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segunda-feira, 7 de março de 2011

Preparação para o Tempo da Quaresma - 2011

Quaresma - Tempo de Conversão

"Eis-nos de novo na Quaresma que nos prepara e conduz à celebração da Páscoa da Ressurreição. É um tempo litúrgico muito precioso e importante para cuidar da qualidade da nossa vida espiritual; tempo especial de recolhimento e de oração para discernir a presença de Deus na nossa vida, para aferir a verdade e a autenticidade das nossas opções, dos nossos comportamentos, do nosso estilo de vida à luz da Palavra de Deus e dos desafios do nosso tempo.


"Hoje corremos o risco de nos deixar seduzir pelo estilo consumista, na busca de um bem estar meramente material, que um autor descreve de modo acutilante: “O consumismo converteu-se na ‘nova religião’ do homem moderno. A meta absoluta consiste em possuir e gozar: eis a sua doutrina. Para isso é necessário trabalhar e ganhar dinheiro: eis a sua ética e os seus valores. As grandes superfícies são as novas catedrais: eis os seus lugares de culto. Os praticantes acodem à sua compra semanal: eis o preceito de fim de semana. Vivem com devoção intensa as grandes festas (Natal, Ano Novo, férias, casamentos, dia dos pais, das mães, dos namorados...)... Temos de tudo e carecemos de paz e de alegria interior” ( J. A. Pagola). 


"Neste horizonte cultural, o Santo Padre na sua mensagem de Quaresma convida-nos a reavivar – a viver de novo ou mais intensamente – a graça do nosso batismo, a vida nova em Cristo, nestes termos: “deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo, no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo”. (1)


"O Santo Padre ainda nos diz que a quaresma “apresenta a caminhada real de Jesus, desde a sua entrada em Jerusalém até à ressurreição” recordando que, quem aclama Jesus como Messias nesta entrada “não são os habitantes da cidade, mas os peregrinos que se juntam a Ele”.


 “Se é verdade que a nossa peregrinação começou na ressurreição do Senhor, em que participamos pelo batismo, é também verdade que somos chamados a viver como o primeiro grupo de peregrinos, a dureza da Cruz, a tristeza da negação e do abandono, a dificuldade de continuar a ser discípulo”, observa.


A Quaresma “educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo”, leva-nos a “redescobrir o nosso Batismo”, a fazer “uma conversão profunda da nossa vida”, a “deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo”, a “orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus”, a “libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo”, a “reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo”. Deixando-nos perdoar, aprendemos também “a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo”.



O Sacramento da Confissão  
  
"Apelando aos Sacerdotes para que dêem o melhor do seu tempo ao atendimento das pessoas no Sacramento da Confissão, recordo, para todos nós, o que dizia o Cardeal Arcebispo de Colónia numa conferência sobre conversão e missão: “Ter negligenciado o Sacramento da Penitência é a raiz de muitos males na vida da Igreja e na vida do sacerdote. E a chamada crise do Sacramento da Penitência não se deve apenas ao fato de as pessoas terem deixado de se confessar, mas também ao fato de nós, sacerdotes, já não estarmos presentes no confessionário. Um confessionário em que um sacerdote está presente, numa igreja vazia, é o símbolo mais tocante da paciência de Deus que espera. É assim que é Deus. Ele nos espera a vida inteira”.
 

"Os próprios confessionários, que muitas igrejas, em nome da estética, esconderam ou deitaram fora, deixaram eles mesmos de ser um sinal catequético, pedagógico e interpelativo. Gostaria que, mesmo assim, alguns a darem nas vistas porque inestéticos, regressassem aos seus lugares como, aliás, a Igreja nos manda, para serem utilizados dentro da liberdade de escolha dos filhos de Deus (cân. 964). São sinais. A conversão também passará por aí." (2)



(1) D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima- Março 2011 - Ag. Ecclesia)"

(2) D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco - Portugal - Março 2011 - Ag. Ecclesia )

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