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domingo, 31 de maio de 2015

Festa da Santíssima Trindade

Homilia de Mons. José Maria Pereira – Santíssima Trindade – Ano A
Santíssima Trindade



Depois de ter celebrado os mistérios da Salvação, desde o nascimento de Cristo (Natal) até a vinda do Espírito Santo (Pentecostes), a liturgia propõe-nos o mistério central de nossa fé: a Santíssima Trindade.

Toda a vida da Igreja está impregnada pelo Mistério da Santíssima Trindade. E quando falamos aqui de mistério, não pensemos no incompreensível, mais na realidade mais profunda que atinge o núcleo do nosso ser e do nosso agir.

Mas é Cristo quem nos revela a intimidade do mistério trinitário e o convite para que participemos dele. “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt, 11, 27). Ele revelou-nos também a existência do Espírito Santo junto com o Pai e enviou-o à Igreja para que a santificasse até o fim dos tempos; e revelou-nos a perfeitíssima Unidade de vida entre as Pessoas divinas (Cf. Jo16, 12-15).

O mistério da Santíssima Trindade é o ponto de partida de toda a verdade revelada e a fonte de que procede a vida sobrenatural e para a qual nos encaminhamos: somos filhos do Pai, irmãos e co-herdeiros do Filho, santificados continuamente pelo Espírito Santo para nos assemelharmos cada vez mais a Cristo.

Por ser o mistério central da vida da Igreja, a Santíssima Trindade é continuamente invocada em toda a liturgia. Fomos batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e em seu nome perdoam-se os pecados; ao começarmos e ao terminarmos muitas orações, dirigimo-nos ao Pai, por mediação de Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Muitas vezes ao longo do dia, nós, os cristãos repetimos: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

Meditando sobre a Trindade dizia S. Josemaria Escrivá: “Deus é o meu Pai! Se meditares nisto, não sairás dessa consoladora consideração.

Jesus é meu Amigo íntimo ! (outra descoberta), que me ama com toda a divina loucura do seu coração.

O Espírito Santo é meu Consolador!, que me guia nos passos de todo o meu caminho. Pensa bem, nisso. Tu és de Deus…, e Deus é teu” (Forja, nº2).

Desde que o homem é chamado a participar da própria vida divina pela graça recebida no Batismo, está destinado a participar cada vez mais dessa Vida. É um caminho que é preciso percorrer continuamente.

A Santíssima Trindade habita na nossa alma como num templo. E São Paulo faz-nos saber que o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Cf. Rm 5, 5). E aí, na intimidade da alma, temos de nos acostumar a relacionar-nos com Deus Pai, com Deus Filho e com Deus Espírito Santo. Dizia Santa Catarina de Sena: “Vós, Trindade eterna, sois mar profundo, no qual quanto mais penetro, mais descubro, e quanto mais descubro, mais vos procuro”.

Imensa é a alegria por termos a presença da Santíssima Trindade na nossa alma! Esta alegria é destinada a todo cristão, chamado à santidade no meio dos seus afazeres profissionais e que deseja amar a Deus com todo o seu ser; se bem que, como diz Santa Teresa, “há muitas almas que permanecem rodando o castelo (da alma), no lugar onde montam guarda as sentinelas , e nada se lhes dá de penetrar nele. Não sabem o que existe em tão preciosa mansão, nem quem mora dentro dela”. Nessa “preciosa mansão”, na alma que resplandece pela graça, está Deus conosco: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Desde pequenos, aprendemos de nossos pais a fazer o sinal da cruz e chamar a Deus: de Pai, Filho e Espírito Santo.

Assim com toda a naturalidade, estávamos invocando o mistério mais profundo de nossa fé e da vida cristã: Santíssima Trindade que hoje celebramos.

Só Cristo nos revelou claramente essa verdade: Fala constantemente do Pai: Quando Felipe diz: “Mostra-nos o Pai…”, Jesus responde: “Felipe… quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,8).

Jesus promete o Espírito Santo: “Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena Verdade”.

Quando se despede, no dia da Ascensão, afirma: “Ide… e batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

A contemplação e o louvor à Santíssima Trindade são a substância da nossa vida sobrenatural, e esse é também o nosso fim: porque no Céu, junto de Nossa Senhora – Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo: mais do que Ela, só Deus – , a nossa felicidade e o nosso júbilo serão um louvor eterno ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo

Fazendo o sinal da Cruz, nós declaramos a cada vez, nossa vontade de pertencer à Trindade.



Mons. José Maria Pereira

domingo, 24 de maio de 2015

Festa de Penteconstes - “Creio no Espírito Santo”



“Creio no Espírito Santo”

Santificais a Igreja inteira
 
a festa de Pentecostes a obra redentora de Jesus chega a seu momento máximo para nossa salvação. Na consumação dos tempos a redenção chegará a seu termo, quando o Cristo entregará o Reino a Deus, seu Pai (1Cor 15,24). Em Pentecostes completa-se a missão do Filho que disse: “Se eu não for, o Paráclito não virá” (Jo 16,7). Agora é o tempo do Espírito. Ele leva a redenção a seu efeito em nossos corações e nos ensina toda a verdade: 

“Quando vier o Espírito da Verdade, Ele vos conduzirá à verdade plena” (Jo, 16,13). 

Em Pentecostes, sua missão, unida à Ressurreição do Senhor, destina-se a todos os povos. O Evangelho pode ser compreendido e amado por todos. Essa verdade está expressa nas pessoas de povos tão diferentes presentes ao acontecimento. Esses povos indicam todas as direções da terra. Não se pensa mais na exclusividade de um povo ou de um grupo religioso.

A Igreja deve se cuidar mais para ver onde age o Espírito do que dar regras a sua ação. Não podemos engessar a ação do Espírito num movimento ou em uma teologia. Ela está aberta para que Ele nos manifeste toda a verdade, segundo a promessa de Jesus (Oração sobre as oferendas). Nas orações da liturgia do dia de Pentecostes reconhecemos esta verdade rezando ao Pai: “Ó Deus que, pelo mistério da festa de hoje, santificais vossa Igreja inteira em todos os povos e nações” (oração). A celebração é santificação da Igreja. Por isso, rezamos a Deus que derrame sobre o mundo os dons do Espírito e realize no coração dos fiéis as maravilhas operadas no início da pregação do Evangelho (oração). As maravilhas não se restringem ao fenômeno das línguas, mas ao anúncio do Evangelho a todos com igualdade como vemos na celebração dos santos mistérios nas línguas locais. Todos são convocados.

Dons do Espírito

O Espírito nos dá preciosos dons que devem ser desenvolvidos como um serviço a todo Corpo de Cristo, como nos relata a segunda leitura (1Cor 12,3b-712-13). Reconhecer a ação do Espírito e louvá-Lo é fazer frutificar os dons que nos deu. É um chamamento a abrir espaços ao crescimento e promoção dos dons de cada um. Nem todos têm os mesmos dons. Na verdade o dom é de todos, pois fazem parte do Corpo de Cristo. São um presente a todo Corpo, a Igreja. Há também a necessidade de conhecer os próprios dons e trabalhar com eles para o crescimento de todo o Corpo de Cristo. Estes dons se encontram também fora do corpo social da Igreja. Também eles devem ser discernidos e reconhecidos. Não podemos reprimir o fogo do Espírito nem usar de seu fogo para nosso egoísmo e orgulho. O Espírito age onde quer e como quer.

Vinde, Espírito Santo!

O Espírito Santo estava presente na vida de Jesus e O conduzia no cumprimento de sua missão (Mt 4,1). Agora conduz a Igreja no acolhimento e participação dessa missão. Por isso pedimos o Espírito: “Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovareis a face da terra”. Cometemos um grande pecado contra o Espírito quando desconhecemos sua ação, como nos diz Jesus: 


“Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas se disser contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem nesse mundo, nem no vindouro” (Mt 12,32). 

Significa fechar-se ao Espírito Santo. Se nos fecharmos a Ele, não há possibilidade de acontecer sua ação. Na Eucaristia temos a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e sobre os fiéis para que sejam Corpo de Cristo. Todos recebem o Espírito Santo. Esse é nosso Pentecostes de cada dia.

Leituras: Atos 2,1-11; Salmo 103; (1Coríntios 12,3b-712-13); João 20,19-23

Conclusão 


Homilia de Pentecostes

A obra da redenção de Jesus culmina na Vinda do Espírito Santo. Agora é o tempo do Espírito. Ele leva a redenção a efeito nos corações e ensina toda a Verdade. O Espírito é destinado a todos os povos. A Igreja não pode bloquear a ação do Espírito. A celebração é a santificação de toda a Igreja. Renovar Pentecostes é ter novo ardor missionário.
O Espírito nos dá preciosos dons que devem ser desenvolvidos como um serviço a todo o Corpo de Cristo. Reconhecer a ação do Espírito é fazer frutificar os dons que nos deu. Todos têm dons. Compete a todos dar espaço para o crescimento. Os dons são para todo o Corpo de Cristo. Não podemos reprimir o Espírito que está em nós, mas discerni-Lo na caridade.

O Espírito estava presente na vida de Jesus e O conduzia no cumprimento de sua missão. Agora conduz a Igreja no acolhimento e participação dessa missão. Nós pedimos que o Espírito venha sempre sobre nós. Fechar-se à ação do Espírito é o pecado sem perdão. Em cada missa recebemos o Espírito Santo.

A língua do amor é comprida

A maravilha de Pentecostes não é acontecimento do passado, mas sua presença no meio de nós, pois pedimos na oração que “realize agora no coração dos fiéis as maravilhas operadas no início da pregação do Evangelho”. Não há diferença na ordem da graça no Pentecostes dos Apóstolos e o Pentecostes de hoje.

Pena que alguns só pensem na beleza da teofania, das línguas e dos milagres. A beleza está na força do Evangelho que entra no mundo. As regiões, de onde provinham os peregrinos que acorreram no dia, representam geograficamente todas as direções do mundo.

A riqueza da graça – presente no mistério celebrado – é a presença de Jesus que dá o Espírito para a reconciliação. Esta foi a missão que deu aos apóstolos e continua dando a nós. O perdão dos pecados vai além do sacramento da penitência individual e atinge a todos. O Espírito Santo foi dado a todo o universo. Não é propriedade de ninguém e ninguém pode dominá-Lo.

Para viver intensamente a presença do Espírito, nós O recebemos como um Dom que distribui seus dons. A força do Espírito em nós se manifesta nos dons que colocamos a serviço de todos.

Padre Luis Carlos de Oliveira - CSSR

Atualmente trabalha na Comunidade Redentorista S. Geraldo em Sorocaba-SP.
Tem 67 anos, trabalhou em diversas localidades na pastoral e formação, já trabalhou no exterior (Roma e Angola).Bacharelado em Teologia pelo ITESP.


Fonte : http://www.diocesesaojoao.org.br

tags: Pentecostes, Festa do Divino Espírito Santo, Festa do Divino, Dons do Espírito Santo 




sexta-feira, 15 de maio de 2015

A Virgem da árvore do bem e do mau


As aparições de Nossa Senhora trazem em si muitos elementos simbólicos, até incompreensíveis e quase nunca interpretados devidamente.

Por que Nossa Senhora em Fátima apareceu em uma árvore? Não poderia ter escolhido uma igreja, capela para se revelar? Poderia sim, mas não o quis. Por quê? Porque a árvore traz toda uma simbologia que nos remete à Bíblia e aos acontecimentos da salvação. 

Portanto, a mensagem da Aparição é sempre com conotação bíblica.A mariologia das mariofanias de Fátima sempre se limitaram as suas palavras e poucos estudaram seus gestos e o aspecto físico da mesma. Isto tem alguma importancia? Sim, pois todas as mariofanias carregam não só uma mensagem falada, quando esta é uma visão ou locução interior como também seu modo de aparecer, suas palavras, seus gestos etc., possui uma mensagem. É dever da Igreja de DECODIFICA-LAS á luz da doutrina.

Em Fátima, a Mãe de Deus escolhe para aparecer sobre uma árvore chamada Azinheira/Carrasqueira. Ora, as características desta árvore é: folhas espinhosas (Sacrifício e Penitencia), tronco robusto de difícil decomposição (Assunção de Maria). Poder ser frondosa e de grandes proporções ou ser pequena. Seus frutos são ovóides.

Dois aspectos bíblicos sobre a árvore aplicados a Nossa Senhora foram aplicados pelos Santos Padres. A Sarça- ardente (cf. Ex 3,1-5) e o Cedro do Líbano (cf. Sir 24,13-14).


Tomamos da tradição oriental o melhor modo para se poder entender uma possível relação teológica com o modo como a Virgem Maria se apresenta na Serra d’Aire em 1917. É de tradição a veneração no Oriente de um famoso ícone datado do séc. XII no mosteiro de Santa catarina, justamente ao pé do Monte Sinai. Este ícone tem como como título, «Mãe de Deus como Sarça-ardente». Este ícone se inspira no texto de Ex 3,1-5. 

Mas, como a Igreja chegou a aplica a Nossa Senhora o título de Sarça-ardente? Venerandos autores deixaram testemunhos, citamos de início o patriarca Severo de Antioquia (séc. VI). Ele diz:"O ventre de Maria é como uma Sarça na qual desceu o Fogo teofânico e no qual Javé se torna presente e visível a Moisés. Quando volto meu olhar a Virgem Mãe de Deus e tento esboçar uma simples reflexão sobre ela, dai me vem com que uma voz vinda de Deus e que me grita aos ouvidos: 

‘Não aproxima-te! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estas e terra santa!... Aproximar-se a Ela é como aproximar-se a uma terra santa, chegar ao Céu’ ". 

Do mesmo modo, os louvores dirigidos a Maria na liturgia por João Eucaita († 1079), onde aplica a Ela símbolos que mostram a sua participação na obra da redenção como Mãe de Deus. Ele canta: “Alegra-te, Virgem e Mãe Imaculada, sublime cipreste perfumado, que se levanta reto em direção a sumidade da divina contemplação; cedro vindo do Líbano (cf. Ct 4, 8), robusto e sensível aos humanos pensamentos, oliveira florida cujos frutos derrama a graça do Espírito Santo; vinha florida que produziu par ao mundo a uva madura que alegra o coração de quantos te louvam justamente como Mãe de Deus”.


Tais exemplos iluminam perfeitamente a aparição da Virgem sobre a árvore da Azinheira que vai além de um simples pousar os pés em um arbusto. Contudo, também nos lembra a árvore do bem e do mau no jardim do Éden (cf. Gn 3,22), onde nossos primeiros pais fizeram sua escolha livre. Assim também em Fátima através do convite da Virgem, os videntes são convidados a aceitarem os sofrimentos para colaborarem na redenção de muitos que se perdem. 


Ora, aos pés da cruz do Redentor, que é o «fruto bendito» de Maria pendente no patíbulo, temos um outro aspecto da árvore da Vida. Esta árvore é associada a Maria pela sua escolha livre de estar «de pé junto à cruz» (Jo 19,25) e continuação do seu serviço (cf. Lc 1,26).

A Azinheira escolhida como a árvore da Aparição entra neste cenário de simbologia e teologia que nos indica todo o conteúdo da mensagem de Fátima. Fazer uma escolha de vida, entre o bem e mau… a árvore da Azinheira nos remete à árvore da Cruz de Cristo pela mediação de Maria, que por sua vez é a Sarça-ardente, pura e sem mancha na sua Imaculada Conceição e na sua Virgindade perpetua. Ela, o Cedro do Líbano, frondoso nas suas graças e perfumado com o odor da santidade, tão agradável Deus.


As aparições da Virgem em Fátima nos convidam a olhar a «Árvore da Vida», a Cruz como sinal de vitória, mas também nos faz um convite ardoroso de sermos frutos saborosos com a nossa perseverança nos Mandamentos do Senhor.


Dom Rafael Maria, é Doutor em Mariologia e ministra dois «Curso de Mariologia» pelo 
site:www.cursoscatolicos.com.br


Possui Diplomas em Counseling, Postulação para Causa dos Santos e Tutor de Ensino a Distância pela PUC- RS. Informações: d.rafaelmariaosb@hotmail.com

"100 e 300 Anos" - Por D. Fernando Rifan





Dom Fernando Arêas Rifan* 

Hoje, dia 13 de maio, celebramos o 98o aniversário da primeira das aparições de Nossa Senhora a três simples crianças, pastores de ovelhas, em 1917, em Fátima, pequena cidade de Portugal, de onde a devoção se espalhou e chegou ao Brasil. Estamos, portanto, nos preparando para celebrar, em 2017, os cem anos dessa aparição de Nossa Senhora.

O segredo da importância e da difusão de sua mensagem está exatamente na sua abrangência de praticamente todos os problemas da atualidade.

Ali, Nossa Senhora nos alerta contra o perigo do comunismo e seu esquecimento dos bens espirituais e eternos, erro que, conforme sua predição, vai cada vez mais se espalhando na sociedade moderna: o ateísmo prático, o secularismo. “A Rússia vai espalhar os seus erros pelo mundo”, advertiu ela. A Rússia tinha acabado de adotar o comunismo, aplicação prática da doutrina marxista, ateia e materialista. Mas, se o comunismo, como sistema econômico, fracassou, suas ideias continuam vivas na sociedade atual. E o comunismo é incompatível com o catolicismo. Falando que foi batizado como católico, Raul Castro, recebido neste domingo pelo Papa Francisco, confessou porque abandonou a Igreja: 

“Sou comunista e não se podia ser membro do Partido Comunista e ser católico” (O Globo 11/6/2015). Ele reconhece o antagonismo. Foi lógico. Rezemos pela sua conversão, para que, deixando o comunismo, volte à Igreja, como ele insinuou após sua entrevista com o Papa.

Em Fátima, Nossa Senhora pediu a oração, sobretudo a reza do Terço do Rosário todos os dias, e a penitência pela conversão dos pecadores e pela nossa santificação e perseverança. Explicou que o pecado, além de ofender muito a Deus, causa muitos males aos homens, sendo a guerra uma das consequências do pecado. Falou sobre o Inferno, sobre o Purgatório, sobre o Céu, sobre a crise que sofreria a Igreja, com perseguições e martírios. Enfim, Fátima é o resumo, a recapitulação e a recordação do Evangelho para os tempos modernos.

Mas, em 2017, celebraremos também os 300 anos do encontro milagroso da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, pelos pescadores, no Rio Paraíba do Sul, milagre sucedido de muitos outros. É óbvio que ali houve algo sobrenatural. Pois, como explicar que uma simples imagem, quebrada, pudesse atrair milhões de pessoas em oração fervorosa, ininterruptamente, por três séculos, sem uma intervenção divina e uma bênção especial da Mãe de Jesus? Estamos, portanto, na preparação para a celebração deste grande evento. A Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida visitará todas as dioceses do Brasil, e aqui também, a Diocese de Campos e a Administração Apostólica, onde estará em todas as Igrejas, como numa missão para afervorar o nosso povo e nos preparar para a celebração dos seus 300 anos.


Vamos assim unir as duas grandes devoções, a Nossa Senhora de Fátima e a Nossa Senhora Aparecida, pois são a mesma e única Senhora escolhida entre todas as mulheres para ser a mãe do Redentor e nossa Mãe espiritual.



*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney




domingo, 10 de maio de 2015

Maria Santíssima - A Mãe das mães


Pertence à santidade, como elemento característico e necessário, a magnanimidade e, consequentemente, a liberalidade para difundir e comunicar a outros os dons e riquezas próprias. Deus infinitamente Santo e Magnânimo, a Santíssima Trindade, quis fazer-nos participantes da sua vida do modo mais conveniente e oportuno. E para nos ajudar a alcançar tão grande felicidade, favorecendo-nos com a sua graça e elevando a nossa condição à ordem sobrenatural, decretou – entre outros sinais claros e patentes do seu amor – colocar-nos sob a protecção de quem trouxe Cristo à terra: Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.

A figura de Maria, o seu papel no nascimento e na vida de Jesus – e no caminhar dos cristãos – mostra bem às claras a predilecção e delicadeza com que as três Pessoas divinas nos enchem de bênçãos. Por isso – como a alma se alegra ao pensar nisso – todas as realidades cristãs na história recebem, a partir do Verbo encarnado, de quem essencialmente derivam, um profundo cunho mariano. Este é um traço impresso pelo próprio Deus na sua Igreja, e, como tal, um elemento básico da nossa fé. A centralidade de Maria na economia da salvação, fundada na de Jesus Cristo, ficou estabelecida por Deus ao escolhê-la como Mãe do seu Filho encarnado e ao confiar-lhe, ao pé da Cruz, o cuidado por cada um de nós.

As verdades sobre a Virgem Maria são admiráveis. Por isso tudo o que se refere á sua pessoa refulge perante os nossos olhos com esplendor sempre novo. Os dons sobrenaturais que a embelezam e a tornam capaz de desempenhar a sua missão, junto a Cristo, ao longo da história da salvação, constituem um luminoso farol aceso diante de nós. O seu trabalho quotidiano em Nazaré, servindo e convivendo com o seu Filho em companhia de S. José; a sua fidelidade no momento terrível da Paixão de Jesus e nas horas que precederam a Ressurreição; a sua delicada presença nos primeiros passos da comunidade cristã, mostram-se-nos como um livro aberto em que havemos de ler e meditar continuamente. Nem o mais pequeno dos seus gestos carece de significado, transbordante sempre de conteúdo, por amor à vontade de Deus que encerra.

É POSSÍVEL – A VIDA DE MARIA MANIFESTA-O CLARAMENTE – ESTAR PLENAMENTE IMERSO NAS COISAS PEQUENAS DE CADA DIA E, AO MESMO TEMPO, DIVINIZÁ-LAS. É ACESSÍVEL SERMOS «CONTEMPLATIVOS NO MEIO DO MUNDO»

Assim o entendeu a tradição cristã, cheia de hinos, cânticos e invocações marianas. E no entanto devemos reconhecer ao mesmo tempo que ainda estamos longe de compreender e descobrir toda a dignidade e grandeza espiritual de Nossa Senhora. A Igreja venera-a com afecto filial como Mãe amadíssima e considera-a modelo de fé, de esperança e de caridade e de todas as outras virtudes. Persuadidos desta realidade, que tão de perto nos diz respeito, desejamos progredir com força na «experiência particular do amor materno de Maria que conduz directamente, como repetia S. Josemaria, a encontrar o amor de Deus Pai, de Deus Filho e de Deus Espírito Santo».

quinta-feira, 7 de maio de 2015

5 de Maio - Santo Ângelo






Ele e Santo Alberto da Sicília são considerados como que "pais" da ordem dos carmelitas, por serem os primeiros dois santos da Ordem. Está entre os primeiros que deixaram o Monte Carmelo para evangelizar. Na Sicília, há diversos lugares que tem Santo Ângelo como padroeiro, como Sant'Angelo Muxaro. Suas relíquias foram trasladadas para um nova igreja em Licata, a Santa Maria do Carmo. O fim da epidemia de peste no Reino de Nápoles em 1656 foi atribuída a sua intercessão .


Uma tradição muito antiga nos trás a luz sobre a vida de Ângelo. Os registros indicam que ele nasceu em 1185, na cidade de Jerusalém, de pais judeus pela religião, chamados José e Maria, nomes muito comuns na região. E que eles se converteram após Nossa Senhora ter avisado Ângelo, durante as orações, que ele teria um irmão, o que lhes parecia impossível, porque seus pais eram idosos. Mas isso aconteceu. Emocionados, receberam o batismo junto com a criança, à qual deram o nome de João. Mais tarde, ele também vestiu o hábito carmelita.


Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres, depois de viver cinco anos no monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote.


Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do monte Carmelo com os primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obter do papa Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a Sicília.


Lá, ao visitar a basílica de São João, se encontrou com os sacerdotes, que se tornaram santos, Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, instante em que previu e anunciou a sua morte como mártir de Jesus Cristo.


Dentre seus grandes feitos, o que mais se destaca é o trabalho de evangelização que manteve entre os hereges cátaros daquela cidade. A história narra que ele conseguiu converter até uma mulher que, antes disso, mantinha uma vida de pecados, até mesmo uma relação incestuosa com um rico senhor do lugar.


No dia 5 de maio de 1220, Ângelo fez sua última pregação na igreja de São Tiago de Licata, na Sicília. Nesse dia foi morto, vítima daquele rico homem, que não se conformou com o abandono e a conversão de sua amante, encomendando o assassinato.


Venerado pela população, logo uma igreja foi erguida no lugar de seu martírio, onde foi sepultado o seu corpo. A Igreja canonizou o mártir santo Ângelo em 1498. Porém somente em 1662 as suas relíquias foram transladadas para a igreja dos carmelitas. O seu culto se difundiu amplamente no meio dos fiéis e na Ordem do Carmo.


Santo Ângelo foi nomeado padroeiro de muitas localidades, inicialmente na Itália, depois em outras regiões da Europa. Sua veneração se mantém até os nossos dias, sendo invocado pelo povo e devotos nas situações de suas dificuldades. Os primeiros padres carmelitas da América difundiram a sua devoção, construindo igrejas, nomeando as aldeias que se formavam, e expandiram o seu culto, que também chegou ao Brasil.


Oração 
Glorioso Santo Ângelo

Vós que revestido de uma fé e obediência a Deus nosso Pai, tendo chegado ao Rio Jordão e após meia hora de oração prostado de joelhos, invocastes a misericórdia de Cristo, da Santíssima Trindade, do Padre São Elias e seu fiel discípulo Eliseu para que, com pés enxutos conduzissem os fiéis e religiosos ali detentos ao outro lado da margem, nós invocamos a vossa proteção e exaltamos o vosso amor.

Ó Santo Ângelo fortíssimo soldado de Cristo, cuja fúria dos inimigos vos deram cruéis feridas e cujo sangue inocente foi derramado, nós vos bendizemos e vos invocamos.

A vós, Ângelo, como a de outro João Batista, aguarda a coroa gloriosa.

“Vive e triunfa no céu que é vossa Pátria, pos sendo Anjo de nome e em vida, não haveis de morar mais tempo na terra dos pecadores!”

Assim seja.



santo Ãngelo, Rogai por nós.



terça-feira, 5 de maio de 2015

Mês de Maio - Apelo à Reza Diária do Terço


Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado

«Rezaio terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.»

Qual terá sido o motivo por que Nossa Senhora nos mandou rezar o Terço todos os dias, e não mandou ir todos os dias assistir e tomar parte na Santa Missa?

Trata-se de uma pergunta que me tem sido feita muitas vezes, e à qual gostava de dar resposta agora. Certeza absoluta do porquê não a tenho, porque Nossa Senhora não o explicou e a mim também não me ocorreu de Lho perguntar. Digo, por isso, simplesmente o que me parece e me é dado compreender a este respeito. Na verdade, a interpretação do sentido da Mensagem deixo-a inteiramente livre à Santa Igreja, porque é a Ela que pertence e compete; por isso, humildemente e de boa vontade me submeto a tudo o que Ela disser e quiser corrigir, emendar ou declarar.

A respeito da pergunta acima feita, penso que Deus é Pai; e como Pai acomoda-se às necessidades e possibilidades dos Seus filhos. Ora, se Deus, por meio de Nossa Senhora, nos tivesse pedido para irmos todos os dias participar e comungar na Santa Missa, por certo haveria muitos a dizerem, com justo motivo, que não lhes era possível. Uns, por causa da distância que os separa da igreja mais próxima onde se celebra a Eucaristia; outros, porque não lho permitem as suas ocupações, os seus deveres de estado, o emprego, o seu estado de saúde, etc. Ao contrário, a oração do Terço é acessível a todos, pobres e ricos, sábios e ignorantes, grandes e pequenos.

Todas as pessoas de boa vontade podem e devem, diariamente, rezar o seu Terço. E para quê? Para nos pormos em contacto com Deus, agradecer os Seus benefícios e pedir-Lhe as graças de que temos necessidade. É a oração que nos leva ao encontro familiar com Deus, como o filho que vai ter com o seu pai para lhe agradecer os benefícios recebidos, tratar com ele os seus assuntos particulares, receber a sua orientação, a sua ajuda, o seu apoio e a sua bênção.

Dado que todos temos necessidade de orar, Deus pede-nos, digamos como medida diária, uma oração que está ao nosso alcance: a oração do Terço, que tanto se pode fazer em comum como em particular, tanto na igreja diante do Santíssimo como no lar em família ou a sós, tanto pelo caminho quando de viagem como num tranqüilo passeio pelos campos. A mãe de família pode rezar enquanto embala o berço do filho pequenino ou trata do arranjo de casa. O nosso dia tem vinte e quatro horas...não será muito se reservarmos um quarto de hora para a vida espiritual, para o nosso trato íntimo e familiar com Deus!


Por outro lado, eu creio que, depois da oração litúrgica do Santo Sacrifício da Missa, a oração do santo Rosário ou Terço, pela origem e sublimidade das orações que o compõem e pelos mistérios da Redenção que recordamos e meditamos em cada dezena, é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus e de maior proveito para as nossas almas. Se assim não fosse, Nossa Senhora não o teria recomendado com tanta insistência.

Ao dizer Rosário ou Terço, não quero significar que Deus necessite que contemos as vezes que Lhe dirigimos as nossas súplicas, os nossos louvores ou agradecimentos. Certamente Deus não precisa que os contemos: n''Ele tudo está presente! Mas nós precisamos de os contar, para termos a consciência viva e certa dos nossos atos e sabermos com clareza se temos ou não cumprido o que nos propusemos oferecer a Deus cada dia, para preservarmos e aumentar o nosso trato de direta convivência com Deus, e, por esse meio, conservarmos e aumentarmos em nós a fé, a esperança e a caridade.


Direi ainda que, mesmo aquelas pessoas que têm possibilidade de tomar parte diariamente na Santa Missa, não devem, por isso, descuidar-se de rezar diariamente o seu Terço. Bem entendido que o tempo apropriado para a oração do Terço não é aquele em que toma parte na Santa Missa. Para estas pessoas, a oração do Terço pode considerar-se uma preparação para melhor participarem da Eucaristia, ou então como uma ação de graças pelo dia afora.

Não sei bem, mas do pouco conhecimento que tenho do trato direto com as pessoas em geral, vejo que é muito limitado o número das almas verdadeiramente contemplativas que mantêm e conservam um trato de íntima familiaridade com Deus que as prepare dignamente para a recepção de Cristo, na Eucaristia. Assim, também para estas, se torna necessária a oração vocal, o mais possível meditada, ponderada e refletida, como o deve ser o Terço.

Há muitas e belas orações que bem podem servir de preparação para receber Cristo na Eucaristia e para manter o nosso trato familiar de íntima união com Deus. Mas não me parece que encontremos alguma mais que se possa indicar e que melhor sirva para todos em geral, como a oração do Terço ou Rosário. Por exemplo, a oração da Liturgia das Horas é maravilhosa, mas não creio que possa ser acessível a todos, nem que alguns dos salmos recitados possam ser bem compreendidos por todos em geral. É que requer uma certa instrução e preparação que a muitos não se pode pedir.

Talvez por todos estes motivos e outros que nós não conhecemos, Deus, que é Pai e compreende melhor do que nós as necessidades dos Seus filhos, quis pedir a reza diária do Terço condescendendo até ao nível simples e comum de todos nós para nos facilitar o caminho do acesso a Ele.

Enfim, tendo presente o que nos tem dito, sobre a oração do Rosário ou Terço, o Magistério da Igreja ao longo dos anos - alguma coisa vos recordarei mais adiante -, e o que Deus, por meio da Sua Mensagem, tanto nos recomenda, podemos pensar que aquela é a fórmula de oração vocal que a todos, em geral, mais nos convém, e da qual devemos ter sumo apreço e na qual devemos pôr o melhor empenho para nunca a deixar. Porque melhor do que ninguém, sabem Deus e Nossa Senhora aquilo que mais nos convém e de que temos mais necessidade. E será um meio poderoso para nos ajudar a conservar a fé, a esperança e a caridade.

Mesmo para as pessoas que não sabem ou não são capazes de recolher o espírito a meditar, o simples ato de tomar as contas na mão para rezar é já um lembrar-se de Deus, e o mencionar em cada dezena um mistério da vida de Cristo é já recordá-los, e esta recordação deixará acesa nas almas a terna luz da fé que sustenta a mecha que ainda fumega, não permitindo assim que se extinga de todo.

Pelo contrário, os que abandonam a oração do Terço e não tomam diariamente parte no Santo Sacrifício da Missa, nada têm que os sustente, acabando por se perderem no materialismo da vida terrena.

Assim, o Rosário ou Terço é a oração que Deus, por meio da Sua Igreja e de Nossa Senhora, nos tem recomendado com maior insistência para todos em geral, como caminho e porta de salvação: «Rezem o Terço todos os dias» (Nossa Senhora, 13 de Maio de 1917).




Ave Maria!

Apelos da Mensagem de Fátima

Edição: Secretariado dos Pastorinhos

Fátima – Portugal – 2000

(Pgs. 115-124)

sábado, 2 de maio de 2015

01 de Maio - São José - Modelo para oa Pais e Trabalhadores Católicos



O Pai Nosso e a Paternidade de São José

Autor  : Luciano Dídimo


A São José, Deus confiou seus maiores tesouros, Jesus e Maria. Vejam só que imenso privilégio teve este homem, uma criatura, um homem bom, justo, como diz a Bíblia... Entretanto, Deus o escolheu para essa missão ímpar na história da humanidade, a missão de ser o pai na terra do Filho de Deus que se encarnou. O SIM de José em receber Maria como esposa, estando ela grávida do Salvador, foi um sim em ser o pai de Jesus, o qual unido ao SIM de Maria, teve participação fundamental na história da salvação. Deus chama e capacita seus escolhidos para que possam exercer a missão a eles confiada. Assim foi também com José, que recebeu essa missão de extrema responsabilidade, pois se para um pai comum, a missão de ser pai exige uma extrema responsabilidade e fidelidade a Deus e à família, imagine para José, sendo responsável em cuidar do próprio Deus feito criança, dependendo dele para comer, para se vestir, precisando de seus cuidados, de sua proteção, de seu amparo, de seu carinho.


A paternidade de São José foi uma verdadeira oração, a qual pode ser perfeitamente relacionada com a oração do Pai-Nosso ensinada por Jesus. Ora, a oração do Pai-Nosso, segundo Horácio Dídimo, em seu livro ‘As Harmonias do Pai-Nosso” é composta por sete petições (sete pedidos), após a invocação dirigida a Deus Pai: PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, sendo essas petições de LOUVOR, UNIÃO, ENTREGA, ALIMENTO, PERDÃO, PROTEÇÃO e LIBERTAÇÃO. Essas sete petições podem ser relacionadas com a paternidade de São José, de acordo com as passagens bíblicas referentes a ele e com as invocações constantes na Ladainha de São José.


* PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS
1.SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME 

Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José? (Lc 4, 22)


A primeira petição é uma petição de LOUVOR, onde Jesus louva o Pai. Nessa passagem onde as pessoas se admiram de Jesus e dão testemunho dele, é uma oração de louvor a Jesus por tudo o que Ele dizia e fazia, e no momento em que o louvor é dirigido a Jesus, Ele é reconhecido como filho de José: Não é este o filho de José? Ora, todo filho se parece com o pai, mesmo os adotados são parecidos, porque adquirem os trejeitos, o modo de falar, o modo de se comportar, os gestos, tudo. Jesus era a cara de José! Assim também nós, quando louvamos e adoramos Jesus, podemos nos lembrar de José, da paternidade de José, como aconteceu nessa passagem. E em duas ocasiões citadas na Bíblia, José estava presente no momento em Jesus era adorado, na adoração dos pastores e na visita dos magos. O interessante é que com certeza, José também louvava e adorava Jesus, porque sabia que Ele era o próprio Deus. Que o louvor de José seja exemplo para os pais de família, que exercendo sua paternidade, louvem e levem seus filhos a louvar a Deus.
São José, Ilustre descendente de Davi, rogai por nós!


2.VENHA A NÓS O VOSSO REINO

Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. (Lc 2, 16)


A segunda petição é uma oração de UNIÃO, união de Deus com os homens, da Divindade com a humanidade. Essa união com Deus se dá em Jesus, pois quando nos unimos a Jesus, o Reino de Deus está em nós. Essa passagem nos mostra que os pastores quando chegaram na manjedoura encontraram Maria, José e Jesus, uma união perfeita de Deus com a humanidade, refletida na união da sagrada família. São José, confiado por Deus para ser o chefe da Sagrada Família, é exemplo a ser seguido por todos os pais de família, exemplo de fidelidade, de castidade, de prudência e de justiça. Que a união da Sagrada Família seja exemplo para que todas as famílias sejam cada vez mais unidas!
São José, Chefe da Sagrada Família, rogai por nós!


3.SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus. (Mt 1, 24-25)

A terceira petição é uma oração de ENTREGA, onde se coloca tudo nas mãos de Deus, para que Ele faça tudo segundo a Sua vontade. A paternidade de José é um grande exemplo disso, pois ele deixa-se conduzir inteiramente por Deus, comprometendo toda a sua vida em função daquilo que Deus lhe pedia, não só em receber Maria, mas principalmente exercendo a paternidade de Jesus, cumprindo com todas as suas obrigações de pai. Várias outras passagens podem atestar isso, como: em Lc 2, 21 - Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno e em Lc 2, 22-23 - Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor, conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor. Assim José, levando Jesus para circuncidar e levando-o à Jerusalém para O apresentar no Templo, cumpria todos os preceitos da religião judaica, fazendo com que exercesse sua paternidade segundo a vontade de Deus. José também, com certeza ensinava a Torah a Jesus, pois naquela época era costume que o pai assim o fizesse. Vejam, portanto, o quanto José era diligente em cumprir as suas obrigações de pai, quando vemos nos dias de hoje exatamente o contrário: os pais se desimcubindo de suas obrigações, passando toda a responsabilidade para a escola ou para as mães, que também não têm mais tempo para estar com seus filhos. Se as famílias hoje não estão se preocupando nem em batizar os filhos, em levá-los a fazer a primeira comunhão, muito menos se preocupam em ensinar-lhes a Bíblia e os mandamentos da Lei de Deus. Dessa forma, como as crianças de hoje podem fazer a vontade de Deus, se não a conhecem? Que a obediência de São José seja exemplo para que os pais de família façam e ensinem os filhos a fazerem a vontade de Deus.

São José obedientíssimo, rogai por nós!


4.O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE

Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens. (Lc 2, 51-52)

A quarta petição é uma oração de ALIMENTO, tanto material quanto espiritual, os quais nos fazem crescer fisicamente ou espiritualmente. José, sendo o provedor da família, era o responsável pelo sustento de Jesus e para tanto, trabalhava como carpinteiro. Esse alimento, essa comida, fez com que Jesus crescesse em estatura. Os ensinamentos de José, como o ofício de carpinteiro que ensinou a Jesus, fez com que crescesse em sabedoria, e o ensino sobre a religião fazia com que Jesus crescesse em graça. Dessa forma, José proveu Jesus em todas as suas necessidades. Outra passagem bíblica atesta isso: Lc 2, 39-40 -Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré. O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele. Que a dedicação de São José seja exemplo para que os pais de família trabalhem para o sustento de sua família e participem na educação de seus filhos, não se desviando dessa responsabilidade pela bebida, pelas drogas, pela acomodação ou pela busca de prazeres!

São José, Pai nutrício do Filho de Deus, rogai por nós!


5.PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO

José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. (Mt 1, 20-21)


A quinta petição é uma oração de PERDÃO. São José é citado na Bíblia como um homem de bem, um homem justo. Vejam vocês em que situação constrangedora ele ficou quando soube da gravidez de Maria sem que tivessem coabitado. Segundo o costume hebraico, o matrimônio constava de duas fases: primeiro era celebrado o matrimônio legal (o verdadeiro) e depois de um certo período o esposo introduzia a esposa em sua casa. Dessa forma, após o casamento e antes que Maria fosse para a casa de José, ela apareceu grávida, e José, com todos os motivos para denunciá-la e podendo ser até apedrejada, ainda assim resolve proteger Maria para não difama-la e se afasta dela secretamente. 


Quando o Senhor apareceu em sonhos a José revelando que a concepção de Maria provinha do Espírito Santo, José, sendo justo, recebeu Maria em sua casa. Isso não foi propriamente um perdão, porque não havia nenhum pecado em Maria, mas o seu ato de voltar atrás em sua decisão e cumprir a vontade de Deus é exemplo para que haja o perdão nas famílias, entre os esposos, entre os irmãos e entre pais e filhos e assim prevaleça a vontade de Deus. Que a Justiça de São José nos ajude a também sermos justos na família e na sociedade!
São José Justíssimo, rogai por nós!


6. E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO

Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. (Mt 2, 13-14)


A sexta petição é uma oração de PROTEÇÃO contra os males do mundo. José exercendo sua paternidade, foi o protetor de Jesus e exerceu bravamente essa missão, fugindo com Jesus para o Egito, porque Herodes queria matá-Lo, permanecendo lá até a morte de Herodes. Quando Herodes morreu, quis retornar para Israel, mas quando soube que Arquelau, o pai de Herodes, reinava na Judéia, não arriscou ir para lá, mais uma vez exercendo o seu papel de pai protetor, e novamente avisado em sonhos, foi morar na cidade de Nazaré, na Galiléia. 


Outra passagem que nos mostra a proteção de José para com Jesus, foi quando, aos doze anos de idade, Jesus se perdeu no Templo, conforme Lc 2, 42-48: Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Esta passagem nos mostra Maria se referindo a José como pai de Jesus e retrata a aflição de um pai ao perder seu filho. Que o exemplo de cuidado e de preocupação de José seja exemplo para que os pais de família também protejam seus filhos dos perigos do mundo, sabendo dizer “não” quando necessário, dialogando, discernindo o bem do mal, para que assim, os filhos possam encontrar a segurança dentro do seio familiar e em Deus e não procurem essa segurança nas drogas, nas falsas amizades e no poder financeiro.
São José, Insigne defensor de Cristo, rogai por nós!


7.MAS LIVRAI-NOS DO MAL

Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. (Mt 1, 16)


A sétima e última petição é uma oração de LIBERTAÇÃO. Libertação é quando nos livramos de algo que nos prende, que nos oprime. Essa passagem menciona toda a genealogia de Jesus até chegar em José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. Assim, a paternidade de São José fez parte do plano de salvação de Deus para a humanidade, para que, através do sacrifício de Cristo, o homem fosse libertado. Dessa forma, José sendo o pai na terra de Cristo, e a Igreja sendo o Corpo Místico de Cristo, podemos considerar José o pai da Igreja, e assim a Igreja o reconhece, pois Pio IX declarou-o Patrono da Igreja Universal. Assim São José, ao exercer a paternidade de Jesus, assume também a paternidade de toda a Igreja, e de todos nós, contribuindo para a libertação de toda a humanidade.

São José, Protetor da Santa Igreja, rogai por nós!


Amém.

Fonte : Provincia Carmelitana de São José

http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com.br


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