Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

NATAL HOJE E SEMPRE

                   

                                    
  
Dom Fernando Arêas Rifan*
                                              
Transcorridos muitos séculos desde que Deus criou o mundo e fez o homem  à sua imagem; - séculos depois de haver cessado o dilúvio, quando o Altíssimo fez resplandecer o arco-íris, sinal de aliança e de paz; - vinte e um séculos depois do nascimento de Abraão, nosso pai; - treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés; - cerca de mil anos depois da unção de Davi, como rei de Israel; - na septuagésima quinta semana da profecia de Daniel; - na nonagésima quarta Olimpíada de Atenas; - no ano 752 da fundação de Roma; - no ano 538 do edito de Ciro, autorizando a volta do exílio e a reconstrução de Jerusalém; - no quadragésimo segundo ano do império de César Otaviano Augusto, enquanto reinava a paz sobre a terra, na sexta idade do mundo: JESUS CRISTO DEUS ETERNO E FILHO DO ETERNO PAI, querendo santificar o mundo com a sua vinda, foi concebido por obra do Espírito Santo e se fez homem; transcorridos nove meses, nasceu da Virgem Maria, em Belém de Judá. Eis o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana. Venham, adoremos o Salvador! Ele é Emanuel, Deus Conosco”. Este é o solene anúncio oficial do Natal, feito pela Igreja na primeira Missa da noite de Natal!

            O Natal é a primeira festa litúrgica, o recomeçar do ano religioso, como a nos ensinar que tudo recomeçou ali. O nascimento de Jesus foi o princípio da revelação do grande mistério da Redenção que começava a se realizar e já tinha começado na concepção virginal de Jesus, o novo Adão. Deus queria que o seu projeto para a humanidade fosse reformulado num novo Adão, já que o primeiro Adão havia falhado por não querer se submeter ao seu Senhor, desejando ser o senhor de si mesmo e juiz do bem e do mal. Assim, Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, o Verbo eterno, por quem e com quem havia criado todas as coisas. Esse Verbo se fez carne, incarnou-se no puríssimo seio da Virgem, por obra do Espírito Santo, e começou a ser um de nós, nosso irmão, Jesus. Veio ensinar ao homem como ser servo de Deus. Por isso, sendo Deus, fez-se em tudo semelhante a nós, para que tivéssemos um modelo bem próximo de nós e ao nosso alcance. Jesus é Deus entre nós, o “Emanuel – Deus conosco”, a face da misericórdia do Pai.

São Francisco de Assis inventou o presépio, a representação iconográfica do nascimento de Jesus, para que refletíssemos nas grandes lições desse maior acontecimento da história da humanidade, seu marco divisor, fonte de inspiração para pintores e místicos.

Que tal se fizéssemos um Natal contínuo, pensando mais no divinoSalvador, na sua doutrina, no seu amor, nas virtudes que nos ensinou, unindo-nos mais a ele pela oração e encontro pessoal com ele, imitando o seu exemplo, praticando as obras de misericórdia, convivendo melhor com nossa família...

Desse modo a mensagem do Natal vai continuar durante todo o Ano Novo, que assim será abençoado e felizFELIZ NATAL E ABENÇOADO ANO NOVO!

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

É Natal, Nasceu Jesus !



Mensagem Urbi et Orbi
de S.Santidade, o Papa Francisco

Na sua mensagem à Cidade e ao mundo (Mensagem “Urbi et Orbi” como habitualmente se chama) o Papa Francisco reconhece antes de tudo o facto central deste dia de Páscoa. “Jesus Cristo ressuscitou! O amor venceu o ódio, a vida venceu a morte, a luz afugentou as trevas!”, acrescentando que foi por nosso amor que Jesus Cristo se despojou da sua glória divina; esvaziou-Se a Si próprio, assumiu a forma de servo e humilhou-Se até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou e fê-Lo Senhor do universo. E com a sua morte e ressurreição, Jesus indica a todos o caminho da vida e da felicidade , disse o Papa:

“Este caminho é a humildade, que inclui a humilhação. Esta é a estrada que leva à glória. Somente quem se humilha pode caminhar para as «coisas do alto», para Deus. O orgulhoso olha «de cima para baixo», o humilde olha «de baixo para cima»”.

E o Papa cita em seguida o exemplo dos discípulos Pedro e João que na manhã de Páscoa, informados pelas mulheres, correram até ao sepulcro e, tendo-o encontrado aberto e vazio, se aproximaram e se «inclinaram para entrar no sepulcro. Para entrar no mistério, reiterou pois o Papa Francisco, é preciso «inclinar-se», abaixar-se, porque somente quem se abaixa compreende a glorificação de Jesus e pode segui-Lo na sua estrada, contrariamente à lógica mundana:

“A proposta do mundo é impor-se a todo o custo, competir, fazer-se valer… Mas os cristãos, pela graça de Cristo morto e ressuscitado, são os rebentos duma outra humanidade, em que se procura viver ao serviço uns dos outros, ser não arrogantes mas disponíveis e respeitadores. Isto não é fraqueza, mas verdadeira força! Quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não precisa de usar violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e do amor”.

E o Papa invocou a este ponto ao Senhor ressuscitado a graça de não cedermos ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas de termos a coragem humilde do perdão e da paz, tendo acrescentado:

“A Jesus vitorioso pedimos que alivie os sofrimentos de tantos irmãos nossos perseguidos por causa do seu nome, bem como de todos aqueles que sofrem injustamente as consequências dos conflitos e das violências em curso”.

E o pensamento do Papa dirigiu-se antes de tudo para a Síria, dizendo:

“Pedimos paz, antes de tudo, para a Síria e o Iraque, para que cesse o fragor das armas e se restabeleça a boa convivência entre os diferentes grupos que compõem estes amados países. Que a comunidade internacional não permaneça inerte perante a imensa tragédia humanitária no interior destes países e o drama dos numerosos refugiados”.

Em seguida, o Papa implorou paz para todos os habitantes da Terra Santa, para que possa crescer entre israelitas e palestinenses a cultura do encontro e se retome o processo de paz a fim de pôr termo a tantos anos de sofrimentos e divisões. E pediu também paz para a Líbia a fim de que cesse o absurdo derramamento de sangue em curso e toda a bárbara violência, e aqueles que têm a peito o destino do país se esforcem por favorecer a reconciliação e construir uma sociedade fraterna que respeite a dignidade da pessoa. E almejamos que, também no Iémen, prevaleça uma vontade comum de pacificação a bem de toda a população”. E confiou ao Senhor misericordioso o acordo recentemente alcançado em Lausanne (Suíça), a fim de que seja um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraterno. E com particular solicitude recordou outros Países africanos a braços com conflitos:

“Do Senhor Ressuscitado imploramos o dom da paz para a Nigéria, o Sudão do Sul e as várias regiões do Sudão e da República Democrática do Congo. De todas as pessoas de boa vontade se eleve incessante oração por aqueles que perderam a vida – penso de modo particular aos jovens mortos na quinta-feira passada numa Universidade de Garissa, no Quénia -, por quantos foram raptados, por quem teve de abandonar a própria casa e os seus entes queridos.”

O Papa recordou igualmente a Ucrânia, desejando que o país reencontre a paz e a esperança, graças ao empenho de todos as partes interessadas. E também pediu paz e liberdade para quem é vítima das novas e antigas formas de escravidão e marginalização:

“Paz e liberdade, pedimos para tantos homens e mulheres, sujeitos a formas novas e antigas de escravidão por parte de indivíduos e organizações criminosas. Paz e liberdade para as vítimas dos traficantes de droga, muitas vezes aliados com os poderes que deveriam defender a paz e a harmonia na família humana. E paz pedimos para este mundo sujeito aos traficantes de armas, que fazem lucros com o sangue dos homens e mulheres”.

A terminar o Papa dirigiu palavras de esperança para todos:

“Aos marginalizados, aos encarcerados, aos pobres e aos migrantes que tantas vezes são rejeitados, maltratados e descartados; aos doentes e atribulados; às crianças, especialmente as vítimas de violência; a quantos estão hoje de luto; a todos os homens e mulheres de boa vontade chegue a voz consoladora do Senhor Jesus: «A paz esteja convosco!». «Não temais! Ressuscitei e estou convosco para sempre!».

E o Papa deu a sua bênção, para a Cidade de Roma e para o mundo inteiro.

“Desejo estender os meus melhores votos de uma Feliz Páscoa a todos vós presentes nesta praça provenientes de vários países, bem como àqueles que estão conectados através dos meios de comunicação social. Levai às vossas casas e a quem encontrardes o alegre anúncio de que o Senhor da vida ressuscitou, trazendo consigo amor, justiça, respeito e perdão!

Muito obrigado pela vossa presença, pela vossa oração e pelo entusiasmo da vossa fé. Um pensamento especial e de gratidão pelo dom das flores, que também este ano vieram dos Países Baixos”

E concluiu desejando Feliz Páscoa a todos e com o habitual Rezai por mim, bom almoço e até logo”

Deixe aqui o seu Comentário