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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Florescimento da Ordem do Carmo, rumo aos novos tempos



No período da alta Idade Média, verificamos o desenrolar da história do cristianismo em meio a acontecimentos importantes, como o desenvolvimento da ciência, e o aparecimento das grandes universicades. Mas foi também um período crítico, em que Deus suscitou santos, guiados pela luz do Espírito Santo, "autênticos reformadores da vida da Igreja e da sociedade". "Mestres com a palavra e testemunhas com o exemplo". Sabiam que deveriam promover uma renovação profunda no seio da Igreja, "Assim aconteceu também no século XIII, com o nascimento e o extraordinário desenvolvimento das ordens mendicantes: um modelo de grande renovação em uma nova época histórica. Estas foram chamadas assim por sua característica de “mendigar”, isto é, de recorrer humildemente ao apoio econômico das pessoas para viver o voto de pobreza e levar a cabo sua própria missão evangelizadora." 

Das ordens mendicantes que surgiram nesse período, as mais conhecidas são os Frades Menores - Franciscanos, e os Frades da Ordem dos Pregadores - Dominicanos, e os Carmelitas, que não tinham fundadores. Os carmelitas até causavam estranheza: pergutava o povo "são esses os erememitas refugiados da Terra Santa ? Neste período, acorriam grupos de fiéis, desejosos da mudança, e esses viviam nos arredores do conventos, imitiando a vida dos frades mendicantes, que em nada imitavam a aristocracia da Igreja e o comportamento dos senhores feudais. "Estavam em profunda oposição à Igreja rica e bela que havia se desenvolvido precisamente com o florescimento do monaquismo". "Com relação a esta Igreja, contrapôs-se a ideia de que Cristo veio à terra pobre e que a verdadeira Igreja deveria ser precisamente a Igreja dos pobres; o desejo de uma verdadeira autenticidade cristã se opôs, assim, à realidade da Igreja empírica". 

Os Franciscanos, os Dominicanos e o Carmelitas, "seguindo os passos dos seus fundadores, mostraram, no entanto, que era possível viver a pobreza evangélica, a verdade do Evangelho como tal, sem separar-se da Igreja; mostraram que a Igreja continua sendo o verdadeiro e autêntico lugar do Evangelho e da Escritura. "Com uma escolha completamente original na história da vida consagrada, os membros destas ordens não só renunciavam à possessão de bens pessoais, como faziam os monges desde a antiguidade, mas nem sequer queriam que se colocassem no nome da comunidade os terrenos e imóveis. Pretendiam, assim, dar testemunho de uma vida extremamente sóbria, para serem solidários com os pobres e confiarem somente na Providência, vivendo cada dia da Providência, da confiança de colocar-se nas mãos de Deus." 

O florescer dessas Ordens Mendicantes, recebeu o apoio da Igreja, nas pessoas dos Papas Inocêncio III e Honório III, que ofereceram seu completo apoio a estas novas formas de vida na solidão do deserto, no ermo, "reconhecendo nelas a voz do Espírito". "A importância das ordens mendicantes cresceu tanto na Idade Média, que instituições leigas, como as organizações de trabalho, as antigas corporações e as próprias autoridades civis recorriam frequentemente à consulta espiritual dos membros dessas ordens para a redação dos seus regulamentos e, às vezes, para solucionar seus conflitos externos e internos." "Outro grande desafio foram as transformações culturais que estavam ocorrendo nesse período. Novas questões tornavam vivaz a discussão nas universidades, que nasceram a finais do século XII. Os frades Menores e Pregadores não hesitaram em assumir também esta tarefa e, como estudantes e professores, entraram nas universidades mais famosas do seu tempo, erigiram centros de estudo, produziram textos de grande valor, deram vida a verdadeiras e autênticas escolas de pensamento, foram protagonistas da teologia escolástica em seu melhor período, incidiram significativamente no desenvolvimento do pensamento. 

Os maiores pensadores, Santo Tomás de Aquino e São Boaventura, eram mendicantes, trabalhando precisamente com este dinamismo da nova evangelização, que renovou também a coragem do pensamento, do diálogo entre razão e fé. Também hoje há uma “caridade da e na verdade”, uma “caridade intelectual” a ser exercida, para iluminar as inteligências e conjugar a fé com a cultura. " O sistema social, econômico e político do feudalismo começou a desintegrar-se. Muita gente que vivia nos feudos, saía para ir morar nas periferias das cidades que estavam crescendo com muita força e poder. Assim, ao redor das cidades surgiam as massas de pobres, chamados “menores”. Na Igreja, o clero não estava preparado para esta mudança repentina e os grandes mosteiros dos monges, que viviam longe do povo, por ora não tinham resposta adequada Nas cidades da Europa, a situação do povo era bem diferente do que nos povoados ao redor do Monte Carmelo. 

Por isso, para que pudessem servir melhor aos “menores” da Europa, pediram ao Papa Inocêncio IV para adaptar a Regra às novas circunstâncias. O Papa atendeu ao pedido, atualizando e aprovando a Regra. Isto foi no dia 1 de outubro de 1247. Um pouco mais de 50 anos depois, em 1300, já havia mais de 150 Comunidades Carmelitas ou Pequenos Carmelos em quase todos os países da Europa. Sinal de que o testemunho de vida deles era um apelo forte para a juventude da época. A Regra do Carmo, rascunhada pelos frades, escrita por Alberto em 1207 e adaptada e aprovada pelo Papa Inocêncio IV, está em vigor até hoje, 800 anos depois, animando e orientando toda a Família Carmelitana, a beber da mesma fonte e a produzir os mesmos frutos de vida, de santidade e de justiça. 

Na Europa, nas diversas regiões onde se fixaram os Carmelitas, eles foram se reunindo em pequenos grupos, formando um após outro, novos conventos, vivendo do modo que todos viviam, trabalhando incansavelmente para alcançar os seus ideais e objetivos. E dessa maneira, com esforço e dedicação também deram vida a uma força interior idealizadora, que se mantinha acesa em seus corações, a espiritualidade e características próprias da Ordem do Carmo, sem jamais deixar a razão primitiva de sua vocação que era, viver do obséquio de Nosso Senhor Jesus Cristo, sob o manto maternal da Virgem do Carmelo. 

Por causa da devoção, se intitulavam como a Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Comparando às outras ordens religiosas de seus tempo, essas tinham o nomes de seus fundadores, Franciscanos, Dominicanos, etc...Porém a Ordem do Carmo tem a sua pedra fundamental em Maria, a virgem do Lugar, que serviam ao Senhor do lugar no Monte Carmelo, palco dos fatos mais interessantes da história bíblica, tendo Elias com sua fonte inspiradora, Ele que falava diretamente com Deus " Viva o Senhor em cuja presença estou" continua.... 




Fonte consultadas : ABC da Catequese - Ordens Mendicantes - uma renovação na Igreja Escrito por José Luís. / www.fradescarmelitas.org.be / www.ordemterceiradocarmose.blogspot.com

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