, Nem temeroso

Devoção desinteressada: leva a alma ao encontro não de si mesma ma de Deus somente na Sua Santa Mãe.

As práticas interiores:

1 - Honrá-la como digna Mãe de Deus

2 - Meditar as Suas virtudes, os seus privilégios e as suas ações

3 - Admirar as Suas grandezas

4 - Oferecer atos de Amor, de louvor e de reconhecimento

5 - Invocá-la cordialmente

6 - Oferecer-se e unir-se a Ela

7 - Fazer as próprias ações para agradá-la

8 - Começar, continuar e terminar todas as ações por meio Dela, Nela, com Ela, para Ela.

Tu deves te convencer que quanto mais terá Maria nas suas orações, contemplações, ações e sofrimentos, se não com um olhar distinto e consciente, pelo menos com um geral e imperceptível, encontrarás em perfeição Jesus Cristo, o qual está sempre com Maria, grande, potente, operante e incompreensível, e isto mais ainda que no céu e em qualquer outro criatura do universo. Assim Maria, toda perdida em Deus, não se transforma em um obstáculo aos perfeitos para alcançar a união com Deus.Quando Maria nos ampara não cais, quando te protege não temes, quando te conduz não te canses: quando te é favorável chegues ao porte da salvação (S. Bernardo).


Mesmo que se traçasse uma estrada nova para ir à Jesus Cristo e esta estrada fosse ladrilhada com todos os méritos dos beatos, decorada com todas as suas heróicas virtudes, clareada e embelezada com toda a luz e a beleza dos Anjos, e se tivessem todos os Anjos e Santos para conduzir, defender e suportar aqueles que querem caminhar nela: na verdade, eu digo ardentemente que preferirei a esta estrada, assim perfeita, à estrada imaculada de Maria: "Fez íntegro o meu caminho" (Sal 18,33). E’ um caminho sem nenhuma mancha, nem imundície, sem pecado original nem atual, sem sombras nem escuridão..

sábado, 24 de abril de 2010

Exposição do Santo Sudário - Turim - Itália


Aproximadamente 1,8 milhão de peregrinos estão sendo esperados em Turim, cidade localizada no norte da Itália: todos desejam ver a relíquia mais preciosa da Igreja, o Santo Sudário, que será exposto na catedral da cidade, pela primeira vez depois de uma década, até a Festa de Pentecostes, informou a Agencia Alemã de Notícias Deutsche Welle. O Flos Carmeli apresenta aos seus leitores um interessante artigo de autoria de D. Estevão Bitencourt, OSB a seguir :


A mais recente descoberta relativa ao Santo Sudário



Em síntese: O Santo Sudário está de novo em foco. No primeiro semestre de 1996 descobriram-se vestígios de uma Segunda moeda colocada, esta, sobre o olho esquerdo do homem que estava envolvido nessa peça mortuária. Tal moeda (lepton) foi reconhecida como datada dos anos 29/30 d.C., ou seja, dos tempos do Senhor Jesus. Este achado mais uma vez afasta a hipótese de se tratar de um pano medieval e corrobora a tese da autenticidade do Sudário. Os vestígios da outra moeda, colocada sobre o olho direito do cadáver conforme os costumes de sepultamento dos antigos, já foram encontrados em 1979. É de crer, pois, que o Sudário seja genuíno. Todavia deve-se notar que a fé não se baseia na autenticidade de alguma relíquia ou de alguma descoberta científica.


O Santo Sudário de Turim é tido por bons pesquisadores e por fiéis devotos como a mortalha que envolveu o corpo de Jesus Cristo descido da Cruz. Os traços neles impressos revelam um homem de grande estatura, que terá sofrido todos os tormentos de que fala o Evangelho ao narrar a Paixão de Cristo. Vários exames científicos têm levado a crer que realmente se trata de uma peça muito antiga, sendo altamente provável que haja envolvido o Corpo de Jesus morto.



A história do Sudário foi apresentada em PR 119/1969, pp. 466s; a descrição da imagem respectiva encontra-se em PR 320/1989, pp. 34-43. Sabe-se que aos 13/10/1988 pequenos fragmentos do Sudário foram submetidos ao teste do Carbono 14 em três Laboratórios, a saber: em Oxford, Zürich e Tucson... O resultado do teste foi surpreendente, pois punha em xeque todas as conclusões de peritos médicos, bioquímicos, biofísicos, historiadores, pessoal da NASA e dava a crer que a mortalha data da faixa dos anos 1260-1390; a imagem terá sido obra de um pintor medieval. Ver a propósito PR 322/1989, pp. 98-103; 329/1990, pp. 467-472; 341/1990, pp. 473-477; 387/1993, pp. 482-487.



Após o teste do Carbono 14, vários cientistas refletiram sobre os fatos e propuseram ponderações que realmente dissuadem da veracidade dos resultados do teste do Carbono 14; ver subtítulo 2 deste artigo. A quanto tem sido dito sobre a autenticidade do Sudário acrescentou-se em julho de 1996 uma nova descoberta, que, segundo alguns pesquisadores, afasta qualquer dúvida que contrarie a genuinidade da peça. Eis os eventos respectivos:

1. A DESCOBERTA DOS VESTÍGIOS DE UMA MOEDA

Dois cientistas italianos , de renome internacional, os Professores da Universidade de Turim, Dr. Luigi Baima Bollone, médico, e o Dr. Nello Balossino, perito em investigações computadorizadas, Identificaram a marca deixada sobre o olho esquerdo da imagem por uma pequena moeda chama lepton. É de notar que os antigos, no tempo de Jesus, costumavam colocar uma moeda sobre cada um dos olhos do cadáver.


Utilizando a tecnologia avançada do computador, os dois cientistas italianos puderam averiguar que a moeda cujos vestígios foram encontrados, foi cunhada no 16º ano do reinado do Imperador Romano Tibério, que começou a reinar em 14 d.C., a data de origem da moeda corresponde portanto aos anos 29/20 da nossa era. Verificam-se que a moeda colocada sobre o olho esquerdo escorregou para trás, sobre a fronte, talvez por causa da inchação do cadáver; fora colocada sobre o olho do defunto de tal modo que a data respectiva ficasse claramente visível.



A outra moeda, que, localizada sobre o olho direito, fazia parelha com a recém-descoberta, já fora identificada em 1979 pelo jesuíta Pe. Francis Filas, teólogo da Universidade Loyola de Chicago; foram os seus vestígios confirmados pelo monetário italiano Mario Maroni em 1985. Foi precisamente a identificação dessa primeira moeda que levou os cientistas Bollone e Balossino a pesquisar os traços da eventual Segunda moeda. Recorrendo a uma série de análises computadorizadas, o Prof. Balossino comparou a Segunda moeda a moedas tidas como autênticas peças do tempo de Cristo, tais como se encontram no catálogo de moedas da Palestina guardadas no British Museum. Mas ainda: a Segunda moeda corresponde exatamente a um exemplar de moedas romanas da coleção do monetário italiano Cesare Colombo. Os dois pesquisadores italianos julgam a sua descoberta apta a resolver o mistério do Sudário, pois confirma irrefutavelmente a tese de que se trata de uma peça datada do tempo de Cristo, e não medieval. São palavras do Prof. Bollone:



“Não precisamos mais de apelar para testes ou cálculos. Temos agora uma prova intrínseca, claramente estampada, podemos dizer, sobre o próprio Sudário. Nenhum artista medieval pode ter realizado tal obra”. A 7 de Julho de1996 o Prof. Bollone declarou ao jornal Avvenire: “Na minha opinião, esta última descoberta é precisamente a prova cabal de que o Sudário de Turim envolveu realmente o Corpo de Cristo crucificado e sepultado”. Verdade é que o jornal Le Monde, de Paris, aos 3/7/1996 publicou comentários do Prof. Jean-Michel Maldame, que defendiam a autenticidade do teste do Carbono 14: alegava que na Idade Média era usual fabricar relíquias falsas para atrair peregrinos de longe, e concluía que os defensores da autenticidade do Sudário não poderiam ser tidos como seguidores de séria disciplina intelectual.


A estes dizeres o Prof. Bollone respondeu num programa de televisão italiana chamado Mixer: “neste dias nenhum pensador idôneo – como bem prova a bibliografia especializada – acredita na tese da “tardia Idade Média”, sugerida pelo teste do Carbono 14 radioativo efetuado em 1988... O Sudário é marcado por traços anteriores à data estabelecida pelo C 14. Estamos agora de posse de elementos intrínsecos (pertinentes ao próprio Sudário) derivados das marcas das moedas, que levam a atribuir essa peça à data de 30 d.C.”.



2. E OS RESULTADOS DO TESTE DO C 14?

Atualmente os estudiosos reconhecem que, no decorrer dos séculos, diversos fatos produziram a contaminação do Sudário, tornando impossível estabelecer a sua data de origem mediante o teste do C 14. Com efeito. Em 14/4/1503 o tecido foi colocado em óleo fervente para se testar a fixidez ou a indelebilidade da respectiva imagem.  A 4 de Dezembro 1532 deu-se um surto de incêndio na capela de Chambéry (França), onde o Sudário era guardado. A prata da caixa que encerrava essa peça, derreteu-se, e pingou sobre a mortalha; em conseqüência, reações químicas causadas pelo fogo devem ter aumentado a quantidade de carbono que se achava depositado entre as fibras do tecido. Ora isto não pode deixar de ter provocado graves erros na avaliação pelo C 14.



O Prof. Leôncio Garza Valdes, da Universidade do Texas, especialista do Departamento de Microbiologia, examinou um conjunto de fungos e bactérias que, através dos séculos, se depositaram sobre o Sudário e puderam causar equívocos por ocasião do teste do C 14. Além disto, é notório que o Sudário foi tocado por muitas mãos (mãos limpas e mãos sujas), que deixaram algum resíduo sobre o pano respectivo.  Sabe-se de resto que a história do S. Sudário é acidentada: passou por várias vicissitudes, que explicam o aumento de carbono entre as fibras do seu tecido. A santa mortalha aparece, pela primeira vez, como se crê, em 544 na cidade de Edessa (Síria); depois julga-se que reaparece em Constantinopla em 944; mais tarde, em 1353 em Lirey (França); em 1452, em Chambéry (França), e finalmente em Turim no ano de 1578.



Estes e outros dados de uma história muito complexa levam a desacreditar dos resultados do teste de 1988. Verdade é que nem todos os cientistas estão convencidos da autenticidade do Sudário – o que se compreende, pois a ciência nunca pára de investigar e está sempre a fazer reservas diante das conclusões mais plausíveis a que chegue.



3. A POSIÇÃO DA IGREJA

A Igreja não faz questão de afirmar a autenticidade do Sudário como se esta fosse indispensável para respaldar as verdades da fé. A Igreja, no caso, entrega o juízo aos cientistas, pois o assunto é mais da alçada da ciência do que da fé. A propósito o Cardeal Giovanni Saldarini Arcebispo de Turim e Guardião do Santo Sudário, pronunciou-se em programa de televisão aos 7/7/1996:  “A imagem nos apresenta o seguinte problema: estamos nós contemplando mera criação artística ou, ao contrário, a verdadeira figura de Jesus como era após a sua paixão e morte? Esta não é uma questão de fé. Os fiéis gozam de absoluta liberdade para crer ou não crer nos dados fornecidos. Ninguém jamais tentou servir-se do Santo Sudário para provar a fé cristã. A fé não se funda sobre imagens nem sobre relíquias nem sobre descobertas científicas. Doutro lado, se se pode demonstrar que o Sudário reproduz realmente a imagem de Jesus Cristo, os não crentes terão mais dificuldade para sustentar a incredulidade”.



O Pe. Giuseppe Ghiberti, teólogo e Assistente do Cardeal Saldarini, também se manifestou sobre o assunto:
“Creio que, antes do mais, toca à ciência avaliar esta última descoberta. Se for tida como genuína, as conseqüências da mesma não serão desprezíveis. Ter-se-á uma nova modalidade de evidência histórica que até hoje nenhum documento escrito e nenhuma peça arqueológica nos proporcionou”.



Interessantes são as ponderações da Profª. Emanuela Marinelli, autora de um dos mais recentes livros sobre o Sudário: “O Sudário é um documento que interpela profundamente: se é autêntico, é fruto de um amor sobre-humano; se não é autêntico, é fruto de um gênio sobre-humano”. Estes dados foram colhidos no artigo de Antonio Gaspari: The Shadow of a Coin, em Inside the Vatican, October 1996, pp. 20s.


Fonte : Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb  - Nº 418 - Ano 1997 - Pág. 104

segunda-feira, 19 de abril de 2010

19 de Abril de 2010 - Igreja Recorda Hoje os Cinco Anos do Pontificado de Bento XVI


"Às 18 horas e 43 minutos de 19 de abril de 2005, foi anunciado ao mundo o nome do 264° sucessor de Pedro. Essas foram as palavras do Protodiácono, Cardeal Jorge Arturo Medina: Annuntio vobis gaudium magnum; habemus Papam: Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, Dominum Josephum, Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Ratzinger, qui sibi nomen imposuit Benedictum XVI".


Sobre os temas culminantes desses cinco anos de Pontificado, o Padre Federico Lombardi dedicou seu editorial para Octava Dies, o semanário informativo do Centro Televisivo Vaticano. "O tempo passou rapidamente e os acontecimentos sucederam-se num ritmo intenso nos cinco anos – agora já completos – deste pontificado. Para os ler corretamente, há que voltar com o pensamento à Capela Sistina, à manhã após a eleição, quando o novo Papa, recolhendo a herança espiritual do seu grande predecessor, indicou as prioridades que haveriam de orientar o seu serviço 'na vinha do Senhor."


São elas: a relação do homem com Deus, que se nos revelou em Jesus Cristo, encontrado de modo especial na Eucaristia, no culto da Igreja. O compromisso de se empenhar, "sem poupar energias", em reconstituir "a unidade plena e visível de todos os que seguem a Cristo". O desejo de responder ao "pedido de ajuda da parte da humanidade de hoje, que, abalada por incertezas e receios, se interroga sobre o seu futuro". O diálogo "aberto e sincero" com os que seguem outras religiões ou com os que procuram simplesmente resposta às questões fundamentais da existência, "para a busca do verdadeiro bem do homem e da sociedade".


"Não há dúvida que têm sido estas as verdadeiras prioridades do pontificado. Empreendidas com coerência e com coragem, num contexto tantas vezes minado por tensões e obstáculos. Mas Bento XVI tinha dito que não procuraria fazer brilhar a sua própria luz, mas sim a de Cristo."

As Homenagens

Pe. Lombardi recorda algumas etapas de suas viagens internacionais, como Auschwitz, Istambul, Nova Iorque, Sydney, Paris, a África, Jerusalém. E alguns momentos significativos, em sinagogas e mesquitas, e as publicações de encíclicas sobre a caridade, sobre a esperança, sobre a ética no desenvolvimento, na economia e no respeito pelo meio ambiente.


"Um balanço rico e denso, de serviço a Deus e à humanidade. Um caminho a prosseguir com uma rota segura" – conclui. "Sob a presidência do cardeal Angelo Sodano, decano do colégio cardinalício, 60 cardeais se encontrarão hoje com o Papa Bento XVI para um almoço, oferecido por eles por ocasião do 5º aniversário da eleição do cardeal Joseph Ratzinger ao papado.



O cardeal decano fará um discurso em homenagem ao Papa Bento XVI. O aniversário do pontificado é celebrado no Vaticano sem grandes festas, somente como feriado para todos os dependentes e funcionários vaticanos. A paróquia de sant'Anna promoverá a adoração eucarística pelo Papa.

A Agenda de de Sua Santidade 
O pontífice que completou na última sexta-feira, 16 de abril, 83 anos. Hoje, encontra 60 cardeais, entre eles alguns dos 111 purpurados que estão na idade da eleição, isto é, antes do 80 anos. Espera-se que nos próximos meses o Papa anuncie a da data do próximo consistório, o terceiro de seu pontificado. O papa Bento XVI agradeceu ao Colégio dos Cardeais pela proximidade e apoio no exercício de seu ministério durante o almoço oferecido pelos religiosos em ocasião do quinto aniversário de seu Pontificado.


O decano dos cardeais, Angelo Sodano, homenageou o chefe máximo da Igreja Católica afirmando que o Colégio Cardinalício "é uma grande família, sempre unida ao sucessor de Pedro e comprometida a viver em um mútuo espírito de comunhão fraterna". De acordo com informações da Rádio Vaticana, a refeição foi feita na Sala Ducal do Palácio Apostólico na presença de 60 prelados residentes em Roma.


Sodano agradeceu a Bento XVI por seu serviço à Igreja e ao mundo. Uma missão, segundo ele, levada adiante "com grande generosidade". O ex-secretário de Estado do Vaticano assinalou que não podem ser esquecidos "os desafios que o mundo moderno coloca a cada discípulo de Cristo", mas que "nos sustenta a luz da esperança cristã, com a certeza que a graça do Senhor continua a trabalhar em meio a nós".

O decano dos cardeais concluiu seu discurso dirigindo a Bento XVI a saudação positiva "Ad multos annos". Eleito pontífice em 19 de abril de 2005, o alemão Joseph Ratzinger substituiu o polonês João Paulo II (1978-2005) à frente do Trono de Pedro.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tempo de Páscoa - Reflexão 14 de Abril de 2010

Cristo Presente nos Cristãos

"Cristo vive. Esta é a grande verdade que enche de conteúdo a nossa fé. Jesus, que morreu na cruz, ressuscitou, triunfou da morte, do poder das trevas, da dor e da angústia. Não temais, foi a invocação com que um anjo saudou as mulheres que se dirigiam ao sepulcro. Não temais. Vindes buscar Jesus Nazareno, que foi crucificado. Já ressuscitou; não está aqui. Haec est dies quam fecit Dominus, exsultemus et laetemur in ea: este é o dia que o Senhor fez, alegremo-nos.



O tempo pascal é tempo de alegria, de uma alegria que não se restringe a esta época do ano litúrgico, mas que habita sempre no coração do cristão. Porque Cristo vive. Não é Cristo uma figura que passou, que existiu num tempo e que se retirou, deixando-nos uma lembrança e um exemplo maravilhosos.



Não. Cristo vive. Jesus é o Emmanuel: Deus conosco. A sua Ressurreição revela-nos que Deus não abandona os seus. Pode a mulher esquecer-se do fruto do seu ventre, não se compadecer do filho de suas entranhas? Pois ainda que ela se esquecesse, eu não me esquecerei de ti , tinha Ele prometido. E cumpriu a sua promessa. Deus continua a achar suas delícias entre os filhos dos homens.



Cristo vive na sua Igreja. “Digo-vos a verdade: a vós convém que eu vá, porque, se não for, o Consolador não virá a vós. Mas, se for, eu vo-lo enviarei”. Tais eram os desígnios de Deus: Jesus, morrendo na Cruz, dava-nos o Espírito de Verdade e de Vida. Cristo permanece na sua Igreja: nos seus sacramentos, na sua liturgia, na sua pregação e em toda a sua atividade.



De modo especial, Cristo continua presente entre nós nessa entrega diária que é a Sagrada Eucaristia. Por isso, a Missa é o centro e a raiz da vida cristã. Em todas as Missas está sempre o Cristo Total, Cabeça e Corpo. Por Cristo, com Cristo e em Cristo. Porque Cristo é o Caminho, o Medianeiro; nEle encontramos tudo; fora dEle, a nossa vida fica vazia. Em Jesus Cristo, e instruídos por Ele, atrevemo-nos a dizer - audemus dicere - Pater noster, Pai nosso. Atrevemo-nos a chamar Pai ao Senhor dos céus e da terra. A presença de Jesus vivo na Hóstia Santa é a garantia, a raiz e a consumação da sua presença no mundo.



Autor: São José Maria Escrivá "E Cristo que passa" -  ponto 102
(fonte : Opus Dei)

domingo, 11 de abril de 2010

Festa da Divina Misericórdia - 11 de Abril de 2010 - Aqui no Flos Carmeli



"O Domingo da Divina Misericórdia apresenta-nos o amor misericordioso de Deus que se encontra por trás de todo o Mistério Pascal – o mistério da morte, do sepultamento e da ressurreição de Cristo – que se torna presente para nós na Eucaristia. A Santa Sé não atribuiu esse título ao Segundo Domingo da Páscoa apenas como uma opção, para aquelas dioceses que gostam desse tipo de coisa! Domingo da Divina Misericórdia, portanto, não é um título opcional para essa solenidade; antes, Divina Misericórdia é o segundo nome para esse Dia Festivo. Isso significa que pregar sobre a misericórdia de Deus também não é apenas uma opção para o clero nesse dia, mas que isso é firmemente estimulado.


Graças especiais estão presentes na Festa


De acordo com o Diário de Santa Faustina, Jesus Cristo fez uma promessa especial, que ela devia comunicar ao mundo inteiro: Minha filha, fala a todo o mundo da Minha inconcebível misericórdia. Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. (Diário, 699)



Em três passagens do seu Diário, Santa Faustina registra uma promessa de nosso Senhor de graças específicas e extraordinárias que Ele tornará acessíveis através da devota recepção da Santa Comunhão nesse Dia da Festa; verdadeiramente, um oceano inteiro de graças se encerra nessas promessas: Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia (Diário, 1109). Aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará perdão total das culpas e penas (Diário, 300). A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas (Diário, 699).



O Domingo da Divina Misericórdia


"Considerando que a disposição de confiança é absolutamente necessária para que a alma devota se habilite para receber todas as graças que o Senhor deseja derramar sobre ela no Domingo da Misericórdia, pode-se dizer que todo o tempo de preparação para essa Festa, da mesma forma que a sua própria celebração litúrgica, deve ser encaminhado pelos fiéis na direção do fortalecimento da confiança na Divina Misericórdia. Aqui, novamente, a exposição e a veneração da Imagem desempenham um papel importante, visto que de certa forma isso fala ao coração num nível mais profundo do que simples palavras. A Imagem, como qualquer bom ícone, confronta a alma que reza e que adora com o amor misericordioso de Cristo, e a sua própria inscrição “Jesus, eu confio em Vós!” estimula a alma a responder ao Seu convite com confiança.


Por essa razão, é altamente recomendável que a Imagem da Divina Misericórdia seja exposta bem antes do próprio Dia da Festa ou, melhor ainda, que tal imagem esteja em permanente exposição em todas as igrejas, para a edificação dos fiéis.


Cristo nunca pediu especificamente aos fiéis para se confessarem no próprio Dia da Festa (o que, na prática, seria um peso impossível imposto aos pastores). De fato, a própria Santa Faustina fez a sua confissão no sábado antes do Domingo da Misericórdia (Diário, 1072). Quaisquer que sejam as ocasiões de confissão oferecidas, o importante é que o fiel seja estimulado a vir no Domingo da Misericórdia em estado de graça, tendo confessado pelo menos todos os pecados mortais e confiando na Misericórdia de Deus. Assim, para a adequada observância da Festa da Misericórdia, devemos:


1. celebrar a Festa no domingo depois da Páscoa;

2. Demonstrar sincero arrependimento por todos os nossos pecados;

3. colocar toda a nossa confiança em Jesus;

4. confessar-nos, de preferência antes desse Domingo;

5. receber a Santa Comunhão no dia da Festa;

6. venerar a imagem da Divina Misericórdia (Venerar uma imagem significa simplesmente realizar algum ato ou fazer algum gesto de profundo respeito religioso em relação a ela em razão da pessoa que representa, nesse caso, nosso Misericordiosíssimo Salvador);

7. ser misericordiosos para com os outros, através das nossas ações, palavras e orações em seu benefício.


"Estaremos unidos pela oração e, sobretudo pela Eucaristia: “Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro”.

Trechos de “Entendendo a Festa da Divina Misericórdia”, Robert Stackpole.

sábado, 10 de abril de 2010

Tríduo da Divina Misericórdia - 3º Dia - 09 de Abril de 2010 - Aqui no Flos Carmeli

Reflexão


"Existe uma íntima relação entre Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, o mistério da misericórdia divina e a prática da misericórdia. Maria está desde a sua concepção envolta na misericórdia infinita do Pai, pelo Filho e no Espírito (preservada do pecado e do demônio), ao mesmo tempo em que o seu agir – antes e depois da sua Assunção – está assinalado pelo amor efetivo aos seres humanos (especialmente pelos pecadores e sofredores).



Oficialmente a Igreja Católica aprovou a 15de Agosto de 1986 a rubrica para a Missa Votiva “Santa Maria, Rainha e Mãe de Misericórdia”, importante marco para a história de sua veneração – sem nos esquecermos que a 30/11/1980 o Papa João Paulo II destacara na sua Encíclica Dives in misericordia que Maria é a “pessoa que conhece mais a fundo o mistério da misericórdia divina” (n. 9). Anos depois o Catecismo da Igreja Católica (1997) dirá que ao rezar na Ave-Maria: “rogai por nós, pecadores”, estamos recorrendo à “Mãe da misericórdia” (n. 2677).



A invocação “Salve, Rainha de misericórdia” se encontra pela primeira vez com o Bispo Adhémar, de Le Puy (+ 1098); destaca a qualidade do olhar materno de Maria: “esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei”, e conclui com o sentido desta sua misericórdia: “ó clemente, ó piedosa, ó doce, Virgem Maria”. Já o título “Mãe de Misericórdia” se crê que foi dado pela primeira vez a Maria por Santo Odão (+942), abade deCluny. “Ego sum Mater misericordiae” (Eu sou a Mãe de Misericórdia), Maria lhe teria dito em sonho.



No mundo oriental podemos encontrar testemunhos ainda mais antigos. O padre oriental da Tiago de Sarug (+521), aplicou a Maria explicitamente o título de “Mãe de misericórdia” (Sermo de transitu), o que é por muitos considerado como sua primeira atribuição em absoluto.



Relação com a Mensagem da Divina Misericórdia



Em Vilna, capital da Lituânia, se venera a imagem da Mãe da Misericórdia de Aušros Vartai (Portal da Aurora) desde 1522, localizada numa das entradas do antigo muro. Em 1773 o Papa Clemente XIV concedia indulgências a quem rezasse ali com devoção, e em 1927 o Papa Pio XI permitiu que a pintura fosse solenemente coroada com o título de Maria, Mãe de Misericórdia. Sua festa é celebrada a 16 de novembro.

 

Em nossos tempos, Santa Faustina Kowalska†, mística polonesa, nos repropõe a centralidade da Divina Misericórdia para a fé e a vida da Igreja, recorrendo a Maria Santíssima como Mãe da Misericórdia, padroeira da Congregação religiosa a que pertencia (cf. Diário 79, 449, 1560), cuja festa celebravam (a Congregação) em 5 de agosto. Por Providência divina, a primeira vez em que a imagem de Jesus Misericordioso foi publicamente venerada foi justamente em Vilna (cf. Diário, 417).




Em qual sentido podemos proclamar Maria como Mãe de misericórdia? Sem cometer o grave equívoco de pensar que a misericórdia é reservada a Maria e a justiça a Jesus (como muitos medievais chegaram a pensar), o título “Mãe da Misericórdia” ou “Mãe de misericórdia” assim se justifica: Maria é a mulher que experimentou de modo único a misericórdia de Deus – que a envolveu de modo particular desde a sua Imaculada Conceição, passando pela Anunciação, como discípula fiel do seu Filho, até o grande momento da Sua Páscoa (paixão, morte, ressurreição, glorificação e Pentecostes). Ela é kecharitoméne, “cheia de graça”, ou seja, totalmente transformada pela benevolência divina (cf. Ef 1,6).

3º Dia do Tríduo 

 
Hoje traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.


Ó compassivo Jesus, que sois a própria Compaixão, trago à mansão do vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do vosso amor puro estas almas geladas, que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da vossa Misericórdia e atraí-as até ao fogo do vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.



Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão do vosso Filho e por sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da vossa Misericórdia... Amém.

Reza-se o Terço da Divina Misericórdia)


No início: Pai-Nosso, Ave-Maria, Creio

Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

Nas contas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

Ao final do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. (3 vezes)

fontes: www.misericordia.org.br
http://devocoes.leiame.net/divinamisericordia/

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tríduo da Divina Misericórdia - 2º Dia - 09 de Abril de 2010 - Aqui no Flos Carmeli

 Reflexão


"Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. É a graça de poder viver aquilo que diz o Apóstolo: Completo em minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja(Cl 1,24; cf. Flp 1,20; 2Cor 12,10). Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores. Desde essa ocasião, os sofrimentos que oprimiriam a religiosa polonesa foram a prova de que sua oferta fora aceita pelo Senhor.


Irmã Faustina levava uma vida muito austera, já antes de entrar no convento. Não perdia nenhuma oportunidade em oferecer suas penas pela conversão dos pecadores. Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos. Muito fraca, é levada ao convento Jósefów. Segundo um costume da comunidade, pede perdão às coirmãs pelas faltas cometidas – e afirma que morreria treze dias depois. Ao Pe. Sopocko diz (26/09): “Perdoe-me, padre, agora estou ocupada no colóquio com o Pai Celeste. Aquilo que tinha para dizer, já disse”.


No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.


A situação na Europa se agravava. Hitler havia invadido a Áustria (11/03/1938). A Polônia entra num período tempestuoso quando Berlim e Moscou dividiram o seu território (22/09/1939). Irmã Faustina rezava pela Polônia. Em setembro de 1938, a jardineira irmã Klemensa foi visitá-la no hospital. Faustina estava reduzida a pele e ossos. Klemensa lhe perguntou: “O senhor Jesus te disse se haverá guerra?”. – “Haverá guerra”, respondeu ela. E depois acrescentou: “...A guerra durará muito tempo, haverá muitas desgraças. Sofrimentos terríveis cairão sobre as pessoas” (in Bergadano, Elena, Faustina Kowalska. Mensageira da Divina Misericórdia, Paulinas, S. Paulo, 2006,p. 81).


Há inúmeros relatos de graças alcançadas por sua intercessão a partir da morte da Ir. Faustina. Um deles se refere a um fato ocorrido durante a II Guerra, assinado por Miquelina Niewiadomska em Varsóvia, ano de 1946:

“Como mensageira do exército clandestino da Polônia, levava um dia um maço de jornais e documentos importantes da imprensa subterrânea, num cesto vulgar, aberto, de modo a não chamar a atenção. Numa paragem, o tranvia [transporte] foi abordado pela polícia da Gestapo, que começou a inspecionar os passageiros. Antes que eu desse conta, estava a meu lado. Apanhada de improviso, sabia que não tinha maneira de escapar e deitei o cesto no chão. O que estava dentro caiu, com o livrinho intitulado ‘Jesus, eu confio em Vós’ por cima de tudo. Um dos policiais baixou-se para o apanhar e em voz baixa segredou-me: ‘E eu também confio n’Ele’, e, voltando-se, permitiu que eu apanhasse os papéis” (in Andrasz-Sopocko, A misericórdia de Deus. A única esperança da humanidade, 2ª ed., Tipografia Porto Médico L.da, Porto, 1956, pp. 88s).



O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornado-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu."


Caro devoto e apóstolo de Jesus Misericordioso: Se você deseja conhecer mais sobre a vida desta grande cristã, adquira o Diário de Santa Faustina e a biografia escrita por Sophia Michalenko, intitulada: Misericórdia – Minha Missão, através do Apostolado : Divina Misericórdia


2º Dia do Tríduo 

"Hoje traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.



Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na vossa Misericórdia. Estas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre os seus ombros a humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte.



Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que glorificam e honram o vosso maior atributo, isto é, a vossa inescrutável Misericórdia; elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a vossa Misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: "As almas que veneram a minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, especialmente na hora da morte, como minha glória." Amém."


Reza-se o Terço da Misericórdia :

No início: Pai-Nosso, Ave-Maria, Creio


Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.


Nas contas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.


Ao final do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
 (3 vezes)

fontes: www.misericordia.org.br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tríduo da Misericórida Divina - dias 08,09 e 10 Abril de 2010 - Aqui no Flos Carmeli.

Dia 08 de Abril

Reflexão
  
Santa Faustina ao atender o chamado de sua vocação bateu em várias portas até ser acolhida no  na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Era o dia 1º de Agosto de 1925. A Irmã Faustina foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti”


 
Dentro da Congregação Helena Kowalska recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Com humildade exerceu as funções de cozinheira, jardineira e até de porteira. Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:


 
“Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).


 

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock,o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:


 
“Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (...) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).


Jesus insistirá particularmente no seu desejo de instituir uma Festa em honra da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o que haveria de se cumprir somente a partir do ano 2000. Todas estas vivências se encontram relatadas em seu famoso Diário, escrito entre 1934-1938 sob a orientação dos Padres Miguel Sopocko e Andrasz SJ, o primeiro deles beatificado a 28/09/2008.


 
Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.


 

"Hoje traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.

1º Dia do Tríduo

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: "Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração", aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Estas almas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial, são como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Estas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.



Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas mansas e humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a vosso Filho; o perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o vosso trono. Pai de Misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas, abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Reza-se o Terço da Divina Misericórdia)


No início: Pai-Nosso, Ave-Maria, Creio


Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

Nas contas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.


Ao final do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. (3 vezes)


fontes: www.misericordia.org.br
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domingo, 4 de abril de 2010

Saudação de Páscoa - Domingo, 04 de Abril de 2010


"Exulte de alegria a multidão dos anjos, Exultem de Deus os ministros; soe a triunfal trombeta, Esta vitória de um tão grande Rei!  Alegra-te também, ó terra nossa Que em tantas luzes agora resplandeces, Vê como foge do universo a treva, Enquanto fulge a luz do eterno Rei ! "

Desejamos ao nosso querido e amado Diretor Rev. Padre Everaldo Bon Robert, aos Irmãos e Irmãs da Venerável Ordem Terceira do Carmo e todos os amigos deste site uma Santa e Feliz Páscoa, com os sinceros agradecimentos a todos aqueles que de maneira direta e indereta têm ajudado a propagar esta página. Que a Luz de Cristo Ressuscitado permaneça nos corações de todos !


Reflexão

Uma história presente na eternidade

Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa


"A ressurreição é um fato histórico e ao mesmo tempo transcende a história. A sobriedade dos relatos da ressurreição é muito eloqüente. Sem muitas explicações dizem tudo: Cristo ressuscitou, apareceu a Pedro e aos Doze e o seu sepulcro estava vazio. Diante de testemunhas tão fiáveis e do sepulcro vazio, nós rendemos a nossa inteligência e a nossa vontade ao mistério da glória de Cristo. A ressurreição do Senhor não é absurda – a fé não é absurda para o crente –, mas diante do Mistério de Deus a inteligência encontra a sua limitação. Acreditamos por que Doze homens incultos, pescadores e simples nos disseram: “Cristo ressuscitou! Nós o vimos”. Isso pode escandalizar aqueles que não são capazes de vencer o próprio orgulho intelectual, ainda que muitas vezes o que entra em jogo não é um argumento intelectual, mas uma má disposição da vontade, o que é pior. Acreditemos com fé firme, rija e robusta. Deus não nos engana nem nos pode enganar!



Páscoa signifca “passagem”, da morte para a vida, das trevas para a luz, do pecado para a graça. Essa realidade foi expressada na Vigilia Pascal: no começo reinava uma terrível escuridão; depois vimos uma única luz, a do círio, que significa a luz de Cristo; depois todos os fiéis ficaram iluminados levando a luz de Cristo nas próprias mãos, finalmente veio a luz material. Houve uma expansão da luz: de Cristo aos cristãos, dos cristãos à toda a criação material. Jesus convida-nos a ser luz para um mundo mergulhado nas trevas do pecado.



Dizia São Josemaría Escrivá que Jesus leva o homem a sério, e quer dar-lhe a conhecer o sentido divino da sua vida de homem (cf. É Cristo que passa, 109). Desde que Cristo assumiu a nossa humanidade tudo adquiriu um novo sentido, por isso nós podemos dizer que as coisas humanas têm um valor divino. Quanto o cristão aproveita todas as coisas cotidianas para santificar-se, experimenta essa realidade. O Senhor já foi levantado no madeiro, já ressuscitou, é preciso que através dos cristãos de todos os tempos Cristo reine em todas as realidades temporais. Precisamos amar o mundo, o trabalho, as realidades humanas. Porque o mundo é bom; foi o pecado de Adão que rompeu a harmonia das coisas criadas, mas Deus Pai enviou o seu Filho Unigênito para que restabelecesse a paz (cf. É Cristo que passa, 112). O Senhor vê com um amor atuante a nossa vida, as nossas alegrias, as nossas dores, os nossos trabalhos. Jesus é o Filho de Deus que também quis ser chamado o Filho do Homem, Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Jesus, como Deus ensina-nos tudo o que é necessário saber sobre Deus, como Homem é o verdadeiro mestre sobre o ser humano. Ninguém conhece mais como funciona uma determinada máquina que seu inventor, ninguém conhece mais o ser humano com todas as suas funções que o seu Criador, Deus.



Maria Santíssima esperava a Santa Ressurreição com a certeza de que ela aconteceria. Maria sempre foi uma mulher de fé. O Evangelho não nos diz se ela foi ou não ao sepulcro; sabemos, no entanto, por uma antiga tradição que Jesus aparecera em primeiro lugar à sua Mãe Santíssima. Eu pelo menos não tenho dificuldade em acreditar nessa tradição, parece-me lógico! Jesus, que tinha verdadeiro amor de filho pela su mãe, desejaria dar a notícia em primeiro lugar a ela. De fato, Santo Tomás de Aquino aconselhava aos seus ouvintes que por ocasião da Páscoa felicitassem Nossa Senhora. Nós a saudamos dizendo: Rainda dos céus, alegra-te, aleluia!




Feliz Páscoa a todos!
Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa
fonte : http://www.presbiteros.com.br/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sábado Santo - Vigília Pascal - 03 de Abril de 2010



"O meu coração se alegra e a minha alma exulta, e até o meu corpo descansa tranquilo. Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção. Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida; alegria plena em vossa presença, delícias eternas, à vossa direita"  (Sl 16, 911)
 

" Se os teus erros te fazem mais humilde, se te levam a procurar com mais força o esteio da mão divina, são caminho de santidade: “Felix culpa!”* - bendita culpa!, canta a Igreja -  Palavras da liturgia da Vigília pascal em que a Igreja, cantando o triunfo de Cristo ressuscitado, evoca o pecado dos nossos primeiros pais e exclama: “Õ feliz culpa que mereceu a graça de um tão grande Redentor!”


"Muito perto do Calvário, num horto, José de Arimatéia tinha mandado talhar para si um sepulcro novo, na rocha. E, por ser véspera da grande Páscoa dos judeus, é lá que põem Jesus. Depois, José rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e retirou-se (Mt 27, 60)." Jesus veio ao mundo sem nada, e sem nada — nem mesmo o lugar onde repousa — foi-se-nos embora.


A Mãe do Senhor — minha Mãe — e as mulheres que tinham seguido o Mestre desde a Galiléia, depois de observarem tudo atentamente, vão-se embora também. Cai a noite. Agora tudo passou. Concluiu-se a obra da nossa Redenção. Já somos filhos de Deus, porque Jesus morreu por nós e a sua morte nos resgatou.


Empti enim estis pretio magno! (I Cor 6, 20), tu e eu fomos comprados por um grande preço.Temos de converter em vida nossa a vida e a morte de Cristo. Morrer pela mortificação e pela penitência, para que Cristo viva em nós pelo Amor. E seguir então os passos de Cristo, com ânsias de corredimir todas as almas. Dar a vida pelos outros. Só assim se vive a vida de Jesus Cristo e nos fazemos uma só coisa com Ele.


Nicodemos e José de Arimatéia — discípulos ocultos de Cristo — intercedem por Ele valendo-se dos altos cargos que ocupam. Na hora da soledade, do abandono total e do desprezo..., expõem-se audacter, audazmente! (Mc 15,43). Valentia heróica!  Eu subirei com eles até junto da Cruz, apertar-me-ei ao Corpo frio, cadáver de cristo, com o fogo do meu amor..., despregá-lo-ei com os meus desagravos e mortificações..., envolvê-lo-ei com o lençol novo da minha vida limpa, e o enterrarei em meu peito de rocha viva, donde ninguém mo poderá arrancar — e aí, Senhor, descansai!


Quando todo o mundo Vos abandonar e desprezar..., serviam!, eu Vos servirei, Senhor!  Sabei que fostes resgatados da vossa vã conduta... não com prata ou ouro, que são coisas perecíveis, mas pelo sangue precioso de Cristo (I Pe 1, 18-19).


Não nos pertencemos. Jesus Cristo comprou-nos com a sua Paixão e com a sua Morte. Somos vida sua. Já só há uma única maneira de vivermos na terra: morrer com Cristo para ressuscitar com Ele, até podermos dizer com o apóstolo: Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (Gal 2, 20).


A Paixão de Jesus é manancial inesgotável de vida. Umas vezes, renovamos o gozoso impulso que levou o Senhor a Jerusalém. Outras, a dor da agonia que concluiu no Calvário... Ou a glória do seu triunfo sobre a morte e o pecado. Mas, sempre!, o amor — gozoso, doloroso, glorioso — do Coração de Jesus Cristo.


Pensa primeiro nos outros. Assim passarás pela terra com erros, sim — que são inevitáveis — , mas deixando um rasto de bem. E quando chegar a hora da morte, que virá inexorável, acolhê-la-ás com júbilo, como Cristo, porque, como Ele, também ressuscitaremos para receber o prêmio do seu Amor.


Quando me sinto capaz de todos os horrores e de todos os erros que as pessoas mais ruins cometeram, compreendo bem que não posso ser fiel... Mas essa incerteza é uma das bondades do Amor de Deus, que me leva a estar, como uma criança, agarrado aos braços de meu Pai, lutando cada dia um pouco para não me afastar dEle.


Fico então com a certeza de que Deus não me largará da sua mão. Pode a mulher esquecer-se do fruto do seu ventre, não se compadecer do fruto de suas entranhas? Pois ainda que ela se esquecesse, eu não te esquecerei (Is 49, 15)."


fonte : Opus Dei ( fragmentos das Obras " É Cristo que passa" e Meditação da "Via Sacra" de autoria de S. José Maria Escrivá) 

È Cristo que Passa ! - Sexta-Feira Santa 02 de Abril de 2010


"Ó vós todos que passai pelo caminho,
olhai e vede e se há dor semelhante à minha dor".

"Na tragédia da Paixão, consuma-se a nossa própria vida e toda a história humana. A Semana Santa não pode reduzir-se a uma simples recordação, porque é a consideração do mistério de Jesus Cristo, que se prolonga em nossas almas; o cristão está obrigado a ser alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo. Pelo Batismo, todos fomos constituídos sacerdotes da nossa própria existência, para oferecer vítimas espirituais, que sejam agradáveis a Deus por Jesus Cristo , para realizar cada uma de nossas ações em espírito de obediência à vontade de Deus, e assim perpetuarmos a missão do Deus-Homem."


"Passadas as dez da manhã daquela Sexta Feira Santa "O processo cheganva ao fim . Não houve provas concludentes. O juiz sabia que os seus inimigos O entregaram por inveja, e tentou um expediente absurdo: a escolha entre Barrabás, um malfeitor acusado de roubo com homicídio, e Jesus, que se diz o Cristo. O povo escolhe Barrabás. Pilatos exclama:



— Que hei de fazer, pois, de Jesus? (Mt 27,22).
Respondem todos: — Crucifica-o!



O juiz insiste: — Mas que mal fez ele?
E de novo respondem, aos gritos: — Crucifica-o! Crucifica-o!


Assusta-se Pilatos ante o tumulto crescente. Manda trazer água e lava as mãos à vista do povo, enquanto diz: "Sou inocente do sangue deste justo; é lá convosco (Mt 27,24)."E depois de ter mandado açoitar Jesus, entrega-O para que O crucifiquem. Faz-se silêncio naquelas gargantas embravecidas e possessas. Como se Deus já estivesse derrotado. Jesus está só. Vão longe os dias em que a palavra do Homem-Deus punha luz e esperança nos corações, as longas procissões de doentes que eram curados, os clamores triunfais de Jerusalém à chegada do Senhor, montado num manso jumentinho. Se os homens tivessem querido dar outro curso ao amor de Deus! Se tu e eu tivéssemos conhecido o dia do Senhor!


Jesus ora no horto: Pater mi (Mt 26,39), meu Pai, Abba, Pater! (Mc 14,36), Abba, Pai! Deus é meu Pai, ainda que me envie sofrimento. Ama-me com ternura, mesmo que me fira. Jesus sofre, para cumprir a Vontade do Pai... E eu, que quero também cumprir a Santíssima Vontade de Deus, seguindo os passos do Mestre, poderei queixar-me se encontro por companheiro de caminho o sofrimento?


Será esse um sinal certo da minha filiação, porque Deus me trata como ao seu Divino Filho. E então, como Ele, poderei gemer e chorar a sós no meu Getsêmani; mas, prostrado por terra, reconhecendo o meu nada, subirá até o Senhor um grito saído do íntimo de minha alma: Pater mi, Abba, Pater..., fiat! Faça-se!


A prisão de Jesus: ... Venit hora: ecce Filius hominis tradetur in manus peccatorum (Mc 14,41). É chegada a hora; eis que o Filho do homem vai ser entregue às mãos dos pecadores. Quer dizer que... o homem tem a sua hora? Tem, sim... E Deus, a sua eternidade!



Algemas de Jesus! Algemas — que Ele voluntariamente deixou que Lhe pusessem — , atai-me, fazei-me sofrer com o meu Senhor, para que este corpo de morte se humilhe... Porque — não há meio termo — ou o aniquilo ou me envilece. Mais vale ser escravo do meu Deus que escravo da minha carne.




Durante o simulacro de processo, o Senhor cala-se. Iesum autem tacebat (Mt 26,63). Depois, responde às perguntas de Caifás e de Pilatos... Com Herodes, volúvel e impuro, nem uma palavra (cfr. Lc 23,9): tanto deprava o pecado de luxúria, que não escuta nem a voz do Salvador. Se em tantos ambientes resistem à verdade, cala-te e reza, mortifica-te... e espera. Também nas almas que parecem mais perdidas resta, até o fim, a capacidade de voltar e amar a Deus.




Está para se pronunciar a sentença. Pilatos zomba: Ecce rex vester! (Jo 19,14), eis o vosso rei. Os pontífices respondem enfurecidos: Não temos outro rei senão César (Jo 19,15). Senhor! Onde estão os teus amigos? Onde os teus súditos? Deixaram-Te. É uma debandada que dura há vinte séculos... Fugimos todos da Cruz, da tua Santa Cruz. Sangue, angústia, solidão e uma insaciável fome de almas... são o cortejo da tua realeza.




Ecce homo! (Jo 19,5), eis o homem! Estremece o coração ao contemplar a Santíssima Humanidade do Senhor feita uma chaga. E então hão de perguntar-lhe: que feridas são essas que trazes em tuas mãos? E ele responderá: São feridas que recebi na casa dos que me amam (Zac 13,6). Olha para Jesus. Cada rasgão é uma censura; cada açoite, um motivo de dor pelas tuas ofensas e pelas minhas."




"Situados agora perante o momento do Calvário, em que Jesus já morreu e ainda se não manifestou a glória do seu triunfo, temos uma excelente ocasião para examinarmos os nossos desejos de vida cristã, de santidade; para reagirmos com um ato de fé perante as nossas fraquezas e, confiantes no poder de Deus, fazermos o propósito de depositar amor nas coisas do nosso dia-a-dia. A experiência do pecado tem que nos conduzir à dor, a uma decisão mais amadurecida e mais profunda de ser fiéis, de nos identificarmos deveras com Cristo, de perseverar custe o que custar nessa missão sacerdotal que Ele confiou a todos os seus discípulos sem exceção, e que nos impele a ser sal e luz do mundo." 


Fonte : Opus Dei ( Fragmentos da obra de São José Maria Escrivá "É Cristo que Passa" )



Cerimônias da Sexta Feira Santa em Campos - RJ
Igrejas da Administração Apóstólica

Paróquia do Coração Imaculado de N.Sra de Fátima ( Igreja Principal)
Pq. Leopoldina 
18 Horas - Canto Solene da Paixão e Adoração da Santa Cruz
Haverá confissões

Paróquia de N. Sra do Terço
Rua Sete de Setembro 
15 :00 - Canto da Paixão e Adoração da Santa Cruz
Confissôes na parte da manhã


Paróquia de São Geraldo - Guarus
Leitura da Paixão e Adoração da Santa Cruz
Confissôes na parte da manhã


Igreja de São José - rua Riachuelo
Leitura da Paixão e Adoração da Santa Cruz
Confissôes das 16:00 'as 17: 30 Horas
 

Faça ainda hoje a sua confissâo, Jesus que ser consolado !

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