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domingo, 15 de novembro de 2015

15 de Novembro - Memória dos Fiéis Defuntos de Toda a Ordem Carmelita



Na Ordem Carmelita, hoje celebramos o dia de Todos os Santos. Todos aqueles que vestiram o santo hábito da Viagem do Carmo e testemunharam seu amor por uma vida santa. 


Santos do Carmelo, rogai por nós!


O amor de Cristo e a devoção à Santíssima Virgem Maria do Monte Carmelo unem os carmelitas entre si, nesta terra em que peregrinamos, levam-nos a interceder com amor fraterno pelos carmelitas que terminaram a sua peregrinação nesta vida e ainda esperam a gloriosa visão do Senhor. A oração comum da Ordem implora do Senhor a misericórdia para todos os seus membros, para que, por intercessão de Maria, sinal de esperança segura e de consolação, se associem nos Céus à restante família carmelita que já contempla a Deus face a face. Esta comemoração foi introduzida em 1683.


“Nós cremos na Vida Eterna e na Feliz Ressurreição.

Quando de volta à casa paterna, com o Pai os filhos se encontrarão”.


No Mês de Novembro, a Sagrada Liturgia nos apresenta duas celebrações muito importantes e muito interligadas entre si: a Solenidade de Todos os Santos e a Comemoração de todos os Fiéis defuntos, que a cada ano nos propiciam uma rica oportunidade de refletir sobre nossa vida na terra e sobre a vida eterna, a grande esperança da nossa fé. A Comemoração de todos os Santos vem nos lembrar a santidade de ações que todos nós devemos ter no decorrer de nossa vida. Fomos criados para sermos santos, chamados à Santidade, a sermos perfeitos como nosso Pai é perfeito. “O Prêmio da fé é a certeza de vivermos para sempre felizes com o Senhor”. 


Nossa vocação à santidade muitas vezes é colocada em crise visto aos apelos mundanos, nos esquecemos muitas vezes das obras de misericórdia, das lições do Sermão das Bem-aventuranças, das promessas feitas aos justos e principalmente nos esquecemos da vida eterna, da esperança de que um dia alcançaremos a verdadeira vida junto de Deus no céu onde “não haverá tristeza, doença, nem sombra de dor.” Ser santo é sem dúvida, o grande desafio de todo o cristão e a grande prêmio, pois nossa certeza “é que um dia veremos a Deus e contemplá-lo com nossos olhos é a felicidade sem fim”. Desta forma a Celebração dos Finados é a celebração de nossa esperança, pois “o último inimigo a ser destruído é a morte”. No mundo pagão, a morte recebe a seguinte expressão “ Tudo acabou”. Todavia, nossa resposta cristã é “ Para os que crêem a vida não é tirada e sim transformada e desfeito o nosso pobre corpo mortal nos é dado no céu um corpo glorioso” 

Lembrança dos Fiéis Defuntos 

Seja a celebração de Finados um dia de reflexão para todos os cristãos, um dia de meditar sobre nossa vida e de lembrar com saudade e carinho de todos os nossos entes queridos com quem tivemos a alegria de um dia conviver, lembrar de suas boas obras, meditar sobre nossas atitudes com eles, onde acertamos e onde erramos, para não incorrer em erros futuros. É dia de oração, de reflexão é não dia de festas, churrascos ou outras divertimentos. Deve ser também um “Dia da Família”, onde podemos ter a oportunidade de contar aos mais jovens os feitos das pessoas que já partiram desta vida, nossos antepassados, amigos e parentes, valorizando o aspecto familiar. 


A liturgia deste dia é muito rica em orações, leituras e preces que, bem vivenciadas, nos ajudam a refletir sobre nossa existência e sobre a vida eterna, que nós devemos preparar a cada dia de nossa vida. Momento também importante é o da visita ao Cemitério, lugar santo de oração, de muito respeito, pois ali esperam a ressurreição os corpos dos justos. Muito respeito também devemos com os falecidos, de modos geral com os túmulos e restos mortais, evitando quaisquer brincadeiras e comentários desagradáveis, críticas e deboches com os mortos, devendo sempre lembrar que os despojos se referem a um corpo que foi templo do Espírito Santo, por isto o corpo é aspergido e algumas vezes incensado.



Vivenciando estas celebrações, nossa atitude deve ser a de sempre estarmos vigilantes; bem viver esta vida, construindo a nossa vida de felicidade no céu , pois ”os olhos jamais contemplaram e ninguém sabe explicar o que Deus tem preparado para aquele que um dia o amar”. Mas a nossa fé nos propicia a esperança de crer, de almejar e construir ainda aqui na terra a vida Eterna, pois “peregrinos nós somos aqui, construindo morada nos céus, quando Deus chamar a si quem foi na Terra amigo seu.”


Oração:

Senhor, glória dos fiéis, concedei o descanso eterno aos nossos irmãos e irmãs defuntos, a quem nos une o mesmo Batismo e a mesma vocação no Carmelo, para que, tendo seguido a Cristo e sua Mãe, possam contemplar-Vos para sempre como seu criador e redentor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade doEspírito Santo.

14 de Novembro - Festa de Todos os Santos da Ordem Carmelitas




Assim como o profeta Elias, todos os santos do Carmelo foram moldadas por uma escola de fogo espiritual. Eles também insinuou o exemplo de Maria e fez a sua expressão mais verdadeira na experiência do amor e que o amor faz a história da Ordem. Eles se tornaram um hino de louvor a oferecer ao nosso Deus. “

Nós recebemos o grande presente de nossos irmãos e irmãs que consagraram suas vidas a Deus. Eles se abraçaram os ensinamentos do Divino Mestre e viveram suas vidas em “fidelidade a Jesus Cristo”. Deram-se ao serviço de Deus na oração, na abnegação evangélica, e em amar as almas. Às vezes, eles derramaram seu sangue para testemunhar este amor.

Quem são os santos do Carmelo? Eles são eremitas do Monte Carmelo, que “viviam em pequenas células semelhantes às células de uma colméia, eles viviam como abelhas de Deus, reunindo o mel divino da consolação espiritual.” Eles são mendigos das primeiras comunidades medievais, que descobriram a presença de Deus nos acontecimentos da vida cotidiana e, especialmente, de ver Deus em seus irmãos e irmãs. Eles são professores e pregadores, missionários e mártires, que procurou o rosto de Deus entre o povo. Eles são freiras que têm contribuído para o crescimento do povo de Deus por sua experiência mística e, especialmente, por meio de sua oração fervorosa e vida contemplativa. 

Eles são religiosos, que nos mostrou o rosto de Cristo através de seu apostolado em hospitais ou escolas, especialmente nas terras de missão.Eles são leigos, que foram capazes de encarnar o espírito do Carmelo e viveu esse espírito no meio do povo. Simão Stock, André Corsini, Alberto de Trapani, João da Cruz, Teresa de Ávila, Teresa do Menino Jesus, Edith Stein, Brandsma Tito, Paoli Angelo e inúmeros santos e beatos do Carmelo, juntamente com Maria, a Mãe do Carmelo, são agora cantando uma canção de louvor ao Pai Celestial. Eles podem ser grandes santos que a Igreja inteira venera e invoca na liturgia, ou eles são santos humildes, que são conhecidos e venerado por poucos fora da Ordem. Mas todos eles, através de suas vidas, ofereceram-nos um segredo de santidade para se tornar santos. Eles podem nos ensinar como viver as virtudes de esperança, amor e fé, e como fazer o nosso compromisso diário com Deus. E eles nos mostram como a dedicar todo o seu coração a Cristo. 

Todos os Santos Carmelitas deixar-se ser moldado de acordo com a imagem da Virgem Maria, que viveu na intimidade com o seu Filho. É a partir dela que eles aprenderam a viver em Cristo e viver o amor de Cristo. De sua eles foram inspirados a consagrar a sua vida para a Igreja e para as almas. Em suma, a vida da Virgem tem uma importância absoluta na experiência de todos os santos carmelitas. Rezamos para que o exemplo destes santos continuará a inspirar a santidade em uma nova geração de nossos irmãos e irmãs. Assim como eles, nós podemos viver em fidelidade a Jesus Cristo e servi-o com um coração puro e uma boa consciência. Como eles, podemos saber como nos dedicar dia e noite para a contemplação da Palavra e ao serviço generoso para a humanidade. Por fim, pedimos que os exemplos de santos carmelitas podem impactar nos imensamente e concretamente e nos fazem ter um profundo amor por Cristo, para a Igreja e para o mundo todo.


Dos Escritos de Santa Teresa de Jesus


'Todos os que trazemos este hábito sagrado do Carmo somos chamados à oração e contemplação, porque este foi nosso princípio, desta casta, daqueles santos Padres do Monte Carmelo, que buscavam este tesouro, esta preciosa Margarita.
Lembremo-nos dos santos Padres nossos antepassados. Bem sabemos como, por aquele caminho de pobreza e humildade, gozam de Deus. 

Ouço algumas vezes dizer que nos princípios das Ordens Religiosas, como eram os alicerces, fazia o Senhor maiores mercês àqueles santos nossos antepassados. E assim é, mas sempre nos havíamos de considerar alicerce dos que vierem depois. Porque, se agora nós que vivemos, não tivéssemos perdido o fervor dos nossos antepassados e se os que viessem após nós fizessem outro tanto, sempre estaria firme o edifício. Que me aproveita a mim que os santos passados tenham sido assim, se depois sou tão ruim que, com meus maus costumes, deixo estragos no edifício? Porque, é claro: os que vão chegando não se recordam tanto dos que há muitos anos morreram como dos que estão vendo. É engraçado que eu atribua o mal ao facto de não ser das primeiras e não veja a diferença que há entre a minha vida e virtude e as daqueles a quem Deus fazia tantas mercês.

Se vir que a sua Ordem em algo vai decaindo, procure ser pedra capaz de tornar a levantar o edifício, que para isso o Senhor dará ajuda. Por amor de Nosso Senhor lhes peço: lembrem-se quão depressa tudo se acaba, e da mercê que nosso Senhor nos fez trazendo-nos a esta Ordem. Mas ponham sempre os olhos na casta de onde vimos, naqueles Santos Profetas. Quantos santos temos no céu que trouxeram este hábito! 

Tenhamos a santa presunção, com a ajuda de Deus, de ser como eles. Pouco durará a batalha e o fim será eterno.'


Tags: Santos do Carmelo, Santos Carmelitas, Todos os Santos da Ordem do Carmo, Família Carmelitana, Ordem do Carmo, Santoral Carmelitano.

domingo, 1 de novembro de 2015

02 de Novembro, 2015 - Solenidade dos Fiéis Defuntos

Esta festa responde a uma larga tradição de fé na Igreja: orar por aqueles fiéis que acabaram sua vida terrena e que se encontram ainda em estado de purificação no Purgatório.

O Catecismo da Igreja Católica nos recorda que os que morrem em graça e amizade de Deus mas não perfeitamente purificados, passam depois de sua morte por um processo de purificação, para obter a completa formosura de sua alma.

A Igreja chama "Purgatório" a essa purificação; e para falar de que será como um fogo purificador, apóia-se naquela frase de São Paulo que diz: "a obra de cada um será posta em evidência. O dia torna-la-á conhecida, pois ele se manifestará pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de cada um."(1Cor 3, 13).

A prática de orar pelos defuntos é extremamente antiga. O 2º livro dos Macabeus no Antigo Testamento diz: "Eis por que ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado" (2Mac. 12, 45); e seguindo esta tradição, a Igreja desde os primeiros séculos teve o costume de orar pelos defuntos.

A respeito, São Gregório Magno afirma: "Se Jesus Cristo disse que há faltas que não serão perdoadas nem neste mundo nem no outro, é sinal de que há faltas que sim são perdoadas no outro mundo. Para que Deus perdoe os defuntos das faltas veniais que tinham sem perdoar no momento de sua morte, para isso oferecemos missas, orações e esmolas por seu eterno descanso".

Estes atos de piedade são constantemente alentados pela Igreja.

Fonte : ACI Digital

O Tratado do Purgatório de Santa Catarina


Santa Catarina (1447-1510) nasceu em Gênova, filha de Francisca di Negro e Tiago Fieschi, então vice-rei de Nápoles sob Renato d’Anjou. Escreveu a obra O Tratado do Purgatório, em cujo prólogo se declara que ela foi “colocada no purgatório do ardente amor divino, que a queimava e a purificava de tudo aquilo que era possível purificar”.

"Nenhum contentamento pode ser comparado ao das almas do purgatório, a não ser o dos santos do Céu. Esse contentamento aumenta sem cessar pelo embebimento de Deus nas almas à medida em que os impedimentos desaparecem.

Tais impedimentos (para se unir a Deus) são as manchas do pecado, e o fogo os consome sem “saudade”, de sorte que a alma, neste estado, se abre continuamente para receber a divina comunicação. (Cap. II)

Quando Deus encontra uma alma se esforçando para retornar à pureza e simplicidade na qual foi criada, Ele intensifica nela a aspiração beatífica e acende no seu coração um ardor de caridade tão forte e tão impetuoso que qualquer obstáculo entre a alma e o seu fim se torna insuportável a ela. Assim quanto mais a visão de Deus é clara, maior o sofrimento. (Cap.III)

Suponhamos que no mundo inteiro, para mitigar a fome de cada criatura, haja apenas um pão e que mais nada além dele as satisfaça. O homem na sua saúde tem, por natureza, o instinto da alimentação. Mas, supondo-o capaz de se abster de comer sem morrer e sem perder suas forças e sua saúde, sua fome crescerá cada vez mais.

Ora, sabendo que somente aquele pão o poderá satisfazer e que enquanto não o tiver atingido sua fome não poderá ser aquietada, ele sofrerá penas intoleráveis, que aumentarão na medida em que ele se encontrar mais afastado. E se estiver certo de jamais o comer, seu inferno será tão completo como o dos condenados que, famintos de Deus, não têm nenhuma esperança de ver jamais o “pão da vida”.

Mas as almas do purgatório têm a esperança certa de ver a Deus e dele se saciar inteiramente. É o porque elas suportam a fome e sofrem todas as penas, até o momento em que entraram na eterna possessão do “pão de vida”, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso amor. (Cap. VI).

No que concerne a Deus, vejo que o Paraíso não tem portas e pode-se nele entrar que quiser, porque Deus é todo misericórdia e seus braços estão sempre abertos para nos receber na glória.

Mas a divina essência é tão pura – infinitamente mais pura do que a imaginação possa conceber – que a alma, encontrando em si a mais leve imperfeição, se lançaria por si mesma num milhão de infernos antes que aparecer impura na presença da divina Majestade. Percebendo então que o purgatório foi criado para a purificar, ela se lança nele, por si mesma, e aí encontra esta grande misericórdia: a destruição de suas faltas. (Cap. VIII)

A alma quanto mais é purificada, mais perfeitamente ela se une a Deus. Assim age o fogo divino na alma. Deus a mantém nas chamas até que cada imperfeição seja extinta.Realizado isto, a alma repousa completamente em Deus, tendo a Ele mesmo por seu ser. (Cap. X)

As almas do purgatório estão tão voltadas e transformadas em Deus que elas estão sempre contentes com sua adorável vontade. E se um alma experimentasse aproximar-se de Deus na visão beatífica com uma ínfima mancha, ela se sentiria nisso uma terrível injúria e um sofrimento maior do que permanecendo no purgatório. (Cap. XIV)

As almas do purgatório, enquanto sofrem de bom grado seus tormentos, elas constatam que Deus foi muitíssimo bom para com elas, considerando o que elas mereceram e o quanto foram grandes suas ofensas a seus olhos.

Se a bondade de Deus não temperasse sempre a justiça com a misericórdia (satisfazendo-a com o precioso sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo), um só pecado mereceria um milhão de infernos. Elas sofrem suas penas com tanto agrado que não quereriam mitigá-las um mínimo, julgando quanto justamente elas as mereceram.

Elas não resistem mais à vontade de Deus uma vez que, tão brevemente, estarão na possessão do Céu. (Cap. XVI)

Esta forma de purificação segundo a qual eu vejo aplicada às almas do purgatório, eu experimento em mim mesma nos dois últimos anos e cada dia eu a vejo e sinto mais e mais claramente.

Minha alma parece viver no meu corpo como num purgatório verdadeiramente semelhante ao purgatório real, com a única diferença que são sofrimentos que o corpo possa aguentar sem morrer, mas que crescem gradual e continuamente conquanto que ele não pereça. (Cap. XVII)

Finalmente, para concluir, compreendamos bem que tudo quanto é humano é totalmente aperfeiçoado por nosso Deus todo poderoso e misericordioso, e que esta é a ação do purgatório. (Cap. XVII)

Fonte: Sainte Catherine de Genes (Santa Catarina de Gênova), Traté du Purgatoire – Éditions de l’Emmanuel, 1992 – Paris

Santoral Carmelitano - Novembro


05 de Novembro - Beata Francisca de Abósia (Francesca D`Amboise) 

07 de Novembro - Beato Francisco Palau y Quer

08 de Novembro - Beata Elizabeth da Trindade

Em breve :

Dia 14 - Todos od Santos Carmelitas

Dia 15  - Todas as Almas dos Fiéis Defuntos da Ordem do Carmo

01 de Novembro, 2015 - Solenidade de Todos os Santos - Homilia Catequética sobre a Intercessão

Sim. Os Santos intercedem pelos fiéis

Uma das maiores duvida criadas com a figura dos santos é sua capacidade de serem mediadores entre Deus e os homens. Devido à passagem bíblica de 1Tim 2:5 muitos têm feito uma interpretação errada. Diz: "Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus". A primeira interpretação nos diria que não cabe dúvida de que só Jesus é o mediador entre Deus e os homens, portanto, afirmar que a intercessão dos santos é possível seria algo antibíblico, mas, a realidade é que não a contradiz.
Muitos destas interpretações se apóiam em prejuízos contra a Igreja e a grande maioria de interpretadores fundamentalistas termina contradizendo-se. Isto também se deve à ignorância sobre o que ensina a Igreja Católica.
Em 1 Tim 2, 5 se utiliza a palavra "mesités" (mediador) e também em outras passagens do Novo Testamento da Bíblia em grego, um termo que principalmente aparece junto a "aliança": Jesus é o mediador da nova aliança.
Quando na parte final de 1 Tim 2, 5 se diz " Cristo Jesus homem", nota-se a intenção do apóstolo Paulo por demonstrar que é como homem que Jesus é capaz de ser o reconciliador e mediador para o homem. Já que o pecado veio da desobediência do ser humano o único que pode redimi-lo deverá ser humano. Alguns quiseram utilizar esta mensagem de Paulo para lhe tirar o ofício de mediadora à Igreja e acrescentam arbitrariamente a entrevista de Col 1,18: "Cristo é a cabeça do corpo, que é a Igreja", mas o caráter de mediador em Jesus é parte de sua função como homem e não como cabeça da Igreja.
É importante destacar que algo em que católicos e protestantes estão de acordo sobre o texto é que Paulo destaca que Jesus é verdadeiro homem e não só um mediador. O texto não vai a contraposição da Igreja, salvo que se busque uma quinta pata no gato.
Os seguintes comentários tratam o termo mediador:
"Que Cristo seja o único mediador não significa que tenha terminado o papel dos homens na história da salvação. A mediação de Jesus reveste aqui abaixo sinais sensíveis: são os homens, a quem Jesus confia uma função para com sua Igreja; inclusive na vida eterna associa Jesus Cristo, em certa maneira, a sua mediação os membros de seu corpo que entraram na glória. (...) Os que desempenham não são, propriamente falando, intermediários humanos com uma missão idêntica a que tiveram os mediadores do AT; não acrescentam uma nova mediação a do único mediador: não são a não ser os meios concretos utilizados por este para chegar aos homens. (...) Evidentemente, esta função cessa uma vez que os membros do Corpo de Cristo se reuniram com sua cabeça em sua glória. Mas então, em relação aos membros da Igreja que lutam ainda na terra, os cristãos vencedores exercem ainda uma função de outra índole. Associados à realeza de Cristo (Rev 2,26s; 3,21; cf. 12,5; 19,15), que é um aspecto de sua função mediadora, apresentam a Deus as orações dos Santos daqui abaixo (5,8; 11,18), que são um dos fatores do fim da história." (Leon-Dufour, Vocabulário de Teologia Bíblica)
"Os cristãos compartilham a autoridade do rei dos reis, constituindo-se em mediadores sacerdotais no mundo da humanidade." ( Harrington, Revelation)
O cristão quando reza por outro ou a um santo, sua oração é em Cristo, não pensando que Cristo não tem nada a ver na oração. Nossa oração não exclui a mediação de Cristo mas sim é uma mediação participada de sua mediação. Assim, na Escritura se demonstra como muitas qualidades de Deus nos atribuem.
O Catecismo da Igreja Católica nos indica (956):
Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade... Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra... Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.
Muitos cristãos pensam que os Santos e todos os que morrem já não podem rezar. É um engano incrível pensar que Deus não permita que o amor dos santos siga vivendo ao rezar por seus seres amados, pois se esquece que nosso Pai é Deus de vivos, e não de mortos. 
"Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos" (Ap 5,8).
A mediação dos Santos é real e verdadeiramente forte já que eles vivem a Glória de estar com Cristo nos Céus, e seguindo de novo o apóstolo Paulo quando diz: "Exorto, pois, acima de tudo que se façam pedidos, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens (1 Tim 2,1)", os cristãos têm a necessidade de orar para viver o amor reconciliador que nos ensinou Jesus ao nos abrir as portas da Casa do Pai.
Fonte: ACI Digital

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