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domingo, 29 de setembro de 2013

29 de Setembro - Säo Miguel Arcanjo




Por que acreditar na vitória de São Miguel em todas as situações difíceis vividas por nossas famílias? Em primeiro lugar, porque a Palavra de Deus nos relata essa vitória de modo claro e incisivo. Está no livro do Apocalipse:

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele seus anjos” (Ap 12,7-9)


Está explícito nesse texto que o escolhido de Deus para vencer o adversário na primeira luta foi São Miguel Arcanjo. Não é uma questão de idolatria ou de desvalorizar outros intercessores; aliás, muitos santos se valeram da ajuda desse valoroso Príncipe na vida e nas tribulações deles. Muito menos significa colocar alguém no lugar de Nosso Senhor Jesus Cristo. O que aqui propomos – parafraseando Pio X – é que, do mesmo modo que Deus usou de São Miguel na primeira luta, da mesma forma quer usá-lo em nossas lutas diárias. E com ele venceremos...

A Palavra diz que o “Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram”. E não prevaleceram porque São Miguel, com a milícia celeste, os escorraçou daquele “território sagrado”.

E nossas famílias são territórios sagrados, santuários da vida! Lembra o lugar sagrado no qual Josué iria pisar: a Terra Prometida? Aqui não se trata apenas de territórios e sim de lates e famílias, os nossos lares, as nossas famílias.

O dragão e seus anjos estão travando um encarniçado combate dentro das nossas casas. Delas, porém, serão enxotados, se as consagrarmos ao Príncipe da Milícia Celeste. Ele virá com sua espada desembainhada e lutará conosco, porque sabe, de modo muito mais perfeito, que no seio de nossas famílias é Deus quem deve e merece reinar.

Em todas as nossas lutas, ele exclamará com todos os anjos: “Quem como Deus?”

Em qualquer situação como as que citaremos agora, ele intervirá com seu grito de libertação: quando o filho ou filha estiverem viciados, não os jogue na rua, nos braços dos traficantes: consagre-os, nominalmente, a São Miguel. Esse filho ou essa filha viciados estão no centro do combate, no olho do furacão, como diz o povo. Estão sendo tocados pelo encardido e, com eles, toda a família. Não tenha dúvida! Se os pais consagrarem seus filhos a São Miguel, eles serão libertos.

Ainda que na última hora, quando o marido ou a esposa se mostrar infiel, semelhantemente, consagre-o(a) a São Miguel. Consagre também o viciado nos jogos; a criança rebelde; os adolescentes com aquela resistência aos estudos e suas naturais rebeldias; o criminoso, o assaltante, o assassino; o endividado e enrolado; a menina e o menino de programa; a divisão familiar, o rancor, a rixa, a rivalidade; o fugitivo da polícia; o namoro não abençoado do filho ou da filha.

São inúmeros os exemplos de como se dá o combate. É uma verdadeira guerra travada. Mas os adversários não terão vitória. Um por um desses casos, consagrados a São Miguel, encontrará libertação e vitória, pois é a Palavra que nos garante. De modo explicito, como já vimos, e neste trecho bíblico, que agora citamos em uma linguagem implícita:

“Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. Atirou-o no abismo que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações” (Ap 20,1-3)

Qualquer uma dessas situações citadas acima, se for deixada aos cuidados de São Miguel, não será vencida pelo dragão. Lembrando que a libertação será segundo os pensamentos de Deus e não conforme pensamos. Será uma grande e providencial ação, pois tudo que Deus faz é por amor a todos nós, por amor a você e à sua família.

Faça alguma coisa que simbolize essa consagração. Coloque um quando de São Miguel quarto dele ou dela. Uma imagem, uma medalha.
 Oração a São Miguel Arcanjo
São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra as armadilhas
e ciladas do demónio.
Deus o submeta,
instantemente o pedimos;
e vós, Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ámen.

[Nota: O Papa Leão XIII, durante a celebração de uma missa particular, teve uma visão segundo a qual soube que o Demónio pediu permissão para submeter a Igreja a um período de provações. Deus concedeu-lhe permissão para provar a Igreja por um século (este século). Assim que o Demónio se afastou, Deus chamou Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo e lhes disse:
"Dou-vos, agora, a incumbência de contrabalançar a obra nefasta do Demónio."

O Papa a seguir compôs a oração a São Miguel Arcanjo, ordenando depois que fosse rezada de joelhos, no fim de cada Santa Missa.]

sábado, 28 de setembro de 2013

FUNDAMENTALISMO BÍBLICO



Dom Fernando Arêas Rifan*


O mês de setembro é o mês da Bíblia, todo dedicado a despertar e promover entre os fiéis o conhecimento e o amor dos Livros Santos, a Palavra de Deus escrita, redigida sob a moção do Divino Espírito Santo, motivando-os para sua leitura cotidiana, atenta e piedosa. No próximo dia 29, último domingo de setembro, celebraremos o dia nacional da Bíblia, véspera do dia de São Jerônimo, o grande tradutor dos Livros Santos.

A Bíblia é o livro sagrado por excelência, escrito para o nosso bem. “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Tim 3, 16-17).

O ponto central da Bíblia, convergência de todas as profecias, é Jesus Cristo. O Antigo Testamento é preparação para a sua vinda e o Novo, a realização do seu Reino. “O Novo estava latente no Antigo e o Antigo se esclarece no Novo” (Santo Agostinho).

Devemos venerar profundamente as Sagradas Escrituras. Mas a religião cristã não é uma “religião do Livro”, como alguns a intitulam. O cristianismo é a religião da Palavra de Deus, não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo (São Bernardo). Por isso, proclamamos, ouvimos e acolhemos a Sagrada Escritura como Palavra de Deus, na linha da Tradição Apostólica, da qual é inseparável (Dei Verbum, 20).

Assim sendo, a Igreja Católica reprova a leitura fundamentalista da Bíblia, que teve sua origem na época da Reforma Protestante e que pretende dar a ela uma interpretação literal em todos os seus detalhes. O “literalismo” propugnado pela leitura fundamentalista constitui uma traição tanto do sentido literal como do espiritual, abrindo caminho a instrumentalizações. O fundamentalismo tende a tratar o texto bíblico como se fosse ditado palavra por palavra pelo Espírito e não chega a reconhecer que a Palavra de Deus foi formulada numa linguagem e numa fraseologia condicionadas a cada época (cf. Bento XVI, Verbum Domini, 44). O fundamentalismo desnatura a mensagem da Palavra de Deus. Tem uma tendência a uma grande estreiteza de visão, considerando, por exemplo, conforme a realidade uma antiga cosmologia já ultrapassada, só porque se encontra expressa na Bíblia; isso impede o diálogo com uma concepção mais ampla das relações entre a cultura e a fé. Quer usar certos textos da Bíblia para confirmar ideias políticas e atitudes sociais marcadas por preconceitos racistas, por exemplo, simplesmente contrários ao Evangelho cristão (cf. Pont. Com. Bíblica – A Interpretação da Bíblia na Igreja).

No rádio ou na TV, continuamente somos invadidos por mensagens fundamentalistas abrasadas contras os males do nosso tempo: anunciam catástrofes iminentes, possuem um código secreto que predisse certos eventos ocorridos no mundo, opõem-se à presença de mulheres trabalhando fora ou na política, etc., citando sempre a Bíblia ao pé da letra. Esse modo de interpretar é atraente e sedutor, como todo radicalismo, mas acaba por desacreditar e tornar antipática a própria Bíblia. Há que se notar, porém, que, embora o fundamentalismo bíblico tenha nascido no protestantismo, nem todos os evangélicos são fundamentalistas. E o fundamentalismo bíblico também pode atingir os meios católicos.


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney http://domfernandorifan.blogspot.com.br/


Setembro é o mês da Bíblia, sendo que no último domingo comemora-se o Dia Nacional da Bíblia....ler mais

Leituras Fundamentalistas



 LEITURAS FUNDAMENTALISTAS

                                                                                                 Dom Fernando Arêas Rifan*

           

O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, ensina: “Em verdade, os incrédulos, dentre os adeptos do Livro (cristãos e judeus, diz a nota do Alcorão), bem como os idólatras entrarão no fogo infernal onde permanecerão eternamente. Estas são as piores das criaturas! (98, 6); “Ó crentes, combatei os vossos vizinhos incrédulos” (9, 123); “Matai os idólatras, onde quer que os acheis” (9,5); “decapitai-os e decepai-lhes os dedos” (8,12); “os cristãos dizem: O Messias é filho de Allah... Que Allah os combata! Como se desviam! (9, 30); “Para Allah a religião é o Islam” (3, 19); “o castigo, para aqueles que lutam contra Allah e contra o Seu Mensageiro, e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé de lados opostos, ou banidos. Tal será, para eles, uma desonra neste mundo e, no Outro, sofrerão um severo castigo” (5, 33). São citações do Alcorão Sagrado, na edição publicada pela Folha de São Paulo.

Fatos recentes: Rafaat Aziz Mina, motorista de táxi de Alexandria, no Egito, com vinte anos de idade, foi massacrado na rua e seu corpo decapitado, em 16 de agosto último, por uma multidão de radicais muçulmanos, porque viram que tinha pendurado no espelho de seu táxi um crucifixo (Agência Zenit Asia News).

A Custódia da Terra Santa, com sede em Jerusalém, afirma que em 23 de junho passado, o sacerdote franciscano François Murad foi assassinado num convento pertencente à Ordem Franciscana na Síria, onde se encontrava alojado para refugiar-se e ajudar os mais necessitados. O convento foi saqueado. O religioso foi decapitado diante de dezenas de pessoas que gritavam “Alá é grande”. A Custódia explica que o sequestro de dois bispos dos quais não se tem notícias há dois meses e o bombardeio de um convento em território sírio em dezembro são o reflexo da difícil situação vivida no país (Rádio Vaticano).

Um marroquino foi condenado pelo Tribunal de Primeira Instância de Taunat, no centro de Marrocos, a dois anos e meio de prisão por abandonar a religião muçulmana e cumprir o mandato de evangelizar. Seu crime: o condenado, de trinta anos de idade, pregou o evangelho a um menor (infocatolica.com).

Chegam, porém, notícias de que muitos muçulmanos, atendendo ao convite do Papa Francisco, jejuaram no último sábado, dia 7 de setembro, e rezaram em particular pela paz na Síria e em solidariedade com o povo sírio (Agência Fides). Graças a Deus, existem muçulmanos que não fazem uma leitura fundamentalista do Alcorão.

Sobre a Síria, o Papa Francisco comentou: “Infelizmente, dói ver que muitos interesses têm prevalecido desde o início do conflito sírio, impedindo uma solução que evite o massacre desnecessário que estamos presenciando”. E renovou o seu apelo aos líderes do G-20 para encontrar formas de superar os contrastes e abandonar toda a vã pretensão de uma solução militar, mas sim uma solução pacífica através do diálogo e da negociação (Zenit).


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

http://domfernandorifan.blogspot.com.br/


Leia a Biblia !

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sábado, 14 de setembro de 2013

14 de Setembro 2013 - Festa da Exaltação da Santa Cruz


Festa da Exaltação da Santa Cruz 


Mestre do Surrealismo, Salvador Dalí (1904-1989) se inspirou num desenho do monge e místico espanhol São João da Cruz para compor essa ascensão de Cristo ao céu. Segundo o artista, porém, a imagem também lhe foi sugerida num sonho, em que viu um círculo dentro de um triângulo (repare na geometria da cabeça e do corpo da figura) MAIS Reprodução


 
Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo (Sermão 10, na Exaltação da Santa Cruz:
PG 97, 1018-1019.1022-1023) (Sec. VIII)

A cruz é a glória e a exaltação de Cristo

C
elebramos a festa da santa cruz, que dissipou as trevas e nos restituiu a luz. Celebramos a festa da santa cruz, e juntamente com o Crucificado somos elevados para o alto, para que, deixando a terra do pecado, alcancemos os bens celestes. Tão grande é o valor da cruz, que quem a possui, possui um tesouro. E chamo a justamente tesouro, porque é na verdade, de nome e de facto, o mais precioso de todos os bens. Nela está a plenitude da nossa salvação e por ela regressamos à dignidade original.


Com efeito, sem a cruz, Cristo não teria sido crucificado. Sem a cruz, a Vida não teria sido cravada no madeiro. E se a Vida não tivesse sido crucificada, não teriam brotado do seu lado aquelas fontes de imortalidade, o sangue e a água, que purificam o mundo; não teria sido rasgada a sentença de condenação escrita pelo nosso pecado, não teríamos alcançado a liberdade, não poderíamos saborear o fruto da árvore da vida, não estaria aberto para nós o Paraíso. Sem a cruz, não teria sido vencida a morte, nem espoliado o inferno.


Verdadeiramente grande e preciosa realidade é a santa cruz! Grande, porque é a origem de bens inumeráveis, tanto mais excelentes quanto maior é o mérito que lhes advém dos milagres e dos sofrimentos de Cristo. Preciosa, porque a cruz é simultaneamente o patíbulo e o troféu de Deus: o patíbulo, porque nela sofreu a morte voluntariamente; e o troféu, porque nela foi mortalmente ferido o demónio, e com ele foi vencida a morte. E deste modo, destruídas as portas do inferno, a cruz converteu se em fonte de salvação para todo o mundo.


A cruz é a glória de Cristo e a exaltação de Cristo. A cruz é o cálice precioso da paixão de Cristo, é a síntese de tudo quanto Ele sofreu por nós. Para te convenceres de que a cruz é a glória de Cristo, ouve o que Ele mesmo diz: Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele e em breve O glorificará. E também: Glorifica me, ó Pai, com a glória que tinha junto de Ti, antes de o mundo existir. E noutra passagem: Pai, glorifica o teu nome. Veio então uma voz do Céu: ‘Eu O glorifiquei e de novo O glorificarei’.


E para saberes que a cruz é também a exaltação de Cristo, escuta o que Ele próprio diz: Quando Eu for exaltado, então atrairei todos a Mim. Como vês, a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.

Oração da Santa Cruz de Jesus Cristo

Deus, todo poderoso, que sofreste a morte sobre a madeira sagrada, por todos os nossos pecados,tende piedade de mim, Santa Cruz de Jesus Cristo,compadecei-vos de mim, Santa Cruz de Jesus Cristo, sede a minha esperança, Santa Cruz de Jesus cristo,afastai de mim toda arma cortante, Santa Cruz de Jesus Cristo,derramai em mim todo o bem, Santa Cruz de Jesus Cristo,desviai de mim todo o mal, Santa Cruz de Jesus Cristo,fazei com que eu siga o caminho da salvação, Santa Cruz de Jesus Cristo,livrai-me dos acidentes temporais e corporais, Santa Cruz de Jesus Cristo,fazei que o espírito maligno e infalível se afaste de mim. Conduzi-me JESUS CRISTO a vida eterna, amém.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Setembro - Mês da Bíblia II


3. Origem e Formação da Bíblia

1. Indícios e evidências históricas
O período histórico da formação da Bíblia situa-se entre 1100 a. C. ou 1200 a. C. a 100 d. C. Provavelmente, a mais antiga parte escrita da Bíblia é o Cântico de Débora, que se encontra no livro dos Juízes (Jz, 5).
Quando os hebreus chegaram a Canaã, já havia na terra um certo desenvolvimento literário, como por exemplo, o alfabeto fenício (do qual se derivou o hebraico), que já existia no século XIV a. C. Os judeus chegaram lá por volta do século XIII a.C. Outro documento desta época é o calendário de Gezér, que data mais ou menos do ano 1000 a.C. É uma indicação de datas para uso dos agricultores. É o documento mais antigo encontrado na Palestina. Outro documento também muito antigo é o sarcófago do Rei Airam, que contém uma inscrição e foi encontrado nos séculos XIV ou XV a. C., em Biblos. Há ainda umas tabuletas encontradas em Ugarit (em 1929), onde estão escritos uns poemas semelhantes aos salmos, datando dos séculos XIV ou XV a. C.
Além destes, há outros documentos provando que já havia uma escrita na Palestina, antes dos hebreus chegarem lá. A inscrição do túmulo de Siloé (700 a. C.), explicando como foi feito; os "óstracon", de Samaria, onde há uma espécie de carta diplomática, são documentos que provam a continuidade de uma atividade literária. Em Juizes 8,14, o autor descreve um acontecimento ocorrido mais ou menos em 1100 a.C. E em que língua foi escrito este fato pela primeira vez, na época em que aconteceu? Provavelmente no alfabeto fenício (pré-hebraico).
2. A tradição oral e a tradição escrita
A parte mais antiga da Bíblia remonta justamente deste tempo (1100 a.C.), quando a escrita ainda não estava bem definida, e é oral. Desde este tempo já se fora criando uma tradição, que existia oralmente e era transmitida aos novos pelos mais velhos nas reuniões que havia nos santuários. Por este tempo, só eram relatados os acontecimentos do deserto, do Sinai, da aliança de Deus com o povo. Mas os jovens queriam saber o que havia acontecido antes disto. Então foram sendo compostas as histórias dos Patriarcas. Mas, e antes deles, antes de Abraão? Passaram à história da criação do mundo. Por isso, se afirma que a parte mais antiga da Bíblia é o Cântico de Débora, no livro dos Juizes. A partir daí, fez-se um retrospecto didático-histórico.
Como dissemos, estas histórias iam sendo passadas oralmente de pai a filho, nos santuários. Acontece que nem todos iam para os mesmos santuários, o que motivou a existência de pequenas diferenças na catequese do norte e na do sul. A tradição do sul foi chamada de JAVISTA (J), pois Deus era tratado sempre por Javé; a do norte se chamou ELOISTA (E), porque Deus era tratado como Eloi.
A tradição oral existiu até os tempos de Daví, quando foi escrita a tradição javista; meio século depois, foi escrita também a eloista. Por volta de 721 a.C., na época, da divisão dos reinos, quando Samaria foi destruída pelos assírios, muitos sacerdotes do norte fugiram para o sul e levaram consigo a sua tradição. A partir de então, as duas foram compiladas num só escrito.
Falamos das duas tradições: uma do norte e outra do sul. Mas não existiam apenas estas duas, que são as principais. Há ainda a DEUTERONOMICA (D), encontrada casualmente em 622 a. C. por pedreiros, que trabalhavam num templo. Corresponde ao livro Deuteronômio da Bíblia atual. Após esta, surgiu a SACERDOTAL (P), nova compilação das catequeses antigas de Israel, datada do século VI a.C. Ao fim, estas quatro tradições foram combinadas entre si e compiladas em 5 volumes, dando origem ao Pentateuco da Bíblia atual. Na tradição Javista, Deus é antropomórfico. Na Sacerdotal, Deus é poderoso, está acima do tempo, o que significa um progresso no conceito de Deus que o povo tinha. A redação do Pentateuco se deu pelo ano 398 a.C. e compreendia a primeira parte da Bíblia judaica.
A partir de Josué, a tradição continuou oral, para ser escrita somente por volta de 550 a.C. E foram escritas do modo como o povo contava. Por isso não se pode dar a mesma importância histórica aos fatos descritos nestes livros em relação a outros posteriores, pois alguns fatos narrados foram baseados na tradição popular, enquanto que outros foram baseados em documentos de arquivos (anais do Reino). Este é um grande desafio para os estudiosos e também uma fonte de divergências.
3. Os Intérpretes - Profetas e Sábios
Durante muito tempo, os profetas foram os orientadores do povo de Deus. Os livros proféticos resumem os seus ensinamentos, e na sua maioria foram escritos só mais tarde, por seus seguidores. Somente por volta do ano 200 a.C. é que foram redigidos os livros proféticos. Os livros Sapienciais foram o resultado de um estilo literário que esteve em moda durante muito tempo, na época posterior ao exílio. São umas reflexões humanistico-religiosas. Passados os profetas, surgiram os sábios que raciocinavam sobre as coisas da natureza, tirando delas ensinamentos para a vida. Foram acrescentados aos livros sagrados nos últimos séculos a.C., sendo os mais recentes livros do AT.
4. A nova tradição da era cristã
O NT não foi escrito com a finalidade de ser acrescentado à Bíblia. No tempo de Cristo e dos Apóstolos, o livro sagrado era apenas o AT. O próprio Jesus Cristo se baseava nele em suas pregações. E Ele mandou apenas pregar, e não escrever. Foi quando uma nova tradição oral foi se formando. E após a morte de Cristo, os apóstolos saíram pregando.
Mas veio a necessidade de congregar outras pessoas para o anúncio, em vista do grande número de comunidades existentes. Então, começaram a escrever. Mais tarde, com a aceitação também de cidadãos estrangeiros nas comunidades, a mensagem precisou ser traduzida e adaptada. Além disso, o próprio povo necessitava de uma escrita (doutrina escrita) para se conservar una, após a morte dos Apóstolos. Esta redação, no início, era apenas de alguns escritos esparsos, que só depois de algum tempo foram juntos em livros. Exemplo disso está em Mc 2, uma série de disputas de JC com os Judeus, onde se vê claramente que foi recolhida de escritos separados. Também em João se lê: "Muitas outras coisas Jesus fez que não foram escritas..." (Jo 21,24) Isto significa que só foram escritas aquelas mensagens que teriam utilidade, conforme as necessidades momentâneas.
O evangelho de Marcos, o primeiro a ser escrito, data dos anos 60 ou 70 d.C.; os de Lucas e Mateus, são de 70 ou 80, o que significa que somente após uns 40 anos da morte de JC sua palavra começou a ser escrita. 0 Evangelho de João só foi escrito em torno do ano 100 d.C. Antigamente, se acreditava ser Mateus o autor do primeiro Evangelho. Mas a critica histórica mostra que o de Marcos foi anterior. Aliás, a respeito deste evangelho de Mateus, não se sabe ao certo quem é o seu autor. Foi atribuído a Mateus, apenas por uma tradição e também por uma praxe da época de se atribuir um escrito a alguém mais conhecido e famoso, para que a obra tivesse mais autoridade.
5. Entendendo algumas dificuldades concretas
Durante o tempo anterior á escrita dos Evangelhos, havia apenas a pregação dos Apóstolos, recordando os fatos da vida de Cristo, todavia eram fatos esparsos, sem nenhuma preocupação com seqüência ou unidade. Por isso os Evangelhos, que foram esta pregação escrita, se contradizem em algumas datas, o que mostra a pouca importância dada à cronologia. Os fatos eram recordados e aplicados, conforme as necessidades. Assim, até entre os Evangelhos sinóticos, que seguiram a mesma fonte, há diversificações. Por exemplo, no Sermão da Montanha, em Lucas fala "bem aventurados os pobres"; e em Mateus, "bem aventurados os pobres de espírito". A diferença consiste no seguinte: Lucas deu um sentido social, mais importante para as comunidades gregas, para as quais escrevia. Mas o de Mateus destinava-se às comunidades judias e queria combater uma doutrina dos judeus que tinham uma idéia falsa de pobreza. Para eles, o próprio fato de a pessoa ser pobre, já lhe garantia a salvação, enquanto outra pessoa, pelo simples fato de ser rica, já estava condenada. Por causa disso ele escreveu "pobres de espírito".
Outro ponto de discordância é o caso da cura de um cego. Mateus diz "um cego, na saída de Jericó"; e Lucas "dois cegos, na entrada de Jericó". 0 fato da 'entrada' e 'saída' pode ser explicado pela existência de duas cidades chamadas Jericó. 0 fato de serem um ou mais cegos explica-se pelo seguinte: era comum naquele tempo os cegos formarem grupos em torno de um cego-lider; e o nome deste geralmente era o do grupo. No entanto, estes detalhes pouco importam ao evangelho. 0 seu interesse é a apresentação da mensagem (evangélion = boa nova).
6. A fonte comum
Os Evangelistas sinóticos se basearam no Evangelho de Marcos e noutra fonte, convencionada por fonte "Q", simbolizando os inúmeros escritos esparsos de que já tratamos. Espalharam cópias destes por outras partes do mundo. Lucas, Mateus, cada um em lugares diferentes, se inspiraram nos escritos disponíveis e inclusive no evangelho de Marcos, que na época já havia sido escrito. O fato do primeiro Evangelho ser atribuído anteriormente a Mateus se deve a uma afirmação de Eusébio de que Mateus escrevera a "logia" do Senhor em aramaico. Mas a crítica histórica provou que o Evangelho que conhecemos não traz apenas a "logia" do Senhor e não foi escrito em aramaico, e sim em grego. Portanto a noticia de Eusébio se refere a outro escrito, e não a este evangelho. Nada impede, porém, que tenha sido escrito por discípulos de Mateus e atribuído ao Mestre. Aliás, a respeito de "Evangelho", o primeiro a usar esta palavra para indicar as memórias dos Apóstolos foi S. Justino, em 130 d.C.
7. As Cartas
As cartas de Paulo foram enviadas para serem lidas em público. Em I Tes 5, 27 há uma alusão a isto. Havia também o intercâmbio das cartas, como se lê em Col 4,16: "mostrem esta carta para Laodicéia e tragam a de lá para vocês". Aos poucos as cartas foram colecionadas, e no fim do I século já se tem notícia delas, quando em II Ped 3,15 se lê: "...nosso irmão Paulo vos escreveu conforme o dom que lhe foi dado... " As cartas de Paulo foram os primeiros escritos do NT. Não se sabe quando os Evangelhos e elas foram acoplados, mas já no fim do I século estavam reunidos num só livro.
As Epistolas Católicas (universais) são chamadas assim por se destinarem à Igreja em geral, e não a tal ou qual comunidade, como fizera Paulo. Elas também se originaram da necessidade pastoral, e já no começo do II século estavam incorporadas aos outros escritos do NT. Os Atos dos Apóstolos podem ser considerados a continuação do terceiro Evangelho, pois também foi escrito por Lucas. E o Apocalipse de S.João, livro profético, foi acrescentado por último.
Nos escritos do NT, freqüentemente se encontram citações do AT. É que muitas vezes os Apóstolos queriam tirar dúvidas sobre certas passagens, que tinham falsa interpretação. Nas assembléias, eram lidos escritos do AT e do NT, para explicá-los. Exemplo disto temos em I Tes 4,15; I Cor 7,10.25.40; At 15, 28; I Tim 5,18; Lc 10,7.
8. O Cânon Sagrado
No século IV, a Igreja se reuniu em Concilio em Nicéia, e uma das tarefas era organizar o "cânon", ou a lista de livros sagrados considerados autênticos. Neste Concilio, os livros foram estudados e se investigou quais os que sempre foram lidos nos cultos e sempre foram considerados legítimos. E se estabeleceu a ordem ainda hoje conservada. O motivo pelo qual alguns livros foram postos em dúvida era a grande quantidade de livros apócrifos, que fazia com que se duvidasse dos verdadeiros. Havia muitos livros que os judeus não aceitavam. Então os Ss. Padres ponderaram os prós e contras e definiram a lista que foi aprovada.





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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Setembro - Mês da Bíblia

1. Conceito
A palavra 'hermenêutica' vem do verbo 'hermenêuein' (interpretar). E esta interpretação foi entendida diversamente através dos tempos. Por isso, temos três tipos de exegese: l. rabínica; 2. protestante; 3. católica.
2. Exegese Rabínica
Os judeus interpretavam a escritura ao pé da letra, por causa da noção de inspiração que tinham. Se uma palavra não tinha sentido perceptível imediatamente, eles usavam artifícios intelectuais, para lhes dar um sentido, porque todas as palavras da Bíblia tinham que ter uma explicação. O exemplo do paralítico é antológico: ele passara 38 anos doente. Por que 38? Ora, 40 é um número perfeito, usado várias vezes na vida de Cristo (antes da ressurreição, no jejum) ou também no AT (deserto, Sinai). Dois é outro número perfeito, porque os mandamentos (vontade) de Deus se resumem em "2": amar Deus e ao próximo. Portanto, tirando um número perfeito de outro, isto é, tirando 2 de 40 deve dar um número imperfeito (38) que é número de doença...
Alegoria pura: neste sentido se entende a condenação de certas teorias que apareceram e eram contrárias à Bíblia (caso de Galileu). Assim era a exegese antiga. No século XVIII, o racionalismo fez o extremo oposto desta doutrina: negaram tudo que tinha alguma aspecto de sobrenatural e mistério, e procuravam explicações naturais para os fatos incompreensíveis, assim por exemplo, dizendo que Cristo hipnotizava os ouvintes e os iludia dizendo que era milagre. JC não ressuscitou, mas ele apenas havia desmaiado na cruz, e quando tornou a si saiu do sepulcro... Talvez não o fizessem por maldade. Era por principio filosófico.
A Igreja primitiva herdou muito do rabinismo, no início, mas depois se libertou. Começaram por ver na Bíblia vários sentidos: literal, pleno e acomodatício. Literal: sentido inerente ás palavras, expressão pura e simples da idéia do autor; Pleno: fundado no literal, mas que tem um aprofundamento talvez nem previsto pelo autor. Deus pode ter colocado em certas palavras um significado mais profundo que o autor não percebeu, mas que depois se descobre. Deus, como autor, fez assim. A palavra do profeta se refere a uma situação histórica; a palavra de Deus se refere ao futuro. Acomodatício: é a acomodação a um sentido à parte que combina com as palavras. É a Bíblia aplicada à realidade apenas pela coincidência dos textos. Por exemplo, em Mt se lê "do Egito chamei meu filho"... para que se cumprisse a Escritura. Mas o sentido, ou seja, a aplicação original deste trecho não se referia à volta da Sagrada Família, mas sim à saída do Povo do Egito. Esta acomodação foi explorada demasiadamente pelos pregadores, que até abusaram disto. Outro exemplo de acomodação é a aplicação a Maria dos textos do livro da Sabedoria. Estes são mais literatura que Escritura. Todavia, crendo-se na inspiração, aceita-se que as palavras do autor podem ter uma significação mais profunda que a original.
3. Exegese Protestante
Surgiu do protesto de alguns cristãos contra a autoridade da Igreja como intérprete fiel da Bíblia. Lutero instituiu o princípio da "scritura sola" (traduzindo, a escritura sozinha), sem tradição, sem autoridade, sem outra prova que não a própria Bíblia. A partir daquele instante, os Protestantes se dedicaram a um estudo mais acentuado e profundo da Bíblia, antecipando-se mesmo aos católicos. Mas o princípio posto por Lutero contribuiu para um desastre hermenêutico, pois ele mesmo disse que cada um interpretasse a Bíblia como entendesse, isto é, como o Espirito Santo o iluminasse.
Isto fez surgir várias correntes de interpretação, que podem se resumir em duas: a conservadora e a racionalista. A conservadora parte daquele principio da inspiração = ditado, em que se consideram até os pontos massoréticos como inspirados. Não se deve aplicar qualquer método cientifico para entender o que está escrito. É só ler e, do modo que Deus quiser, se compreende. A racionalista foi influenciada pelo iluminismo e começou a negar os milagres. Daí passou à negação de certos fatos, como os referentes a Abraão. Afirmam que as narrações descritas, como provam o vocabulário, os costumes, são coisas de uma época posterior, atribuído àquela por ignorância. Esta, teoria teve muito sucesso e começaram a surgir várias 'vidas' de Jesus em que ele era apresentado como um pregador popular, frustrado, fracassado...
Outros ainda interpretavam o Cristianismo dentro da lógica hegeliana: São Paulo, entusiasmado, teria feito uma doutrina, que atribuiu a JC (tese); depois São João, com seu Evangelho constituiu a antítese; finalmente São Marcos fez a síntese. Hoje, porém, se sabe que Marcos é o mais antigo. Estes intérpretes se contradizem entre si, o que provocou uma certa desconfiança. Por fim, a própria arqueologia, em auxílio do Cristianismo, veio provar com a descoberta de vários documentos históricos que a Bíblia tinha razão: aqueles costumes, aquele vocabulário eram realmente daquela época, inclusive o uso dos nomes Abraão, Isaac também eram comuns no tempo. Isto e outras coisas serviram para desmentir tais idéias iluministas.
4. Exegese Católica
Inicialmente, apegou-se muito aos métodos tradicionais: usava mais a tradição e menos a Bíblia. Mesmo no século XIX, a tendência era ainda conservar a apologética, a defesa da fé. Foi o Padre Lagrange quem iniciou o movimento de restauração da exegese católica. Começou a comentar o AT com base na critica histórica. Mas foi alvo tantos protestos que não teve coragem de continuar. Em seguida, comentou o NT, e ainda hoje é autoridade no assunto. A Igreja Católica custou muito a perceber o seu atraso no estudo bíblico, e até bem pouco tempo ainda afirmava ser Moisés o autor do Pentateuco, quando os protestantes há mais de um século já descobriram que não.
O primeiro passo da nova exegese da Igreja Católica foi dado por Pio XII, em 1943, com a encíclica DIVINO AFFLANTE SPIRITU, na qual aprovou a teoria dos vários gêneros literários da Bíblia. Depois, em 1964, Paulo VI aprovou um estudo de uma comissão bíblica a respeito da história das formas (formgeschichte). E hoje em dia, tanto os exegetas católicos como os protestantes são a favor desta, e qualquer livro sério sobre o assunto traz este aspecto. Protestantes citam católicos e vice versa, sem nenhuma restrição.



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domingo, 8 de setembro de 2013

08 de Setembro - Navidade de Nossa Senhora

 A celebração da festa da Natividade da Santíssima Virgem Maria, é conhecida no Oriente desde o  século VI. Foi fixada em 8 de setembro, dia com o que se abre o ano litúrgico bizantino, e que se fecha com a Dormição, em agosto. No Ocidente foi introduzida  no século VII e era celebrada com uma procissão-ladainha, que terminava na Basílica de Santa Maria a Maior.
O Evangelho não nos dá dados do nascimento da Maria, mas há várias tradições. Algumas, considerando  Maria descendente de Davi, assinalam seu nascimento em Presépio. Outra corrente grega e armênia, assinala Nazaré como berço de Maria.
Entretanto, já no século V existia em Jerusalém o santuário Mariano situado junto aos restos da piscina Probática, ou seja, das ovelhas. debaixo da formosa igreja românica, levantada pelos cruzados, que ainda existe -a Basílica de Santa Ana- acham-se os restos de uma basílica bizantina e umas criptas escavadas na rocha que parecem ter formado parte de uma moradia que se considerou como a casa natal da Virgem.
Esta tradição, fundada em apócrifos muito antigos como o chamado Proto evangelho de São Tiago (século II), vincula-se com a convicção expressa por muitos autores a respeito de que Joaquim, o pai de Maria, fora proprietário de rebanhos de ovelhas. Estes animais eram lavados em dita piscina antes de serem oferecidos no templo.
A festa tem a alegria de um anúncio pré-messiânico. É famosa a homilia que pronunciou São João Damasceno (675-749) um 8 de setembro na Basílica da Santa Ana, da qual extraímos alguns parágrafos:
"Eia!, povos todos, homens de qualquer raça e lugar, de qualquer época e condição, celebremos com alegria a festa natalícia do gozo de todo o Universo. Temos razões muito válidas para honrar o nascimento da Mãe de Deus, por meio da qual todo o gênero humano foi restaurado e a tristeza da primeira mãe, Eva, transformou-se em gozo. Esta escutou a sentença divina: parirá com dor. Maria, pelo contrário, lhe disse: alegra-te, cheia de graça!
Ó feliz casal, Joaquim e Ana, a vós está obrigada toda a criação! Por meio de vós, com efeito, a criação ofereceu ao Criador o melhor de todos os dons, ou seja, aquela augusta Mãe, quão única foi digna do Criador. Ó felizes vísceras de Joaquim, das quais proveio uma descendência absolutamente sem mancha! Ó seio glorioso de Ana, no qual pouco a pouco foi crescendo e desenvolvendo uma menina completamente pura, e, depois que esteve formada, foi dada à luz! Hoje empreende sua rota a que é porta divina da virgindade. Dela e por meio dela, Deus, que está acima de tudo que existe, faz-se presente no mundo corporalmente. Servindo-se Dela, Deus descendeu sem experimentar nenhuma mutação, ou melhor dizendo, por sua benévola condescendência apareceu na Terra e conviveu com os homens".
Se pensarmos por quantas coisas podemos hoje nos alegrar, quantas coisas podemos festejar e por quantas coisas podemos elogiar a Deus; todos os sinais, por muitos e formosos que sejam, parecerão-nos tão somente um pálido reflexo das maravilhas que o Espírito de Deus fez na Virgem María, e as que faz em nós, as que pode seguir fazendo... se o deixarmos.
 
fonte - ACI Digital
 

Oração à Nossa Senhora da Natividade


Oh! Maria Santíssima eleita e destinada ao eterno pela Augustíssima Trindade para Mãe do Unigênito Filho do Pai, anunciada pelos profetas, esperada dos Patriarcas, e desejada de todas as gentes; Sacrário e templo vivo do Espírito Santo, sol sem mancha, porque fostes concebida sem pecado original, Senhora do céu e da terra, Rainha dos anjos; Nós humildemente prostrados vos veneramos, e nos alegramos da solene comemoração anual de vosso felicíssimo Nascimento; E do, mas íntimo de nosso Coração vos suplicamos que vos digneis benigna vir a nascer espiritualmente em nossas almas, para que cativadas estas por vossa amabilidade e doçura, vivam sempre unidas.

sábado, 7 de setembro de 2013

PELA PAZ NA SÍRIA

 
Dom Fernando Arêas Rifan*


Por ocasião da oração do “Angelus” deste domingo, dia 1º de setembro, o Papa Francisco fez um urgente apelo pela paz no Oriente Médio: “Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado”.

O apelo angustioso do Papa refere-se sobretudo à situação da Síria e à perspectiva de sua invasão: “Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam. Dirijo um forte Apelo pela paz! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência”.

“Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria”. 

“Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade”.

“Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade”.

 
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

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