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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Meditação - Primeiro Mistério Doloroso - A Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras



A ORAÇÃO DE JESUS E SONO DOS DISCÍPULOS

ntão saímos para o jardim e ele foi vencido pela tristeza. Diz aos oito que se sentem enquanto vai um pouco mais longe para rezar.

Chama-nos a Pedro, Tiago e a mim (João), à parte e diz-nos: "Minha alma está numa tristeza mortal: ficai aqui, vigiai." (Mc 14,34)

Por que ele nos chamou, pedindo-nos que vigiássemos com ele? Será que procurava em nós piedade e conforto? Se foi assim, como nós o decepcionamos!

Por que ele nos procurou uma e outra vez, durante sua oração? Em parte, porque os pecados do mundo pesavam assustadoramente sobre seu grande coração. E procurou quem o ajudasse e o confortasse. E não encontrou um só e voltava sozinho para continuar sua luta. (Cristo, minha Vida)

"Eis aqui o que consegui: buscando consolo, encontrei amargo desconsolo. Nem sequer eles estão Comigo. Aonde mais irei?...

É verdade, Meu Pai Me dá somente o que Eu soube pedir-Lhe, a fim de que o Juízo de toda a humanidade caísse sobre Mim. Meu Pai, ajuda-Me! Tu podes tudo, ajuda-Me!"

"Eu havia levado Meus três amigos para que Me ajudassem, compartilhando de Minha angústia. Para que fizessem oração Comigo. Para descansar neles, em seu amor... Como descrever o que senti quando os vi adormecidos?

Ainda hoje, o quanto sofre Meu Coração; e, querendo encontrar alívio em Minhas almas, vou a elas e as encontro adormecidas. Mais de uma vez, quando quis despertá-las e tirá-las de si mesmas, de suas preocupações, respondem-Me se não com palavras, com obras: "agora não posso, estou muito cansada, tenho muito o que fazer, isto me prejudica a saúde, preciso de um tempo, quero um pouco de paz."

"Pobre alma, não pôde velar uma hora Comigo. Dentro em pouco, virei e não Me ouvirás, porque estarás dormindo... Quisera dar-te a Graça mas, como dormes, não poderás recebê-la e, quem te assegura que terás força para despertar depois?..."

"Almas queridas, desejo ensinar-vos também o quão inútil e vão é querer buscar alívio nas criaturas."

"Voltei a despertar os Discípulos, mas os raios da Divina Justiça haviam deixado em Mim sulcos indeléveis... Encheram-se de espanto ao ver-Me fora do normal e quem mais sofreu foi João. Eu, mudo... eles, aturdidos... Somente Pedro teve coragem de falar."

Agonia de Jesus no Horto

Um anjo do céu vem confortá-lo porque agora ele entrava numa verdadeira agonia e seu sofrimento era tão intenso que seu suor se tornava em sangue e corria em gotas.

"Ninguém crê realmente que suei sangue naquela noite no Getsêmani, e poucos crêem que sofri muito mais nessas horas do que na crucifixão. Foi mais doloroso porque Me foi manifestado claramente que os pecados de todos eram tornados Meus e Eu devia responder por cada um. Assim, Eu, inocente, respondi ao Pai como se fosse verdadeiramente culpado de iniqüidade. Eu, puro, respondi ao Pai como se estivesse manchado de todas as impurezas que vós, Meus irmãos, tendes praticado, desonrando a Deus, que vos criou para que sejais instrumentos da grandeza da criação e não para desviar a natureza que vos foi concedida... Portanto, fui feito ladrão, assassino, adúltero, mentiroso, sacrílego, blasfemo, caluniador e rebelde ao Pai, a quem sempre amei."

"Não podes encontrar semelhança a este gênero de sofrimento, porque o homem que peca compreende, com Minha luz, a parte que lhe cabe e, muitas vezes, imperfeitamente, não vê como é o pecado diante de Mim. Por isso, é claro que somente Deus pode conhecer o que é uma ofensa feita a Ele. No entanto, a Humanidade deveria poder oferecer à Divindade um pleno conhecimento e a verdadeira dor e arrependimento; E posso fazê-lo todas as vezes que quiser, oferecendo precisamente o Meu conhecimento que operou em Mim, Homem, com a humanização das ofensas contra Deus. Este foi o Meu desejo: que o pecador arrependido, por Meu intermédio, tivesse como apresentar a seu Deus o conhecimento da ofensa cometida e que Eu, em Minha Divindade, pudesse acolher do homem também a compreensão plena do que fez contra Mim." 

"Pai, se é possível afasta de Mim este Cálice. Mas não se faça Minha Vontade e sim a Tua". Disse assim no cúmulo da amargura, quando o peso que caía sobre Mim era tão sangrento que Minha alma se encontrava na mais inverossímil escuridão."

"Afasta, ó Pai, este amarguíssimo Cálice que Me apresentas e que, ao vir a este mundo, no entanto, aceitei por Teu amor. Cheguei a um ponto em que não reconheço nem a Mim mesmo. Tu, ó Pai, fizeste do pecado uma como herança Minha e isto torna insuportável Minha presença diante de Ti, que Me amas. A ingratidão dos seres humanos já Me é conhecida, mas como suportarei ver-Me sozinho? Deus Meu, tem piedade da grande solidão em que Me encontro!"

"Mas logo prossegui: É justo, Pai Santo, que Tu faças de Mim tudo o que quiseres. Minha vida não é Minha, pertence-Te toda. Quero que não se faça Minha vontade mas a Tua. Aceitei uma morte de Cruz; aceito também a morte aparente de Minha Divindade. É justo. Tudo isto devo Te dar e, antes de tudo, devo oferecer-Te o holocausto da Divindade que, no entanto, une-Me a Ti. Sim, Pai, confirmo, com o Sangue que vês, Minha doação; confirmo, com o Sangue, Minha aceitação: Faça-se Tua vontade, não a Minha..." 

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!


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