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sábado, 4 de maio de 2013

A Devoção Mariana na Ordem do Carmo

 La Bruna - O ícone mais antigo de Nossa Senhora
Venerada sob o Título de Santa Maria do Monte Carmelo
La Bruna. Basilica di Santa Maria del Carmine, in Napoli

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A Ordem do Carmo é uma Ordem Religiosa que desde a sua origem se distinguiu como uma Ordem eminentemente Mariana: o nosso título jurídico é este: Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Prova desta índole Mariana da Ordem do Carmo está exatamente na existência da primeira capela dedicada a Nossa Senhora construída no Monte Carmelo. AIí naquela capelinha, nasceu entre os Carmelitas, o seu amor e sua devota veneração a SS. Virgem Maria. A nossa devoção a Maria foi crescendo no correr dos anos, criou raízes na Ordem e fora dela e ganhou um impulso extraordinário em meados do século XIII - com a aparição de Nossa Senhora a São Simão Stock entregando-lhe o seu Escapulário. 


Porém a devoção Mariana na Ordem do Carmo, remonta do Antigo Testamento, que segundo o profeta Elias, vendo uma nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador   (1 Reis 19,44). Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Senhor.


O Monte Carmelo se separa a Palestina da região de Tiro. Sua elevação e formosura é decantada no livro do Cântico dos Cânticos neste tópico tão poético: “Tua cebeça é como o Carmelo” (Cant 7,5). Até os pagãos veneravam este monte, pois Tácito diz que havia ali um altar e Suetônio narra que o Imperador Romano Vespasiano aí ofereceu um sacrifício. No tempo do profeta Elias foi o local triunfo do mesmo sobre os sacerdotes de Baal.

 

O Monte Carmelo foi guarida freqüente do profeta Eliseu e Nossa Senhora é o “Refúgio dos Pecadores”. Os discípulos dos referidos profetas viveram nas fraldas deste Monte e foram, por assim dizer, os antecessores dos carmelitas de todas as eras. Na época das Cruzadas, na Idade Média, para lá se dirigiram muitos cristãos e através de uma lenta formação deram origem à atual Ordem carmelitana fundada em 1180. Sob a invocação de Santo Elias lá se edificou um Convento, depois transformado em Hospital. 

 

Quem viaja ao Oriente não deixa de visitar o formoso mosteiro a quinhentos metros sobre o nível do mar com uma belíssima Igreja Stella Maris. Debaixo do altar, há uma gruta chamada de Elias onde se celebram Missas participadas por inúmeros devotos. A recordação de todos estes fatos, ao ensejo da festa de Nossa Senhora do Carmo, alimentam a devoção à Mãe de Jesus. Dela, diz São Bernardo, nunca se ouviu dizer que não tivesse atendido as súplicas dos que a invocam com confiança e imitam suas virtudes.



 O Ícone La Bruna

O ícone Maria “La Bruna” (nossa morena) é a mais antiga imagem mariana adotada pelos Carmelitas (ícone do carmelo), e originária provavelmente do Monte Carmelo. Sua representação foi concebida para comunicar ao observador os valores da vida de Maria. São detalhes interessantes na simbologia mariana do ícone.


The icon Maria "La Bruna" (our morena) is the oldest Marian image adopted by the Carmelites (icon of carmelo), and probably originates from Mount Carmel. Its representation is designed to communicate the values of life of Mary. They are interesting details in the symbolism of the Marian icon.


L'icône Maria "La Bruna" (notre MORENA) est la plus ancienne image mariale adopté par les Carmélites (icône de Carmelo), et probablement originaire de Mont-Carmel. Sa représentation est conçu pour communiquer les valeurs de la vie de Marie. Ils sont intéressants détails dans le symbolisme de l'icône mariale.


El icono de María "La Bruna" (nuestra morena) es la más antigua imagen mariana, aprobada por los Carmelitas (icono de Carmelo), y probablemente se origina en el Monte Carmelo. Su representación ha sido diseñado para comunicar los valores de la vida de María. Son interesantes detalles en el simbolismo del icono mariano.
  1. A cor dourada (lembrando o sol) das aureolas e do fundo indica a santidade de Maria, coração sempre revestido de Deus.
  2. A cor azul marinho (cor do mar, da fertilidade) do manto proclama a Maternidade Divina de Maria.
  3. A cor vermelha (símbolo do amor) da túnica, cuja parte cobre o Menino, indica o forte amor da Mãe para com o seu filho Jesus.
  4. A estrela (adorno) no manto de Maria é sinal de sua virgindade antes, durante e depois do parto: mulher de coração indiviso para Deus.
  5. A cor da manga do Menino (pele de ovelha) nos está a indicar: eis aí o Cordeiro de Deus.
  6. O rosto do Menino, com idade indefinida, comunica algo profundo: este é o Verbo eterno do Pai que se fez homem.
  7. A mão esquerda de Maria segura o Filho no colo, sinal de ternura.
  8. A mão direita, responde à súplica da oração "Salve Regina": mostrai-nos Jesus, bendito fruto...”, indicando: “Eis o caminho, a verdade e a vida”.
  9. A posição do Menino, rosto colado ao da Mãe, é clara demonstração da recíproca ternura dos dois.
  10. Os olhos de Maria e de Jesus são voltados para o observador, exprimindo a missão redentora de Jesus e a participação co-redentora de Maria.

Toda a composição do ícone acima, do tipo iconográfico da eleusa (ternura), fala da realidade da Virgem Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. É catequético, chamando o observador para a familiaridade e imitação de Maria. O ícone recebeu a coroa de ouro por Decreto do Capítulo do Vaticano a 11/06/1875. O altar onde é venerado este precioso ícone, desde o século XIII, fica na Basílica di Santa Maria del Carmine Maggiori, em Nápoli, Itália.


Esse Ícone inspirou várias releituras, que hoje são mais conhecidas que original, que foram pintadas aprimorando com as novas técnicas da pintura.




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fontes:
Ordem do Carmo

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