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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Beata Teresa Maria da Cruz - 23 de Abril



Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manetti), Religiosa Carmelita, Fundadora (+ 1910), 23 de Abril

Fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa 


Martirológio Romano: Em Campo Bisenzio,Toscana, na Itália, faleceu a beata Teresa Maria da Cruz Menetti, religiosa carmelita, fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa (1910). 

Etimologicamente: Teresa = Aquela que é boa caçadora (palavra de origem grega). 

Teresa Adelaida Cesina Manetti nasceu numa família humilde em San Martino, em Campo Bisenzio (Florença, Itália), em 2 de março de 1846. 

Chamavam-na familiarmente de “Bettina”. Ficou órfã de pai muito cedo e logo conheceu a dureza da vida. Apesar disso, ajudava aos pobres, privando-se até do que lhe era mais necessário. 

Em 1872, juntamente com algumas amigas, retirou-se numa casinha no campo onde “oravam, trabalhavam e reuniam algumas jovens para educá-las com boas leituras e ensinar-lhes a doutrina cristã”. 

Em 16 de julho de 1876, foram admitidas na Ordem Terceira do Carmelo Teresiano, e mudou seu nome para Teresa Maria da Cruz. 

Em 1877, recebeu as primeiras órfãs, cujo número foi crescendo dia a dia. Aquelas meninas abandonadas eram seu “maior tesouro”. 

Em 12 de julho de 1888, as 27 primeiras religiosas vestiram o hábito da Ordem das Carmelitas Descalças, às quais se haviam juntado em 12 de junho de 1885. 

Em 27 de fevereiro de 1904, o Papa Pio X aprovou o Instituto de nome “Carmelitas Terceiras de Santa Teresa”. 

Madre Teresa Maria viu, com grande alegria, o Instituto estender-se até a Síria e o Monte Carmelo, na Palestina.Sua saúde sempre foi muito frágil, e também foi duramente provada em seu espírito; por isso, o sobrenome “da Cruz” lhe assentava muito bem. Subiu corajosamente até o seu “Calvário” e, freqüentemente, dizia: “Tritura-me, Senhor, espreme-me até a última gota!” 

Sua caridade não tinha limites. Entregava-se a todos e em tudo, esquecendo-se sempre de si mesma. O bispo Andrés Casullo, que a conhecia muito bem, afirmava a seu respeito: “Ela deixava de viver a própria vida para fazer o bem.” 

Depois de passar por noites escuríssimas, Madre Teresa, preparada pela graça de Deus, recebeu a morte na sua terra natal, em 3 de abril de 1910, enquanto repetia uma vez mais: “Ó meu Jesus, eu quero sofrer mais...” E murmurava em êxtase: “Está aberto!... Já vou!” 

Seus escritos, ao mesmo tempo simples e profundos, foram aprovados em 27 de novembro de 1937. O Papa João Paulo II a beatificou em 19 de outubro de 1986. 




Tradução:
Gisèle Pimentel


Fontes: 

domingo, 21 de abril de 2013

17 de Abril _ Beata Maria da Encarnação

Beata Maria da Encarnação
Religiosa de nossa Ordem



Chamou-se no mundo Bárbara Avrillot e foi filha dos nobres Nicolau, senhor de Champalsteurs, e de Maria L'Huiller, muito bons cristãos que, por não terem filhos, prometeram ao Senhor consagrar-lhe o herdeiro que porventura lhes viesse a ser dado. Este apareceu no dia 1 de fevereiro de 1566. Era uma menina e logo a dedicaram ao Senhor e à Virgem Maria, vestindo-a de branco até à idade de sete anos. Desde essa data, viveu como interna entre as Irmãs Menores, chamando a atenção pela sua simplicidade e piedade.

Quando saiu do convento, aos 14 anos, embora tivesse querido consagrar-se ao Senhor na vida religiosa, seus pais encaminharam-na para o matrimonio. Aos 16 anos, casou com o vísconde Pierre Acarie, a quem amou e serviu com toda a alma, como competia a uma esposa fidelíssima. Tiveram seis filhos que educaram cristãmente. Na altura que saiu do convento, seus pais puseram ao seu serviço uma jovem, Andreia Levoiz, que era uma maravilha pela sua grande piedade, honradez e caridade para com todos. Andreia e Bárbara, criada e senhora, vivem intimamente unidas no caminho da santidade. Ajudam-se mutuamente na vida interior e ambas correm a par para a meta. Andreia ajuda na educação dos filhos da sua senhora e amiga, três dos quais se consagrarão ao Senhor no mesmo gênero de vida que sua mãe seguirá quando se vir livre das ligações do mundo.

Tudo parecia caminhar de vento em popa, quando veio visitá-la a prova. Os inimigos da Igreja atacam-na sem piedade. A heresia protestante estende-se cada dia mais pela França. O rei Henrique IV desterra o esposo de Bárbara e ela segue-o para toda a parte. E objeto de calúnias e ingratidões, mas tudo suporta com coragem e magnanimidade. Perdoa a todos. Bárbara sustém e ajuda seu marido nesta dura luta. Ela mesma é ajudada por seu primo, o famoso Cardeal Pierre de Bérulle, e pelo próprio São Francisco de Sales.

Passada a tormenta, espalha-se por toda a França a notícia das Carmelitas reformadas por Santa Teresa de Jesus e lêem-se as maravilhosas obras da grande santa castelhana. Corria o ano de 1601. Bárbara lê as obras teresianas e o Senhor vai operando maravilhas na sua alma. Pede conselhos, ora muito e decide-se. Ela vai organizar todas as coisas, para que essas santas mulheres, filhas de Teresa de Jesus, possam vir também fazer uma fundação em França. Assim obtém autorização do Papa Clemente VIII a 13 de Novembro de 1603, pelo decreto In supremo, para que seja uma realidade, o que acontece a 29 de Agosto de 1604. Nessa data chegavam de Espanha as seis primeiras carmelitas descalças, à frente das quais ia Ana de Jesus e a irmã conversa Beata Ana de São Bartolomeu. A esta primeira fundação de Paris, seguir-se-iam outras feitas também pela nossa Beata.

Entretanto, Bárbara continua com as suas obras de caridade, de piedade e de maceração do seu corpo, até que em 1616 morre o seu marido, sem que ela, durante a doença, o deixasse sequer um instante. Foi verdadeiramente um modelo de esposa e de mãe.

Desfeitas as ligações do mundo, só anseia por se entregar ao Senhor na vida religiosa. Podia fazê-lo nos conventos mais próximos que ela tinha fundado, mas quis escolher o mais pobre e mais distante, o de Amiens, onde solicitou com grande humildade que a recebessem como Irmã de Obediência. Entregou-se em cheio à vida de oração, penitência e serviço nos trabalhos mais humildes. Recebeu muitas graças do céu e também teve de sofrer não poucas incompreensões e doenças, que suportou com grande paz e até com alegria. Cheia de paz e com muitas consolações do céu, expirou a 18 de Abril de 1618. Foi beatificada em 1791 pelo Papa Pio VI.


LAUDES


Ant Bened. O que pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo dará, diz o Senhor. Aleluia.

Oração: Senhor, concedestes à Beata Maria da Encarnação insigne propagadora do Carmelo, uma fortaleza singular para vos servir nos diversos estados da vida cristã e superar todas as dificuldades; concedei à vossa família vencer com ânimo todos os embates e perseverar até o fim em vosso Santo Amor. Por nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!


VÉSPERAS

Ant. Magnif. Não trabalhei só por mim, mas por todos os que procuram a verdade. Aleluia.

ORAÇÃO
Senhor, que fortalecestes a bem-aventurada Maria da Encarnação nos vários estados de vida, com uma admirável coragem nas adversidades, concedei-nos a graça de sofrermos as adversidades com fortaleza e de perseverarmos até ao fim no vosso santo amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.







Tags: Ordem do Carmo, Ordem Carmelita, Ordem Carmelitana,Santos Carmelitas, Santoral Carmelitano, Nossa Senhora do Carmo, Santos do Carmelo, Famlília Carmelitana.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Santoral Carmelitano Abril - São Nuno Álvares Pereira

Nuno Alvares Pereira nasceu em 1360, tendo falecido em 1431. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, entrou aos 13 anos na corte de D. Fernando (rei de 1367 a 1383) como pajem da rainha D. Leonor de Teles. Destacando-se logo em jovem num ataque dos castelhanos a Lisboa, foi armado cavaleiro. Aspirava à vida virginal, mas as necessidades do mundo impuseram-lhe que se casasse a 15 de Agosto de 1376 com uma viúva, D. Leonor de Alvim, de quem teve a sua filha D. Beatriz. A morte do rei criou a perigosa crise dinástica, com a possibilidade da coroação de D. João de Castela (rei de 1379 a 1390) como rei de Portugal. Um partido nacionalista reuniu-se à volta do mestre da Ordem de Avis, D. João, irmão do rei D. Fernando, que o povo de Lisboa elevou a regedor e defensor do reino. D. Nuno é chamado pelo Mestre para o Conselho de Governo.

Em breve lhe foi entregue o perigoso cargo de fronteiro de entre Tejo e Guadiana, por onde passariam as operações militares decisivas. Usando tácticas inspiradas nas britânicas da Guerra dos Cem Anos, o fronteiro venceu os Castelhanos a 6 de Abril de 1384, em Atoleiros. Na batalha, Nuno Álvares Pereira conseguiu, com um bando de camponeses, derrotar um forte corpo de cavalaria castelhana. Esse facto influiu no desfecho da guerra, porque mostrou a possibilidade de uma resistência apoiada nas forças populares. A partir da vitória dos Atoleiros, Nuno Álvares, que tinha sido recebido com grande desconfiança pelos Alentejanos, transformou-se num herói popular e conseguiu mobilizar toda a força da revolta camponesa para a defesa da causa do Mestre de Avis. Precisamente um ano depois, este foi aclamado rei D. João I (rei de 1385 a 1433) em Coimbra e no dia seguinte D. Nuno foi nomeado o Condestável do Reino. Conquistou o Minho para a causa e, depois da vitória de Trancoso em Maio ou Junho, cortou a arrojada avançada castelhana com a memorável Batalha de Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385. As forças portuguesas, dispostas em quadrado, aguentaram com firmeza o assalto da cavalaria feudal e infligiram-lhe uma derrota que teve consequências políticas definitivas. A realeza do Mestre e a independência portuguesa foram a partir de então factos irreversíveis. A guerra arrastou-se por alguns anos, limitada a campanhas fronteiriças de pequena envergadura; o mais conhecido episódio é o do combate de Valverde, vencido por Nuno Álvares na região de Mérida. A paz veio a ser assinada em 1411. 

 
A seguir à crise de 1383-85, o Condestável ficara dono de quase meio país. Quando se estabeleceu a paz, quis entregar uma parte do que recebera aos que mais o tinham ajudado, fazendo-os seus vassalos. O rei não o permitiu e fez recolher ao património da coroa as terras doadas. Depois negociou o casamento de um seu filho bastardo com a filha única de Nuno Álvares; a imensa fortuna do herói voltou assim ao controlo da coroa e foi origem da Casa de Bragança.

Assegurado o reino, Nuno Álvares começou a dedicar-se a outras obras. Mandou construir a Capela de São Jorge de Aljubarrota em Outubro de 1388 e o Convento do Carmo em Lisboa, terminado em Julho de 1389 e onde entraram em 1397 os Frades Carmelitas. Dedicou em Vila Viçosa uma capela à Virgem para a qual mandou vir de Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que 250 anos depois seria proclamada Rainha de Portugal. A morte da filha, D. Beatriz, em 1414, cortou o último laço com o mundo, e abriu o desejo da clausura. Ainda participou na expedição a Ceuta de 1415, primeiro passo da gesta ultramarina portuguesa, onde o seu valor ficou de novo marcado. Mas em breve olharia para outras fronteiras. Em 1422, distribuiu os títulos e propriedades pelos netos, e a 15 de Agosto de 1423, festa da Assunção, aniversário do seu casamento e dia seguinte ao da Batalha de Aljubarrota, professou no Convento do Carmo. Frei Nuno de Santa Maria foi um humilde frade, que viveu em oração, penitência e caridade, pedindo esmola pelas casas durante mais de sete anos. Morreu na sua pobre cela, rodeado do rei e dos príncipes.

Foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918. Padroeiro secundário do Patriarcado de Lisboa, a sua Memória (Festa na Ordem Carmelita, na Ordem dos Carmelitas Descalços e na Sociedade Missionária da Boa Nova) é liturgicamente assinalada a 6 de Novembro. A 3 de Julho de 2008, Bento XVI autorizou a promulgação de dois decretos que reconhecem um milagre do Beato, abrindo as portas à sua canonização.

No dia 26 de Abril de 2009 foi canonizado por Sua Santidade o Papa Bento XVI, em Roma.




Celebramos S. Nuno em 01 de Abril


Oração a São  Nuno 

Senhor nosso Deus, que destes ao bem-aventurado Nuno de Santa Maria a graça de combater o bom combate e o tornaste exímio vencedor de si mesmo, concedei aos vossos servos que, dominando como ele as seduções do mundo, com ele vivam para sempre na pátria celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.
leia também : Iconografia de Nuno de Santa Maria 


fontes : Cf. João César das Neves, in “Os Santos de Portugal”, Lucerna; José Hermano Saraiva, in “História Concisa de Portugal”, Europa-América. 
Tags :  Santos Carmelitas, Santoral Carmelitano, Santo Português, Carmelo Portugal, Santo Heroi Português, Ordem do Carmo Portugal

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Riqueza dos Pobres

Dom Fernando Arêas Rifan*




Em nosso último artigo falamos sobre a Igreja dos pobres. Agora falemos da sua riqueza. A riqueza dos pobres é a Igreja, sua rica doutrina e sua liturgia. As igrejas, os templos sagrados, são a casa dos pobres. Lá eles podem entrar sem serem impedidos. Lá eles podem se sentir bem, contemplar belas pinturas e arquiteturas, vasos sagrados, esplêndidas imagens, como não poderiam fazer em nenhuma outra casa ou palácio. Ali eles podem, pois é a casa deles. 


A pobreza pessoal, que devemos cultivar, não significa que devemos empobrecer a liturgia. Pelo contrário, a beleza exterior da liturgia deve refletir a glória de Deus, como nos ensina o Papa Francisco: “As vestes sagradas do Sumo Sacerdote são ricas de simbolismos; um deles é o dos nomes dos filhos de Israel gravados nas pedras de ónix que adornavam as ombreiras do efod, do qual provém a nossa casula atual...” “beleza de tudo o que é litúrgico, que não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado”. (Hom. Missa Crismal, 28/3/2013). 

O Santo Cura d’Ars, São João Maria Vianney, exemplo para todos os padres, amava a pobreza pessoal e os pobres. “Uma batina velha fica muito bem debaixo duma casula bonita”, dizia ele. Ao lado da sua pobreza individual, não media esforços em adquirir o que havia de mais rico e suntuoso para a casa de Deus e as cerimônias litúrgicas. Ele dizia que se os palácios dos reis são embelezados pela magnificência, com maior razão as Igrejas. 

Quando Cardeal, o Papa Bento XVI, lamentando a atual crise litúrgica, comentava: “Depois do Concílio, muitos padres deliberadamente erigiram a dessacralização como um programa de ação, argumentando que o novo testamento aboliu o culto do templo; o véu do templo, que se rasgou de alto a baixo no momento da morte de Cristo sobre a cruz, seria, para alguns, o sinal do fim do sagrado... Animados por tais ideias, eles rejeitaram as vestes sagradas; tanto quanto puderam, eles despojaram as igrejas dos seus resplendores que lembram o sagrado; e eles reduziram a liturgia à linguagem e aos gestos da vida de todos os dias, por meio de saudações, de sinais de amizade e outros elementos” (Conferência aos Bispos chilenos, Santiago, 13/7/1988). 

Falando sobre essa beleza da liturgia e respondendo às “acusações de ‘triunfalismo’, em nome das quais se jogou fora, com excessiva facilidade, muito da antiga solenidade litúrgica”, o então Cardeal Ratzinger explicava: “Não é triunfalismo, de forma alguma, a solenidade do culto com que a Igreja exprime a beleza de Deus, a alegria da fé, a vitória da verdade e da luz sobre o erro e as trevas. A riqueza litúrgica não é riqueza de uma casta sacerdotal; é riqueza de todos, também dos pobres, que, com efeito, a desejam e não se escandalizam absolutamente com ela. Toda a história da piedade popular mostra que mesmo os mais desprovidos sempre estiveram dispostos instintiva e espontaneamente a privar-se até mesmo do necessário, a fim de honrar, com a beleza, sem nenhuma avareza, ao seu Senhor e Deus” (Rapporto sulla Fede, 1985). 

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. 


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domingo, 7 de abril de 2013

A DERROTA E A VITÓRIA




                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*
                                                 
Estamos na semana da Páscoa, a maior festa religiosa do calendário cristão, a festa da gloriosa Ressurreição de Jesus Cristo, a sua vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre a aparente derrota da Cruz. Cristo ressuscitou glorioso e triunfante para nunca mais morrer, dando-nos o penhor da nossa vitória e da nossa ressurreição. Choramos a sua Paixão e nos alegramos com a vitória da sua Ressurreição. Para se chegar a ela, para vencer com ele, aprendemos que é preciso sofrer com ele: “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). “Que por sua Paixão e morte de Cruz cheguemos à glória da Ressurreição”. 

Como figura, esta festa já existia no Antigo Testamento. Era a celebração da libertação da escravidão do Egito, na qual sofreram os israelitas, povo de Deus, por muitas gerações, sendo libertados por Moisés que, por ordem do Senhor, fulminou os egípcios com as célebres dez pragas. Na última dessas pragas, na passagem do anjo de Deus (Páscoa, em hebraico), os egípcios foram castigados com a morte dos seus primogênitos, ao passo que os hebreus foram poupados pelo sangue do cordeiro que imolaram, conforme o Senhor havia prescrito. Todos os anos, em ação de graças, eles repetiam, por ordem de Deus, essa ceia de Páscoa: milhares de cordeiros eram imolados na sexta-feira antes da Páscoa.

Esse cordeiro pascal era figura daquele Cordeiro de Deus que, numa sexta-feira antes da Páscoa foi também imolado, realizando, com o seu sangue, a libertação do mundo do pecado, ressuscitando no terceiro dia. Essa é a nossa festa da Páscoa, a festa da Ressurreição de Cristo, o verdadeiro Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, e, ressuscitado, nos dá a vida.

“Jesus não é um morto, ressuscitou, é o Vivente! Não regressou simplesmente à vida, mas é a própria vida, porque é o Filho de Deus, que é o Vivente (cf. Nm 14, 21-28; Dt 5, 26, Js 3, 10). Jesus já não está no passado, mas vive no presente e lança-Se para o futuro; Jesus é o «hoje» eterno de Deus. Assim se apresenta a novidade de Deus diante dos olhos das mulheres, dos discípulos, de todos nós: a vitória sobre o pecado, sobre o mal, sobre a morte, sobre tudo o que oprime a vida e lhe dá um rosto menos humano. E isto é uma mensagem dirigida a mim, a ti, amada irmã, a ti amado irmão. Quantas vezes precisamos que o Amor nos diga: Por que buscais o Vivente entre os mortos? 


Os problemas, as preocupações de todos os dias tendem a fechar-nos em nós mesmos, na tristeza, na amargura… e aí está a morte. Não procuremos aí o Vivente! Aceita então que Jesus Ressuscitado entre na tua vida, acolhe-O como amigo, com confiança: Ele é a vida! Se até agora estiveste longe d’Ele, basta que faças um pequeno passo e Ele te acolherá de braços abertos. Se és indiferente, aceita arriscar: não ficarás desiludido. Se te parece difícil segui-Lo, não tenhas medo, entrega-te a Ele, podes estar seguro de que Ele está perto de ti, está contigo e dar-te-á a paz que procuras e a força para viver como Ele quer” (Papa Francisco, Homilia da Vigília Pascal).

Dom Fernando Arêas Rifan
Admin. Apóstólica Pessoal S. Jão Maria Vianney

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                                                                         São João Maria Vianney.

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