Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 25 de dezembro de 2011

O FILHO DE DEUS NASCE AINDA "HOJE"

Bento XVI reflete sobre o mistério do Natal 


Queridos irmãos e irmãs,
Tenho o prazer de recebê-los nessa Audiência Geral  a poucos dias da celebração do Natal do Senhor. A saudação frequente na boca de todos nesses dias é “Feliz Natal! Boas festas natalícias!”. Façamos isso de modo que, mesmo na sociedade de hoje, a troca de saudações não perca seu profundo significado religioso, e a festa não seja absorvida pelos aspectos exteriores, que essas toquem as cordas do coração. Certamente, os sinais externos são bonitos e importantes, desde que não nos afastem, mas ajudem-nos a viver o Natal no seu sentido verdadeiro, sagrado e cristão, de modo que também nossa alegria não seja superficial, mas profunda.
Com a liturgia do Natal, a Igreja apresenta-nos o grande mistério da Encarnação. O Natal, de fato, não é simplesmente o aniversário do nascimento de Jesus, é isso também, e é mais do que isso, é a celebração de um Mistério que marcou e continua a marcar a história do homem - Deus veio habitar em meio a nós (cf. Jo 1,14), tornou-se um de nós;  um mistério que afeta a nossa fé e a nossa existência, um Mistério que vivemos concretamente nas celebrações litúrgicas, sobretudo na Santa Missa. 
Qualquer um poderia se questionar: como poderia viver agora, este evento que aconteceu há tanto tempo? Como posso participar ativamente no nascimento do Filho de Deus que aconteceu há mais de mil anos atrás? Na Santa Missa de Natal, repetiremos no salmo responsorial: “Hoje nasceu para nós o Salvador”. Esse advérbio de tempo “hoje”, usado repetidamente em todas as celebrações de Natal, se refere ao evento do nascimento de Jesus e a salvação que a Encarnação do Filho de Deus traz. 
Na Liturgia, este evento ulrapassa os limites de espaço e de tempo e torna-se atual, presente e seu efeito é contínuo, mesmo com o passar dos dias, dos anos e dos séculos. Indicando que Jesus nasce "hoje", a Liturgia não usa uma frase sem sentido, mas destaca que este Nascimento entra e permeia toda a história, e continua ainda hoje, a ser uma realidade na qual podemos alcançar justamente pela liturgia. Para nós que acreditamos, a acelebração do Natal renova a certeza de que Deus está verdadeiramente presente em meio a nós, ainda "carne" e não distante: mesmo estando com o Pai, está perto de nós. Deus, naquele Menino nascido em Belém, se aproximou do homem: podemos encontrá-lo agora, em um "hoje" que não acabou.
Gostaria de enfatizar esse ponto, porque o homem contemporâneo, o homem do "sensível", que experimenta empiricamente, tem cada vez mais dificuldade de abrir seus horizontes e entrar no mundo de Deus.
A redenção da humanidade ocorre em um momento específico e identificado na história: no evento de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho de Deus, é o próprio Deus que não apenas falou ao homem, mostrou-o sinais admiráveis e guiou-o durante toda a história de salvação, mas se fez homem e permaneceu homem. O Eterno entrou nos limites de tempo e espaço, para permitir  “hoje” o encontro com Ele.
Os textos litúrgicos natalinos nos ajudam a compreender que os acontecimentos de salvação realizados por Cristo são sempre atuais, interessa a cada homem e a todos os homens. 
Quando ouvimos ou pronunciamos, nas celebrações litúrgicas que “Hoje nasceu para nós o Salvador”, não estamos usando uma expressão convencional vazia, mas entendemos que Deus nos oferece "hoje", agora, para mim, para cada um de nós a oportunidade de reconhecê-lo e acolhê-lo, como fizeram os pastores em Belém, para que Ele possa nascer em nossas próprias vidas e as renove, ilumine, transforme-as com a sua Graça, com a sua Presença.
O Natal portanto, comemora o nascimento de Jesus em carne, da Virgem Maria - e inúmeros textos litúrgicos fazem reviver aos nossos olhos este ou aquele episódio - é um evento eficaz para nós. 
O Papa São Leão Magno, demonstrando o profundo significado da festa do Natal, convidava seus fiéis com estas palavras: "Alegrai-vos no Senhor, meus queridos, e abramos nossos corações para a mais pura alegria, porque raiou o dia para nós e isso significa a nova redenção, a antiga preparação, a felicidade eterna. É renovada para nós o ciclo anual do alto mistério de nossa salvação, que, prometido no início e no final dos tempos, é destinado a não ter fim"(Sermão 22, In Nativitate Domini, 2.1:PL 54,193). E, ainda São Leão Magno, em outra grande homilia natalina, afirmava: “Hoje, o autor do mundo foi gerado do ventre de uma virgem: aquele que fez todas as coisas se fez filho de uma mulher que ele mesmo criou. Hoje, o Verbo de Deus apareceu revestido de carne, enquanto jamais foi visível ao olho humano, tornou-se também visível e palpável. Hoje, os pastores escutaram das vozes dos anjos que nasceu o Salvador, na substância do nosso corpo e da nossa alma "(Sermão 26, In Nativitate Domini, 6,1: Pl 54,213).
Há outro aspecto que gostaria de mencionar brevemente: o evento de Belém deve ser considerado à luz do Mistério Pascal: um e o outro são partes da obra redentora de Cristo. A encarnação e o nascimento de Jesus nos convidam a voltar o olhar para a sua morte e ressurreição: o Natal e a Páscoa são da mesma maneira festas de redenção. A Páscoa celebra-a como vitória sobre o pecado e sobre a morte: marca o momento final, quando a glória do Homem-Deus brilha como a luz do dia. O Natal  celebra-a como a entrada de Deus na história fazendo-se homem para levar o homem a Deus: marca, por assim dizer, o momento inicial, quando se pode vislumbrar a luz da aurora. Mas, assim como a aurora precede a luz do dia, assim o Natal já anuncia a Cruz e a glória da Ressurreição. Assim como os dois períodos do ano no qual são colocados as duas grandes festas, pelo menos em algumas áreas do mundo, pode ajudar a compreender este aspecto. De fato, enquanto a Páscoa acontece no início da primavera, quando o sol vence o denso e frio nevoeiro e renova a face da terra, o Natal cai logo no início do inverno,quando a luz e o calor do sol não podem despertar a natureza; as vezes, cercado pelo frio, sob a coberta, mas a vida pulsa e começa novamente a vitória do sol e do calor.
Os Padres da Igreja ligavam sempre o nascimento de Cristo à luz de toda a obra redentora, que encontra seu ponto mais alto no mistério Pascal. A Encarnação do Filho de Deus aparece não somente como princípio e condição da salvação, mas como a própria presença do Mistério da nossa salvação: Deus torna-se homem, nasce menino como nós, assume a nossa carne para vencer a morte e o pecado. 
Dois textos significativos de São Basílio ilustram-no bem. São Basílio dizia aos fiéis: "Deus assumiu a carne justamente para destruir a morte escondida nela. Assim como os antídotos de um veneno quando ingeridos eliminam seus efeitos, como a escuridão de uma casa se desfaz à luz do sol, assim a morte que dominava sobre a natureza humana foi destruída pela presença de Deus. Como o gelo, que permanece sólido na água durante a noite e reina a escuridão, logo se derrete ao calor do sol, assim a morte que reinou até a vinda de Cristo, apenas surge a graça de Deus Salvador, e levanta o sol da justiça, “foi tragada pela vitória”(1 Cor 15,54), não podendo coexistir com a Vida" (Homilia sobre o nascimento de Cristo, 2: Pg 31,1461). E ainda São Basílio, em outro texto,  convida : "Celebramos a salvação do mundo, o natal do gênero humano. Hoje foi apagada a culpa de Adão. Agora, já não devemos dizer: "és pó em pó te tornarás" (Gen 3,19), mas: unido àquele que veio do céu, será admitido no Céu "(Homilia sobre o nascimento de Cristo, 6: Pg 31,1473).
No natal encontramos a ternura e o amor de Deus que se inclina sobre os nossos limites, sobre as nossas fraquezas, sobre os nossos pecados e se abaixa até nós. São Paulo afirma que Jesus Cristo “mesmo sendo homem na condição de Deus... esvaziou-se, assumindo a condição de servo, tornando-se semelhante ao homem” (Fil 2, 6-7).
Olhemos a gruta de Belém: Deus se abaixa até ser colocado em uma manjedoura, que é já o prelúdio do abaixamento na hora de sua paixão. O ápice da história de amor entre Deus e o homem, passa pela manjedoura de Belém e o sepulcro de Jerusalém.
Queridos irmãos e irmãs, vivamos com alegria o natal que se aproxima. Vivamos este maravilhoso evento: o Filho de Deus nasce ainda “hoje”, Deus está realmente próximo a cada um de nós e quer nos encontrar, quer nos conduzir a Ele. Ele é a verdadeira luz que remove e dissolve as trevas que envolvem nossa vida e a vida da humanidade. Vivamos o Natal do Senhor contemplando o caminho do amor imenso de Deus que nos eleva a Ele por meio do Mistério da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Seu Filho, pois – como afirma Santo Agostinho – “em [Cristo] a divindade do Unigênito participa da nossa mortalidade, a fim que nós possamos participar de Sua imortalidade” (Epistola 187,6,20: PL 33,839-840). 
Sobretudo, contemplemos e vivamos este Mistério na celebração da Eucaristia, centro do Santo Natal; ali está presente de maneira real Jesus, verdadeiro Pão que desceu do Céu, verdadeiro Cordeiro sacrificado para nossa salvação.
Desejo a todos vocês e as vossas famílias uma celebração de Natal realmente cristã, de modo que também todas as felicitações deste dia sejam expressões da alegria por saber que Deus está próximo a nós e quer percorrer conosco o caminho da vida. Obrigado.
(Resumo em português)
"Amados irmãos e irmãs,
A celebração do Natal recorda-nos que, naquele Menino nascido em Belém, Deus Se aproximou de todos e cada um dos homens; e nós podemos encontrá-Lo agora, num «hoje» sem ocaso. É verdade que a redenção do homem se deu num período concreto da história, ou seja, na vida de Jesus de Nazaré. Mas, Jesus é o Filho eterno de Deus; o Eterno entrou no tempo e no espaço, para tornar possível o encontro com Ele «hoje». De fato, na liturgia, aquele acontecimento ultrapassa os confins do tempo e do espaço e torna-se presente hoje; o seu efeito perdura no decorrer dos dias, dos anos, dos séculos. Quando dizemos, na celebração litúrgica, «hoje nasceu o nosso Salvador», este termo «hoje» não é uma palavra vazia, mas significa que Deus nos dá a possibilidade de O reconhecer e acolher agora – como fizeram outrora os pastores em Belém –, para que nasça também na nossa vida e a renove, ilumine e transforme com a graça da sua presença. 
(Saudação em Portugês)

Queridos peregrinos de língua portuguesa, desejo a todos vós e às vossas famílias um Natal verdadeiramente cristão, de tal modo que os votos de «Boas Festas», que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer conosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino!"

fonte:  ZENIT
(Tradução:MEM)

sábado, 24 de dezembro de 2011

É Natal no Flos Carmeli !

Vitória, perdão e vida junto ao Menino-Deus


“Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida” (S. Leão Magno).
Vitória. Perdão. Vida. Tudo isso nos é dado porque “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). No dia 25 de março, a Igreja celebra a anunciação do Senhor e a encarnação do Verbo; nove meses depois, no dia 25 de dezembro, o Verbo encarnado nasce para que possamos ver a sua glória velada, mas real. O menino frágil e dependente de Maria e de José é o Filho de Deus encarnado, é ele e somente ele quem pode dar-nos a vitória, o perdão e a vida.
Vitória! Esta palavra me lembra daquele canto tradicional: “Vitória! Tu reinarás, ó Cruz tu nos salvarás!” A vitória vem pela Cruz! Mas o despojamento da Cruz já se prefigura em Belém. O Filho de Deus, desde o seu nascimento temporal, se deixa acompanhar pela pobreza, pela simplicidade e até pela perseguição. E aí se encontra a vitória? Para uma mentalidade hedonista, materialista e sem fé, tal coisa seria um absurdo. Malgrado, tal maneira de pensar está penetrando em muitos cristãos que, em nome de uma “corrente da prosperidade”, já não querem abraçar a cruz das tribulações nesta vida. Ao contrário, pretendem viver sem tribulações nesta vida e na outra. Na outra, tudo bem. Nesta vida, porém, a coisa é diferente! Jesus passou por muitas dificuldades e abraçou a cruz amorosamente desde o seu nascimento… E nós? Por que tanto medo da cruz? Por que tanto medo de encontrar-nos com o Cristo pobre e simples? Por que tanto medo da vitória de Deus que é, de maneira patente, vitória sobre o nosso egoísmo e aburguesamento?
Mas podemos recomeçar! O perdão de Deus se nos oferece constantemente para que, com alegria, vivamos a nossa fé. Por mais pecador que sejamos não tenhamos medo do Senhor, ele fez-se tão pequeno para que os pequenos deste mundo se aproximassem dele com a esperança da reconciliação com Deus e com todos os homens. Nem permitiremos que alguma falta de perdão aos outros invada o nosso coração neste dia santo. Abriremos de par em par o nosso ser a Deus e a todos os homens e mulheres, máxime àqueles que estão próximos a nós. Tais pessoas merecem a nossa atenção, gratidão e estima. Lembremo-nos da oração que o Senhor nos ensinou: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Perdoemos! Perdoemos de coração a quem nos ofendeu e sentiremos um grande alívio, uma grande paz, uma restauração que vai do mais profundo ao mais periférico do nosso ser.
“Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1,5). A vida do Filho de Deus ilumina a vida dos filhos dos homens. Ilumina-a porque a retira das trevas do pecado e da morte. Ilumina-a porque dá sentido ao que antes estava desorientado. Ilumina-a porque dá todos os meios necessários para alcançar a felicidade já neste mundo e, depois, na eternidade. Talvez muitas pessoas considerem-se como que “jogadas aí na existência” e aí deixadas simplesmente porque não descobriram o projeto de Deus para as suas vidas. É misterioso e, ao mesmo tempo, é duro pensar que nós, seres humanos, podemos frustrar os desígnios de Deus. Foi exatamente isso que aconteceu com alguns dos contemporâneos de Jesus, fariseus e mestres da Lei, dos quais se diz que ao rejeitarem o batismo de João e, posteriormente, o de Jesus “tornaram inútil para si mesmos o projeto de Deus” (Lc 7,30).
Não tornaremos inútil o projeto de Deus para nós. Ao participarmos das celebrações da Igreja durante esses dias solenes, aproximar-nos-emos do presépio humilde de Belém e diremos ao Senhor que a sua Vida encha a nossa vida, que o nosso amor encha o nosso coração e que nas nossas vidas se cumpram os eternos desígnios da Santíssima Trindade. Maria, a Mãe de Jesus, está segurando o Menino Jesus nos seus braços e quer deixar que também nós tenhamos em nossos braços o Divino Infante. Ela sabe que só ele tem a chave para todos os mistérios da nossa vida. Jesus, sendo verdadeiro Deus, é também o verdadeiro homem que mostra em si mesmo como deve ser a pessoa humana segundo os projetos eternos.
Pe. Françoá Costa
fonte : www.presbiteros.com.br


O Flos Carmeli deseja a todos os internautas e amigos um Santo e Abençoado Natal !
Possa o Ano de 2012 trazer copiosos frutos e graças a todos os homens de boa vontade !



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Reflexão - a Novena do Santo Natal


 Não é lícito entristecer-se, quando se comemora o nascimento da vida”. E isto é o Santo Natal: nascimento da vida, pois, Jesus Cristo, o Menino que nos é dado no Natal, é a Vida.


(São Leão Magno)

A Novena do Santo Natal  exprime a "admiração comovida da Igreja na contemplação do mistério da vinda de Cristo, invocado com títulos tomados de clássicas imagens bíblicas: Mistério, Libertação, Sabedoria, Guia da casa de Israel, Rebento de Jessé, Chave de Davi, Sol da justiça, Rei das nações, Emanuel. Em alguns lugares do Brasil são muito conhecidas, chegando a dar um título curioso na devoção mariana" - “Nossa Senhora do Ó”.

"Sua origem remonta ao século VIII. Seu autor é desconhecido, embora alguns atribuam ao Papa Gregório Magno. Mas certamente alguém com um profundo conhecimento das Escrituras, porque ligou várias passagens do Antigo Testamento, criando algo novo e original

Elas têm todas uma estrutura semelhante: invocação ao Cristo, sempre iniciada em “Ó”, seguida do sentido desta invocação e um pedido. Num ritmo progressivo, a cada dia que passa aumenta a densidade da súplica, conduzindo-nos para dentro do mistério do Natal que estamos para celebrar, ajudando-nos a centrar no Cristo todas as nossas aspirações e desejos.

É uma súplica cheia de desejo dirigida ao próprio Cristo, para que venha salvar-nos sem demora. Ele é o mistério escondido e agora manifestado para trazer boa nova e libertação aos oprimidos. É Ele a Sabedoria que saiu da boca do altíssimo, guia do povo em êxodo, sinal para todas as nações, portador da chave que liberta das prisões. Cristo é o Sol nascente, resplendor da Luz eterna para os que jazem nas trevas, portador do nome divino, o Emanuel, Deus conosco, esperado das nações e desejado de todos corações a quem invocamos com toda ternura do coração: Vem, Senhor Jesus.

O desejo é a nossa oração, dizia Santo Agostinho. Nosso desejo, no entanto, precisa ser educado. As antífonas não eliminam nosso desejo, mas educam-no. Libertam o nosso desejo dos seus instintos egoístas. Universalizam e dão densidade aos nossos desejos. Elas são expressão do Espírito que vem em nossa fraqueza e reza em nós.

As imagens quase sempre evocando uma força que se revela na vida dos pobres e dos excluídos conjugam os títulos divinos de Cristo com sua humanidade e sua repercussão em nossa humanidade. Apresentando estes títulos, as antífonas evangelizam nossas imagens de Jesus Cristo. Muitas vezes construímos imagens não bíblicas, não cristãs, do próprio Senhor a quem seguimos. Elas nos ajudam, assim, a desenhar o rosto do Senhor no qual pusemos toda a nossa esperança e a viver com toda a intensidade, sem superficialidades e antecipações, o compasso da espera dos nove dias que preparam a festa do natal do Senhor.

Sabedoria,

Que saístes da boca do Altíssimo, e atingis os confins de todo o universo e com força e suavidade governais o mundo inteiro!
Oh! Vinde ensinar-nos o caminho da prudência!


Ó Adonai,
Guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente e lhe destes a vossa lei sobre o Sinai:
Vinde salvar-nos com o braço poderoso!

Ó Raiz de Jessé,
Ó estandarte, levantado em sinal para as nações!
Ante vós se calarão os reis da terra, e as nações implorarão misericórdia:


Ó Chave de Davi,
Cetro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre:
Vinde logo e libertai o homem prisioneiro, que nas trevas e na sombra da morte, está sentado.


Ó Sol nascente,
Justiceiro, resplendor da luz eterna:
Oh! Vinde e iluminai os que jazem entre as trevas e, na sombra do pecado e da morte, estão sentados!


Ó Rei das nações,
Desejado dos povos; Ó Pedra angular, que os opostos unis:
Oh! Vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra.


Ó Emanuel:
Deus-conosco, nosso Rei Legislador, Esperança das nações e dos povos Salvador:
Vinde enfim para salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!

fonte http://www.apostoladoliturgico.com.br/

sábado, 19 de novembro de 2011

Festa de Todos os Santos Carmelitas



14 de Novembro de 2011
"Estes varões do Carmelo nos foram dados como modelos para que os imitemos, e, conhecedores de suas obras, acordemos de nossa letargia”. - B.Batista de Mantua




O cenário onde nasceu a Ordem da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo - instituição profética - é rico em simbolismo. Nos confins da Galiléia e da Samaria, as encostas do Carmelo tocam no mar Mediterrâneo. No horizonte, em direção ao Rio Jordão, emerge o Tabor e, em toda a redondeza, outras grandes testemunhas dos mistérios da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo: Nazaré, Caná, Tiberíades, Corozaim. Carmelo, monte santo do Antigo Testamento! Nas florestas que outrora o cobriam, o Profeta Elias e seu discípulo Eliseu foram procurar a solidão e o recolhimento, para melhor compreenderem os desígnios de Deus e indicarem a rota que, depois, foi seguida por milhares de continuadores. *





Carmelo - Escola de Santidade

Para sermos santos abraçamos a vocação carmelita. Os papas se referiram repetidas vezes ao Carmelo como Escola de Santidade. Lembramos apenas três frases de Pio XII:  No dia 23 de setembro de 1951: "Nós, com o afeto de nosso amor paternal, elevamos nossas mãos à excelsa Patrona a Virgem do Monte Carmelo e aos numerosos e grandes santos que este Instituto produz, recomendando-lhes vossas pessoas e vossos empreendimentos”.


No dia 16 de julho de 1952, depois de citar vários santos carmelitas: "A esta escolha conjunta (dos santos do Carmelo) há que acrescentar outros quase inumeráveis exemplos, que, se não brilham externamente com tanto fulgor, sem dúvida podem ser propostos como merecedores de imitação... e confiamos que às coroas de santidade cujo fulgor tanto brilham ao longo tempo, serão multiplicadas por novas flores e novos frutos, que testemunham, a cada dia, a potente virtude de vosso Instituto; para chegar a isto, sirva-vos de guia e mediadora de graças celestiais a Santíssima Virgem Maria sob a invocação do Carmelo”.


No Ano Santo do Escapulário, 1950-1951, diante de muitos milhares de religiosos e seculares carmelitas: "Nós vos exortamos a caminhar sempre avante de uma maneira digna à vossa vocação, seguindo os passos dos grandes santos que o Carmelo tem dado à Igreja”. (6.8.1950).


Santificando os outros

O Carmelo não se contenta em produzir almas santas, mas trabalha para que também outros o sejam, através de sua oração, sacrifício e apostolado. Os grandes santos e escritores do Carmelo contribuem enormemente através de suas vidas e suas maravilhosas obras, para embelezar e aumentar esta nota de santidade eclesial. Contribui sobretudo por meio deste “Canal de graças” que é o santo Escapulário do Carmo.


Concluímos esta reflexão recordando que "se somos filhos dos santos e esperamos viver sua mesma vida” (Tb 2,18), somos obrigados a cumprir o conselho que nos dá o célebre beato carmelita Batista Mantuano (+1516): "Estes varões do Carmelo nos foram dados como modelos para que os imitemos, e, conhecedores de suas obras, acordemos de nossa letargia”.

Com outras palavras o mesmo dizia nossa Santa Madre Teresa: "Deixar de conformar nossa vida à vida de nossos Santos Pais é a maior mágoa que podemos causar-lhes”. (Fund. 14,5)

São Paulo nos recorda: “Deus nos chamou a uma vocação santa, não por nossos méritos, mas por causa de Jesus Cristo” (Tim 1, 9).

Vale citar aqui a oração da “coleta” da Missa da Festa de Todos os Santos Carmelitas, que celebramos no dia 14 de novembro de cada ano: "... Concedei-nos propício que, por seus exemplos e méritos, vivendo somente para vós, na contínua meditação de vossa Lei e perfeita abnegação, possamos chegar, juntamente com eles, à felicidade da vida eterna. Amém”.  - Ou seja -  “Que possamos ser santos como eles o foram”.


Santa Teresa nos Fala  - Para mim a santidade não se encontra nas revelações e visões” (4,8). Em uma de suas Cartas: "O caminho das coisas extraordinárias não é o caminho de maior santidade” (233,9). E ainda: “Nosso afã não é possuir muitos mosteiros, mas sim que sejam santas aquelas que neles estiverem”.(Carta, 424, 6)




Dois meses antes de sua morte, Santa Teresinha do Menino Jesus nos transmitirá uma clara e dilacerante lição, ao nos dizer: “ (A santidade) Não está nesta ou naquela prática, mas consiste numa disposição do coração, que nos faz humildes e pequeninos nos braços de Deus, conscientes de nossa fraqueza, e audaciosamente confiantes em sua bondade de Pai”. **




Rezemos também por todos os fiéis defuntos de nossa Ordem Carmelita.




fontes


* www.catolicismo.com.br
**http://www.carmelitasbh.com

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

1 de Novembro 2011 - Festa de Todos os Santos

 

Vocação: Ser Santo!

A nossa vocação é para a Santidade! É o que nos atesta São Paulo: “Foi assim que nEle nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos seus olhos” (Ef 1, 4). “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Tes. 4, 3).


A Igreja convida-nos hoje a pensar naqueles que, como nós, passaram por este mundo lutando com dificuldades e tentações parecidas às nossas, e venceram. É essa grande multidão que ninguém poderia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, como nos fala São João em Ap. 7, 2 -14. Todos estão marcados na fronte, revestidos de vestes brancas, lavados no Sangue do Cordeiro (Ap 7, 4) A marca e as vestes são símbolo do Batismo, que imprime no homem, para sempre, o caráter da pertença a Cristo, e a graça renovada e aumentada pelos sacramentos e pelas boas obras.


Hoje festejamos e pedimos ajuda à multidão incontável que alcançou o Céu depois de ter passado por este mundo semeando amor e alegria quase sem terem consciência disso; recordamos aqueles que, enquanto estiveram entre nós, se ocuparam talvez num trabalho semelhante ao nosso: empregados de escritório, comerciantes, empregadas domésticas, professores, secretárias, trabalhadores da cidade e do campo… Lutaram com dificuldades parecidas às nossas e tiveram que recomeçar muitas vezes, como nós procuramos fazer.


Todos fomos chamados a alcançar a plenitude do Amor, a luta contra as nossas paixões e tendências desordenadas, a recomeçar sempre que preciso, porque “a santidade não depende do estado – solteiro, casado, viúvo, sacerdote – mas da correspondência pessoal à graça que a todos nos é concedida” (São Josemaria Escrivá). A Igreja recorda-nos que o trabalhador que todos as manhãs empunha a sua ferramenta ou caneta, ou a mãe de família que se ocupa em seus trabalhos domésticos, no lugar que Deus lhes designou, devem santificar-se cumprindo fielmente os seus deveres.


Hoje, fazemos nossa a oração de Santa Teresa, que ela mesma escutará: “Ó almas bem-aventuradas, que tão bem soubestes aproveitar e comprar herança tão deleitosa…! Ajudai-nos, pois estais tão perto da fonte; obtei água para os que aqui perecemos de sede”.
Nós somos ainda a Igreja peregrina que se dirige para o Céu; e, enquanto caminhamos, temos de reunir esse tesouro de boas obras com que um dia nos apresentaremos a Deus. Ouvimos o convite do Senhor: “Se alguém quer vir após Mim…” Todos fomos chamados à plenitude da vida em Cristo. O Senhor chama-nos numa ocupação profissional, para que ali o encontremos, realizando as nossas tarefas com perfeição humana e, ao mesmo tempo, com sentido sobrenatural: oferecendo a Deus, vivendo a caridade com os nossos colegas, praticando a mortificação de um trabalho perfeitamente terminado, procurando já aqui na terra o rosto de Deus, a quem um dia veremos face a face.


“Para amar a Deus e servi-Lo, não é necessário fazer coisas estranhas. Cristo pede a todos os homens, sem exceção, que sejam perfeitos como o seu Pai celestial é perfeito (Mt. 5, 8). Para a grande maioria dos homens, ser santo significa santificar o seu trabalho, santificar-se no seu trabalho e santificar os outros com o seu trabalho, e assim encontrar a Deus no caminho da vida” (São Josemaria Escrivá).


O que fizeram essas mães de família, esses intelectuais ou operários…, para estarem no Céu? Pois bem, procuraram santificar as pequenas realidades diárias! E é isso o que temos de fazer: ganhar o Céu todos os dias com as coisas que temos entre mãos, entre as pessoas que Deus colocou ao nosso lado.


Encontramo-nos a Caminho do Céu e muito necessitados da misericórdia do Senhor!
No Céu espera-nos a Virgem Maria, para estender-nos a mão e levar-nos à presença do seu Filho e de tantos seres queridos que ali nos aguardam.


Mons. José Maria Pereira

fonte: www.presbiteros.com.br

sábado, 15 de outubro de 2011

15 de Outubro - Santa Teresa de Ávila - Reformadora do Carmelo e Doutora da Igreja


"Quando a alma está verdadeiramente ferida pelo amor de Deus, desvencilha-se sem nenhuma dor do amor das criaturas, isto é, ela não se sente prisioneira de nenhum afeto. Sem dúvida, a isso não se pode chegar sem o amor de Deus, porque as coisas criadas, se muito desejadas, causar-nos-iam sempre algum sofrimento, especialmente se quiséssemos abandoná-las, ao passo que, se o Senhor se apoderasse duma alma, esta acabaria dominando todas as criaturas"


Quem é Teresa de Ávila? Uma mulher que fala de Deus. Fala de Deus como de Alguém conhecido. Quem mergulhar na leitura destas suas Obras terá a real impressão de que ela se encontrou com Ele, antes de se pôr a escrever.


Mas nem todos viram a Santa de Ávila por esse prisma, houve quem dissesse tratar-se de uma mulher inquieta, andarilha, desobediente e teimosa, que a título de devoção inventava más doutrinas, andando fora da clausura, contra o que ordenara o Concílio de Trento e os prelados; ensinando como mestra, contra são Paulo, que ordenara às mulheres não ensinar.


Teresa de Ávila teve por inimigos aqueles que viam em nossa monja um perigo permanente: ela se apresentava como modelo de liberdade e de acesa busca do Absoluto, caminheira incansável e defensora da verdade. As ações, palavras e escritos dessa mulher audaciosa perturbaram a tantos, mas iluminaram a muitos outros em seu tempo e ao longo da história. A sua doutrina tornou-se um texto de indiscutível sabedoria, onde todos vão beber com segurança, em busca de uma autêntica experiência de Deus.


Teresa nasceu em 28 de março de 1515, em Ávila, e morreu em 4 de outubro de 1582, em Alba de Tormes. Viveu 67 anos, dos quais apenas vinte de intensa atividade como fundadora, escritora, contemplativa e caminheira de Deus pelas terras da Espanha do século XVI.


Educada com esmero, ouvia nas longas noites invernais, ao calor da lareira, a leitura da vida dos santos mártires, feita por seus pais. Animada por essas leituras, aos 7 anos Teresa sente a necessidade de fugir para a terra dos mouros, com seu irmão, Rodrigo. Fuga frustrada. Mas o ideal da fuga — "quero ver a Deus" — torna-se o seu horizonte de vida.


A morte da mãe, dona Beatriz, provavelmente em 1529, foi uma experiência cruciante, a partir da qual ela decide tomar Nossa Senhora por Mãe. Não obstante, confessa, continuou a viver uma vida medíocre, dedicando-se à leitura de romances de cavalaria, do que se sentiria culpada por muito tempo.


O pai, preocupado com o futuro da filha, decide levá-la para o colégio de Nossa Senhora das Graças (1531), onde Teresa foi recuperando o antigo fervor. A saúde é que se debilita, e Teresa é forçada a deixar o colégio em 1532 e a voltar para casa. Recuperada a saúde, pede ao pai para ingressar no Carmelo da Encarnação em Ávila. A recusa paterna leva-a a tomar uma atitude drástica: no dia 2 de novembro de 1535, junto com seu irmão, Antônio, que queria ser dominicano, foge de casa e é aceita entre as Carmelitas.


Em 1538, abandona o convento para restabelecer-se de uma enfermidade misteriosa que quase a levou à morte. A leitura do famoso livro Abecedário espiritual, do franciscano Francisco de Osuña, será para a jovem madre Teresa o início do despertar espiritual e do amor pela oração. O encontro com as Confissões de Santo Agostinho constituirá também uma retomada da vida de oração, ante a angústia que vai tomando forma em sua vida. Nesse processo, a presença de São Pedro de Alcântara, franciscano austero, um pouco extravagante em penitência, mas possuidor de grande sabedoria, será para a santa auxílio determinante.


A idéia de assumir como projeto de vida a regra primitiva do Carmelo foi se tornando lentamente o ponto de referência para a meditação e vida de Teresa.


No dia 24 de agosto de 1562, ela inicia nova vida no pequeno mosteiro de São José, em Ávila. Um desejo cada vez mais veemente leva Teresa a cuidar da propagação de sua obra. As fundações se sucedem com rapidez. Visões e graças místicas surgem como estímulo à doação integral e à radicalidade na vida de oração.


O sucesso da iniciativa teresiana estende-se de forma providencial e maravilhosa, com o auxílio de São João da Cruz, outro inquieto com a mediocridade do Carmelo. João planejava ir para a Cartuxa, mas Teresa o conquista para sua obra.


O duro período da reforma teresiana encontra madre Teresa atenta aos sinais do Espírito, sempre pronta a trabalhar sem desanimar em favor da obra que iniciara. Nem mesmo o seqüestro e prisão de João da Cruz no cárcere conventual de Toledo abatem o espírito dessa mulher, totalmente entregue à ação de Deus, tornada instrumento em Suas mãos. Ao redor da contemplativa carmelita encontramos um séquito de discípulos que passa a seguir sua doutrina. Assessorada por teólogos, doutos e sábios, consegue fugir à caçada da Inquisição. Problemas internos à reforma dos descalços a preocupam, mas sua personalidade de madre e fundadora não permite que dissensões internas entravem o assentamento da obra.


Teresa, obediente à Igreja, questionadora da Igreja, submissa à autoridade, procura caminhos para levar à frente os desígnios de Deus, defendendo, acima de tudo, a felicidade de ser filha da Igreja. Como tal, falece em 1582.


Com seus escritos, Teresa rompe os limites do mundo dos carmelitas descalços e das monjas carmelitas descalças. Seu nome, sua mensagem ultrapassam a Igreja e conquistam pessoas de todas as raças e religiões, em busca do Infinito e do desejo de Deus.


Não se pode hoje aprofundar o tema da necessidade do encontro do homem com Deus sem recorrer à experiência e doutrina teresianas. Os escritos teresianos se configuram como

incomparável fonte de esperança. E Teresa tornou-se mestra e doutora.


O povo, que, com suas intuições, normalmente precede a Igreja, desde o início descobriu em Teresa a mestra dos espirituais. Paulo VI, no dia 27 de setembro de 1970, a proclamou solenemente doutora da Igreja.


A melhor forma de compreender a figura dessa mulher é aproximar-se de seus escritos em atitude de simplicidade, sem esquecer que Madre Teresa fala mais ao coração que à inteligência. A sua afetividade encontra pleno transbordamento no íntimo diálogo com Deus. O método de oração teresiano é o caminho que devemos seguir para obter a água da fonte para regar o jardim de nossa alma.


Não era Teresa senão uma menina de 7 anos quando arrastou a seu irmãozinho Rodrigo para a terra dos mouros com a esperança de que os decapitassem por Cristo. Espantava-os a afirmação, de que a pena e a glória eram para sempre. Ocorria-lhes de passarem muito tempo tratando disso e lhes agradava dizer muitas vezes: para sempre, para sempre!


E, saindo pela porta do rio Adaja... os fugitivos foram surpreendidos em sua fuga por um tio, que os reconduziu à casa paterna. Teresa, mais jovem que o irmãozinho, por sua vez, chefe da expedição, responde a seus pais inquietos que tratam de indagar o motivo desta fuga: “É porque quero ver a Deus, e para consegui-lo é preciso morrer!” Expressão candorosa de uma menina, que revela desde cedo o profundo de sua alma e pressagia o místico tormento de sua vida inteira.


Teresa quer ver a Deus, compreendê-lo com todo o poder de captação, ainda que sob a obscuridade da fé, para unir-se com Ele: Teresa será mestra dos caminhos interiores que conduzem à união transformante...


terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Mês do Santo Rosário


“O rosário é para todos uma fonte de benefícios inapreciáveis. Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo, purifica as nossas almas do pecado, abrasa-nos do amor a Nosso Senhor e enriquece-nos de graças e de méritos” (S. Luiz Maria G. De Montfort).

A Santa Igreja sempre nos ensinou que o Terço é uma oração completa, pois abrange a oração vocal, a meditação e a contemplação dos mistérios de Deus. Nossa Senhora, nossa Mãe, em todas as ocasiões em que se dignou aparecer aos seus mais humildes filhos (La Salette, Lourdes, Fátima) sempre insistiu para que rezássemos todos os dias o santo Terço. Se é verdade que algumas pessoas encontram certa dificuldade em rezá-lo, também é certo que aquelas que conseguiram vencer estas dificuldades testemunham da riqueza de graças que descobriram ao passar a rezá-lo com freqüência. Nada mais saudável para as famílias do que reunir os filhos em torno da imagem de Nossa Senhora para dirigir a Ela nossas súplicas, no meio de tantas necessidades e perigos.

“No rosário tenho encontrado os atrativos mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir com Deus!” (Santa Teresa de Jesus)

O Santo Rosário foi dado á Igreja por São Domingos que o recebeu da Bem Aventurada Virgem Maria como um meio poderoso de converter os albigenses e outros pecadores. Uma noite, enquanto estava em oração profunda, Nossa Senhora lhe apareceu, com o Rosário na mão, e lhe disse: “Tenha bom ânimo, Domingos. O remédio para os males que lamentas será a meditação na vida, morte e glória do meu Filho, unindo tudo isto com a recitação da Ave Maria, através da qual o milagre da redenção foi anunciado ao mundo. Esta devoção, que tu ensinarás pela pregação, é muito considerada por meu Filho e por Mim. Com ela os fiéis obterão vantagens, e sempre me encontrarão pronta a ajudá-los nos seus desejos. Este é o dom precioso que deixo para ti e para os teus filhos espirituais”.

Desde quando São Domingos estabeleceu a devoção ao Santo Rosário e o Bem-aventurado Alano de la Roche o restabeleceu em 1460, ele foi chamado de O Saltério de Jesus e Maria, devido ao fato de possuir o mesmo número de saudações angélicas (Ave-Marias) como os 150 salmos de Davi.

A palavra Rosário quer dizer “coroa de rosas”, ou seja, toda vez que se reza o Santo Rosário de maneira devota, coloca-se uma coroa de 153 rosas vermelhas e dezesseis rosas brancas nas cabeças de Jesus e Maria. A rosa é a rainha das flores e o Rosário, depois da Santa Missa, é a melhor das devoções, pois é uma obra direta da Santíssima Trindade e não foi feito através de um instrumento humano.

No Brasil temos um belo e heróico exemplo das graças e bênçãos recebidas pela oração do Santo Rosário. Em 1964, católicos – homens e mulheres – vão às ruas com o terço nas mãos pedir, pela intercessão da Virgem Santíssima, para que o mal do comunismo se afastasse de nosso país. “Com o rosário nada tememos”, eram os dizeres das faixas que ajudaram a garantir a vitória frente à maldição comunista. A vitória de Nossa Senhora.



“O Rosário é, pelas almas, como o Pão Espiritual de cada dia” (Irmã Lucia).

“Rezai o terço todos os dias” (Nossa Senhora de Fátima).



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

15 de Setembro - Festa da Exaltação da Santa Cruz


“A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou”(Cf. Gl. 6,14).

Celebramos hoje uma festa muito importante no seguimento cristão: a EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ. “Enquanto o Mundo gira a Cruz permanece de pé”. Cruz que representa a nossa fé. Cruz que simboliza a nossa doce salvação. Cruz que uniu o céu a terra e a terra ao céu. Cruz que nos torna companheiros de Jesus no nosso itinerário de salvação. Cruz que simboliza o amor absoluto de um Deus Pai que envia seu Filho, em prova de absoluta doação, para nos amar e por amor morrer no Madeiro da Cruz.


Celebrar a Exaltação da Santa Cruz é relembrar que é na cruz e na doce entrega de Cristo que deve residir nossa força, porque ela é fonte de vida e fonte de salvação. Não a cruz em si, mas todo o evento salvífico, que se iniciou na paixão, passou pela morte e culminou na ressurreição. Tudo isso é a motivação maior da nossa esperança e da nossa vida.


A origem da festa que celebramos remonta à dedicação das basílicas do Gólgota e do Santo Sepulcro, constituídas pelo Imperador Constantino, em 13 de setembro de 335, sendo que no dia imediato se mostrava os restos da Santa Cruz.


A celebração da Santa Cruz é celebração de Nosso Senhor Jesus Cristo. É relembrar o evento da paixão, da morte e da ressurreição de Cristo, lembrando que celebramos a fonte que jorra a salvação para toda a humanidade. Significa celebrar o Cristo vitorioso sobre o pecado e a morte. Mais do que tudo isso é celebrar a transfiguração do ser humano em Filho de Deus.


(..)Quando Jesus nos pede para que para segui-lo é mister abandonar tudo, renunciar a si mesmo, tomar a sua Cruz e Segui-Lo tem que ter presente sempre o sofrimento, a renúncia de seus próprios interesses em benefício de um projeto muito mais amplo, muito mais desafiador, um projeto de Igreja, um caminho de salvação. Caminhando com Cristo, nós com Ele carregamos a sua Cruz, as suas humilhações, os pesos físicos do próprio madeiramento, nos configurando aos mistérios da Paixão do Senhor. 


Por isso a liturgia de hoje nos pede que nós nos configuremos a Cristo, que nós soframos com Cristo, que nós carreguemos a Cruz com o Salvador, para que o nosso sofrimento, a nossa dor, se transforme em alegria, se transforme em festa, se transforme em vitória da graça contra o pecado. Por isso, o sofrimento como meio de redenção em Cristo e o da glória como meta, sempre em Cristo, deve iluminar, por esta festa, todo o nosso agir e a nossa práxis de batizados.


Porque Jesus morreu na Cruz? Esse era o castigo mais atroz contra aqueles que eram considerados subversivos pelos romanos. A própria historiografia romana diz que a Cruz é o “máximo suplício”. Constantino, ao se fazer batizar em 315, aboliu a condenação pela Cruz.

Mas, a pergunta do significado da crucificação se faz necessária no dia de hoje. Quais, afinal, eram as razões para se crucificar alguém? A primeira para castigar o criminoso. E a segunda para intimidar a outros crimes. Tudo isso tinha um ritual. As autoridades judiciárias escolhiam um lugar movimentado por onde aquele que seria crucificado iria passar rumo ao calvário. Depois a crucificação era feita em lugar alto, de grande visibilidade, para servir de corretivo para a sociedade judaica, impondo sob o madeiro a motivação de sua condenação. Chegando ao lugar do suplício o condenado era despido e era crucificado nu. Jesus, por ser judeu, dentro do costume daquele povo que se escandalizava fácil, teve como consolo uma tanga ao baixo ventre do justiciado. Depois de pregar o condenado na horizontal a cruz era suspensa, de sorte que ficava alto para que todos pudessem assistir a condenação fatal.

A moral da história, na linguagem moderna, de hoje é que na festa que celebramos o simbolismo da elevação na cruz como elevação na glória, desenvolvido por são João no Evangelho nos leva a contemplar a cruz de Cristo. Não para recair no dolorismo de tempos idos, quando se pensava que quanto mais sofrimento, mas regalia no céu. E que Jesus teve de sofrer na cruz para “pagar” a Deus. A liturgia de hoje nos ensina a olhar para a cruz com um novo sentido; como manifestação do próprio ser de Deus, que é um Deus Amor. A Cruz não é um instrumento de suplício que Deus aplica a seu Filho – por nossa culpa -, mas o sinal de quanto o Pai e o Filho nos amam – o Filho instruído pelo Pai. Nada de sádica exigência de sangue, só amor até o FIM.

Números 21, 4-9, nos ensina o simbolismo prefigurado no episódio da serpente de bronze que Moisés levantou diante dos olhos dos hebreus para esconjurar a praga das serpentes. O tema de elevação/exaltação, inspirado por Is 52, 13, Servo Padecente, preside também à segunda Leitura(Cf. Filipenses 2,6-11), sendo que aqui a exaltação é contrabalançada pelo rebaixamento no sofrimento infligido àquele que nem deveria considerar apropriação injusta a forma divina. 


Vamos, amados irmãos, mergulhar no mistério, na profundeza do Evangelho de hoje: o dom da vida de Jesus, morrendo por amor fiel até a morte, na cruz, é a manifestação da glória, isso é, do ser de Deus que aparece: pois “Deus é amor(Cf. 1 Jo 4,8-9), a tal ponto que Jesus, na hora de assumir a morte na cruz, pode dizer: “Quem me vê,vê o Pai” (Cf. Jo 14,9).


Qual é, caros irmãos, a conseqüência desta exaltação da Cruz? Se Cristo deu a vida por nós, todos nós somos convidados a dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Por isso cantemos na segunda leitura em que Jesus esvaziado como escravo e exaltado como Senhor é o exemplo dos que se reúnem em seu nome, parta que considerem os outros mais importantes que a si mesmos e tenham em si o mesmo pensar e sentir dele.


Para todo ser humano a salvação e a vida passam pela cruz. Não a cruz pela cruz. Mas a cruz como expressão de amor, de realização do plano de Deus, do seguimento de Cristo: “Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois aquele que pretender salvar a sua vida, há de perde-la; e quem perder a sua vida por amor de mim, há de encontrá-la” (Cf. Mt 16,24-25).


A cruz é o caminho da vida. Nela se encontra a esperança da vida. Por isso a Igreja proclama e canta: “salve, ó cruz, única esperança”. Ou então: “Nós vos adoramos, santíssimo Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!”

Santa Cruz, rogai por nós!

Padre Wagner Augusto Portugal.
Vigário Judicial da Diocese da Campanha, MG

Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Falecimento do Revmo Mons. José Possidente

"As minhas maiores alegrias foram sempre quando se ordenavam novos padres. Essa alegria não se paga, ainda mais quando havia sido meu aluno”


Nota de Falecimento:

"Com profundo pesar, comunicamos o falecimento de Exmo. e Revmo. Monsenhor Emanuel José Possidente, Vigário Geral emérito da Administração Apostólica S. J. Maria Vianney e Diretor Espiritual de nosso Seminário.

Monsenhor José passava uns dias com seus familiares em Volta Redonda, foi internado ontem no Hospital da Unimed, e faleceu hoje pela manhã.

O corpo será trazido para Campos, será velado durante a tarde e à noite no Seminário da Imaculada Conceição, e amanhã às 05:30 da manhã será levado em cortejo para nossa Igreja Principal, onde será celebrada a Santa Missa Pontifical de Requiem por sua Exa. Revma. Dom Fernando Arêas Rifan às 08:00.

Logo após a Santa Missa será feito o sepultamento na Capela da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Cemitério do Caju, em Campos.

Elevamos ao Coração Misericordioso de Jesus nossas súplicas pelo descanso eterno de nosso muito amado Monsenhor.

Encomendamos sua alma às Mãos Maternais de Nossa Senhora de quem ele sempre se mostrou filho confiante, e apóstolo dedicado.



Campos, 06 de setembro de 2011
Pela Administração Apostólica,
Pe. Gaspar Samuel Coimbra Pelegrini

Republicamos
 Entrevista com Mons. José Possidente


Com 69 anos de idade, 45 anos de sacerdócio, 40 anos anos como professor e diretor espiritual do Seminário, Mons. Emanuel José Possidente, o conhecido Pe. José, é atualmente o Vigário Geral de Nossa Administração Apostólica.

Mons. José vive no Seminário, edifica muito aos padre e seminaristas sobretudo pela sua piedade eucarística e mariana.

Num dos momentos em que ele estava em sua cadeira de balanço, meditando e recordando as pessoas e coiss antigas, como ele gosta de fazer, nós lhe pedimos uma entrevista e ele atendeu com muito boa vontade.
 
Adapostólica: O que mais o moveu a entrar no seminário?

Monsenhor José: A celebração da Santa Missa. Quando era criança, não gostava do meu vigário, pois ele não gostava de crianças. Sempre pedia para ensinar-me a ajudar a missa, mas nunca o fez. Em certa ocasião em que se ausentou da paróquia por dois meses um outro padre veio substituí-lo e me deixou encantado.

Fiquei maravilhado com a celebração da benção do santíssimo que não conhecia, e mais ainda com a maneira como o novo padre rodava o turíbulo, dando giros de 360º. Ele satisfez logo o meu pedido, e marcou um sábado para ensinar a mim e a outros a santa missa. No dia marcado choveu torrencialmente, e eu fui o único a comparecer, tal era minha vontade de aprender. Ganhei dele também uma carteirinha de marianinho que me encantou ainda mais.

Por essas experiências, depois, já como padre, fiz o propósito de nunca tratar mal uma criança.

Adapostólica: Conte-nos um pouco sobre a vida do Sr. no seminário?
 
MJ: Quando tinha 7 anos fui ao Rio de Janeiro com meu pai, para tratar das vistas e fui visitar o colégio OTATI, em Botafogo, que pertencia a uns meus parentes. Estes me convidaram para lá estudar com tudo pago. Foi um convite tentador pois era pobre e do interior e queria esta grande oportunidade. Mas rejeitei o convite pois queria entrar para o seminário, mesmo sem nunca haver estado num.

Meu pai respeitou a minha opção.Entrei no dia 1º de março de 1946 com 11 anos de idade. Antes de ir para o seminário, meu pai levou-me para visitar o bispo diocesano D. Otaviano Pereira de Albuquerque, para pedir-lhe a benção. Eu não queria ir, pois, tinha medo do bispo, dado que por ocasião da minha Crisma, eu o vi muito bravo. Porém como o bispo estava doente, não pode nos receber mas nos mandou a benção. Eu fiquei contente com isso, pois realmente não queria vê-lo.

Minha mãe sempre me apoiou. O meu pai procurou primeiro me provar, ficou examinando, pois era ele que pagava o seminário para mim. No começo senti muito a falta da minha mãe. Mas dou graças a Deus por ela não me haver me visitado naqueles dias, pois eu teria ido embora.

Eu chorava muito no começo, mas como gostava muito de estudar, entrei logo no ritmo e não pensava muito em estar longe da família e acabava me distraindo com os estudos.

No dia 6 de março do mesmo ano foi nomeado um bispo para Campos (o Cônego Antônio de Castro Mayer) que foi sagrado no dia 23 de Maio. Tão logo foi sagrado foi visitar os seminaristas de Campos que estudavam no Rio de Janeiro. Deixou-me ótima impressão, pois era novo, com 48 anos, baixinho e calmo.

Estudei 6 anos no seminário de S. José no Rio de Janeiro ( seminário menor), e 6 anos no seminário de S. José em Mariana.(seminário maior).

 
Adapostólica: O que mais o incentivava a continuar nos momentos de desânimo.?

Tive poucos desânimos, talvez poupado por Deus, mas o que mais me dava força era a devoção a Nossa Senhora e de modo especial ao Sub Tuum Praesidium.

 
Adapostólica: O que mais o marcou no dois seminários?

MJ: O que mais me marcou no seminário do Rio, foi que todas as vezes que o Monsenhor Francisco Pinto ia ao seminário, a primeira coisa que fazia era visitar o SSmo. na Capela e isso me impressionou muito, pois não via os padres do seminário fazerem isso.

Também as Vésperas dominicais na capela que hoje é da Colegiada de S. Pedro. Íamos todos em procissão descendo muitas escadas, todos em fila. Os Seminaristas menores iam de batina preta com faixa azul e barrete preto com borla azul; os maiores iam todo de preto; além disso sentávamos nas estalas. Tudo isso marca muito numa criança.

Os seminaristas iam a todo evento religioso que havia na cidade do Rio de Janeiro. Por esse motivo assisti quando seminaristas a 3 sagrações episcopais:

D. Luis Palha 1948.

D. Elder Câmara 1951.

D. Oton Mota 1952, que foi meu diretor espiritual.

Quando o Cardeal Ruffini passou pelo Rio de Janeiro representando o Santo padre Pio XII, também fomos assistir, e muitos outros eventos.
Às vezes assistíamos a algum filme, sempre a já censurado pelos padres.
Essas são as minhas principais lembranças do Seminário do Rio.
De Mariana as melhores recordações que trago são:
A santidade do Padre Avelar, meu diretor espiritual. Era um padre Lazarista, muito sábio e santo.

Também os dois sacristãos do meu tempo que foram Mons. Pessanha e Mons. Fischer, para mim os melhores de Mariana; nunca faziam nada de provisório na sacristia, sempre tudo muito bem feito.

Adapostólica: Quando o Sr. foi ordenado e quais as funções ou cargos que ocupou?
 
MJ: Fui ordenado no dia 19/12/1959 na Catedral Diocesana de Campos por D. Antônio de Castro Mayer, então Bispo de Campos. Em Janeiro do seguinte ano, fui para Porciúncula substituir o padre que havia saído e lá recebi a nomeação de Coadjutor da Paróquia de S. Fidélis, onde assumi em março de 1960 e lá fiquei por 5 anos, sendo ao mesmo tempo diretor e professor do Colégio Fidelense.

No dia 1º de Maio de 1965 fui chamado por D. Antônio para o Seminário, para ser professor e diretor das vocações, substituindo ao Pe. Roberto, hoje Bispo de Campos. Ao mesmo tempo fui coadjutor do Cônego Oton na Paróquia de Varre-Sai, e depois vigário ecônomo.

Em 1968 fui nomeado pároco de Morro do Coco de dezembro a março de 1969 sem deixar os cargos anteriores. Em Varre-Sai fiquei como vigário até 1971.

Em 1977 vim para Campos com o Seminário Maior e Menor e passei a dar assistência na Igreja de N. S. do Perpétuo Socorro. Em 1982 quando foi fechado o Seminário fui nomeado coadjutor da Paróquia de N. S. do Terço.

Com a criação da Administração Apostólica, fui nomeado Vigário Geral da mesma.
 
Adapostólica: Qual a maior alegria que o Sr. teve no sacerdócio?

MJ: As minhas maiores alegrias foram sempre quando se ordenavam novos padres. Essa alegria não se paga, ainda mais quando havia sido meu aluno.

Adapostólica: O Sr. é feliz no sacerdócio?

MJ: Muito feliz, porque sei que estou fazendo a vontade de Deus.

Adapostólica: Que Conselhos o Sr. daria para os jovens que receiam entrar no Seminário por acreditarem que a vida do padre é triste?

MJ: O importante é fazer a vontade de Deus. Quanta tranqüilidade, quanta alegria depois de nos entregarmos nas mãos dos superiores pela obediência sabendo que se está fazendo a vontade de Deus.

Adapostólica: Que conselhos o Sr. Daria para os seminaristas hoje?

MJ: Que todos aproveitem bem o tempo de Seminário e que tenham muita confiança em Deus, Nossa Senhora e S. José, e muita abertura com os superiores.

Devem ter também uma devoção particular um santo, como S.João Bosco, S. João Berckmans, S. Vicente de Paulo, S. Luis de Gonzaga, S. Francisco de Sales e outros.



Deixe aqui o seu Comentário