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terça-feira, 25 de março de 2014

25 de Março - Festa da Anunciação


Festa que hoje celebramos, nos recorda o maior de todos os acontecimentos da história, a Encarnação de Verbo no seio virginal de Maria Santíssima. Foi hoje (25 de Março) no seio da Virgem Maria que o Verbo de Deus se fez carne e uniu-se para sempre a humanidade de Jesus. O mistério da Encarnação mereceu Maria Santíssima o maior título de glória, o título de "Mãe de Deus", em grego "Theotocos", palavra que a Igreja do oriente escrevia sempre em letras de ouro, como diadema na fronte das imagens e das estátuas da Virgem. "Colocada assim nos confins da divindade" por haver dado ao Verbo a carne a que ele hipostáticamente se uniu, foi sempre honrada com culto supereminente ou de hiperdulia, porque, diz Santo Anselmo, o Filho do Pai e Filho da Virgem são um e o mesmo Filho. Maria é desde a Rainha do gênero humano, e como tal deve ser venerada.


Ao dia 25 de Março corresponderá outro dia 25 que se dará nove meses mais tarde (Natal), em que se há-de revelar ao mundo o prodígio hoje apenas conhecido de Deus e da humilde Virgem. Que esta data nos recorde, no sagrado tempo em que estamos, "que foi por nós, homens, e pela nossa redenção que o Filho de Deus desceu dos Céus e encarnou por virtude do Espírito Santo no Seio da Virgem Maria, que ele se fez homem e sofreu sob o poder de Pôncio Pilatos, que foi sepultado e que ressuscitou ao terceiro dia". E porque o Título de Mãe de Deus confere a Maria todos os poderes diante do seu Filho, recorramos a sua intercessão para obtermos a graça de, pelos merecimentos da Paixão e Cruz de Jesus, chegarmos a glória da Ressurreição."

Primeira Leitura 

Leitura do profeta Isaías (7,10-15) Naqueles dias: O Senhor disse ainda a Acaz: Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos, seja lá do alto. Acaz respondeu: De maneira alguma! Não quero pôr o Senhor à prova. Isaías respondeu: Ouvi, casa de Davi: Não vos basta fatigar a paciência dos homens? Pretendeis cansar também o meu Deus? Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco. Ele será nutrido com manteiga e mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem.

Evangelho :

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas: Naquele tempo: No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.

Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?

Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível.

Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela. 

Fonte : Missal Quotidiano -  Dom Gaspar Lefebvre. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

"Angelus" - 

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria…

V. Eis a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria…

V. E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou no meio de nós.
Ave Maria…

V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. 

Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

domingo, 23 de março de 2014

Reflexão par ao Terceiro Domingo da Quaresma - D. Fernando Rifan


Tempo da Quaresma




"Quando reconhecerdes a Minha santidade, Eu vos reunirei de todas as nações. Derramarei sobre vós uma Água pura, e sereis purificados de todas as faltas. Dar-vos-ei um espírito novo, diz o Senhor!" (Ez 36,23.26)


"Neste santo tempo quaresmal, somos chamados a escutar com mais atenção ainda a Santa Palavra que o Senhor nos dirige. Durante os quarenta dias deste período sagrado que nos prepara para a Páscoa, toda a Igreja é chamada a recordar-se que é o novo Israel, um povo consagrado a Deus, reunido pelo Senhor do meio de todas as nações, consagrado pelo Sangue precioso de Cristo, separado do mundo e enviado ao mundo para no mundo fazer brilhar a glória do Senhor. 

Somos um povo santo, um povo sacerdotal, um povo de testemunhas do Senhor e de intercessores pela inteira humanidade... O que era o antigo Israel de modo figurativo e, em certo sentido, provisório, somos nós agora de modo pleno e definitivo. Assim, nestes dias quaresmais, a Igreja deve voltar ao deserto com a mente, com o coração, com a recordação, com o afecto. 

A Igreja deve estar atenta ao antigo Israel, pois, como diz o santo Apóstolo, os fatos ocorridos com o antigo povo ‘aconteceram para serem exemplos para nós, a fim de que não desejemos coisas más, como fizeram aqueles no deserto’ e não murmuremos como eles murmuraram e não sejamos infiéis como eles foram. 

Atenção para não pensarmos: «Somos a Igreja de Cristo, somos o povo da eterna aliança, nada de mal nos acontecerá!» Não caiamos nesta ilusão! O próprio São Paulo nos recorda, na Escritura Santa: ‘Quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair’. E ainda mais Jesus, no Evangelho, nos exorta gravemente à conversão. Se a Igreja é a vinha do Senhor, que jamais será rejeitada, nós somos como aquela figueira que, se no período da paciência de Deus, não der fruto, será cortada do meio da vinha. Eis a Quaresma: tempo da paciência do Senhor para nós!" 


 Dom Henrique Soares da Costa Bispo-Auxiliar de Aracaju - Brasi

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Patrono dos Josés - Por D. Fernando Rifan

Tão comum entre nós o nome de José! É um nome hebraico, cujo significado é “aumento, acréscimo, Deus dê aumento” (Gn 30,24). E que belo nome! Nome honrado, sobretudo por dois grandes personagens bíblicos: no Antigo Testamento, José, o grande provedor do Egito, vendido por seus irmãos e depois vice-rei, figura de Jesus Cristo, e no Novo, São José, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus. Hoje celebramos sua festa. 

São José era de família nobre, a família real de Davi. Se a sua família ainda estivesse reinando, ele seria um príncipe. Mas a sua nobreza veio principalmente por ter sido escolhido para esposo e guarda da honra e virgindade daquela que viria a ser a mãe do Filho de Deus feito homem, Jesus. 

Quando ele tinha apenas desposado Maria, primeira parte do casamento hebraico, mas antes de recebê-la em casa, ocorreu a Anunciação e a Encarnação do Filho de Deus. Maria objetou ao Anjo mensageiro a impossibilidade de ter um filho, pois “não conhecia varão” (Lc 1,34), isso apesar de ser noiva de José, o que claramente indica o seu voto de virgindade, de pleno conhecimento do seu futuro esposo. O Anjo, da parte de Deus, lhe garantiu que a concepção daquele filho não seria por obra humana, mas sim “por virtude do Espírito Santo” (Mt 1,18). O próprio José, em sonho, foi advertido pelo anjo do que ocorrera. E ele teria como missão ser o guarda daquela Virgem Mãe e pai nutrício daquele Filho, que era realmente o Filho de Deus. E Jesus lhe dava o nome de pai, sendo conhecido como “o filho do carpinteiro” (Mt 13,55), tido por todos “como sendo filho de José” (Lc 3,23). 

São José protegeu a Sagrada Família, sobretudo na fuga para o Egito, quando da perseguição de Herodes ao Menino Jesus. Como chefe e protetor da Sagrada Família, ele se tornou o patrono de todas as famílias. E seu modelo de amor, humildade, paciência e obediência a Deus. : “Do exemplo de São José chega a todos um forte convite a desenvolver com fidelidade, simplicidade e modéstia a tarefa que a Providência nos designou” (Bento XVI). 

São José é também o padroeiro dos trabalhadores porque, como carpinteiro, sustentava a Sagrada Família com o seu suor e o trabalho de suas mãos. A festa de São José, como padroeiro dos trabalhadores, se comemora no dia 1º de maio, dia do trabalho.

Antigamente havia uma festa especial para honrar o Patrocínio de São José, ou seja, sua proteção, seu amparo. Daí o nome muito comum a pessoas e cidades, Patrocínio e José do Patrocínio, em honra do patrocínio de São José. 


Tendo tido a mais bela das mortes, pois morreu assistido por Jesus, que ainda não tinha começado a sua vida pública, e por Maria Santíssima, São José é invocado como padroeiro dos moribundos e patrono da boa morte. 

O Papa Pio IX proclamou São José patrono da Igreja, que é a família de Deus. Por tantos gloriosos motivos, São José faz jus à honra e à devoção especial que lhe tributamos.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/


O SANTO DO CARMELO: São José


Resenhas e meditações de Dom Frei Gabriel Paulino Bueno Couto O.Carm.
Tradução por Frei Pedro Caxito O.Carm. In Memorian


À São José "devem afeiçoar-se de maneira especial as pessoas de oração, porque não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos e nos grandes trabalhos que teve de sofrer com o Menino Jesus, sem agradecer a São José que serviu de tanta ajuda para os dois", assim falava a grande Santa do Carmelo, Santa Teresa de Jesus (V. Autobiografia VI nº8). Com estas palavras Santa Teresa não exprime somente uma convicção sua pessoal, mas de todo o Carmelo, em cuja escola aprendeu a venerar o puríssimo Esposo de Maria.

A Ordem do Carmo, na verdade, que nasceu do amor à oração ─ amor do qual vive e cresce até agora - e que deve aos cuidados maternais da Rainha dos Anjos a sua existência na Igreja de Deus, não podia deixar de associar com a devoção a Nossa Senhora a mais afetuosa devoção a São José, Seu puríssimo Esposo: "O Carmelo teve-O sempre numa veneração cheia de carinho, e com muita solenidade não cessou de celebrar a sua festa", já escrevia, no longínquo ano de 1479, o carmelita Arnoldo Bóstio (V. Speculum Carmelitanum nº1109).

Atribui-se à Ordem, que transmigrou do Oriente para o Ocidente, o mérito de ter dado ao culto de São José, na Igreja Ocidental, o esplendor particular de que hoje se reveste, como escreve Bento XIV: "É sentença comum entre os eruditos que foram os Carmelitas que trouxeram do Oriente para o Ocidente o costume louvável de honrar São José com soleníssimo culto, acompanhados depois neste ponto pelas Famílias Religiosas de São Domingos e São Francisco" (De Servorum Dei beatificatione et Beatorum canonizatione L.IV p.II c.XX). Para isto deve ter contribuído não pouco o belíssimo ofício que, até o ano de 1585, se cantava no dia 19 de março no coro dos carmelitas, com antífonas, responsórios, etc. especiais, em versos rimados.

Não é, portanto, para se maravilhar se Santa Teresa, que viveu plenamente as mais belas tradições do Carmelo, tenha concebido também uma particular devoção ao humilde esposo da Virgem Santíssima e, em troca, dele tenha recebido provas singularíssimas de afeto paternal. Hoje é clássica a página que a Santa Carmelita escreveu a respeito da devoção a São José na sua Autobiografia (cap. VI n.6-8). Fala da própria experiência quando aí afirma: "As almas que a Ele se recomendam são ajudadas de um modo todo especial"; "não me lembro até hoje de ter-Lhe implorado alguma graça sem logo tê-la alcançado"; "há já vários anos que no dia da sua festa eu Lhe peço uma graça especial: Ele sempre me atendeu".

Mas não foi ela somente que chegou a fazer esta constatação; muitas outras pessoas que, seguindo o seu conselho, se recomendaram a São José, confessaram o mesmo: "Isto, por outra parte, também reconheceram por experiência outras pessoas que, seguindo o meu conselho, se recomendaram ao seu patrocínio, e são muitas as almas que há pouco se tornaram suas devotas por haverem experimentado esta verdade". O Santo tudo consegue - diz Santa Teresa - e a sua proteção se demonstra eficaz em todas as nossas necessidades: 

"É coisa que verdadeiramente causa maravilha recordar os grandes favores que o Senhor me fez e os perigos, tanto da alma como do corpo, dos quais me livrou por intercessão deste Santo".

 A razão é que o Senhor quer continuar a fazer a vontade dele no céu assim como submeteu-se a ele na terra: "O Senhor quer fazer entender com isto que da maneira como era submisso a ele na terra, onde como pai e guarda podia dar-lhe ordens, hoje igualmente faz no céu quando ele lhe faz os seus pedidos". 

Virtudes, espírito de oração, todas são graças que este glorioso Santo concede à alma "que Lhe seja sinceramente devota e que pratique em sua honra alguma particular devoção" e que nos caminhos da vida interior a Ele se confie como a seu Mestre: "Quem, além disso, não tivesse alguém com o qual pudesse aprender a fazer oração, tome por mestre este Santo glorioso, e não se enganará". E com ardorosas palavras insiste: "Rogo, por amor de Deus, que experimente quem não acredita em mim e por experiência verá de que vantagem seja recomendar-se a este glorioso Patriarca e ser devotos dele".

Enquanto a Santa carmelita de Ávila no-lo demonstra glorioso nos prodígios que operava, uma outra Santa do Carmelo, Santa Maria Madalena de' Pazzi, nos faz contemplá-lo na sua glória no céu. Arrebatada em êxtase, a Santa do Carmelo de Florença prorrompe nesta exclamação: "Oh! Quanto o glorioso São José participa da paixão de Jesus pelos serviços que lhe prestou na Sua Humanidade!"


O culto que o Santo recebe no Carmelo, na Igreja toda, nada subtrai ao culto à Nossa Senhora, pelo contrário, o faz ressaltar mais intensamente, assim como no céu "a pureza de José se põe lado a lado com a pureza de Maria e assim naquele transbordamento de esplendor que um transmite ao outro, parece, por assim dizer, que a pureza de José faça a pureza da Virgem aparecer muito mais esplêndida e gloriosa".

Chefe da Sagrada Família, São José era todo carinho para Jesus e Maria quando ainda vivia na terra; agora no céu "está José no meio de Jesus e Maria como uma estrela brilhante" e - continua a Santa no êxtase - "concede uma proteção especial às almas que militam sob o estandarte de Maria".

Debaixo do estandarte de Maria se milita no Carmelo! Quem aí combate não sucumbirá: sobre ele vela o Santo do Carmelo! Conquistará a vitória sustentado e defendido pelo seu braço todo- poderoso!

terça-feira, 18 de março de 2014

São José Patrono da Ordem Carmelita - 19 de Março 2014



"Não me lembro até hoje de 
ter-lhe suplicado algo 
que ele não tenha feito"

(Santa Teresa de Ávila)

Estamos no oitavo dia da Novena de São José. Trouxemos essa reflexão em preparação a sua Festa. Supliquemos a São José a sua intercessão pela Santa Igreja, tão sofrida e perseguida em nossos dias. Peçamos também graças para as nossas famílias. Os carmelitas, têm uma devoção especialíssima a São José, que é Patrono de nossa Ordem. Roguemos a São José por todos os Frades, Freiras, pelos missionários espalhados em todo o mundo, e pelas pessoas de vida consagrada nos diversos institutos ligados à Ordem do Carmo.

É grande a devoção ao Pai adotivo de Jesus no Carmelo. Santa Teresa sempre recomendou a suas monjas que recorressem a São José, em todas as situações.

"Assim, tomei por advogado e senhor o glorioso São José, encomendando-me muito a ele. Vi com clareza que esse pai e senhor meu me salvou, fazendo mais do que eu podia pedir, tanto dessa necessidade como de outras maiores, referentes à honra e à perda da alma. Não me lembro até hoje de ter-lhe suplicado algo que ele não tenha feito. Espantam-me muito os grandes favores que Deus me concedeu através desse bem-aventurado Santo, e os perigos, tanto do corpo como da alma, de que me livrou. Se a outros Santos o Senhor parece ter concedido a graça de socorrer em uma determinada necessidade, a esse Santo glorioso, a minha experiência mostra que Deus permite socorrer em todas, querendo dar a entender, que São José, por ter-Lhe sido submisso na terra, na qualidade de pai adotivo, tem no céu todos os seus pedidos atendidos.

Eu queria persuadir todos a serem devotos desse glorioso Santo, pela minha grande experiência de quantos bens ele alcança de Deus. Não conheço nenhuma pessoa que realmente lhe seja devota e a ele se dedique particularmente, que não tenha progredido na virtude, porque ele muito ajuda as almas que a ele se encomendam.

Só peço, pelo amor de Deus, que quem não me crê o experimente, vendo por experiência o grande bem que é encomendar-se a esse glorioso patriarca e ter-lhe devoção. Não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo que tanta angústia passou com o Menino Jesus, sem se dar graças a São José pela ajuda que lhes pretou. Quem não encontrar mestre que ensine a rezar, tome por mestre esse glorioso Santo, e não errará no caminho."
Santa Teresa de Jesus, Livro da Vida

Oração

Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, fevorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria: louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com confiança e alcançai-me as graças que vos peço neste dia (pedir a graça). Eu vos escolho por meu especial protetor. Sêde, depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações; meu pai, eu vos suplico em todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte na graça de Nosso Senhor. Assim seja

domingo, 16 de março de 2014

HOMILIA - 2º DOMINGO DA QUARESMA - TRANSFIGURAÇÃO DE N. SENHOR



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"Este é o meu Filho muito amado em quem pus toda a minha complacência: ouvi-O"



Leituras: Primeira Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses 4, 1-7.

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 17, 1-9:

"Naquele tempo, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os de parte a um monte muito alto. E transfigurou-se diante deles. Seu rosto resplandeceu como o sol. e suas vestes tornaram-se brancas como a neve. E eis que apareceram Moisés e Elias, falando com Ele. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: "Senhor, é bom estarmos aqui; se quiserdes, faremos aqui três tendas, uma para Vós, outra para Moisés e outra para Elias". Ainda falava ele, quando uma nuvem brilhante os envolveu, e da nuvem soou uma voz que dizia: "Este é o meu Filho muito amado em quem pus toda a minha complacência: ouvi-O". Ouvindo isto, os discípulos caíram com a face em terra e ficaram muito atemorizados. Aproximou-se, porém, Jesus, e, tocando-os, disse-lhes: Levantai-vos e não temais. E erguendo eles os olhos, não viram ninguém a não ser Jesus só. E enquanto descia com eles do monte, ordenou-lhes Jesus dizendo: A ninguém digais o que vistes, até que o Filho do homem ressuscite dos mortos".

Caríssimos a amados fiéis em Nosso Senhor Jesus Cristo!

A primeira observação que fazemos é que Jesus Cristo escolheu para presenciar sua Transfiguração os mesmos três apóstolos privilegiados que presenciariam Sua agonia no Getsêmani: São Pedro, que seria o primeiro Papa, São Tiago que seria o primeiro apóstolo a morrer mártir, São João que era, pela sua virgindade, o discípulo que Jesus mais amava. 

São Pedro e São João guardaram sempre uma recordação tão indelével, quanto deliciosa, da Transfiguração de Jesus. O mistério se realizou, segundo a autoridade de São Cirilo e de São Jerônimo, na montanha do Tabor, onde Santa Helena edificou, mais tarde, um belo templo.

Deixando por um instante, a forma de servo, Jesus se mostra o que realmente é no esplendor da sua glória, o Filho de Deus vivo. Segundo Santo Tomás, a Transfiguração foi menos um milagre que a cessação momentânea de um milagre. Com efeito, o mistério da Encarnação supunha dois milagres concomitantes - um , pelo qual o Filho de Deus se encerrava no corpo de um homem; outro, pelo qual a divindade, que naturalmente devia jorrar através da humanidade, se escondia sob os véus de uma carne mortal. 

Jesus tem a seus lados os dois corifeus do Antigo Testamento e diante de si os Apóstolos do Novo. Moisés é a Lei, Elias os Profetas, os Apóstolos os Evangelhos. 

A Transfiguração se realizou , ao que parece, durante a noite, e é de notar que os Apóstolos tenham sucumbido ao sono, enquanto Jesus orava, tanto no Tabor, como no Getsêmani. 

Jesus pediu segredo sobre a Transfiguração certamente porque tal divulgamento teria aumentado o perigoso fanatismo dos que contavam erradamente com o reino temporal do Messias. 

Caríssimos irmãos, talvez a pergunta mais provável sobre o evangelho deste segundo domingo da Quaresma seria: qual a razão de a Igreja colocar para nossa meditação um mistério de alegria em plena Quaresma? 

É que Jesus falava com Moisés e Elias sobre sua próxima saída da cidade de Jerusalém, o que significa sua morte no monte Calvário que ficava fora dos muros. Embora, pois, não pareça a primeira vista, na verdade, os mistérios da Transfiguração e da Paixão têm entre si íntima relação. É no meio dos resplendores da sua Transfiguração que Jesus Cristo fala da sua morte, com dois de seus ministros do Antigo Testamento, e na presença de três do Novo. Que havia de comum entre o Tabor e o Calvário? No primeiro destes mistérios tudo é glória e delícias para Jesus Cristo; no segundo tudo é opróbrio e sofrimento. No Tabor o seu rosto é refulgente como o sol, suas vestiduras se fazem brancas como a neve; no Calvário está despido, desfigurado, ensanguentado. Lá o Pai Eterno reconhece-O por seu Filho amado; aqui o Filho queixa-se de ser desamparado e desconhecido de seu Pai. 

Hoje seus Apóstolos não podem separar-se dele; no dia da sua morte, todos o abandonarão! Todavia estes dois mistérios têm entre si íntima relação e lançam luz um sobre o outro para a sua compreensão. Um mostra-nos a coroa que nos é destinada; o outro ensina-nos por que preço a alcançaremos. A sua união faz-nos conhecer que neste mundo a doçura e a amargura, a glória e a ignomínia não podem estar separadas muito tempo. Modera a nossa alegria na prosperidade, consola-nos na adversidade, a anima-nos com a esperança. Tem principalmente uma admirável força para abrasar nossos corações no amor divino. Sem a Transfiguração comover-nos-ia menos a Paixão. Depois de contemplar as grandezas do Filho de Deus, apreciamos melhor a caridade que o fez descer por nós ao último grau de humilhação.

Se não tivesse o cuidado de revelar-nos suas grandezas, pensaríamos nós no sacrifício que fez delas por amor de nós, não durante algumas horas somente, ou alguns dias, mas durante toda a vida? Como vimos acima, Sua Transfiguração foi a interrupção momentânea de um milagre de amor, sem o qual não teria podido humilhar-se, nem padecer, nem morrer por nós. No jardim das Oliveiras suspendeu o efeito da visão beatífica, para que sua alma fosse oprimida de tristeza; durante toda a vida, suspendeu o efeito da união hipostática, para que sua santa humanidade estivesse sujeita às humilhações, aos sofrimentos e à morte. 

Mas, caríssimos e amados irmãos, quantos cristãos e até sacerdotes, procuram separar estes dois mistérios. Querem ficar só no Tabor; e fogem do Calvário! São todos os partidários de uma devoção cômoda. Querem estar com Jesus Cristo, contanto que seja nas honras e delícias. Como é possível que não vejam que uma piedade sem incômodo, sem sacrifício, sem penitência, está em contradição com a piedade própria do espírito de Jesus Cristo? Que ensinou Ele? Como viveu? Sua doutrina resume-se em três coisas: negar-se a si mesmo; tomar a sua cruz e segui-Lo. Uma só palavra resume todos os seus exemplos: padecer. Entremos finalmente com valor e constância neste caminho de cruz, onde nos precederam os homens apostólicos e todos os santos. 

Caríssimos, no meio das vossas tribulações lembrai-vos do Céu. Estremecei de alegria, pensando nessa glória incomparável que vos está reservada na Pátria do repouso eterno!. Tende paciência! Como diz São Paulo: não há comparação entre as tribulações que sofremos agora no tempo, com o peso imenso de glória que nos está reservado no Céu! Pensai assim muitas vezes nas íntimas relações que há entre a Transfiguração e a Paixão, entre o Tabor e o Calvário, entre a Cruz e o Céu. Amém!

Extraído de :
http://jesusviaveritasetvita.blogspot.com.br/

sexta-feira, 14 de março de 2014

Meditações Quaresmais - Quinta-feira da I Semana (Mons. José de Matos)

A Dignidade da Mulher - Por D. Fernando Areas Rifan - Adapostolica



“Cristo se constituiu, perante os seus contemporâneos, promotor da verdadeira dignidade da mulher e da vocação correspondente a tal dignidade. 
(Beato João Paulo II)

Dom Fernando Arêas Rifan*



Foi comemorado dia 8 passado o dia internacional da mulher, mas ainda é oportuno voltar ao tema. E digamos logo, sem rodeios, por amor à verdade: foi o cristianismo que salvou a dignidade da mulher! A história, nos testemunhos de Juvenal e Ovídio, nos conta que a moral sexual e a fidelidade conjugal, antes do cristianismo, estavam em extrema degradação. Constatamos isso, vendo atualmente a situação da mulher nos povos que não têm o cristianismo. No começo do século II, Tácito afirmava que uma mulher casta era um fenômeno raro. Galeno, o médico grego do século II, ficava impressionado com a retidão do comportamento sexual dos cristãos. Os próprios historiadores são obrigados a confessar que foram os cristãos que restauraram a dignidade do matrimônio. 

O cristianismo estendeu o conceito de adultério também à infidelidade do marido, pois no mundo antigo ele só se limitava à infidelidade da esposa. O cristianismo santificou o matrimônio, elevando-o à ordem de sacramento, proibindo o divórcio, que prejudica, sobretudo, a mulher. O cristianismo, ao contrário da mentalidade machista, iguala o pecado do homem e da mulher: o sexto e o nono mandamentos valem igualmente para os dois.


As mulheres encontraram na Igreja, conforme a sua própria condição, seu lugar digno: foi-lhes permitido formar comunidades religiosas dotadas de governo próprio, dirigir suas próprias escolas, conventos, colégios, hospitais e orfanatos, coisa impensável no mundo antigo (cf. Thomas E. Woods Jr, “Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental”).


Isso confere com o que ensina Papa B. João Paulo II: “Cristo se constituiu, perante os seus contemporâneos, promotor da verdadeira dignidade da mulher e da vocação correspondente a tal dignidade. Às vezes, isso provocava estupor, surpresa, muitas vezes raiando o escândalo: ‘ficaram admirados por estar ele conversando com uma mulher’(Jo 4, 27), porque este comportamento se distinguia daquele dos seus contemporâneos. Em todo o ensinamento de Jesus, como também no seu comportamento, não se encontra nada que denote a discriminação, própria do seu tempo, da mulher. Devemos nos colocar no contexto do ‘princípio’ bíblico, no qual a verdade revelada sobre o homem como ‘ imagem e semelhança de Deus’ constitui a base imutável de toda a antropologia cristã. ‘Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou, criou-os homem e mulher’ (Gn 1, 27). Os dois são seres humanos, em grau igual, ambos criados à imagem de Deus” (Mulieris dignitatem, sobre a dignidade e a vocação da mulher).



Mas, “a igualdade de dignidade não significa ser idêntico aos homens. Isso só empobrece as mulheres e toda a sociedade, deformando ou perdendo a riqueza única e valores próprios da feminilidade. Na visão da Igreja, o homem e a mulher foram chamados pelo Criador para viver em profunda comunhão entre si, conhecendo-se mutuamente, para dar a si mesmos e agir em conjunto, tendendo para o bem comum com as características complementares do que é feminino e masculino” (João Paulo II, Mensagem sobre a mulher, 26/5/1995). 


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney 

quarta-feira, 5 de março de 2014

QUARESMA E FRATERNIDADE - Por D. Fernando Arêas Rifan - Adapostolica


"Num mundo em que se fala muito de direitos, quantas vezes é verdadeiramente espezinhada a dignidade humana! Num mundo onde se fala tanto de direitos, parece que o único que os tem é o dinheiro...” (Papa Francisco).


Dom Fernando Arêas Rifan* 


Hoje, quarta-feira de Cinzas, começa o importante tempo litúrgico da Quaresma, no qual a Igreja almeja que nos unamos mais intimamente ao Mistério Pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo, mistério que inclui sua Paixão, sua morte e sua gloriosa Ressurreição. A Campanha da Fraternidade, que acontece na Quaresma, tem como finalidade unir as exigências da conversão, da oração e da penitência com algum projeto social, na intenção de renovar a vida da Igreja e ajudar a transformar a sociedade, a partir de temas específicos, tratados sob a visão cristã, convocando os cristãos a uma maior participação nos sofrimentos de Cristo, vendo-o na pessoa do próximo, especialmente dos mais necessitados da nossa ajuda.

O tema da Campanha da Fraternidade desse ano é “Fraternidade e tráfico humano”, com o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1).

A razão é que o tráfico humano está presente em todo o mundo e os cristãos não podem ficar insensíveis a essa triste realidade. Tráfico humano é toda comercialização de pessoas, ou seja, o uso de pessoas como se fossem coisas vendáveis, negociáveis. É uma forma de escravidão, um desrespeito grave à dignidade da pessoa humana. Pessoas são compradas e vendidas por dinheiro, para o prazer, para extração de órgãos ou como instrumento de corrupção. Segundo as Nações Unidas, de 800 mil a 2, 4 milhões de pessoas vivem traficadas hoje no mundo. E o Brasil não fica isento dessas escravidões. Pensemos especialmente nas crianças aliciadas e escravizadas como soldados mirins a serviço do tráfico de drogas.

“O comércio de pessoas humanas constitui uma chocante ofensa contra a dignidade humana e uma grave violação dos direitos humanos fundamentais. Já o Concílio Vaticano II apontou ‘a prostituição, o mercado de mulheres e jovens e também as condições degradantes de trabalho, que reduzem os operários a meros instrumentos de lucros, sem respeitar-lhes a personalidade livre e responsável’ como ‘infâmias’ que ‘envenenam os que as cometem e constituem ‘uma suprema desonra ao Criador’ (GS 27)” (B. João Paulo II).

“Insisto que o tráfico de pessoas é uma atividade ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades, que se dizem civilizadas! Exploradores e clientes de todos os níveis deveriam fazer um exame sério de consciência diante de si mesmo e perante Deus! Hoje a Igreja renova o seu apelo vigoroso a fim de que sejam sempre salvaguardadas a dignidade e a centralidade de cada pessoa, no respeito pelos seus direitos fundamentais, como ressalta a sua doutrina social... Num mundo em que se fala muito de direitos, quantas vezes é verdadeiramente espezinhada a dignidade humana! Num mundo onde se fala tanto de direitos, parece que o único que os tem é o dinheiro...” (Papa Francisco).



*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney




19 de Março - São José Esposo da Virgem Maria e Protetor da Ordem Carmelita
20 de Março - Beato Francisco Palau

Quarta-feira de cinzas - Início da Quaresma

Quarta-feira de Cinzas
Início da Quaresma
Dia de jejum e abstinência de carne

Não comer carne na Quaresma não é simples “tradição”.
Veja aqui o sentido da penitência, do jejum e da abstinência:



“Lembre-se, homem, que do pó vieste e para o pó retornarás”“Agora, portanto, diz o Senhor, retornai a mim de todo o coração” (Jl 2,12) 

Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”,      afirma São  Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de fato, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, 

A penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.

      A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:

    1º. - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;

    2º.- da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.

    3º.- do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;

    4º.- do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.
      Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão.

O jejum quaresmal
      
A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV.

      O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje.

      O jejum atual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.

      A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.

      No Brasil são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência. (Nota: toda sexta-feira, do ano todo, é dia de penitência!)

      Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias.

      A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (isto também vale para as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.
do Missal Romano

terça-feira, 4 de março de 2014

Terça-feira de Carnaval: Devoção à Sagrada Face nas Famílias


Terça-feira: dia consagrado à Sagrada Face
dia de rezar por nossas famílias

"Jesus arde em amor por nós... Olhe sua face adorável!... Olhe estes olhos fechados e abaixados!... Olhe essas chagas... Olhe Jesus na sua Face.  Lá você verá como ele nos ama."
  (Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face Carta 87).

“Em nossos dias, ...sem a oração se faz cada vez mais difícil para a família sua vocação. A família que reza unida permanece unida.”

“A oração, o retorno freqüente ao sacramento da reconciliação, à direção espiritual, jamais devem ser abandonados, substituídos por outras técnicas de apoio humano e psicológico.”

“Freqüentemente não há tempo para viver e conversar na família. Muitas vezes os pais não se sentem preparados e até temem assumir, como seu dever, a tarefa da educação integral de seus filhos.

Pode ser que esta última, precisamente por causa da falta de diálogo, sinta sérios obstáculos quando procuram ver em seus pais modelos autênticos a imitar e olham em outro lugar em busca de modelos e estilos de vida, que são com freqüência falsos e prejudiciais para a dignidade do homem e para o amor autêntico.

A trivialização do sexo, em uma sociedade saturada de erotismo, e a falta de referência para princípios éticos, podem arruinar a vida das crianças, adolescentes e jovens, impedindo-os de ser formados em um amor responsável e maduro e no desenvolvimento harmonioso de sua personalidade.”
(B.João Paulo II)

      A facilidade com que os casais se casam e se separam nos nossos dias, faz com que a própria noção de família tenha sido perdida. A falta da figura paterna e a estabilidade emocional que uma família oferece para a vida dos filhos resulta em desequilíbrios e carências afetivas por muitos anos, quando não pelo resto da vida.

“Muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”. (Beata Jacinta Marto)

Oração




Ó Santa Teresa de Jesus, vós sois a mestra da genuína oração e nos ensinais a rezar conversando com Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Ó Santa Teresa, ajudai-nos a rezar com fé e confiança, sem nunca duvidar da bondade divina. Ajudai-nos a rezar com inteira conformidade de nossa vontade com a vontade de Deus, com insistente perseverança até alcançarmos aquilo que necessitamos.

Ó Santa Teresa de Jesus, fazei-nos fiéis a nossa oração da manhã e da noite e a transformar em oração o cumprimento de nossas tarefas de cada dia. Que a oração seja para nós a porta de nossa conversão e santificação e a chave de ouro que nos abrirá a porta do Céu. Amém. Santa Teresa de Jesus, rogai por nós! 

Santa Teresa, virgem esposa, especialmente amada do Crucificado, doutora da Igreja, permiti que, imitando-vos perfeitamente, eu possa cumprir a vontade e ganhar a amizade do Sumo Bem, antes de buscar as alegrias do mundo. Apesar de todas as minhas contradições e defeitos, dai-me força para seguir vosso exemplo e seguir plenamente a Cristo com aquela perfeição que Ele pede. Com o vosso auxílio eu possa superar as dificuldades desta vida e merecer o repouso sem fim no céu. Amém.

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