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sexta-feira, 18 de março de 2011

19 de Março - Festa de São José - Protetor da Ordem Carmelita


Hoje a liturgia faz-nos honrar São José, “homem justo e amparo de Jesus”. É pouco o que dele nos diz o Evangelho; todavia, é suficiente para compreender a importante função que lhe foi confiada no desígnio salvífico divino. A sua “justiça” está intimamente ligada à sua docilidade radical no que diz respeito ao projecto de Deus. Foi mesmo assim ele se tornou o “guardião generoso” do Filho do Altíssimo, para usar as mesmas palavras com que rezamos no início da Santa Missa na colecta. São José é Pai. Porém, é uma paternidade que não nasceu do desejo da carne e nem sequer da vontade do homem; uma paternidade que foi encontrada, não procurada, concedida inesperadamente, providencialmente e totalmente gratuita. Deus tencionava tornar-se o Emanuel, isto é, o Deus-connosco e por isso quis que José tomasse consigo a Mãe de Jesus.


Deus queria dar um Salvador ao seu povo e por isso quis que José acolhesse o Filho de Maria como o próprio filho e o chamasse Jesus. E Deus serve-se também da paternidade de José para salvar a a humanidade. E ainda hoje, como no curso da história, Deus procura “pais” para os seus filhos. Caros Irmãos, de um certo modo também nós fomos escolhidos pelo Senhor para fazer de pais aos seus filhos, especialmente aos jovens e aos jovens que se encontram em dificuldade. Não é precisamente esta a vocação específica e o carisma de cada um de nós, como salesianos, seguindo o exemplo e os ensinamentos de Dom Bosco?


Paremos a meditar sobre a figura bíblica de São José, muito cara à tradição cristã e ao Papa Pio IX proclamando-o patrono da Igreja universal. Em 8 de Dezembro de 1870. A sua grandeza reside na enorme graça que Deus lhe fez, quando põe na suas mãos e sob a sua autoridade as pessoas mas amadas por Ele: o seu Filho, feito homem, Jesus, a sua virgem Mãe, Maria. Comenta São João Crisóstomo: “Maria é confiada agora a José, como mais tarde Cristo a confiará ao seu discípulo: (Homilias sobre o Evangelho de Mateus 4,6). Nenhum outro homem teve nem terá jamais um tal encargo: cuidar e guardar o Filho de Deus, conviver com Ele e educá-lo.


Erraríamos, porém, se admirássemos apenas a familiaridade que José teve com Jesus. Uma veneração, que brota somente de uma simples admiração, não faria justiça ao caminho de fé percorrido por ele. Como nos recorda o apóstolo Paulo na segunda leitura, Deus não dá uma graça sem fazer contas com a fé daquele que chama: o crente não se torna justo pelo que consegue fazer por si mesmo, com os seus próprios esforços, mas “em virtude da justiça, que vem da fé”. Isto significa que ao que e chamado, antes de mais nada, é-lhe pedido para se entregar totalmente a Deus e à sua graça. Assim fez José: confiou em Deus mesmo sem compreender os acontecimentos que o esperavam.


É óbvio que confiar-se sempre e totalmente a Deus não é simples, nem é fácil. Quem percorre este caminho atravessa muitas vezes momentos de escuridão e deve afrontar provas dolorosas. Na narração evangélica, que escutamos pouco antes, fala da “noite” de José. Esposo prometido a Maria, antes de passar a viver com ela, vem a descobrir a misteriosa maternidade da sua futura esposa e se pergunta o que deve fazer. Sendo justo, sublinha o evangelista Mateus, por uma parte não quer cobrir com o seu nome um filho de quem ignora a paternidade, mas, ao mesmo tempo, convencido da virtude de Maria decide não entregá-la a um processo rigoroso previsto pela lei (Cf Dt 22,20 ss). Em sonho o anjo fez-lhe compreender que Maria tinha concebido por obra do Espírito Santo e, fiando de Deus, José consente e coopera no plano de salvação. Certo, Deus não lhe pede antecipadamente o seu consentimento. A “ingerência” – por assim dizer – divina na sua vida matrimonial, a intromissão na mais intima relação pessoal com a sua esposa, a mudança do projecto de vida, não puderam senão suscitar nele dúvidas, interrogações e, porque não, também um justificado desconcerto.


Com efeito, quem confia em Deus, não por isso vê tudo claro. Quem acolhe Deus e os seus projectos, é chamado inevitavelmente a esvaziar-se de si e a renunciar aos próprios sonhos e desejos. Deus não chama, sem exigir; nem enche, sem esvaziar; não dá, sem tirar. Só quem aceita voluntariamente a perda de si, pode entrar na lógica de Deus. Mais uma vez, é a lei bíblica do êxodo, as condições exigentes do seguir a Cristo. Diz Jesus: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo… quem quiser salvar a própria vida, a perderá , mas quem perder a própria vida por mim, a salvará” (Lc 9, 23-24)(...)
Voltemos a São José: a sua justiça reside no seu silencioso assumir os projetos de Deus. Não calculou quanto lhe custaria conformar-se a eles, nem perdeu tempo a valorizar as consequências da sua decisão. Deus o chamava, e ele dócil obedeceu. Acordado do sonho, precisa o Evangelista, fez como lhe tinha sido dito pelo anjo. Assim José é homem justo, não por ter exercido a justiça, segundo os seus próprio direitos, mas por ter permitido a Deus entrar na sua vida. Deus, que lhe tinha tirado a família em que tinha pensado, pô-lo à frente da sua própria família; provou-o do direito à paternidade física, mas fê-lo protagonista de uma paternidade quanto mais responsável. No sonho, José, antes do que na vida quotidiana, torna-se familiar com aquela vontade divina, que dia após dia deveria realizar. E este “sonhar a vontade de Deus” preparou-o a vivê-la, iluminando os acontecimentos da sua existência familiar e facilitando-lhe o quotidiano cumprimento. " (...)

 Autor: Cardel Tarcisio Bertone



"Os Santos Padres e Doutores da Igreja concordam em dizer que São José foi escolhido para esposo de Maria pelo próprio Deus.É eloqüente o testemunho de Santa Teresa de Jesus (†1582), doutora da Igreja, devotíssima de São José. No "Livro da Vida”, sua autobiografia, ela escreveu: "Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir.

Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus... De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida.


Santa Teresa dizia que Deus fez de São José o plenipotenciário, o tesoureiro geral para aliviar e socorrer as almas em todas as necessidades, especialmente os pecadores. Aos 26 anos ela foi curada milagrosamente de uma paralisia pela intercessão de São José; assim se tornou uma incansável propagandista do Santo. Ela distribuía imagens e orações de São José. Deu o seu nome a treze conventos que ela fundou; e aconselhava que os católicos o tomassem como Advogado nas adversidades e mestre na vida interior."


Extraido de " O Glorioso São José do Prof. Felipe Aquino" Prof. Felipe Aquino.

 

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