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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

03 de Outbro - Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face




Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face 
03 de Outubro - Forma Extraordinària - Rito Tridentino

Nasceu em 1873, em Alençon, França. Entrou adolescente para o Mosteiro das Carmelitas de Lisieux onde se distinguiu particularmente pela humildade, simplicidade evangélica e confiança em Deus e, estas virtudes, ensinou-as às noviças, com seu exemplo e palavras. Morreu no dia 30 de setembro de 1897, oferecendo sua vida pela salvação das almas e incremento da Igreja. Foi canonizada por Pio XI a 17 de maio de 1923 e proclamada Padroeira das missões a 14 de dezembro de 1927.

“Dos Manuscritos autobiográficos de Santa Teresa do Menino Jesus”

Ser vossa esposa, ó Jesus, ser carmelita, ser, pela minha união convosco, a mãe das almas, deveria ser-me suficiente… mas não é… Sem dúvida, esses três privilégios formam minha vocação: carmelita, esposa e mãe. Todavia, sinto em mim outras vocações, a de Guerreiro, a de Sacerdote, a de Apóstolo, a de Doutor, a de Mártir, enfim, sinto a necessidade, o desejo de realizar, para vós, Jesus, as mais heróicas obras… Sinto na minha alma a coragem de um cruzado, de um zuavo pontifício. Queria morrer num campo de batalha pela defesa da Igreja…

Sinto em mim a vocação de Sacerdote. Com que amor, ó Jesus, levar-vos-ia em minhas mãos quando, pela minha voz, descesses do Céu… Com que amor eu Vos daria às almas!… Mas ai! Embora desejando ser Sacerdote, admiro e tenho inveja da humildade de são Francisco de Assis e sinto em mim a vocação de imitá-lo, recusando a sublime dignidade do Sacerdócio. Ó Jesus! Meu amor, minha vida… como conciliar esses contrastes? Como realizar os desejos da minha pobre alminha?…

Ah! Apesar da minha pequenez, queria iluminar as almas como os profetas, os doutores. Tenho a vocação de apóstolo… Gostaria de percorrer a terra, propagar vosso nome e fincar vossa Cruz gloriosa no solo infiel. Ó meu amor, uma missão só não seria suficiente. Gostaria também de pregar o Evangelho nas cinco partes do mundo, até nas mais longínquas ilhas… Queria ser missionário, não só durante alguns anos, mas desde a criação do mundo e até o final dos séculos… Mas, sobretudo, meu Bem-Amado Salvador, quero derramar meu sangue para Vós até a última gota…

O martírio, eis o sonho da minha juventude. Esse sonho cresceu comigo no claustro do Carmelo… Mas, ainda aí, sinto que meu sonho é uma loucura, pois não conseguiria satisfazer-me com uma forma de martírio… Para satisfazer- me, eu preciso de todas… Como Vós, Esposo adorado, queria ser flagelada e crucificada… Queria morrer despojada como são Bartolo-meu… Como são João, queria ser mergulhada no óleo fervente, queria sofrer todos os suplícios infligidos aos mártires… A exemplo de santa Inês e santa Cecília, gostaria de oferecer meu pescoço ao gládio e, como Joana d’Arc, minha irmã querida, queria murmurar teu nome na fogueira, ó Jesus… Ao pensar nos tormentos reservados aos cristãos no tempo do Anticristo, sinto meu coração estremecer e queria que esses sofrimentos me fossem reservados… Jesus, Jesus, se eu pudesse escrever todos os meus desejos, teria de pedir que me emprestasses teu livro de vida, aí estão relatadas as ações de todos os santos e essas ações, gostaria de tê-las realizado por Vós…

Ó meu Jesus! o que vais responder a todas essas loucuras?… Há alma menor, mais impotente que a minha?… Porém, por causa da minha fraqueza, achastes prazer, Senhor, em atender aos meus pequenos desejos infantis e queres, hoje, realizar outros desejos, maiores que o universo…

Como meus desejos me faziam sofrer um verdadeiro martírio na oração, abri as epístolas de são Paulo a fim de procurar alguma resposta. Meus olhos caíram sobre os capítulos 12 e 13 da primeira epístola aos Coríntios… No primeiro, li que nem todos podem ser apóstolos, profetas, doutores etc… que a Igreja é composta de diferentes membros e que o olho não poderia ser, ao mesmo tempo, a mão.

… A resposta estava clara, mas não satisfazia aos meus desejos, não me propiciava paz… Como Madalena se inclinando sempre junto ao túmulo vazio acabou por encontrar o que desejava, também me abaixei até as profundezas do meu nada e elevei-me tão alto que consegui atingir minha meta… Sem desanimar, prossegui com minha leitura e esta frase aliviou-me: “Aspirai, também, aos carismas mais elevados. Mas vou mostrar-vos ainda uma via sobre todas sublime”. E o Apóstolo explica como todos os mais perfeitos dons não valem nada sem o Amor… Que a caridade é a via excelente para levar seguramente a Deus. Enfim, tinha encontrado repouso… Considerando o Corpo Místico da Igreja, não me reconheci em nenhum dos membros descritos por são Paulo, melhor, queria reconhecer-me em todos… A caridade deu-me a chave da minha vocação. Compreendi que se a Igreja tem um Corpo, composto de diversos membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe falta. Compreendi que a Igreja tem um coração e que esse coração arde de amor. Compreendi que só o Amor leva os membros da Igreja a agir, que se o Amor viesse a extinguir-se os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires negar-se-iam a derramar o sangue… Compreendi que o Amor abrangia todas as vocações, que o Amor era tudo, que abrangia todos os tempos e todos os lugares… numa palavra, que ele é Eterno!…

Então, na minha alegria delirante, exclamei: Ó Jesus, meu Amor… enfim, encontrei minha vocação, é o Amor!… Sim, achei meu lugar na Igreja e esse lugar, meu Deus, fostes vós quem o destes a mim… no Coração da Igreja, minha Mãe, serei o Amor… serei tudo, portanto… desta forma, meu sonho será realizado!!!…

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