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sábado, 8 de novembro de 2014

07 de Novembro - Beato Francisco Palau

Francisco Palau - Fundador das Carmelitas Missionárias
e Carmelitas Missionárias Teresianas
 
Hoje a Igreja faz memória deste insigne pastor, o Beato Francisco Palau (1881 - 1872). Frade Carmelita Descalço e eremita que amou a Igreja e por ela gastou sua vida. Exerceu o ministério de Exorcista, foi padre conciliar do Vaticano I, segue uma de suas mais belas homilias:
"Deus em sua providência, dispôs não remediar nossos males, nem nos conceder suas graças, senão mediante a oração, e que pela oração de uns sejam salvos outros. (cf. Tg 5,16ss). Se os céus enviaram seu orvalho e as nuvens choveram o Justo, se abriu-se a terra e brotou o Salvador (cf. Is 45, 8), quis Deus que, à sua vinda, precedessem os clamores e súplicas dos santos profetas, particularmente as súplicas daquela Virgem singular que conquistou os céus com a fragância de suas virtudes e atraiu a seu seio o Verbo incriado. O Redentor veio e por meio de uma oração contínua reconciliou o mundo com seu Pai. Para que a oração de Jesus Cristo e os frutos da sua redenção se apliquem a alguma nação ou povo, para que haja quem o ilumine com a pregação do Evangelho e lhe administre os sacramentos, é indispensável que haja alguém ou muitos, que, com gemidos e súplicas, com orações e sacrifícios, tenha antes conquistado aquele povo e o tenha reconciliado com Deus.
 
A isto, entre outros fins, se dirigem os sacrifícios que oferecemos em nossos altares. A Hóstia Santa que apresentamos neles todos os dias ao Pai, acompanhada de nossas súplicas, não é só para renovar a memória da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, mas também, para obrigar com ela o Deus de bondade a que se digne aplicar a redenção de seu Filho à nação, província, cidade, aldeia, àquela ou àquelas pessoas por quem se celebra a santa missa. Nela é onde propriamente se negocia a redenção com o Pai, ou seja, a conversão das nações. Antes que a redenção se aplicasse ao mundo, ou, o que é o mesmo, antes que o estandarte da cruz fosse hasteado nas nações, o Pai dispôs que seu Unigênito, feito carne, o negociasse com "súplicas contínuas, com veemente clamor e lágrimas" (Hb 5,7), com angústia de morte e com derramamento de todo o seu sangue, especialmente no altar da cruz, que levantou sobre o Calvário.
 
 
Deus, para conceder suagaça ainda àqueles que não a pedem nem podem ou não querem pedí-la, dispôs e ordenou: "Orai uns pelos outros par que sejam salvos" (Tg 5, 16ss). Se Deus deu a graça da conversão à Santo Agostinho, foi devido às lágrimas de Santa Mônica, e a Igreja não teria São Paulo, diz um santo Padre, se não fosse a oração de Santo Estevão. E é digno de notar-se aqui que os aoóstolos, enviados a pregar e ensinar a todas as nações, reconhecem que o fruto de sua pregação era efeito mais de sua oração que de sua palavra quando, na escolha dos sete diáconos para que se encarregassem das obras externas de caridade, dizem: "Quanto a nós, permaneceremos assíduos à oração e ao ministério da palavra" (At 6,4). Reparem bem, dizem que se aplicarão primeiro à oração e só depois desta ao ministério da palavra, porque sem dúvida, nunca foram converter um povo sem antes que na oração tivessem conseguido que se convertessem.
 
 
Jesus Cristo empregou toda a sua vida em orar e só três anos para pregar!
 
Assim como Deus não concede suas graças aos homens senão mediante a oração, porque deseja que o reconheceçamos como a fonte de onde dimana todo bem, assim também mão nos quer salvar dos perigos, nem curar-nos as chagas, nem consolar-nos nas aflições senão mediante a mesma oração"
 
Escritos Espirituais do Beato Francisco Palau, presbítero:
Luta da alma com Deus, Roma 1981, pp. 42-44; 135-136.
 
 

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