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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Reflexão - Retiro de Carnaval - Por D. Eurico dos Santos Veloso


"No silêncio e na oração, Deus nos revela sua face e nos fortalece como fortaleceu a Cristo nas tentações."


Retiro espiritual

Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

 
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Lemos, muitas vezes, nos santos Evangelhos, que Jesus se afastava das multidões que o seguiam e retirava-se para um ermo onde pudesse entregar-se à contemplação. Antes de iniciar a sua vida pública, recolheu-se a um deserto, onde sua natureza humana foi posta à prova, sem que o demônio a pudesse dominar. A seus discípulos igualmente, ao voltarem da missão, retirava-se com eles para que pudessem na solidão estar a sós com Deus.

São Bernardo apelidava a solidão de felicidade: “O beata sollitudo, o sola beatitudo”. Momento privilegiado aquele em que afastados do burburinho dos sentidos e do mundo podemos nos encontrar conosco mesmos e com Deus. 

Foi no silêncio e na solidão que Elias ouviu a voz de Deus na suavidade de uma brisa. Na contemplação, os profetas, em recolhimento, sentiram o chamado e deixaram-se impregnar pelo Espírito, adquirindo forças para sua missão. 

O silêncio e o recolhimento na oração foram e são marca constante na Igreja, desde quando os Apóstolos, no Cenáculo, por nove dias, na oração e no silêncio, esperaram a manifestação do Espírito Santo. Os eremitas fugiam e fogem das concupiscências da carne e da soberba da vida, indo para o deserto onde entregam-se ao conhecimento de si próprios e à união com Deus, para irradiarem a vida na Igreja com sua sabedoria.

Santa Tereza afirmava que Deus sempre quer nos falar, mas o mundo faz tanto barulho que não o podemos ouvir. “Tudo o que é definitivo nasce e amadurece no seio do silencio: a vida, a morte, o além, a graça e o pecado. O palpitante está sempre latente”, escreve Inácio Larrañaga.

Nas atividades do dia a dia nós nos perdemos. Deixamos até de pensar, como escreveu Pascal em um fragmento, um rascunho, talvez perdido em uma gaveta: “O homem foi feito para pensar; nisto a sua dignidade e seu mérito. Seu único dever consiste em pensar bem ; e a ordem do pensamento está em começar por si, por seu autor e por seu fim. Ora em que pensa o mundo? Jamais nessas coisas...” e conclui Sertillages, que cita o texto: “É preciso meditar muitas vezes sobre Deus, conceber a unidade da vida e a sua exigência de progresso, ter uma visão simples de nossas relações e do nosso destino tão confusos pelo movimento habitual do mundo”. O espírito foi feito para pensar e julgar no Espírito de Deus. 

O retiro nos leva às condições para a realização desta grandeza humana:”pouco menor que os anjos fizeste o homem”, reza o salmo. No silêncio, vamos nos encontrar, primeiro conosco mesmos. Saber que somos criaturas privilegiadas e como temos respondido a essa nossa dignidade. Por atos penitenciais e de fé, no arrependimento, encontraremos a misericórdia de Deus no perdão. Nele apoiados planejamos uma vida nova. No silêncio e na oração, Deus nos revela sua face e nos fortalece como fortaleceu a Cristo nas tentações.

Sistematizando esses movimentos, Santo Inácio de Loiola, escreveu um roteiro, chamado “Exercício Espirituais”. Não é um roteiro para ser lido apenas, ainda que com muita atenção, mas para ser vivenciado. Por quarenta dias se estendem os exercícios, levando-nos da primeira semana na conscientização de nossa fraqueza e da falta de correspondência à graça, ao pedido de perdão pela misericórdia e, em vista do nosso destino eterno, à resoluções firmes de uma nova vida. Foi a própria experiência que traduziu nestas páginas. Foi a experiência que exigia de todos os que queriam alcançar uma vida de humana perfeição na adesão à bandeira de Cristo.

Esse esquema é o seguido nos retiros que se fazem na Igreja em busca de um crescimento espiritual necessário para todos nós. Longe do barulho, procuramos examinar nossa vida e nosso atos confrontando-os com o Evangelho e, confiados na bondade divina, partir para uma vida nova, consciente de que o Reino de Deus está dentro de nós, Reino que é paz e alegria no Espírito Santo (Cf. Rm 14, 17).

Vivemos hoje um mundo de muitas solicitações. Não temos tempo para nada, tal o volume e velocidade de informações. Somos desviados pelas imagens e cultura para as concupiscências alheias ao espírito. Então o retiro, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para superarmos as forças negativas e nos realizarmos como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, nos tornarmos à imagem de Cristo.

fonte : www.catequisar.com.br



Jesus pediu a Sor Faustina e por meio dela a todo o mundo que veneremos sua Paixão e Morte às três da tarde, hora em que morreu na cruz.

Suas palavras foram: "Às três horas da tarde, implora à Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão."

Orações para as três da tarde

1. Expiraste, Jesus, mas Vossa morte fez brotar um manancial de vida para as almas e o oceano de Vossa misericórdia inundou todo o mundo. Oh! Fonte de Vida, insondável misericórdia divina, abraça o mundo inteiro derramando sobre nós até Vossa última gota de Sangue.

2. Oh!, Sangue e água que brotaste do Coração de Jesus, manancial de misericórdia para nós, em Vós confio.

Jaculatória:

O Salvador ordenou a Sor Maria Faustina que escrevesse, e a rezasse com freqüência, esta pequena jaculatória: "Oh! Sangue e Água, que brotastes do Sagrado Coração de Jesus como uma Fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós".

Oração da Misericórdia Divina

Oh! Deus de grande misericórdia, bondade infinita, desde o abismo de seu abatimento, toda a humanidade implora hoje vossa misericórdia, vossa compaixão. Oh! Deus, clamamos com potente voz. Deus de Benevolência, não deixe de ouvir a oração deste exílio terreno! Oh! Senhor, Bondade que escapa nossa compreensão, que conheces nossa miséria a fundo e sabes que com nossas forças não podemos elevar-nos a Vós, imploramos: Sustentai-nos com vossa graça e continuai aumentando vossa misericórdia em nós, para que possamos, fielmente, cumprir vossa santa vontade, ao longo de nossa vida e na hora da morte. Que a onipotência de tua misericórdia nos defenda das flechas que atiram os inimigos de nossa salvação, para que com confiança, como filhos vossos, aguardemos a última vinda (dia que somente Vós sabeis). E esperamos obter o que Jesus nos prometeu a pesar de nossa mesquinhez. Porque Jesus é nossa esperança: Através de seu coração misericordioso, como no Reino dos céus.Amém.

Oração:

Oh! Deus, cuja misericórdia é infinita e cujos tesouros de compaixão não tem limites, olhai-nos com vosso favor e aumentai vossa misericórdia dentro de nós, para que em nossas grandes ansiedades não desesperemos, mas sim que sempre, com grande confiança, nos conformemos com vossa Santa vontade, a qual é idêntica a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei de misericórdia, quem Convosco e o Espírito Santo manifestam misericórdia por nós para sempre. Amém.

Jaculatória:

O Salvador ordenou a Sor Maria Faustina que escrevesse, e a rezasse com freqüência, esta pequena jaculatória:

"Oh! Sangue e Água, que brotastes do Sagrado Coração de Jesus como uma Fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós".


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