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sábado, 1 de maio de 2010

1º de Maio de 2010 - Festa de São José Operário


"José, desde os doze anos se consagrou a Deus. Pode-se concluir a partir disso, como o Senhor soube compensar São José por tamanha devoção, lealdade e dedicação. O pai de José, Jacó, mudou-se com a família para Nazaré da Galiléia, provavelmente para cultivar uma terra que comprou no Vale Esdrelon. José, junto com seu irmão mais velho chamado Cleófas, trabalhou na lavoura, ajudando o pai a produzir alimentos para o consumo próprio e comercialização. Todavia com o passar dos anos, revelou uma notável tendência para o trabalho com madeira, que o levou a deixar o cultivo do solo num segundo plano e a se empenhar na profissão de carpinteiro. José, por ser um homem de poucas palavras, de gênio calmo e retraído, vivia dedicado ao trabalho e as orações na sinagoga, fazendo do labor o seu próprio lazer. Escritores, pintores e artesãos costumam mostrar o santo, como idoso.


Mas José era um jovem de 33 anos, quando desposou a Virgem Santíssima. É válido destacar que ele e seu sogro, São Joaquim, eram primos, pois tinham em comum, a avó paterna, que havia se casado duas vezes. Do primeiro casamento, com Leví, foi gerado Mathat, pai de São Joaquim, que é o pai de Maria. E do segundo casamento, nascera Jacó, pai de José e Filho de Matan. A casa de José solteiro, ficava em Megido, em Tanath, onde trabalhava para outros mestres carpinteiros. Já casado com Maria, o santo carpinteiro, sustentava sua família com seus trabalhos, pois ambos haviam distribuído entre os pobres todos os bens herdados dos pais da Virgem Santa, escolhendo viver em simplicidade. José ensinou o ofício de carpinteiro ao seu Filho: Jesus de José de Nazaré. (Como o próprio Jesus teria se apresentado).Descendente da Casa de Davi, José amou a sua esposa e soube zelar pela sua família. Quando ele percebeu que Nossa Senhora estava grávida, ficou pasmo e profundamente triste, pois não conseguia duvidar da fidelidade de sua esposa.


Com o coração angustiado, o filho de Jacó, já havia se decidido a deixar Maria, com discrição, para que ela não fosse ultrajada. Mas o Anjo do Senhor o alertou: "José, Filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, em tua casa, porque o que nela foi concebido, vem do Espírito Santo. Ela dará a luz um filho e por-lhe-ás o nome de Jesus (Aquele que Salva), pois Ele salvará o seu povo dos pecados." (Mt 1,18-25) Aquele momento foi muito importante para a formação da Sagrada Família, pois esclareciam-se assim, todas as dúvidas que atormentavam São José e foi-lhe instituída a autoridade para ser "pai segundo a lei", podendo dar o nome ao Filho de Maria. Foi assim, que os escolhidos de Deus, formaram a família que é exemplo a ser seguido por todas as famílias do mundo.


José foi agraciado por Deus em sua vida. Mas as provações também foram muitas para o chefe da Sagrada Família, que precisou fugir, viajar, atravessar noites em claro e derramar muito suor para resguardar a integridade física do Menino Deus e da Santa Esposa, que lhe foram confiados. E José não fez feio! Sempre atento aos alertas de Deus, protegeu com sua vida, o Salvador da humanidade. Sua confiança em Deus manifesta-se na provação, pois a perseguição começa pouco depois do nascimento de Jesus. Herodes quer matá-lo.


O chefe da Sagrada Família deve esconder Nosso Senhor, partir para um país longínquo, onde ninguém o conhece e onde não sabe como poderá ganhar a vida. Ele parte, pondo toda a confiança na Providência. Quando Jesus sumiu aos doze anos e foi encontrado no Templo, qual não foi o alívio de José, ao encontrar o Messias, que lhe fora confiado. Aqui não se trata de missão humana, por mais alta que seja, nem de missão angélica, mas de missão propriamente divina, e não missão divina ordinária, mas tão excepcional que no caso de São José é de fato única no mundo em todo o decorrer dos tempos. Assim como a alma de Jesus recebeu, desde o instante de sua concepção, a plenitude absoluta de graça, que não aumentou em seguida; como Maria, desde o instante de sua concepção imaculada, recebeu uma plenitude inicial de graça que era superior à graça final de todos os santos e que não cessou de aumentar até sua morte(...)


Oração a São José Operário

"Senhor, concedei-nos a exemplo de São José, a quem confiastes os primeiros mistérios da Salvação, a graça de seguir colaborando fielmente, na obra de salvação confiada a vossa Igreja. Dai-nos um coração puro, generoso e humilde, e a exemplo de São José, para sermos bons seguidores de Cristo, bastam as virtudes comuns, humanas, simples, porém, autênticas e verdadeiras. Amém."

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