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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Estudo III - Expansão da Ordem do Carmo pelo Mundo


Estudo III - Expansão da Ordem Carmelita pelo Mundo

Revisão


Na Bíblia aparece com destaque o Monte Carmelo, que separa a Palestina da região de Tiro. Sua elevação e beleza é relatada no livro do Cântico dos Cânticos: “Tua cabeça é como o Carmelo” (Cant. 7,5). Até os pagãos veneravam este Monte, pois escritor romano Tácito diz que havia ali um altar e Suetônio narra que o Imperador Romano Vespasiano aí ofereceu um sacrifício. 

O Monte Carmelo foi morada e refúgio freqüente do profeta Eliseu e Nossa Senhora é o “Refúgio dos Pecadores”. Os discípulos dos referidos profetas viveram nas sendas deste Monte e foram  os antecessores dos carmelitas de todas as eras.

Inicia-se uma nova ordem  religiosa no mundo, que anonima e silenciosamente cresce, sem pretenção, tendo como sua meta somente servir a Jesus e Maria na vida de silêncio e oração. A Ordem não registra a sua fundação, mas dados comprovam de que em 1180 já havia uma estrutura a ereção canonica. 

Quem viaja ao Oriente não deixa de visitar o formoso mosteiro a quinhentos metros sobre o nível do mar com uma belíssima Igreja. Debaixo do altar, há uma gruta chamada de Elias onde se celebram Missas.

Aprovação Canônica e Início da Perseguição Muçulmana


Depois de terem recebido a Regra de Santo Alberto, posteriormente aprovada pelo Papa Honório III em 1226, os monges carmelitas temem ter que deixar a sua casa, seu humilde convento, bem ali na Montanha do Carmelo. O Monte Carmelo foi palco de tantas história bíblicas, foi a terra onde pisou Elias e local predestinado a ser o alicerce da maior ordem mariana de que se tem notícia. Como abandonar tudo ?  Mas o inimigo não deu trégua e o os nossos irmãos foram expulsos pelos sarracenos mulçumanos no século XIII;  se voltaram, então, para o Ocidente e aí fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais porém, puderam experimentar a proteção da Virgem.


O Primeiro encontro de São Simão Stock com a Virgem do Carmo


Seguindo a antiga tradição carmelita, foi a 16 de julho de 1251 que a Virgem Santíssima  apareceu a Simão Stock em Cambridge, na Inglaterra, lhe entregando o escapulário. Simão Stock era o superior geral dos Carmelitas, de vida santa e grande atividade apostólica.


Um acontecimento particular sensibilizou os devotos: “Os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o Escapulário da ordem e lhe disse: “Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo.”



Há uma tradição antiga do chamado “privilégio sabatino” de que as almas devotas do Escapulário, e que morrerem com ele, serão livres do inferno e livres do purgatório no primeiro sábado após a morte. Alguns papas recomendaram a devoção ao Escapulário. Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, Pio XII convida a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o Escapulário que está ao alcance de todos”: entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.



O Escapulário foi inicialmente uma vestimenta de trabalho dos monges beneditinos e se tornou o símbolo dos frades. Com o surgimento das Ordens Terceiras, ou seja, Ordens religiosas destinadas a leigos, agregadas a uma grande ordem monástica, apareceram grandes e pequenos escapulários como sinal de união àquele grupo religioso. Através da devoção do Escapulário muitas graças têm sido obtidas: há muitos testemunhos em todo o mundo de pessoas salvas da morte, de doenças, de perigos; casas livres de incêndio e assaltos, etc. ; os benefícios espirituais, a santificação dos devotos, muitas conversões através dos tempos, mostram que Nossa Senhora se serve deste sacramental para ajudar e salvar as almas.

fonte : Ordem do Carmo da antiga Observância

No próximo capítulo veremos o estabelecimento da Ordem do Carmo no Ocidente e a Reforma.

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