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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Visitar os Doentes - Por Dom Fernando Arêas Rifan



Dom Fernando Arêas Rifan*


Visitar os enfermos é uma das obras de misericórdia corporal, assim como consolar os aflitos é umas das obras de misericórdia espiritual. Ambas são inseparáveis.

Nesse mês, exatamente no dia 11, ocorreu a XXIV Jornada Mundial do Doente, que coincidiu com a festa de Nossa Senhora de Lourdes, porque ali afluem milhares de enfermos de todos os países e continentes para pedir a cura e a consolação, pela intercessão de Nossa Senhora, que a muitos tem curado e a todos consolado. Além dos milagres de cura corporal, ali acontecem conversões de milhares de pecadores, a cura da alma e o consolo das aflições.

Em sua mensagem para essa jornada, o Papa Francisco nos convida a meditar “a narração evangélica das bodas de Caná (Jo 2, 1-11), onde Jesus realizou o primeiro milagre a pedido de sua Mãe. O tema escolhido –Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: ‘Fazei o que Ele vos disser’ – insere-se muito bem no âmbito do Jubileu Extraordinário da Misericórdia

“A doença, sobretudo se grave, põe sempre em crise a existência humana e suscita interrogativos que nos atingem em profundidade. Por vezes, o primeiro momento pode ser de rebelião: por que havia de acontecer precisamente a mim? Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo está perdido, que já nada tem sentido... Nestas situações, a fé em Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua força positiva; e não porque faça desaparecer a doença, a tribulação ou os interrogativos que daí derivam, mas porque nos dá uma chave para podermos descobrir o sentido mais profundo daquilo que estamos vivendo; uma chave que nos ajuda a ver como a doença pode ser o caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus, que caminha ao nosso lado, carregando a Cruz. E esta chave é-nos entregue pela Mãe, Maria, perita deste caminho”.

“O banquete das bodas de Caná é um ícone da Igreja: no centro, está Jesus misericordioso que realiza o sinal; em redor d’Ele, os discípulos, as primícias da nova comunidade; e, perto de Jesus e dos seus discípulos, está Maria, Mãe providente e orante. Maria participa na alegria do povo comum, e contribui para aumenta-la; intercede junto de seu Filho a bem dos esposos e de todos os convidados. E Jesus não rejeitou o pedido de sua Mãe. Quanta esperança há neste acontecimento para todos nós! Temos uma Mãe de olhar vigilante e bom, como seu Filho; o coração materno e repleto de misericórdia, como Ele; as mãos que desejam ajudar, como as mãos de Jesus que dividiam o pão para quem tinha fome, que tocavam os doentes e os curavam. Isto enche-nos de confiança, fazendo-nos abrir à graça e à misericórdia de Cristo. A intercessão de Maria faz-nos experimentar a consolação, pela qual o apóstolo Paulo bendiz a Deus ‘o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação! Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus’ (2 Cor 1, 3-5). Maria é a Mãe ‘consolada’, que consola os seus filhos”.

*Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney


Oração para todos os doentes
 Senhor, Vós que miraculosamente operastes tantas curas, olhai com amor os enfermos do mundo inteiro. Permiti-nos que Vos apresentemos esses doentes, como outrora eram apresentados aqueles que, necessitados, solicitavam o Vosso auxílio quando vivíeis nesta terra. / Eis aqueles que desde muito tempo são provados pela doença e não vêem o fim de sua provação. / Eis os que subitamente ficaram paralisados pela enfermidade e tiveram que renunciar às suas atividades e ao seu trabalho. / Eis os que têm encargos de família e não conseguem mais responder por eles, por causa de seu estado de saúde. / Eis os que sofrem em seu corpo ou em sua alma de alguma doença que os entristece. / Eis os deprimidos pesadamente por seus desgastes de saúde e cuja coragem precisa ser reerguida. / Eis os que não têm nenhuma esperança de cura, e que sentem declinar suas forças. / Eis todos os doentes que amais, todos os que reclamam o Vosso apoio e a melhora de seu estado. / Eis todos aqueles cujos corpos feridos se tornam semelhantes ao Vosso corpo imolado sobre a cruz. / Senhor, confortai com Vossa graça todos esses doentes. Fazei que nenhum deles fique sem nossa visita, sem nosso amparo, sem nossa palavra de conforto. / Senhor, quando nós formos provados pela doença, fazei que saibamos unir nossas dores à Vossa cruz. / Senhor, fazei-nos lutar para terminar com os sofrimentos causados pela injustiça e pela maldade dos homens. Amém !

Rezar 1 Credo, 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai

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